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	<title>Inconsciência &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Sou contra a corrupção. Só que não</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2014 19:35:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Certo x Errado]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
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		<category><![CDATA[Jeitinho brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Não adianta se dizer contra a corrupção e continuar praticando atos corruptos. Pra ser contra a corrupção, a primeira tarefa é entender o que é corrupção.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15280" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/brasil-um-pais-de-todos-os-bandidos.gif"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15280" class="size-medium wp-image-15280" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/brasil-um-pais-de-todos-os-bandidos-300x219.gif" alt="Um país de corruptos" width="300" height="219" /></a><p id="caption-attachment-15280" class="wp-caption-text">Um país de corruptos</p></div>
<p>Quando você erra e não percebe que erra.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas joga lixo na rua, <strong><strong>você erra</strong></strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao jogar lixo no chão.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas destrata o garçom, ou o porteiro, ou a empregada, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao destratar quem você considera subalterno a você.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas usa carteirinha de estudante, SEM SER estudante, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao mentir que é estudante só para conseguir um preço mais baixo pelas entradas.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas leva seu cachorro pra passear e não recolhe as fezes dele, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao deixar a rua emporcalhada.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas joga a bituca do seu cigarro em qualquer lugar, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao crer que o mundo é sua lixeira.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas não respeita as leis de trânsito, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao agir como um moleque insolente no trânsito.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas ouve músicas num volume muito alto, seja em casa, seja no ônibus, perturbando o sossego alheio, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao <em>estuprar</em> os ouvidos alheios com seu som.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas já tentou resolver um problema com dinheiro, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao subornar para tentar o jeito mais fácil.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas usa de manobras burocráticas para pagar menos impostos, <strong>você erra</strong>: Ou ao ser contra a corrupção, ou ao sonegar impostos.</p>
<p>Se você é contra a corrupção, mas corrompe a ligação entre seus valores morais e seus atos, <strong>você erra</strong>!</p>
<p>Você não é contra a corrupção, porque nem sabe direito o que é corrupção.</p>
<p>Você é, na melhor das hipóteses, ignorante e, por consequência, incoerente.</p>
<p>Na pior das hipóteses, hipócrita.</p>
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		<title>Lucidez espiritual e o complexo do povo escolhido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 00:29:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
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					<description><![CDATA[Há alguns anos, publiquei aqui um texto de outra autora, que comentava sobre o complexo do povo escolhido. Falava sobre certos grupos espiritualistas ou religiosos que se acham os preferidos de Deus, o que revela completa falta de noção, por parte dessas pessoas, do quanto a espiritualidade é universal, amoral e acolhedora. O povo que mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, publiquei aqui <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-sutil-fronteira-entre-a-espiritualidade-e-a-estupidez/">um texto</a> de outra autora, que comentava sobre o <strong>complexo do povo escolhido</strong>. Falava sobre certos grupos espiritualistas ou religiosos que se acham os preferidos de Deus, o que revela completa falta de noção, por parte dessas pessoas, do quanto a espiritualidade é universal, amoral e acolhedora. O povo que mais disseminou esse conceito de <em>povo escolhido</em> foram os hebreus. Os cristãos, posteriormente, surfaram na mesma onda.</p>
