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	<title>Interação social &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Mais vida, menos facebook</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2014 22:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta crítica ao Facebook, entenda porque a rede social mais popular, representante desta conectividade plena e contemporânea, nos deixa muitas vezes confusos sobre sua real utilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como representante mais popular desta conectividade plena, contemporânea, nós que utilizamos o Facebook nos vemos muitas vezes confusos sobre sua real utilidade.</p>
<p>Às vezes nos empolgamos com o avanço que ele representa, na medida em que permite o contato instantâneo com várias pessoas e com o que está no foco das atenções momentâneas, e às vezes, nos vemos loucos para encerrar nossa conta e vivermos uma vida mais <em>off-line</em>.</p>
<div id="attachment_16867" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16867" class="size-full wp-image-16867" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/sai-dessa.jpg" alt="Um retrato da sua vida" width="526" /><p id="caption-attachment-16867" class="wp-caption-text">Um retrato da sua vida</p></div>
<p>Essa alternância ocorre, assim entendo, por vários motivos. Um deles seria porque de tempo em tempo percebemos que esse &#8220;contato instantâneo&#8221; se dá com pessoas distantes, que você mal conhece ou, se conheceu, mal mantém contato e, se mantém contato, no fundo pode nem gostar muito delas&#8230; Não sei se passa de 10 o número de pessoas distantes, que conheci através da internet e que costumo acompanhá-las pelo <em>facebook</em>. Ora, particularmente, as pessoas com as quais gosto de manter contato, não estão no Facebook, ou quase não o utilizam por falta de tempo (ou por terem algo melhor para fazer da vida). Aliás, as pessoas com as quais gosto de manter contato, eu vejo pessoalmente e constantemente, justamente por que gosto de estar com elas.</p>
<p>O nosso desânimo com o Facebook também ocorre porque é frequente percebermos que &#8220;o foco das atenções momentâneas&#8221; quase sempre se dá sobre besteiras e inutilidades, sem as quais nossa vida costuma seguir pelo mais absoluto e mesmíssimo trajeto. Muitas dessas inutilidades são compartilhadas por portais de notícias, como notícias, mas mesmo que fossem notícias, vale aquele questionamento de Caetano Veloso, presente na música <a href="http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/alegria-alegria.html" target="_blank" rel="noopener">Alegria, Alegria</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Quem lê <em>TANTA </em>notícia?</strong></p></blockquote>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/alienacao-e-sanidade/">Alienação e Sanidade</a></p>
<p>E mais: Parte do desgosto que sentimos com a rede social azul se dá porque ela, assim como a internet de modo mais geral, deu amplo poder de manifestação para uma maioria de pessoas que não tem muito de interessante a manifestar:</p>
<p>Fotos de gatos, cachorros, filhos; Imagens com auto-ajuda ou lamúrias; Desabafos bipolares se alternando entre súplicas e gratidão a Deus (que, diga-se de passagem, não usa o <em>face</em>); Análises e críticas políticas ou fanáticas, ou amarguradas;</p>
<p>Agora repita isso algumas vezes por dia, todos os dias.</p>
<p><em>Enjoa</em>, vai ficando chato.</p>
<h3>Como estou lidando com o Facebook atualmente</h3>
<p>Nesses últimos meses, reduzi bastante minhas publicações por lá. Me dei conta que um perfil no Facebook permite uma manifestação ilusória e sem substância. Você publica opiniões considerando-se alguém muito digno de emiti-las, mas não passa de alguém simples com vivência limitada, a qual não abarca todas as possibilidades do que está falando, reduzindo-se tudo ao nível de <em>achismos</em>. Sem falar que algumas opiniões nossas mais contundentes podem atingir (e atingem) pessoas queridas, de modo desnecessário, afinal, com exceção de empresas que têm algo a vender, não se ganha <em>NADA</em> publicando conteúdo lá, a não ser alguns <em>curtir&#8217;s</em> que afagam o nosso ego.</p>
<div id="attachment_16869" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16869" class="size-full wp-image-16869" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/facebook-ego.jpg" alt="Muito ego pra pouco atrativo" width="526" height="526" /><p id="caption-attachment-16869" class="wp-caption-text">Muito ego pra pouco atrativo</p></div>
<p>Neste sentido, o Facebook é uma grande &#8220;queimação de filme&#8221;, onde nos expomos demais, e não obtemos nada de substancial em retorno. Comigo tem acontecido até de publicar alguns comentários e excluí-los mais adiante. Não porque tenha me arrependido de publicar ou tenha mudado de opinião, mas simplesmente porque não há porquê deixar uma opinião específica (que pode atingir alguém) permanentemente publicada no meu perfil. Era uma opinião séria, provavelmente relacionada a algum daqueles assuntos que recebem muita atenção momentaneamente, e que por isso mesmo foi pertinente apenas durante aquele momento no qual ficou publicada. Quem viu, viu, quem não viu, não perdeu nada.</p>
<p>Também, nesses meses, fiz <em>uma limpa</em> nos meus contatos, excluindo gente que nunca se manifestou, e que nem sei como foram parar ali, e deixei de seguir <em>uma pá</em> de gente que não conheço e que costuma publicar aquelas inutilidades citadas acima.</p>
<p>Hoje minha <em>timeline</em> mostra basicamente as publicações de algumas pessoas próximas e de raras pessoas distantes que costumam publicar algo interessante, e de páginas de jornais, revistas e conteúdos mais elaborados.</p>
<p>Quando fiz aquela limpeza nos meus contatos, me surpreendi muito ao ver que cerca de 40 contatos (de um total de 750 à época) haviam desativado seus perfis. Hoje, a cada vez que faço uma revisão dos meus contatos, cerca de uma vez por mês, percebo que 2 ou 3 pessoas desativaram suas contas. Gente que realmente e definitivamente, desistiu do perfil online, contrariando a mensagem geral de alguns textos do Youpix que chegam a aludir que <em>a vida social</em> de boa parte das pessoas depende do <em>facebook</em>. Menos, né. <a href="https://www.ronaud.com/internet/a-vida-real-e-a-nao-vida-virtual/">Há <em>MUITA</em> vida além do Facebook</a>. Ou sou só eu que conheço várias pessoas que não têm perfil na rede? E que, não por acaso, são as que tem a vida mais interessante?</p>
<p>Também tenho percebido que muitas pessoas próximas que viviam publicando fotos de seu cotidiano, deixaram de publicar, muito provavelmente pelos mesmos motivos que eu aleguei aqui e que eu resumiria da seguinte forma: Algum tempo de uso da rede social nos leva a perceber que o <strong><em>Facebook não é sério</em></strong>; que é um chiclete mental; meio que uma <em>coisa de adolescentes</em>, gente que tem tempo sobrando e quer se entreter; que é um recurso através do qual pessoas solitárias preenchem sua carência; que é, enfim, uma grande perda de tempo e energia nos levando a procrastinar tarefas relevantes. Porque <em>gente grande</em>, essas pessoas que conheço que não têm perfil no Facebook (e nem tiveram no orkut) e que têm uma vida muito interessante, parecem não ter tempo, muito menos disponibilidade para ficarem uma hora por dia ou mais visualizando fotos de gatos, besteiras e detalhes da vida alheia, ou ainda, se empenhando em compartilhar a própria vida online.</p>
<h3>O começo do fim?</h3>
<p>Com base em todas essas observações particulares, acredito que <a href="http://www.google.com.br/trends/explore#q=facebook%2C%20orkut%2C%20twitter&amp;geo=BR&amp;cmpt=q">vem surgindo um desinteresse gradual pela rede</a>, assim como ocorreu com o orkut e twitter&#8230; esse desinteresse ocorre, acredito eu, em parte porque viemos desde 1995, quando surgiu a internet, aprendendo a utilizá-la e lidar com ela, e esse período ainda não terminou porque só agora, depois de 20 anos, é que conseguimos criar tudo que a internet possibilitava criar. A internet consistiu até hoje de uma imensa sequência de experimentos. Alguns deram muito certo e vieram pra ficar, outros nem tanto.</p>
<p>Viemos vivendo fases de testes, meio sem saber, e estamos vendo que não precisamos de boa parte dos recursos oferecidos. E é esta também uma outra razão para a debandada de gente do <em>facebook</em>: Elas aprenderam a usar o <em>instagram</em> e o <em>whatsapp</em> e perceberam que estas ferramentas atendem melhor seus interesses.</p>
<h3>Criticar o <em>Facebook</em> é criticar o ser humano</h3>
<p>O Facebook cansa porque quase sempre, em vez de ser uma rede de pessoas, é uma rede de egos querendo aparecer e mostrar como são <em>lindinhos, engraçadinhos, espertinhos </em>e basicamente,<em> melhor que os outros. </em></p>
<p>Alguns detalhes que tenho notado no convívio diário no <em>facebook</em>:</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">&#8211; Às vezes dá vontade de <em>curtir</em> umas publicações de certas pessoas no <em>facebook</em>, mas aí como ela nunca curte <em>p*rra</em> nenhuma minha, eu também não curto as dela. São as mesmas pessoas que do nada, aparecem me convidando para curtir suas páginas recém criadas. Eu não curto. Também na vida digital, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">é preciso dar, para receber</a>.</span></p>
<p>&#8211; Tem me incomodado muito a noção que quando se publica algo, uma porcentagem pequena do universo dos contatos se manifesta <em>curtindo</em>, <em>comentando</em> ou <em>compartilhando</em>. Por exemplo, de 100 contatos, apenas uns 10 vão se manifestar a uma publicação sua. Os outros 90 muito provavelmente verão sua publicação, mas vão preferir não se manifestar, seja por não gostarem ou serem indiferentes ao tema publicado. O botão <em>curtir</em> nos engana, nos fazendo otimistas. &#8220;Olha que legal, 10 pessoas curtiram minha postagem&#8221;. Se a pessoa pensasse: &#8220;90 pessoas de 100 não se manifestaram sobre minha publicação&#8221; ela simplesmente pararia de publicar. É mais ou menos o que tem acontecido comigo.</p>
<p>&#8211; E as meninas que vivem de publicar fotos de si mesmas (quase sempre enquadradas para pegarem o rosto e o decote) para angariar as curtidas que vão abastecer suas autoestimas? Às vezes essas fotos vêm com frases como &#8220;Então ela sorriu, pq percebeu que sua felicidade depende apenas dela e de mais ninguém&#8221;. Claro, dela, de mais ninguém, e <em>das curtida dos rapazi</em>.</p>
<p>&#8211; E o sujeito que largou tudo pra se tornar <em>padre</em> e só publica frases de amor (romântico) e saudade? E que vai pra retiros e, em vez de orar pelos outros, pede que orem por ele?</p>
<p>&#8211; E as pessoas que de bom só souberam fazer filhos, na vida, e agora publicam tudo que eles fazem, o tempo todo, como se quem não tem filhos já não estivesse adiando justamente porque não tem a menor paciência com crianças? <a title="Conheça 11 tipos de fotos que é melhor não publicar, sobre seus filhos" href="https://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2014/06/03/11-fotos-que-os-pais-nao-devem-publicar-nas-redes-sociais/">Sem contar o perigo de ficar expondo o próprio filho</a> publicamente como se ele fosse um <em>bibelô</em> e não, um ser humano.</p>
<p>&#8211; E o petista sem-noção que vem no seu status &#8220;refutar&#8221; todas as suas opiniões favoráveis ao capitalismo, como se eu tivesse muito a fim e louco pra tentar convencê-lo das minhas visões? E que não por acaso me vi obrigado a desfazer a amizade para ter um pouco de paz e liberdade no <em>facebook</em>.</p>
<p>&#8211; E a pessoa que só publica (porque só pensa nisso e se identifica) coisas sobre tristeza, angústia, recompensa divina e que demonstram o quanto ela é vítima das circunstâncias e, não por acaso, só recebe essas coisas ruins da vida?</p>
<p>&#8211; E a aquela que fez curso de fotografia, mas só compartilha fotos de si mesma?</p>
<p>&#8211; E aquele casal, ao chegar no destino da viagem, qual a primeira coisa que fazem? Publicar um álbum com todas as fotos possíveis tiradas de si mesmos em todos os pontos possíveis do lugar &#8211; ou uma sequência de imagens da viagem no <em>instagram</em>&#8230; Queridos, nós realmente gostamos muito de vocês, mas não estamos assim tão interessados na vossa <del>felicidade</del> <ins>viagem</ins>.</p>
<p>&#8211; E essa onda de vídeos que invadiram a <em>timeline</em> do <em>facebook</em>? Até hoje não consegui saber quem é que quer assistir tantos vídeos sobre tantas coisas interessantíssimas que não nos fizeram falta alguma até hoje&#8230;</p>
<p>Agora me dá licença que preciso limpar o veneno que tá escorrendo aqui 😉</p>
<h3>Instagram vai pelo mesmo caminho</h3>
<p><a href="http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/instagram-o-apice-da-idiotice-na-internet/74400/" target="_blank" rel="noopener">Neste texto</a>, o autor faz uma crítica muito necessária, semelhante a esta minha, sobre o <em>instagram</em>. Se você observar, verá na caixa de comentários que o pessoal aparentemente não gostou muito da crítica. Mas não gostou porque não entendeu que o texto é um CONVITE a auto-crítica de ALGUNS usuários com o perfil descrito no texto, e não uma crítica a todo e qualquer usuário do <em>instagram</em>.</p>
<p>Ou não sabem interpretar textos, ou talvez só tenham lido o título.</p>
<p>Acredito mais nesta segunda hipótese.</p>
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		<title>Vício em smartphones</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 16:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentativos]]></category>
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					<description><![CDATA[Esses novos hábitos, como o vício em smartphones, principalmente entre os adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção. E esses novos (e esquisitos) hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15365" style="width: 233px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15365" class="size-medium wp-image-15365" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg" alt="Sejam GENTE, pelamordedeus!" width="223" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg 223w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg 500w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a><p id="caption-attachment-15365" class="wp-caption-text">Sejam GENTE, pelamordedeus!</p></div>
<p>&#8230;ou vício em ser idiota?</p>
<p>***</p>
<p>O site youpix, especializado nas <del>inutilidades</del> <ins>curiosidades</ins> da internet, comentou como o uso recente de smartphones pelas pessoas está mudando a estrutura de alguns negócios, em especial, o de restaurantes.</p>
<p>Comenta que como as pessoas costumam perder mais tempo usando os celulares durante a estada no restaurante, seja olhando o whatsapp, seja fotografando as comidas, os funcionários estão tendo que alterar algumas práticas para que tudo continue funcionando a contento.</p>
<p>Eu já caí nessa besteira de ficar fotografando comidas e bebidas para publicar no Facebook. Outros publicam no <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-instagram/">Instagram</a>.</p>
<p>Fiz isso até me dar conta COMO É RIDÍCULA essa nossa necessidade de APARECER.</p>
<p>E é ridícula porque demoramos a nos dar conta que na verdade, ninguém <em>tá</em> muito a fim de saber onde você está ou o que você está comendo, por mais lindo que seja. E quando sabem, é mais provável que sintam aquela <a title="Inveja do quê, criatura" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/inveja-do-que-filho/">invejinha</a>, do que uma real felicidade pela <em>sua</em> felicidade.</p>
<p>E se você publica coisas para os outros realmente sentirem <a title="Textos sobre inveja" href="https://www.ronaud.com/sucesso/inveja-cuide-com-o-que-fala/">inveja</a> de você então certamente você está precisando de ajuda psicológica&#8230;</p>
<h3>Novos hábitos</h3>
<p>Esses novos hábitos, principalmente dos adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção.</p>
<p>Acho que esses novos e esquisitos hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.</p>
<h3>Desatenção</h3>
<p>O modo como preferem ater-se aos celulares mesmo quando estão numa ocasião social, revela seu individualismo e também, sua impaciência com os assuntos alheios e para ouvir os outros. E muito provavelmente, revela sua dificuldade de verbalizar qualquer comentário inteligível e, de conversar, meramente. Nesse sentido, o celular se tornou a grande bolha de proteção entre as pessoas e o mundo.</p>
<p>Mais uma forma de fuga, enfim.</p>
<p>Então o autor do youpix cita o termo &#8220;<em>vício em smartphones</em>&#8220;.</p>
<p>🙁</p>
<p>Eu entendo isso como vício em ser idiota (porque a mensagem que se passa é a seguinte: <em>Ai como eu sou moderno e tecnológico e ansioso e não vivo sem meu celular</em>, o que não passa de uma grandiosíssima <em>frescura</em>), porque o sujeito tem que ser muito <em>fraquinho</em> (ou mal educado) pra não conseguir compreender as situações em que está e ter o bom senso de largar o celular para dar um pouco de atenção para os outros. Já vi gente por aí dizendo que essa é a doença do nosso tempo:</p>
<p>A <em>ridiculite</em>.</p>
<h3>Necessidade de atenção</h3>
<p>Por outro lado, embora essa ~ turminha ~ esteja pouco disposta a doar sua atenção para os outros, nunca larga a necessidade de se exibir para os outros. E este hábito ou carência de atenção pode se desdobrar um pouco: Bom, todos nós gostamos e sentimos essa necessidade psicológica de compartilhar o que estamos sentindo ou pensando e mais: todos nós sentimos essa necessidade de nos sentir valorizados, seja pelo que temos, pelo que somos, pelo que sentimos ou pelo que pensamos.</p>