<p>O primeiro passo para se desvencilhar dessa cegueira espiritual e alcançar um nível melhor de lucidez é entender que a Bíblia ( assim como outros livros religiosos ) trata de <em>um deus</em> cujos valores morais refletem os valores do povo que a escreveu, no caso, os hebreus. O deus bíblico, em especial do antigo testamento, é <em>um deus</em> que <em>pensa</em> como os hebreus pensavam.</p>
<p>Se nós nos identificamos com a Bíblia, nós na verdade nos identificamos com o modo como os hebreus pensavam, e com todo o sistema moral deles, ainda que pensemos que estamos identificados com Deus. A lucidez chega quando paramos de acreditar que Deus pensa como nós gostaríamos que ele pensasse. Ora, Deus está infinitamente além dos nossos <em>draminhas</em> morais. Pensa comigo: <span style="line-height: 1.5em;">O Ser que representa o princípio criador de um universo infinito com bilhões de galáxias não deixaria sua mensagem em livros antigos, mal escritos e contraditórios. Ele pode mais, e ele é infinitamente mais que um livro antigo.</span></p>
<p>A imagem abaixo, encontrada por coincidência enquanto este texto vinha sendo redigido, demonstra melhor que, se Deus existe, ele tem mais o que fazer:</p>
<div id="attachment_14817" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14817" class="size-full wp-image-14817" alt="Deus tem mais do que cuidar" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg" width="680" height="662" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg 680w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus-300x292.jpg 300w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a><p id="caption-attachment-14817" class="wp-caption-text">Deus tem mais do que cuidar</p></div>
<p>(A imagem não é de minha autoria e discordo do termo &#8220;idiota&#8221;)</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">O</span><span style="line-height: 1.5em;">ra, a Bíblia, em especial o antigo testamento, traz em si o modo como os hebreus gostariam que Deus fosse. Um povo pobre, desorganizado, mulherengo, corrupto, e que se deu mal muitas vezes (um suposto dilúvio, exílio no Egito, cativeiro na Babilônia, dominação por Roma, destruição de templos, holocausto nazista) entendia que tinha um Deus temperamental, difícil de agradar, e que castigava muito, por qualquer deslize.</span></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">A Bíblia traz grandes verdades espirituais <em>sim</em>, e eu mesmo gosto de <em>MUITAS</em> <a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/ha-poder-em-suas-palavras-passagens-biblicas/">passagens bíblicas</a>, mas nunca perco de vista que estão longe de encerrar todo o mistério da existência em algumas centenas de páginas. É sinal de lucidez distinguir, na Bíblia, as verdades espirituais, do sistema moral hebreu do primeiro testamento, e cristão, do segundo. Aliás, lucidez é, antes de tudo, saber e conseguir distinguir uma verdade espiritual universal e imutável (que são poucas) de uma regra moral, local e temporária (que são muitas, e diferentes, local e temporalmente).</span></p>
<p>Por fim, é bom nunca perder de vista que ao levar toda a Bíblia ao pé da letra, você, que vive em pleno século XXI está retrocedendo sua visão de mundo para a mesma visão que tinham as pessoas que viviam por volta de 3000 anos atrás, perdidas no deserto, em completa miséria espiritual, moral e material.</p>
<h3>Humildade intelectual</h3>
<p>Eu realmente não saberia afirmar qual é a verdade verdadeira da vida. Trago comigo algumas vagas hipóteses e uma única certeza:</p>
<p>Essa que religiosos fanáticos dizem ser <em>a verdade</em>, e que brigam por ela, e se exaltam para defendê-la, também está longe de ser a verdade última da existência.</p>
<p>Acho prudente e sinal de humildade intelectual nunca perder de vista que a mente humana é pequena demais para compreender o imenso oceano de mistério que a circunda.</p>