<p>O problema reside nos excessos. Tipo, o sujeito (ou a sujeita) não consegue redigir uma opinião qualquer, com começo meio e fim, mas vive o tempo todo compartilhando fotos: de si mesmo(a), do filho, do cachorro, do gato, da comida, da bebida, da festa, da viagem. Coisas que fazem muito sentido para si, mas quase nenhum para todos os outros contatos de sua rede social preferida.</p>
<p>Então volta-se àquela questão antiga: A pessoa quer atenção, mas não se toca que deve, primeiramente, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">oferecer algo de valor de si mesma</a>. É gente querendo demais, e pouco disposta a oferecer algo de si.</p>
<p>Falta conteúdo, sobra vontade de aparecer.</p>
<h3>Noção de prioridade, excessos e bom senso</h3>
<p>Repito: o problema está nos excessos. Compartilhar qualquer assunto desse, de vez em quando, é perfeitamente natural e legal até. Mas encher a <em>timeline</em> alheia de si mesmo na verdade enche o saco dos outros a não ser que:</p>
<p>A &#8211; Você seja muito bonito(a);</p>
<p>B &#8211; Você seja inteligente e tenha o que dizer;</p>
<p>C &#8211; Você tenha bom gosto e compartilhe coisas realmente legais;</p>
<p>Da mesma forma a atenção ao celular, que é perfeitamente legal e uma grande distração para momentos em que se está sozinho, esperando alguma coisa e etc.</p>
<p>Mas a dica é a seguinte: Se alguém estiver por perto, essa pessoa é a prioridade, nem que seja um mendigo. Se essa pessoa estiver falando com você, largue o celular imediatamente. Ele (o celular, e as besteirinhas que estão sendo compartilhadas) pode esperar. Aja como gostaria que agissem com você, que tenho CERTEZA que gosta muito que lhe ouçam quando está falando.</p>
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		<item>
		<title>(In)segurança emocional e a figura do &#8220;outro&#8221;</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2014 21:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Interação social]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gasparetto]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Os outros]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando uma pessoa tem uma autoestima alta, o seu relacionamento com os demais torna-se mais seguro, já que ela reconhece sua importância e tem noção de seu valor diante do grupo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a segunda parte de um texto publicado em novembro de 2013 &#8211; <a title="Como ser mais seguro" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-ser-mais-seguro/">Como ser mais seguro</a> (sugiro que clique e leia para conhecer a introdução da mensagem que segue).</p>
<p>***</p>
<p><strong>Há um fator preponderante a respeito da segurança psicológica que, ao meu ver, abarca toda essa questão da autoestima. Eu diria que esse fator <em>são os outros</em>. Muitos de nós são tão vulneráveis à opinião dos outros que um elogio ou uma crítica alheia pode mudar completamente o que sentimos a nosso respeito. </strong>Quem é seguro não depende de aprovação e reconhecimento constante, pois acredita, acima de tudo, em si mesmo; está satisfeito consigo mesmo; basta a si mesmo.</p>
<p>Quando uma pessoa tem uma autoestima alta, o seu relacionamento com os demais torna-se mais seguro, já que ela reconhece sua importância e tem noção de seu valor diante do grupo. Mesmo que alguém a critique de algum modo, ela está segura de sua integridade física e de suas competências, então essas críticas não a abalam tanto. Porque entendem que uma opinião alheia sobre si mesmo é apenas uma possível consideração sobre seu valor pessoal, e não uma certificação oficial e definitiva sobre o que ela é e quanto vale como indivíduo.</p>
<p>A única pessoa no mundo que tem direito de <em>certificar</em> o seu valor, <em>oficial e definitivamente</em>, é você mesmo(a).</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>&#8230;como não se importar com o que os outros dizem?</p>
<h3>Aprenda a não se importar com os outros</h3>
<p>Aqui está a grande chave de uma vida mais segura e livre. Confesso ter sentido uma <em>felicidadezinha</em> ao ter atentado para a importância desta questão como fundamento da segurança emocional. Como se enfim eu tivesse descoberto o grande ingresso para uma vida mais leve e <em>mais minha</em>.</p>
<p>Como não se importar com o que os outros pensam e falam? Difícil não? Tenho uma dificuldade particular com essa questão (Já falei disso aqui: <a title="Bocas falam" href="https://www.ronaud.com/vida/bocas-falam-voce-se-importa-com-o-que-dizem/">1</a>, <a title="Ser autêntico" href="https://www.ronaud.com/atitude/ser-autentico/">2</a>, <a title="Como ser mais seguro" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-ser-mais-seguro/">3</a>, <a title="Como lidar com os outros" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">4</a>, <a title="Mil modos de errar no Facebook" href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">5</a>, <a title="Maus-olhados" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/">6</a> e <a title="Não tô nem aí" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/nao-to-nem-ai/">7</a>). Sofro muito de ressaca moral. Vivo com remorso de coisas que faço ou digo, e olha que, socialmente, falo muito pouco.</p>
<p>O fato é que sempre que sentimos arrependimento por ter dito algo, ou quando evitamos falar certas coisas, estamos dando mais poder á opinião do outro do que à nossa própria opinião.</p>
<p>É claro que amamos certas pessoas, e como quem ama quer o bem, estaremos sempre tomando cuidados para não atingir essas pessoas. É normal, mas essa postura de se ficar medindo as palavras com os outros tem de ter um limite.</p>
<p><strong>E o limite, tanto com as pessoas que amamos, como com as pessoas de nosso convívio social, é o nosso bem estar.</strong></p>
<p>Evite ao máximo comprometer seu bem estar tendo que medir palavras diante dos outros. Por isso o caminho da segurança, isto é, desse bem estar íntimo, é não depender da aprovação, reconhecimento e amor do outro, como se fosse o principal alimento de subsistência. Quando a pessoa sabe o valor que tem, e a correção do que disse, e se concentra nessas características próprias mesmo em meio a tempestades sociais, ela pára de se comportar como o cachorrinho carente que faz qualquer peripécia por alguns afagos de seu dono.</p>
<p>Dona de si mesma, ela pára de se preocupar com o que as outras pessoas vão pensar a seu respeito. Aceita o fato de que não existe unanimidade! Sempre haverá aqueles que gostam e que não gostam dela, ou do que ela disse. Percebeu que é melhor ter a consciência leve e limpa, sendo fiel a seus valores, mesmo que isso implique em desagradar ao outro. Em vez de se preocupar com o que estão pensando a respeito dela, continua investindo em seus projetos pessoais, valorizando-se a cada dia mais.</p>
<p>Como ela sabe do valor que tem, assume naturalmente que as pessoas, de modo geral, gostam dela.</p>
<p><a title="Um juízo forte e positivo de si mesmo" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/para-ser-rico-seja-grande-indice-de-grandeza-pessoal/">Ela está consciente que tem um valor fixo</a>, que ela mesma agregou para si, e que  não depende dos outros concordarem ou não, de entenderem ou não.</p>
<p>Ela segue tranquila, integra, estável, inabalável, apegada ao que construiu de bom em si mesma.</p>
<h3>Os outros, na verdade, não estão nem aí para você</h3>
<p>Esta é a situação mais provável, sempre!</p>
<p>A verdade é que você não é o centro do universo. A maioria das pessoas ao redor estão na verdade muito ocupadas cuidando de suas próprias vidas para ficar cuidando da sua.</p>
<p>Você pode ficar achando que disse algo realmente estupido naquela festa, ou talvez está convencido que a espinha em seu nariz é tão feia que todos estão reparando, ou que todos estão falando sobre o erro que você cometeu na semana passada&#8230; Mas a verdade é que eles provavelmente nunca mais na vida se lembrarão desses episódios.</p>
<p>Perceba que quem mais se importa com você, é você mesmo, e que você é o único responsável por suas próprias ações e sentimentos. Você não pode controlar outras pessoas, mas você pode controlar como você reage e o que sente sobre elas. Neste caso, a sugestão é perceber que elas não estão nem um pouco preocupadas com você.</p>
<h3>Mas quando os outros demonstram se importar?</h3>
<p>Aceite a ideia de que você está o tempo todo sujeito a julgamentos alheios, quer você se preocupe, quer não.</p>
<p>Aceite que você não vai conseguir agradar a todos o tempo todo. Nem se quisesse. Não tente ser perfeito, não vai conseguir.</p>
<p>Se você agir, vão falar porque você agiu. Se você não agir, vão falar porque você não fez nada.</p>