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		<title>Protestos de 2013 &#8211; Um salto de consciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2013 20:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pode nada mudar, mas tudo será diferente. Se eu fosse apontar um único ponto positivo por todo esse levante nacional contra a falência das políticas públicas, um ponto pelo qual tudo já teria valido a pena, seria o aumento no nível de politização dos jovens. Assistir aos jovens nas ruas e mesmo aqui, compartilhando e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Pode nada mudar, mas tudo será diferente.</p></blockquote>
<p>Se eu fosse apontar um único ponto positivo por todo esse levante nacional contra a falência das políticas públicas, um ponto pelo qual tudo já teria valido a pena, seria o aumento no nível de politização dos jovens.</p>
<p>Assistir aos jovens nas ruas e mesmo aqui, compartilhando e dando atenção a questões políticas nunca antes atentada por eles; jovens que só davam atenção a bobagens, tem se revelado, para mim, o saldo mais importante dos protestos no Brasil.</p>
<p>Até minha esposa, que não dá a mínima para política, ao observar ao meu lado uma imagem comparando um banco novinho em folha (no padrão FIFA) de um estádio para a Copa e um doente numa maca velha de algum hospital perdido por esse Brasil (no padrão DESCASO) soltou um &#8220;Ahhhhh, é por isso!&#8221; de entendimento pelos protestos, o que, apesar de aparentemente irrelevante, achei bem legal 🙂</p>
<p>Mesmo sob um ponto de vista mais pessimista, creio que estamos todos em meio a um salto de consciência crítica, para um <em>nivelzinho</em> um pouco maior. <strong>Claro que a coisa vai esfriar</strong>, mas a visão sobre política desses jovens, antes inexistente, não será mais como antes.</p>
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		<title>A sutil fronteira entre a espiritualidade e a estupidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2012 00:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente: 1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das <em>doenças</em> mais comuns transmitidas <em>espiritualmente</em>:</p>
<p><strong>1. A Espiritualidade Fast-Food:</strong> Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade <em>fast-food</em>. A espiritualidade <em>fast-food</em> é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.</p>
<p><strong>2. Falsa Espiritualidade:</strong> a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.</p>
<p><strong>3. Motivações Confusas:</strong> Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser &#8220;o único&#8221;.</p>
<p><strong>4. Identificando-se com Experiências Espirituais:</strong> Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e /ou que trabalham como professores espirituais.</p>
<p><strong>5. O Ego Espiritualizado:</strong> Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é &#8220;à prova de bala.&#8221; Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.</p>
<p><strong>6. Produção em Massa de Professores Espirituais:</strong> Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou maestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e &#8211; bam! &#8211; Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual.</p>
<p><strong>7. Orgulho Espiritual:</strong> O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de &#8220;superioridade espiritual&#8221; é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que &#8220;Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritualizado&#8221;.</p>
<p><strong>8. Mente de Grupo:</strong> Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas &#8220;corretas&#8221; de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o &#8220;espírito de grupo&#8221; rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo (intolerância e preconceito).</p>
<p><strong>9. O Complexo de Povo Escolhido:</strong> O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que &#8220;O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.&#8221; Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, o professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.</p>
<p><strong>10. &#8220;Eu Cheguei&#8221; (o<strong> vírus mortal)</strong></strong>: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que &#8220;Eu cheguei&#8221; na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.</p>
<p>***</p>
<p>&#8220;A essência do amor é a percepção&#8221;, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, &#8220;Portanto, a essência do amor próprio é a auto-percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente,  incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar &#8220;.</p>
<p>É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.</p>
<p><a title="Fonte" href="http://www.huffingtonpost.com/mariana-caplan-phd/">Mariana Caplan, Ph.D.</a>,<br />
Adaptado de Eyes Wide Open (Olhos Bem Abertos): Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual (True Sounds)</p>
<p>Tradução de Silvia Tognato Magini</p>
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		<title>Divagação sobre a possibilidade da existência do espírito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 19:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida após a morte]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando você observa uma pessoa que teve AVC, o conhecido derrame cerebral, percebe detalhes que, dependendo das suas convicções a respeito da espiritualidade, podem mudá-las completamente, e talvez até extingui-las se você não for dado a crenças insustentáveis e ilusões semelhantes. Particularmente, como já comentei aqui diversas vezes, acredito muito na existência do espírito, de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando você observa uma pessoa que teve <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_vascular_cerebral">AVC</a>, o conhecido <em>derrame cerebral</em>, percebe detalhes que, dependendo das suas convicções a respeito da espiritualidade, podem mudá-las completamente, e talvez até extingui-las se você não for dado a crenças insustentáveis e ilusões semelhantes.</p>
<p>Particularmente, como já comentei aqui diversas vezes, acredito muito na <a title="Textos sobre espiritualidade" href="https://www.ronaud.com/category/espiritualidade/">existência do <em>espírito</em></a>, de uma <em>dimensão espiritual</em> paralela a esta e <em>tal tal tal</em>. Porém sempre deixei claro que essa minha crença é mais uma <em>esperança</em> do que uma <em>convicção</em> mesmo. No fundo, eu ESPERO, desesperadamente :), que haja algo além da morte de forma que tudo isso não seja em vão.</p>
<p>O AVC é uma <em>hemorragia</em> interna ao cérebro que &#8220;mata&#8221; certas regiões do cérebro. Assim, algumas funções corporais ficam seriamente comprometidas, já que todo o funcionamento do nosso corpo depende do cérebro. Dentre todas essas funções, a principal é o que nos distingui dos outros animais: a consciência.</p>
<p>Quando você vê a consciência de uma pessoa debilitada por causa de um AVC, a impressão aterradora que você terá, se estiver aberto a essas impressões, é que parte daquela consciência não existe mais, isto é, que parte daquela pessoa que você tanto estima simplesmente&#8230; não existe mais.</p>
<p>Isso é trágico, deprimente e desconsolador. Como é duro encarar a realidade de que cedo ou tarde, também eu e também você &#8220;deixaremos de existir&#8221;.</p>
<h3>O consolo</h3>
<p>Para me consolar a respeito deste fato, procuro pensar de forma diferente. Num impulso conscientemente auto-consolador, com base em algumas leituras espiritualistas, prefiro ver o cérebro como se fosse um <em>receptor de ondas de rádio</em> &#8211; o aparelhinho de rádio que todos conhecemos. No caso, nosso cérebro seria um sintonizador de <em>ondas espirituais</em>, as quais ainda não <em>detectamos</em> (ou as vivenciamos diariamente, afinal, <em>somos</em> resultado delas), porém imaginamos e acreditamos que vêm de uma outra dimensão paralela a esta, uma <em>dimensão espiritual</em>. Nosso <em>espírito</em> está <em>lá</em>, o tempo todo, porém sintonizado por nosso cérebro.</p>
<p>No caso do aparelho de rádio, quando algum componente do mesmo se estraga, ele deixa de sintonizar a estação de rádio emissora das ondas. Mas ela continua lá irradiando suas ondas com a mesma força e clareza de sempre. Da mesma forma, quando ocorre algo com nosso cérebro, uma debilidade qualquer, o que acontece é que tanto o cérebro como nosso corpo perdem a capacidade de sintonizar com nosso EU maior. Dessa forma, perdemos o que chamamos de consciência, e agimos com cada vez mais desconformidade em relação ao que éramos normalmente. Porém nosso EU eterno permanece lá, na <em>neverland</em>.</p>