<blockquote><p>Não importa o que os outros pensam porque eles vão pensar de qualquer maneira. Paulo Coelho</p></blockquote>
<h3>Aceite que&#8230;</h3>
<p>O que os outros pensam, é apenas o que eles pensam.</p>
<p>O que os outros dizem, é apenas o que eles dizem.</p>
<p>Não tenho controle sobre o que pensam, nem sobre o que dizem de mim.</p>
<p>Portanto não posso me sujeitar à opinião dos outros, e me anular caso não gostem de mim.</p>
<p>Porque só eu sei a verdade sobre mim.</p>
<p>Estaria me aprisionando em mim mesmo, para não ofendê-los.</p>
<p>Tenho direito de ser o que eu puder ser, até onde eu puder ser.</p>
<p>O grande compromisso que tenho com a vida é ser fiel à minha verdade e aos meus valores, que são o que realmente importa, sejam quais forem.</p>
<p>Se os outros não gostarem, realmente, será um problema deles.</p>
<blockquote><p>Ninguém pode fazer com que te sintas inferior sem o teu consentimento. Eleanor Roosevelt</p>
<p>O maior reconhecimento tem de vir de si próprio porque aí você vira um servo da sua alma e da sua vocação, e não da opinião de terceiros. Roberto Shinyashiki, psiquiatra</p>
<p>O prejuízo de viver dentro de modelos é que todos se tornam parecidos e as singularidades de cada um desaparecem. Para se viver de forma satisfatória, o mais possível em sintonia com os próprios desejos, as pessoas devem ter coragem. A preocupação com o que os outros pensam é a forma mais fácil de ter uma vida limitada e medíocre. Regina Navarro Lins, sexóloga</p></blockquote>
<h3>Meu Deus, o que os outros vão pensar?</h3>
<p>No excelente livro <em>Desejo de Status</em>, de Alain de Botton, o qual recomendo fortemente junto a QUALQUER outro livro do autor (muito embora esteja difícil de encontrá-lo), encontrei os trechos abaixo, os quais acabam apoiando bastante o texto citado inicialmente aqui, especialmente em relação à importância que damos às opiniões alheias. Eis os trechos:</p>
<blockquote><p>Quando começamos a analisar as opiniões dos outros, propuseram os filósofos há muito tempo, fazemos uma descoberta triste que ao mesmo tempo, curiosamente, é um alívio: as opiniões da maioria da população sobre a maioria dos temas são permeadas por uma confusão extraordinária e pelo erro. <a title="Frases de Chamfort" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/chamfort">Chamfort</a>, ecoando a atitude misantropa de gerações de filósofos antes e depois dele, colocou a questão com simplicidade: &#8220;A opinião pública é a pior de todas as opiniões.&#8221;</p>
<p>O motivo para essa falha de opinião está na relutância do público em submeter seus pensamentos aos rigores do exame racional e no fato de que essas opiniões estão baseadas na intuição, na emoção e nos costumes. &#8220;Pode-se estar certo de que toda idéia que geralmente é sustentada, toda noção aceita, será uma idiotice, porque foi capaz de atrair a maioria&#8221;, observou Chamfort, acrescentando que o que é lisonjeiramente chamado bom senso é em geral pouco ou nenhum senso, pois sofre de simplificação, falta de lógica, preconceito e superficialidade: &#8220;Os costumes mais absurdos e as cerimônias mais ridículas são desculpadas em toda parte apelando à expressão, &#8216;mas esta é a tradição&#8217; &#8220;.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;Aos poucos nos tornaremos indiferentes ao que se passa pela cabeça dos outros, quando adquirirmos um conhecimento adequado da natureza superficial e fútil de seus pensamentos, da estreiteza de sua visão, da insignificância de seus sentimentos, da perversidade de suas opiniões e da quantidade de erros que cometem&#8230; Devemos então ver que quem quer que relacione muito valor à opinião os outros confere a eles honra demais&#8221;, afirmou <a title="Frases de Arthur Schopenhauer" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/arthur-schopenhauer">Arthur Schopenhauer</a>, um modelo importante da misantropia filosófica.</p></blockquote>
<p>Os trechos acima se relacionam fortemente com o que Nelson Rodrigues quis dizer ao concluir que &#8220;toda unanimidade é burra&#8221;. O fato é que, salvo pouquíssimas exceções, a maioria das pessoas já cometeu tantas faltas na vida, e mantem opiniões tão infundadas na cabeça, que não poderiam jamais dar qualquer <em>pitaco</em> a respeito da vida alheia.</p>
<p>Mas sabemos que é mais fácil apontar para o outro do que olhar para si mesmo.</p>
<p>É mais fácil julgar, do que entender.</p>
<p>E pelo mesmo motivo, não nos é razoável atribuir tanta autoridade às <em>bem intencionadas</em> opiniões dos outros.</p>
<h3>Os outros</h3>
<p>Em 2011, eu havia compilado um texto com frases e pensamentos do <a title="Conhaça o Gaspa!" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">Gasparetto</a> sobre como lidar e conviver com os outros. <a title="Como lidar com os outros" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">É esse texto aqui</a>. Hoje vejo como naquela ocasião, acabei atentando para um assunto que viria a se concluir somente hoje, com esse texto sobre segurança.</p>
<p>Mais pela importância do conteúdo do que pela improvável qualidade da escrita, eu diria que este texto aqui e aquele de 2011 são os mais importantes deste site.</p>
<p>Acho que a insegurança emocional é o fator fundamental que define não só a saúde física e psicológica de uma pessoa, como também, seu sucesso ou insucesso na vida.</p>
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		<title>A importância da conversa fiada contra a timidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2014 11:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Fobia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência social]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas tímidas normalmente odeiam conversas fiadas. Odeiam conhecer novas pessoas e bater papo furado sobre irrelevâncias quaisquer. Conversas sobre o tempo e outras amenidades lhes é o horror. Pensam que seria melhor que as pessoas só falassem sobre assuntos significativos. Não entendem como os outros conseguem ficar em um bar por três horas apenas bebendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas tímidas normalmente odeiam <em>conversas fiadas</em>.</p>
<div id="post-body-4232334743457250490">
<p>Odeiam conhecer novas pessoas e <em>bater papo</em> furado sobre irrelevâncias quaisquer.</p>
<p>Conversas sobre o <em>tempo</em> e outras amenidades lhes é o <em>horror</em>.</p>
<p>Pensam que seria melhor que as pessoas só falassem sobre assuntos significativos.</p>
<p>Não entendem como os outros conseguem ficar em um bar por três horas apenas bebendo e falando sobre bobeiras.</p>
<p>Mas normalmente quem gosta de<em> conversa fiada</em> é capaz de se conectar com as pessoas em um nível muito mais profundo.</p>
<p>Porque não estão ansiosas. O que faz os tímidos pensarem tão mal de<em> conversas fiadas</em> é que são ansiosos e muito objetivos.</p>
<p>Quando você está ansioso é difícil gostar de conversas em si. Você quer chegar logo no resultado final e resolver o assunto pelo qual você está falando com a pessoa em questão.</p>
<p>Quando você faz o primeiro esforço para se tornar sociável, tudo pode parecer <em>falação</em> fútil.</p>
<p>E é.</p>
<p>Na maior parte do tempo, nós pensamos que o que estamos comunicando é importante quando na verdade só o fato de estarmos nos comunicando já é por si muito importante.</p>
<p>A maior parte da nossa comunicação é não verbal. Estamos comunicando <em>um caminhão</em> de coisas subentendidas em nossas conversas que, por serem não verbais, nem percebemos.</p>
<p>Mas os outros percebem, mesmo sem saberem.</p>
<p>Nosso tom de voz, nossa postura e nossos gestos, nosso contato visual, tudo comunica a forma como nos sentimos. Também comunica a forma como nos sentimos sobre a outra pessoa e a forma como nos sentimos sobre a própria interação.</p>
<p>Nós também comunicamos algo pela disposição para a <em>conversa fiada</em>. Nós estamos comunicando que estamos confortáveis com a presença da outra pessoa, confortáveis com a interação, que não temos pressa de acabar com a conversa. Estamos mostrando que nós gostamos de falar com a outra pessoa. Mostramos, sobretudo, que gostamos <em>DA(s)</em> pessoa(s).</p>
<p>Isso faz elas se sentirem melhor, aceitas e bem recebidas. E quando você faz as pessoas se sentirem bem, elas gostam de você.</p>
<p><em>Conversa fiada</em> é muito similar a contato físico. É insignificante para o senso lógico, mas cada toque, cada aperto de mão ou abraço expressa receptividade, segurança, uma carga emocional positiva, algo que palavras não podem expressar.</p>
<p>Por sua própria definição nós não precisamos de <em>conversa fiada</em>. E as conversas casuais não são importantes, ao menos não os seus assuntos superficiais. <strong>As <em>conversas fiadas</em> normalmente são pretextos para as pessoas ficarem juntas. </strong></p>