<p>Isso significa que é só nosso corpo &#8211; o sintonizador &#8211; que está debilitado e inoperante. Nossa essência, nossa consciência e nossa vida &#8211; a estação emissora &#8211; permanecem lá, do outro lado, firme e eterna, porque também cogita-se que naquela dimensão não exista o que chamamos de tempo.</p>
<p>É um consolo, uma ilusão, para continuarmos acreditando que vale a pena continuar por aqui.</p>
<p>Se é verdade ou não, saberemos quando chegar a nossa hora de nos <em>desligarmos</em> deste corpo.</p>
<p>Só sei que é uma informação a qual não tenho a menor pressa de saber.</p>
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		<title>Pérolas aos porcos &#8211; Quando estamos em meio ao rebanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 22:23:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
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					<description><![CDATA[O vídeo abaixo é uma experiência de 2007, mas ainda fantástica e concreta sobre um tema que tento abordar ou lembrar vez e outra aqui, como nesses textos sobre consciência. Veja: Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O vídeo abaixo é uma experiência de 2007, mas ainda fantástica e concreta sobre um tema que tento abordar ou lembrar vez e outra aqui, como nesses textos sobre <a href="https://www.ronaud.com/tag/consciencia/">consciência</a>. Veja:</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/hnOPu0_YWhw" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<blockquote><p>Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.</p>
<p>Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.</p>
<p>Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.</p>
<p>A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?</p>
<p>Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro. <strong>Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho</strong>.</p></blockquote>
<p>Fonte: Revista Vida Simples de Dezembro de 2007</p>
<p><small>Post de 30 de maio de 2010.</small></p>
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		<title>Política não é brincadeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 17:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Inconsciência]]></category>
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					<description><![CDATA[Em cidades como Porto Alegre, Florianópolis e outras ocorre um fenômeno peculiar no comportamento dos torcedores dos times dessas respectivas cidades. Por exemplo em Porto Alegre, onde há dois times principais, Grêmio e Internacional, quando um deles sai de um determinado campeonato, seus respectivos torcedores torcem com toda a força para que o time que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em cidades como Porto Alegre, Florianópolis e outras ocorre um fenômeno peculiar no comportamento dos torcedores dos times dessas respectivas cidades. Por exemplo em Porto Alegre, onde há dois times principais, Grêmio e Internacional, quando um deles sai de um determinado campeonato, seus respectivos torcedores torcem com toda a força para que o time que ficou competindo perca também. Tudo bem! É um esporte em que via de regra os torcedores não ganham nem perdem nada de valor com as vitórias ou derrotas de seus times. Torcer contra um time da própria cidade é até compreensível, embora ainda questionável, enfim.</p>
<p>Só que esse fenômeno ocorre também na política e revela a visão curta e infantil dos eleitores. Em Balneário Camboriú observo com nitidez. Com a vitória de <em>Edson Piriquito</em> para prefeito (na última eleição municipal), uma certa parcela de toda aquela patota acostumada ao poder por décadas torce com toda a força para que o governo do <em>Piriquito</em> dê errado em tudo o que for possível. E desconfio que essa <em>parcela</em> dos partidários dos derrotados nas eleições não seja muito pequena não.</p>
<p>Há uma citação de teólogo americano <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/james-clarke" target="_blank">James Clarke</a> com a qual aprendi a entender o que é POLÍTICA DE VERDADE, e  a qual me serve de critério para essas considerações que ora exponho.</p>
<blockquote><p>Um político pensa na próxima eleição. Um estadista, na próxima geração.</p></blockquote>
<p>Esse pensamento pode ser expandido em vários sentidos e um deles certamente seria a diferenciação entre o político íntegro e o <em>politiqueiro</em>. Eu diria que o <em>politiqueiro</em> pensa só em si mesmo. Governa para si e considera isso absolutamente normal, e se por acaso o povo vier a ser beneficiado com suas ações, sorte do povo. Já o político íntegro &#8211; espécie raríssima por aqui &#8211; pensa em sua comunidade, em sua cidade, pensa nas pessoas das quais ele obteve o desígnio de conduzir.</p>
<p>E é essa a diferença que percebo que a comunidade de Balneário Camboriú e de muitas e muitas outras cidades Brasil afora não consegue distinguir. <strong>Política não é esporte</strong>. Política não é brincadeira, nem entretenimento. Em política você só torce por um único time &#8211; PARA A SUA COMUNIDADE!</p>
<p>Se o governo atual falhar, pode ganhar o seu partido, mas perde a cidade, perdem os indivíduos. Colocar o bem comum acima de interesses particulares / partidários deveria ser o mínimo para um cidadão se dizer consciente.</p>
<p>Creio poder falar da política de Balneário Camboriú com isenção, afinal voto em Itajaí. E tenha certeza, definitivamente, eu torço por nossa região e não por esse ou aquele grupo político.</p>
<p>Me chame de idealista, mas não consigo pensar de forma diferente.</p>
<p><small>Texto de 11 de fevereiro de 2010.</small></p>
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		<title>A vida é feita de tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 15:12:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitos empresários reclamam que não tem mais tempo pra nada. Nem pra cuidar de si, nem pra família, nem pra tocar projetos pessoais, etc. Mas tempo pra trabalhar por mais dinheiro eles arrumam, não é? Saramago dizia que as pessoas se tornaram máquinas de ganhar dinheiro. Estava certíssimo. Dinheiro é tudo? Sim! E não! Não vou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos empresários reclamam que não tem mais tempo pra nada. Nem pra cuidar de si, nem pra família, nem pra tocar projetos pessoais, etc. <strong>Mas tempo pra trabalhar por mais dinheiro eles arrumam, não é?</strong> Saramago dizia que as pessoas se tornaram <em>máquinas de ganhar dinheiro</em>. Estava certíssimo.</p>
<p>Dinheiro é tudo? Sim! E não! Não vou falar aqui do porquê o dinheiro pode &#8211; sob certo viés &#8211; ser considerado &#8220;tudo&#8221;. Você já deve saber muito bem 😉 Vou falar do porquê o dinheiro pode eventualmente NÃO SER TUDO. <strong>Dinheiro não compra tempo</strong>, por exemplo. Se levarmos em conta a opinião de Benjamin Franklin de que &#8220;o material da vida é  tempo&#8221;, poderíamos concluir que tempo é vida. Logo, <strong>se dinheiro não compra tempo, dinheiro não compra vida.</strong></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/" target="_blank" rel="noopener">Neste texto aqui</a> se pode observar o óbvio, o qual, entretanto, a sociedade não aceita. A lógica é mais ou menos essa: <strong>Em vez de trabalhar cada vez mais, para ganhar cada vez mais, para ter cada vez mais, pra se aparecer cada vez mais, você pode inverter o processo. </strong>Busque um pouco de auto-conhecimento e aprenda a contentar-se com o que você é, deixando de lado a necessidade de mostrar pros outros que você tem algum valor, de precisar de aplausos, ou mesmo de precisar fazer terapia no shopping.<strong> Assim vai precisar de muito menos coisas, e dessa forma poderá trabalhar menos e terá mais tempo livre para si, para os amigos, família, e PRINCIPALMENTE, para seus projetos pessoais, que vão enriquecer sua vida de um modo que dinheiro nenhum no mundo consegue enriquecer.</strong></p>
<p>Estou falando de riqueza de significados. O que sua vida significa para você?</p>
<p>Eu sei, os mais conservadores ou aqueles que estão <em>até o pescoço</em> mergulhados no paradigma consumista vão me dizer que isso é conversa de &#8211; como se diz no sul &#8211; <em>vadio</em>. O <em>modus operandi consumista</em> lhes fazem acreditar que não há salvação fora do trabalho. Que se você tabalhar 15 horas por dia, encontrará <em>72 virgens</em> só para você no <em>paraíso</em>. Não importa se com essa rotina seu filho se torne um problemático por causa da sua ausência, ou se você viver doente e só funcionar sob efeito de estimulantes e/ou calmantes. O importante é sacrificar tudo por trabalho.</p>