<p>Ficar confortável com papo furado traz muitas vantagens. Até mesmo quando se está falando sobre o clima ou que você queria que fosse sexta-feira, você comunica muitas coisas.</p>
<p>Você pode usar a previsão do tempo para transmitir confiança na sua voz, ou dar um sorriso caloroso e mostrar o quanto você está confortável. Assim mostra que você não precisa impressioná-los com gracejos ou frases muito profundas antes deles estarem prontos.</p>
<p>E se você quiser pode praticar <em>brincar de conversar fiado </em>com as pessoas, o que ajuda a ficar confortável falando com qualquer um, em qualquer circunstância boba: elevadores, filas, lojas&#8230;</p>
<p>Se apenas trocarmos um &#8220;como vai você?&#8221;, já nos sentiremos satisfeitos. Gostamos disso, mesmo que eles não sorriam ou riam de volta. Mas normalmente eles respondem de alguma maneira, nem que seja com um olhar simpático.</p>
<p>Quase sempre respondem. No começo isso pode não acontecer. Mas ao nos tornarmos à vontade e confortáveis com isso, conseguiremos uma boa reação quase em 100% das vezes.</p>
<p><strong>Se disponha a ter <em>conversas fiadas</em>.</strong> Quando acontecer, apenas relaxe. Não se cobre para falar coisas super significativas com todo mundo. Há momentos específicos para isso nas conversas, que podem surgir ou não.</p>
<p>Pratique não se importar com o resultado da conversa. Se você não obter uma reação calorosa, se parabenize por ter tomado a iniciativa.</p>
<p>E se você precisa dizer algo super significativo para alguém, se você tem uma grande frase para iniciar uma conversa ou um pensamento profundo, pergunte a eles, primeiramente, como eles estão. Verifique se está tudo bem com eles. Troque um pouco de papo furado. Faça isso por você, pois isso o tornará mais confiante.</p>
<p>Quando você for pegar seu carro com o mecânico, ao invés de apenas dizer &#8220;eu vim pegar meu carro&#8221;, primeiro diga &#8220;E aí, tudo bem?&#8221;. E quando ele te perguntar como vai você, seja sincero, comente o último fato positivo ou mesmo, negativo, que tenha lhe ocorrido.</p>
<p>Conforme você aprende a apreciar a si e aos outros apenas por estarem juntos, você vai perceber que os dois tem muito mais a dizer.</p>
</div>
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		<title>Como ser mais seguro</title>
		<link>https://www.ronaud.com/autoestima/como-ser-mais-seguro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2013 04:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Bullying]]></category>
		<category><![CDATA[Critérios]]></category>
		<category><![CDATA[Fobia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciativa]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Interação social]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[Nossa segurança é nosso principal alicerce emocional. A maioria de nós é inseguro(a) e passa a vida inteira sofrendo as consequências da insegurança. O texto traz algumas considerações e dicas para você compreender a insegurança e começar a eliminá-la do seu dia a dia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De repente, após a publicação destes dois textos, sobre <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/">mau-olhado</a> e sobre <a title="Santo de casa não faz milagre" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/santo-de-casa-nao-faz-milagre/">a validação que uma autoridade intelectual</a> oferece a outra obra, me dei conta que o grande fator que determina nossa infelicidade e nosso insucesso se chama&#8230;</p>
<p><strong>INSEGURANÇA.</strong></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">E a maioria de nós passa a maior parte do tempo insegura de si</a>.</p>
<p>Eu diria que a insegurança psicológica é praticamente um caso de saúde (mental) pública.</p>
<p>Mas como entender e resolver isso?</p>
<h3>O que é insegurança emocional?</h3>
<p>Segundo a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Inseguran%C3%A7a_emocional" target="_blank" rel="noopener">wikipedia</a>,</p>
<blockquote><p>Insegurança é um sentimento de mal-estar geral ou nervosismo que pode ser desencadeado pela percepção, de alguma forma vulnerável, de si mesmo, ou um senso de vulnerabilidade ou instabilidade que ameaça a própria auto-imagem ou ego.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Insegurança pode ajudar a causar timidez, paranoia e retraimento social, ou alternativamente pode encorajar comportamentos compensatórios tais como arrogância, agressão ou bullying em alguns casos.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Como a insegurança pode ser angustiante e parecer ameaçadora à psiquê, ela geralmente pode ser acompanhada por um tipo de personalidade controladora ou esquiva, como mecanismos psicológicos de defesa.</p></blockquote>
<p>Podemos estar inseguros por vários e vários motivos.</p>
<p>Nossa insegurança surge quando a opinião que temos sobre nós mesmos torna-se negativa. E a opinião que temos de nós mesmos quase sempre deriva da opinião dos outros a nosso respeito, ou melhor, da opinião que PENSAMOS que os outros têm a nosso respeito, já que muito raramente alguém expressa claramente o que pensa de nós. E quando expressa, por educação, é quase sempre positiva. Infelizmente, não costumamos acreditar 🙁</p>
<p>Pode ocorrer também de chegarmos a uma opinião negativa a nosso respeito por nos avaliarmos com base nos critérios, isto é, nos valores, dos outros. Quando você define seus próprios valores, e segue fiel a eles, e se avalia de acordo com estes valores, sua opinião sobre si mesmo resultará certamente mais autêntica e mais favorável a si mesmo(a).</p>
<p>Essa opinião negativa de si mesmo(a) gera uma incerteza e uma ansiedade por estarmos eventualmente inadequados, de não estarmos à altura das expectativas dos outros, de não sermos aceitos, valorizados, estimados, por fim, amados.</p>
<p>Esse misto de incerteza e ansiedade sobre nosso valor pessoal se chama <em>insegurança</em>.</p>
<blockquote><p>Fazemos isso porque a solidão é apavorante para a maioria das pessoas. O ser humano precisa se sentir importante e, por isso, a opinião dos outros vira referência do quanto é amado. A partir daí, infelizmente, muita gente faz o que não quer só para agradar e se sentir aceito. Roberto Shinyashiki, psiquiatra</p></blockquote>
<p>Num primeiro momento, há diversas atitudes práticas que podem nos fortalecer. São ações práticas que visam o nosso auto-desenvolvimento. Quando nos desenvolvemos de forma a nos tornarmos cada vez mais completos, fortalecemos nossas competências e passamos a nos ver mais e mais com bons olhos. Faz sentido, na medida em que uma noção de que estamos mais preparados para a vida tende a nos fazer sentir mais seguros.</p>
<p>De modo geral, o seu bem-estar íntimo é você que constrói ao longo da vida. Às vezes temos a impressão que algumas pessoas já nascem com essa paz interior. Não sei se isso acontece. Acho que também elas viveram suas <em>guerras</em> antes de chegarem à <em>paz</em>. Não temos como saber. Portanto, sugiro que não pensemos nisso, que não pensemos na trajetória dos outros. Se alcançaram a paz interna na forma de segurança e autoestima, <em>QUE BOM PRA ELES</em>.</p>
<p>Pois a verdade é que você tem muito trabalho a ser feito com você mesmo. Escolher algumas das dicas de auto-desenvolvimento abaixo, para seguir, pode ser um bom começo. <a title="Fica firme aí!" href="https://www.ronaud.com/vida/problemas-juventude-tempo-experiencia-fortalecimento/">Dar-se tempo para alcançar essa evolução pessoal</a> também é fundamental. Algumas coisas levam tempo. Esqueça que os outros já chegaram lá, o tempo e as lutas deles foram outros. Você tem as suas e é delas que deve cuidar agora.</p>
<p>Porque quando você se desenvolve através de estudos, e melhorando seus hábitos, e passa a se conhecer bem, os outros podem emitir as opiniões mais contraditórias sobre si, mas você não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.</p>
<h2>Dicas práticas contra a insegurança</h2>
<p>Primeiro de tudo: Se há algo em sua vida que lhe incomoda, e que não tem solução, tente exercitar a aceitação. Escrevi muito sobre esse tema aqui: <a title="Textos sobre a aceitação" href="https://www.ronaud.com/tag/aceitacao/">Textos sobre aceitação</a>.</p>
<blockquote><p>Aceitar é combinar consigo mesmo que evitará dispensar energia em cima de coisas sobre as quais não tem controle. Marisa de Abreu, psicóloga</p></blockquote>
<p>Por outro lado, se você reconhece em si mesmo(a) carências e deficiências que podem ser preenchidas, então não tem jeito, vai ter que <em>arregaçar as mangas</em>, porque mágica, MESMO, só em filmes.</p>
<p>As dicas abaixo não são minhas, fui <em>garimpando</em> em alguns sites e, como foram mescladas, optei por não indicar autoria específica, até porque alguns sites não a indicavam. São sugestões de por onde começar, e são bastante práticas. Para alguns assuntos, você já deve se sobressair, então, ignore-os. Para outros, certamente você vai notar carências em si. Escolha um por vez, e corra atrás de seu desenvolvimento e incorporação na sua rotina e na sua vida.</p>
<h3>Saúde e cuidados pessoais</h3>
<ul>
<li>Cuide da saúde. Veja como se sentirá mais positivo(a) em relação a si mesmo(a). Abandone o <em>junk food</em> e troque os  pastéis e coxinhas por alimentos saudáveis, como vegetais e grelhados.</li>
<li>Mexa-se. Alongue-se. Praticar atividades físicas ajuda a ter bons sentimentos em relação ao próprio corpo e melhora sua percepção de si mesmo(a), aumentando a confiança. Caminhe mais.</li>
<li>Medite. Pessoas que meditam até cinco dias por semana tem maior autoaceitação.</li>
<li>Descanse a pele. Dormir é essencial para reduzir a inflamação da pele e reduzir os hormônios do estresse que te deixam com sinais do tempo.</li>
<li>Controle a sudorese e seus odores. A transpiração excessiva atrapalha a vida de quem padece do mal, trazendo insegurança. Lembre-se de que o sorriso é seu cartão de visitas – e deve estar impecável!  Por isso, capriche nos cuidados com seus dentes. Mantenha a boca saudável, dentes brancos e hálito refrescante.</li>
<li>Vista-se de modo a tornar-se confiante. A maneira como nos vestimos pode afetar diretamente o nosso comportamento. Seja a maneira como você mesmo se enxerga ou a maneira como os outros olham para você. Isso não significa usar apenas roupas caras, mas escolher aquelas que servem perfeitamente em você, que estão em boas condições e que são apropriadas para a ocasião. Significa também se desfazer daquelas peças as quais você realmente não gosta. Cuide-se! Para se sentir confiante, é essencial que você se goste. Invista em um lindo corte de cabelo, uma roupa nova, e capriche com sua imagem.</li>
</ul>
<h3>Profissional e organização</h3>
<ul>
<li>Pare de procrastinar. Se algo te assusta, comece a fazer algo menor que te leve ao objetivo final, mas deixe de adiá-lo. Quando completar a tarefa, ela parecerá menos desafiadora. E pare de enrolar: pensar demais se deve ou não fazer algo te paralisa. Tomar uma grande decisão faz você se sentir mais forte e mais capaz.</li>
<li>Aprenda algo. Descobrir como fazer algo novo, seja uma língua ou cozinhar ajudam a trazer confiança. Aprenda sempre, quanto mais conhecimento você adquirir, mais confiante você será. Conhecimento é sinônimo de poder e quanto mais poderoso você se sente, mais confiança tem dentro de si.</li>
<li>Limpe a carteira e suas gavetas. Uma vez por semana ou por mês, tire os papéis inúteis que estão na carteira, os recibos do cartão e os cartões de visitas do acessório. Administrar algo pequeno vai ajudar, aos poucos, a adquirir o controle da própria vida. E a sensação de &#8220;organização&#8221; vai lhe fazer muito bem.</li>
<li>Corra atrás apenas dos desejos “realizáveis”. Perder tempo com desejos impossíveis como “queria ter nascido rica”, ou praticamente impossíveis como &#8220;quando eu ganhar na mega-sena&#8221; consome o seu tempo, sua energia mental e não leva a lugar algum.</li>
</ul>
<h3>Emocional e pessoal</h3>
<ul>
<li>Não seja tão vaidoso(a). Se afaste do espelho. Pessoas, em especial mulheres, que passam muito tempo preocupadas com a aparência são menos felizes. Capriche no visual, mas sem deixar que este seja a maior preocupação da sua vida.</li>
<li>Lembre-se das coisas boas. Pense no passado e escreva sobre as coisas boas que te disseram, isso ajuda a reduzir a insegurança sobre si. Acentue o que tem de positivo: não se permita pensar que não é boa para fazer algo. Acredite em sua capacidade para crescer como pessoa, e se esforce para aprender algo, notando como é agradável melhorar a si mesmo(a).</li>
<li>Supere as falhas. Cometer erros é inevitável, mas é preciso aceitar que eles acontecem ocasionalmente. E pare de se desculpar. As pessoas que se desculpam demais são inseguras. Você não deve nada aos outros. Não surte com seus erros, as pessoas perdoam mais do que imaginamos. A reação ao erro é muito pior na sua mente do que na das outras pessoas. Evite entregar-se à angústia. Em vez de pensar “Por que fiz tanta besteira?”, pergunte-se: “O que aprendi com as minhas experiências?”, “Como posso aproveitar essa lição para fortalecer a minha autoconfiança?”.</li>
<li>Tenha objetivos realistas. Suas aspirações devem ser plausíveis de serem realizadas. Se a perfeição for uma meta, não terá como atingi-la e acabará se frustrando.</li>
<li>Premie-se. Se permita alguns presentinhos sempre que atingir um objetivo. Faça uma lista do que fez e do que precisa ser feito e premie-se constantemente. Faça algo que deixe você feliz, independentemente de ter uma companhia ou não. Vá ao cinema, ao massagista&#8230; Aprenda a ser seu melhor amigo e trate-se com carinho e respeito.</li>
<li>Doe suas roupas e outros pertences que perderam a utilidade. Faça algo bacana com aquilo que não te serve mais e vai ver como vai se sentir melhor.</li>
<li>Faça trabalho voluntário. Diversos estudos sugerem que as pessoas se sentem melhores consigo mesmas após se juntarem a trabalhos voluntários.</li>
<li>Aprecie o que a vida dá a você, não fique ressentido pelo que ela não dá. Seja grata. Escreva bilhetes e emails de agradecimento aos colegas por atitudes simples, como um almoço ou um café juntos e se sentirá mais feliz em relação a si. Não compare &#8211; Pare de medir o seu sucesso baseando-se em outras pessoas. O que você vê sobre elas não é 100% real. Fazer comparações é uma maneira distorcida e irreal de medir o seu sucesso.</li>
<li>Evite mal entendidos. Os outros não têm bola de cristal. Esclareça os seus sentimentos, sempre. É a melhor forma de ser correspondida. Extravase os sentimentos<strong> </strong>em vez de sufocá-los. Quando precisar chorar, chore de soluçar e, quando quiser rir, ria de perder o fôlego.</li>
<li>Qualquer conquista traz em si uma possibilidade de rejeição. Aprenda com seus erros e aprimore-se sempre! Uma forma de lidar com a rejeição é saber que existem milhares de homens e mulheres no mundo e você não precisa se martirizar caso com uma pessoa não tenha dado certo!</li>
<li>Converse com as pessoas. Quando se encontrar em uma situação social, ao invés de ficar apenas ao redor daqueles com quem se sente confortável, procure iniciar uma conversa com quem você ainda não conhece bem. Treinar a abordagem a novas pessoas vai fazer com que você se sinta mais confiante. Conviva com seus amigos! Cerque-se de pessoas que lhe querem bem. Isso pode influenciar no funcionamento do seu corpo.</li>
<li>Participe de todo tipo de atividade. Ofereça-se como voluntário para participar de tarefas e projetos que não se encaixam exatamente na sua área. Dessa maneira você aprenderá a fazer mais do que “o básico” e verá que pode ser útil em qualquer área, desde que esteja interessado nisso. Pratique o SIM e viva novas experiências. Em vez de dizer não para aquele passeio com a avó ou negar sair com aquele garoto meio estranho, aproveite tudo o que aquela experiência pode trazer de positivo para a sua vida.</li>
</ul>
<p>Pratique sem parar! Identifique as habilidades que você precisa desenvolver, e os hábitos que precisa mudar, e pratique incansavelmente. Quanto mais você praticar mais confiante se tornará. Não desanime e nem acredite que não é a pessoa certa para isso. Qualquer tipo de habilidade pode ser desenvolvido com muito treino e dedicação.</p>
<p>***</p>
<p>A segunda parte deste texto foi transferida para um novo artigo. Clique e leia:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">(In)segurança emocional e a figura do &#8220;outro&#8221;</a>.</p>
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		<title>Como lidar com os outros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 02:43:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-sabotagem]]></category>
		<category><![CDATA[Autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento]]></category>
		<category><![CDATA[Fofocas]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[Independência]]></category>
		<category><![CDATA[Interação social]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gasparetto]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Os outros]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ser autêntico]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Num mundo onde a maioria das pessoas é oprimida diariamente pelos mais diversos meios como, mídia, religiões, governos, sistema de trabalho, etc, todos precisamos ser mais guerreiros, mais briguentos e aprendermos a lutar por nosso espaço e nossa felicidade. Não podemos esperar que os outros se lembrem de nós. Isso pode demorar a acontecer. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O inferno são os outros</p></blockquote>
<p>A frase acima é atribuída ao filósofo Sartre.</p>