<p>Só que eu acho que essa coisa de se passar por <em>mártir</em> que sacrifica as coisas pelos outros ou por um ideal padronizado é muito cafona. <strong>O que tá na moda atualmente é ser equilibrado, poxa!</strong> Não vemos pra todo lado gente querendo se alimentar melhor, se exercitar melhor, aprender coisas diferentes, curtir mais a vida? Legal é ser inteligente e saber dosar a quantia certa de tempo para cada segmento de nossa vida. O tempo certo pro trabalho, o tempo certo pra família, o tempo certo pr&#8217;aquele seu projeto pessoal que agregaria um significado completamente enobrecedor para a sua vida, enfim.</p>
<p><strong>Hoje vivemos num tempo e sociedade tão excepcional que qualquer um pode tocar a vida das mais diferentes formas.</strong> Me sinto <em>privilegiado</em> por poder tocar a vida de dentro do lar. Conheço pessoas que ganham a vida ensinando pessoas a voar em <a href="https://www.google.com.br/search?q=paraglider&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;prmd=ivns&amp;tbm=isch&amp;tbo=u&amp;source=univ&amp;ei=97CvTcjRCIadgQfTvMz1Cw&amp;ved=0CEUQsAQ&amp;biw=1259&amp;bih=818&amp;gws_rd=ssl" target="_blank" rel="noopener">paragliders</a>. Outros ganham a vida instruindo outros a escalarem montanhas. Outros praticando artesanato, enfim.</p>
<p>E você, está usando seu tempo em alguma atividade que lhe dá prazer, ou está dentro de um escritório enquanto o sol brilha lá fora?</p>
<p><small>Texto de 21 de abril de 2011.</small></p>
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		<title>Orgulho hétero?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 16:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância coletiva]]></category>
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					<description><![CDATA[Dias atrás o twitter tinha em um de seus termos mais comentados o tal de &#8220;Orgulho hétero&#8221;, numa espécie de vingancinha besta de gente sem maiores problemas na vida para se ocupar, contra o &#8220;Orgulho Gay&#8221;. Daí você já conclui que a população em geral é de uma estupidez e ignorância imensas. Como se gays [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás o twitter tinha em um de seus termos mais comentados o tal de &#8220;Orgulho hétero&#8221;, numa espécie de <strong>vingancinha besta</strong> de gente sem maiores problemas na vida para se ocupar, contra o &#8220;Orgulho Gay&#8221;.</p>
<p>Daí você já conclui que a população em geral é de uma estupidez e ignorância imensas. Como se gays se manifestassem publicamente numa afronta à moral e aos bons costumes e não numa luta digna por&#8230; simplesmente exercer deus direitos básicos de ir e vir conforme manda a constituição.</p>
<p>Então <em>me saí</em> com essa no twitter:</p>
<blockquote><p>Comemorar o Orgulho Hétero é como árvores comemorarem o Orgulho Verde. Não se pode se orgulhar de algo q não exigiu esforço p ser alcançado.</p>
<p>Todo orgulho é imbecil, ainda assim o único orgulho aceitável é aquele de algo que você conquistou, construiu, realizou.</p></blockquote>
<p>Então numa brincadeira sensivelmente mais inteligente, um grupo de pessoas jogou no ar a tag #inventeumorgulho, e, já sem muita inspiração, me saí com essa bobagem, que porém serve para ilustrar a grande bobagem que é um Orgulho Hétero:</p>
<blockquote><p>Dia do Orgulho Humano &#8211; Afinal eu poderia ter nascido como qualquer bicho nesse planeta <a title="#inventeumorgulho" href="https://twitter.com/#!/search?q=%23inventeumorgulho" rel="nofollow">#inventeumorgulho</a></p></blockquote>
<p>Repito o que já disse <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-gostos-pessoais/">aqui</a>. Acho que sentir orgulho é idiota em qualquer grau. O destino de qualquer orgulho é se ver despedaçado no chão. O orgulho é um sentimento perigoso e suspeito que seja a causa da maioria dos males humanos.</p>
<p>Sentir orgulho de sua ascendência, de sua origem, de seu país, de seu parente rico, de seu parente prestigiado, ou de qualquer condição a qual supostamente lhe eleve o valor mas que você não moveu um palito para conquistá-la, é de uma ilusão de dar dó.</p>
<p>Então, para fixar: &#8220;o único orgulho aceitável é aquele de algo que você conquistou, construiu, realizou&#8221;.</p>