<p>Desconheço o contexto sob o qual foi enunciada, porém isolada, se adequa perfeitamente a este longo tema. A figura do outro em nossa vida tanto pode soar angelical como muito mais provavelmente&#8230; infernal.</p>
<p>Este texto trata da figura do outro na nossa vida, figura esta importantíssima, para o bem e para o mal. Como convivemos a vida inteira rodeados de outras pessoas, é fundamental que saibamos como lidar com elas adequadamente. Para tanto, este texto foi amplamente baseado no ponto de vista incisivo de <a title="Clique e conheça-o um pouco melhor" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">Luiz Gasparetto</a> apreendido em suas palestras, vídeos, livros e outros trabalhos.</p>
<p>Dessa forma os parágrafos que seguem mais abaixo foram amplamente constituídos de uma série de recortes de suas frases e pensamentos. Num primeiro momento, aparenta ser uma mensagem profundamente egoísta, bastante <em>politicamente incorreta</em>.</p>
<p>Talvez seja mesmo.</p>
<p>Porém acredito que num mundo onde a maioria das pessoas é oprimida diariamente pelos mais diversos meios como, mídia, religiões, governos, sistema de trabalho, etc, é justamente de uma mensagem de auto-defesa assim que precisam. Os mais fracos precisam aprender a se defender. E os mais fortes precisam ensiná-los a se defender em vez de carregarem a culpa que a mensagem cristã lhes impõe fazendo-os acreditar que devem renunciar às coisas para fazerem os mais fracos felizes.</p>
<p>Ninguém consegue fazer o outro VERDADEIRAMENTE feliz.</p>
<p>Todos precisamos ser mais guerreiros, mais <em>briguentos</em> e aprendermos a lutar por nosso espaço e nossa felicidade. Não podemos esperar que os outros se lembrem de nós. Isso pode demorar a acontecer. É notório que as pessoas mais bem sucedidas que conhecemos são aquelas que defendem antes de tudo suas próprias visões e posições e ainda acabam sendo tachadas justamente de&#8230; egoístas! O que você prefere? Ser um <em>egoísta materialista</em> bem posicionado aqui neste planeta, o qual todos sabemos que existe, ou um espiritualista abnegado &#8211; e <em>capacho dos outros</em> &#8211; com <em>um lugar garantido</em> no&#8230; <em>céu</em>?</p>
<h2>Quem são os outros?</h2>
<p>Lidamos com os outros em nossa vida sob duas posturas: Alguns vivem a ânsia de <em>controlar</em> os outros, e estes <em>outros</em>, vivem a angústia de serem <em>controlados</em>, ou oprimidos, pelos primeiros, os <em>controladores</em>. Vamos comentar brevemente os primeiros, <em>os controladores</em>, no parágrafo seguinte, e extensamente <em>os controlados</em>, nos parágrafos subsequentes.</p>
<h3>Os outros fazem tudo errado</h3>
<p>É fácil compreender o que move os <em>neuróticos</em> que prestam mais atenção na vida alheia do que na própria. É muito mais <em>FÁCIL</em> cuidar e resolver a vida dos outros do que a própria vida, não é? Mas é um caminho de igual sofrimento. Quanto mais nos apegamos aos outros, mais podamos nossa própria liberdade. Experimente largar a necessidade de se estar o tempo todo cuidando dos outros e experimentará uma leve e estranha <em><strong>liberdade</strong></em>.</p>
<p>Ora, na dificuldade de cuidar da  sua própria vida, você pode ter se ocupado com a vida dos outros, sejam cônjuges, filhos, pais, amigos, etc. Mas e se eu lhe contar que talvez você não seja tão necessário assim na vida deles? Sim, <em>eles</em> <em>PODEM</em> andar com as próprias pernas, sem você como muleta, e <em>SIM</em>, muito certamente eles não precisam de você tanto quanto você supõe. E então, o que vai fazer consigo mesmo(a) a partir de então?</p>
<p>Sugere-se aqui uma postura mais <a title="Generosidade espiritual" href="https://www.ronaud.com/vida/generosidade-viva-e-deixe-viver/">generosa</a> de sua parte. Ser generoso é soltar as pessoas, libertá-las, deixar ser o que são, pensarem o que quiserem, caírem e levantarem, aprenderem por conta, não ligar&#8230; tem a ver com tolerância. Não tem jeito, cedo ou tarde, você vai ter que deixar que eles sigam a vida por conta própria e vai ter que olhar para si mesmo, e cuidar de si mesmo.</p>
<p>E tão <em>aprisionador</em> quanto tentar controlar os outros, é deixar-se controlar por eles:</p>
<h3>Ai meu Deus, o que os outros vão pensar?</h3>
<p>Quem nunca se pegou pronunciando ou pensando assim? Que lástima, hein? Quantas coisas já deixamos de fazer por causa do que o outro está pensando? Ou para não <em>incomodar</em>? Sim, muitas. Mas eu tenho uma triste informação para você: Tanto medo, tanto receio, tanta prudência foi, é e será em vão. Você nunca será recompensado por se moldar aos outros. <a href="https://www.ronaud.com/vida/bocas-falam-voce-se-importa-com-o-que-dizem/">Não dá para levar o outro a sério, eles dizem uma coisa e fazem outra</a>.</p>
<p>Ninguém é confiável, todos somos assim. Isso se chama <strong><a title="Por menos hipocrisia " href="https://www.ronaud.com/bom-senso/por-menos-hipocrisia/">hipocrisia</a></strong> e é uma das posturas mais presentes no comportamento das pessoas em sociedade. E aposto que a maioria nem age assim por mal. Estão apenas se defendendo. Só não podemos levar a sério quem mal sabe o que está dizendo, ou diz porque ouviu alguém dizendo. De certa forma é até natural que a opinião do outro, principalmente daquele do qual dependemos emocional ou financeiramente, tenha muita importância para nós.</p>
<p>Mas devemos selecionar melhor o que ouvimos. &#8220;Se palpite fosse bom, ninguém dava, vendia.&#8221; Você não precisa seguir TUDO o que dizem, também não precisa nem do dinheiro, nem do amor deles. Você pode, e mais cedo ou mais tarde, você VAI ter os seus. Você só tem um caminho à sua frente: o caminho da sua evolução e progresso pessoal, da sua própria independência, da sua própria autonomia. Por isso você precisa somente do seu apoio, você precisa TORCER por você. Não fique suplicando pelo apoio dos outros nem tentando convencê-los exaustivamente. Quanto sacrifício para ganhar a aprovação dos outros? Por que você mesmo não pode se aprovar?</p>
<blockquote><p>Ser amado pelas pessoas exige muito trabalho e esforço pessoal. Você precisa ser legal com todo mundo o tempo todo. Ou seja, precisa fingir, enganar, mentir para todo mundo, o tempo todo. <a href="http://asaventurasdechicuta.blogspot.com.br/2011/11/verdade-galeroe-nao-e-porque-sou-uma.html" rel="nofollow">Ricardo Chicuta</a></p></blockquote>
<p>Enquanto você teme o que o outro vai pensar, está <em>dando força</em> para o outro. Dar importância, dar força, dar poder ao outro significa levar em conta e deixar a opinião dele(a) influenciar suas decisões. Você morre de medo de que os outros vão pensar mal de Você, então se torna o PRIMEIRO a pensar mal de si mesmo(a). Isso é auto-sabotagem. Você aprendeu a se diminuir, mas não há ninguém maior que você. Você que se ajoelhou. <a title="Veja mais" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">O outro lhe trata como você se trata</a>, por isso não adianta se queixar do outro, se você próprio se sacaneia a cada desafio.</p>
<blockquote><p>Nada é perfeito: acreditar em si implica duvidar dos outros, acreditar nos outros implica duvidar de si. <a title="A escolha é sempre sua" href="https://mobile.twitter.com/CARPINEJAR/status/142425824174411776">Fabrício Carpinejar</a></p></blockquote>
<p>O tímido é um orgulhoso que tem vergonha de fazer o que mais quer fazer. Morre de vontade, MAS NÃO FAZ. Quando você não quer seguir os outros mas também não quer enfrentar, você tenta se esconder, tenta camuflar e todo mundo lhe persegue. E você fica morrendo de medo que alguém perceba alguma coisa; você tenta bancar o que você não é, se torna um personagem que não tem nada a ver com você. O orgulho domina e lhe faz acreditar que vai controlar a impressão do outro, e até consegue, mas é por fingimento. Não há nenhuma vantagem nisso. Não proteja a sua fraqueza, pois assim o seu <em>mundinho</em> vai ficando pequeno, apertado, angustiante e insuportável. Você não deixa as pessoas se aproximarem muito para que elas não percebam <em>o nada</em> que você acha que é. Transforme-se por dentro, que a mesma pessoa que o rejeita hoje vai simpatizar com você amanhã, pois você melhorou o seu tratamento com você. É a nossa energia que puxa a energia do outro.</p>
<blockquote><p>Você não pode se incomodar com o incômodo alheio. Luiz Gasparetto</p></blockquote>
<p>Ser bom &#8211; <em>bonzinho</em> &#8211; com os outros também não fará de você importante, tampouco o livrará do medo e da insegurança. O <em>lindo dosotro</em> nunca é feliz e está sempre levando na cara. Todo <em>bonzinho</em> é um desgraçado e nunca chega longe na vida. Porque ele se molda demais aos outros, se sacrifica demais pelo bem estar alheio, e começa a remoer aquilo com que não concorda. Ele nega o seu lado ruim, o lado da auto-defesa. O que a (parte) ruim (em você) quer fazer? Quando você é <em>ruim</em>, está defendendo a si mesmo. A nossa <em>ruindade</em> é uma força fundamental para fazer as coisas andarem. Se você assumir as forças da ruindade, seus caminhos se abrirão agora. JÁ! O que é meu é meu, o que é meu direito é meu direito. Quando assume a sua força e NÃO SE ACANHA, você CONSEGUE as coisas. Assuma seu lado guerreiro. Você não tem noção do bem que isso vai fazer para a sua alma.</p>
<blockquote><p>É melhor pedir desculpas, do que pedir permissão. Ditado popular</p></blockquote>
<p>Quando você assume e realiza o que sente que deve realizar, <em>a coisa vem</em>. A energia da coragem acha caminhos, espanta o mal. Esta é a postura íntima de quem assume que dentro de si o mal não pode morar, e lá fora não lhe interessa, não é da sua conta. Por mais difícil que seja, acredite, o que os outros pensam é problema deles. Você tem todo direito do mundo de fazer as coisas do seu jeito, DESDE que você se assuma, isto é, se sustente financeiramente e não dependa da atenção afetiva dos outros. Quanto mais você fizer isso, mais você estará fazendo pelo mundo, pois irá influenciar positivamente os outros através do seu EXEMPLO.</p>
<h3>Sucesso e <em>os outros</em></h3>
<p>O sucesso está intimamente ligado à figura do outro em nossa vida. Talvez você também tenha muito medo de progredir; chega a um determinado patamar e empaca. O diálogo interno que corre dentro de você e provavelmente nem percebe é mais ou menos assim: &#8220;(Não tenho sucesso porque) <strong>tenho medo do sucesso, não quero estar em evidência</strong>.&#8221; É a mais nítida auto-sabotagem. Mas veja que <strong>sucesso sem destaque não existe</strong>. Se você não quer destaque não terá sucesso.</p>
<p>Entretanto sempre tem algo para o qual você se destaca. Você não arrisca porque tem medo de perder o que conquistou e fica com a <em>neura</em>: &#8220;O que que os outros vão dizer&#8221;. Então prefere ficar onde está para não correr o risco de cair. Só que lamento informar que tudo na vida implica arriscar-se, não existe vida sem riscos. O sucesso é um desafio. Quando você enfrenta, tudo dá certo. E se isso ou aquilo não der, você tem plena capacidade de correr atrás pra resolver. Responsabilidade é isso, confiar em sua habilidade para responder às demandas que os desafios vão lhe impondo. Para estabelecer um elo positivo com o ganho, comece olhando para o que você tem, para as pequenas coisas do dia que você tem. Poucas pessoas se dão o mérito. É você que se dá o mérito, não espere que os outros façam isso.</p>
<p>Ora, você praticamente  cultua seus defeitos, sua pequenez, você se coloca para baixo diante do desafio de viver. Você não se dá nota dez. Você acha que tem que ser muito melhor, e aí <a title="A grama do vizinho não é tãããããão verde assim, relaxa" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/maldita-grama-do-vizinho-sempre-mais-verde/">se espelha</a> ou <a title="Nunca se compare com os outros" href="https://www.ronaud.com/crescimento-pessoal/deus-nunca-desiste-de-voce/">se compara</a> com <a title="Cuidado com o Status" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">pessoas muitos diferentes</a>, que não tem nada a ver com você. Aí, como não tem os talentos dos outros, pois seus dons são outros, se coloca para baixo, porque não consegue ser igual a essa pessoa. Em vez de ir buscar quais são seus dons, lamenta por não ter os dons dos outros e se desvaloriza e não desenvolve o seus potencial que não tem nada a ver com o do outro.</p>
<p>Se você fosse atrás de desenvolver seu potencial sem olhar e se comparar com o outro você conseguiria a realização de seu espírito. O mundo está cheio de <a title="Uma passagem sobre Warren Buffet, o grande investidor americano" href="https://www.ronaud.com/empreendedorismo/foco/">exemplos de grandes talentos</a> que seguiram o próprio coração e alcançaram o êxito, sem ficar <a title="Não perca o foco" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/foco-e-objetividade/">se distraindo</a> e perdendo tempo contabilizando os feitos dos outros. Não há outro caminho que não seja seguir e se dedicar ao que o seu coração <em>diz</em>.</p>
<h3>O que é valorizar-se?</h3>
<p>Valorizar-se é dar importância &#8211; e SEGUIR o que você sente, à intenção verdadeira lá dentro de você. Fazer valer o que se sente. Se impor e <strong>BRIGAR</strong> pelo que se sente, se for preciso. Você precisa confiar em sua habilidade de se virar na vida, e não mais pensar mal de si mesmo(a) preferindo acreditar que não dá conta das coisas.</p>
<p>Você pode ir muito mais longe. Você está proibido de ser <em>humilde </em>se colocando abaixo dos outros pra parecer<em> bonitinho</em>. Como já se lesou demais se colocando pra baixo, é capaz de até se achar uma aberração. Agora chega!</p>
<p>Repita: &#8220;Não aceito mais pensar mal de mim. EU NÃO POSSO pensar mal de mim. Quanto aos outros não quero nem saber o que acham. Problema deles. Eu tô apenas me defendendo e cuidando da minha vida.&#8221;</p>
<p>Repita: &#8220;Sou o melhor de mim, não melhor que os outros.&#8221;</p>
<p>Reconheça que você é excepcional.</p>
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		<title>Por que acabar com a timidez&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 19:15:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Fobia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Interação social]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230;se a timidez não precisa de cura? O jornalista Stephen Kanitz escreveu um ótimo texto sobre timidez e achei interessante expor minha opinião sobre o assunto &#8211; a opinião de um ex-tímido crônico. Hoje sou um tímido normal 😉 Sempre fui tímido e anti-social. Nestes últimos 6 anos de minha vida, tenho &#8220;melhorado&#8221; muito sob [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>&#8230;se a timidez não precisa de cura?</h2>
<p>O jornalista Stephen Kanitz escreveu um ótimo texto sobre <strong>timidez</strong> e achei interessante expor minha opinião sobre o assunto &#8211; a opinião de um ex-tímido crônico. Hoje sou um tímido normal 😉</p>
<p>Sempre fui tímido e anti-social. Nestes últimos 6 anos de minha vida, tenho &#8220;melhorado&#8221; muito sob estes aspectos, com grande progresso, mas já não vejo isso como um grande avanço. Ser considerado &#8220;normal&#8221; numa sociedade <em>doente</em> que vive em função das aparências não é lá grande vantagem.</p>
<p>Num grupo de amigos eles fazem tanta questão de falar, e falar, e falar&#8230; que já nem faço questão de tomar-lhes <em>o prazer</em>. Não conseguiria mesmo se quisesse. Conseguir espaço para falar no meio de gente carente de atenção se torna quase uma guerra. Você precisa criar estratégias para se impôr, o que é cansativo e te faz perder a concentração no que pretende dizer. É broxante. É melhor deixar <em>as crianças</em> se divertirem, se expressarem e se auto-afirmarem.</p>
<p>Mas via de regra, por terem pouco a dizer, <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/pessoas-que-falam-demais/">repetem-se cansativamente</a>&#8230; Tendo sempre sido bastante anti-social, antes me recriminava por isso. Hoje vejo que é uma consequência da constatação de que as pessoas, de forma geral e com raras exceções, são cansativas, entediantes e vazias. Carentes, querem ganhar a atenção, porém nem sempre têm conteúdo para retribuir. Se você se preza e se tem em alta conta, ser anti-social é praticamente uma reação lógica 😉 quase um mecanismo de defesa, não por medo, mas por inteligência.</p>
<p>É claro que timidez excessiva é prejudicial, como era para mim. Porém em doses equilibradas, te preserva de muito mais situações incômodas, desconfortáveis e constrangedoras, do que expõe a situações positivas e prazerosas. Não vejo mais a timidez e a ausência de sociabilidade como algo preponderantemente negativo que precisa de cura. Cada um é do jeito que é, oras&#8230; Se a companhia de pessoas me é desconfortável e me força a desempenhar um determinado personagem só para agradá-las, isto é, para atender as expectativas dos outros, <em>Deus que me livre</em>, é melhor ficar sossegado em seu canto, sozinho, e em paz!</p>
<p>Sobre esse assunto um tanto cômico, sempre lembro da observação de algum pensador que disse que &#8220;escrever é uma ótima forma de falar sem ser interrompido&#8221; 😉 Convenhamos, conversar com gente que não sabe respeitar seu momento de falar, para dizer suas <em>vaziedades</em> é deprimente. Você começa a se perguntar o que está fazendo ali com ela.</p>
<p>Por outro lado&#8230; É maravilhoso e muito prazeroso conversar com pessoas que sabem a hora de ouvir, sabem a hora de falar e muito além disso, que sabem O QUE falar. É um dos maiores prazeres da vida conversar com gente inteligente e razoável. Não é???</p>
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