<p>Ser humilde demais também cansa, pois todos gostamos de ser reconhecidos e apreciados. Então, ficamos mais uma vez com a receita do <em>meio-termo</em> para encontrarmos uma saída para essa constante tensão que é <em>ser humano</em>.</p>
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		<title>Fica quieto, menino!</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/fica-quieto-menino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 12:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
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		<category><![CDATA[Controle social]]></category>
		<category><![CDATA[Inconsciência]]></category>
		<category><![CDATA[Passividade]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Religiões, governos e mídia esperam de você apenas uma postura: ficar quieto e calado. Antes que você abra o berreiro, devo reconhecer que existem exceções, ok? E como exceções, têm pouca força. Religiões de forma geral estimulam a passividade, a inação, a esperar por Deus. Como já lembrei aqui várias vezes, as religiões cristãs, de forma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Religiões, governos e mídia esperam de você apenas uma postura: <strong>ficar quieto e calado</strong>.</p>
<p>Antes que você abra o <em>berreiro</em>, devo reconhecer que existem exceções, ok? E como exceções, têm pouca força.</p>
<p>Religiões de forma geral estimulam a passividade, a inação, a esperar por Deus. Como já lembrei aqui várias vezes, as religiões cristãs, de forma geral, utilizam da figura do pastor e suas ovelhas para demonstrar às pessoas que elas são as <em>ovelhas</em> de um <a href="https://www.ronaud.com/cinema/em-meio-ao-rebanho-ii/">rebanho</a> que deve obedecer tementemente ao <em>pastor</em>, que é Deus, o qual caso contrário vai castigá-las. Mas como Deus não costuma se comunicar conosco o tempo todo, o povo fica lá torcendo para estar fazendo <em>a coisa certa</em>, e eventualmente <em>esperando </em>por milagres. E o que dizer das religiões orientais, com sua ênfase à meditação e ao desapego material? Quer tais posturas tenham fundamento espiritual, quer não tenham, o fato é que só vejo nessas posturas religiosas &#8211; ocidentais ou orientais &#8211;<strong> um estímulo à passividade</strong>.</p>
<p><a title="O monstro da burocracia" href="https://www.ronaud.com/sociedade/burocracia-e-nossa-vida-cada-vez-mais-engessada/">Governos tem exercido muito bem a tarefa de engessar a sociedade com sua burocracia infernal</a> e sua impiedosa cobrança de impostos, que tira do povo cerca de 30% de seus rendimentos, de modo que ele não vive com 100% do que ganha, e sim, com menos de 70%. Dessa forma o povo tem que trabalhar um tanto mais para conseguir se manter com pouco mais de (apenas) dois terços de sua renda.</p>
<p>A mídia completa o quadro com o estímulo ininterrupto incitando as pessoas a COMPRAR. Publicidade se transformou na arte de dizer às pessoas COMPRE através de outras palavras. A insegurança natural do ser humano é utilizada como instrumento para escravizá-lo. Inseguros de não serem bem aceitos na sociedade, se esforçam por pertencerem aos padrões, por agregarem valor a si mesmos através de objetos e posses, nem que para isso tenham que se endividar e permanecer escravos de suas dívidas por anos, ou por uma vida inteira.</p>
<p>Todas as instituições querem que você seja <em>bonzinho</em>, fique parado e quietinho, numa nítida alusão ao cenário de nossas infâncias em que nossos pais viviam estimulando nossa estagnação, para não <em>incomodarmos</em>.</p>
<p>Daí podemos concluir que <em>crescemos </em>e o cenário continua o mesmo. As instituições sabem que se conhecermos as possibilidades que o mundo e a vida oferecem, vamos <em>incomodar</em>. Um povo muito sabido é perigoso para quem não quer perder sua condição construída sobre montes de privilégios e regalias. Povo bom é povo com medo trancado dentro de casa ou se distraindo nos cinemas, bares e <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-que-e-alienacao/">estádios de futebol</a> da vida.</p>
<p>E veja que mesmo povos supostamente bem instruídos caem direitinho na conversa das instituições. Veja o povo americano aceitando restrições à sua liberdade através da própria lei, em nome da segurança contra um terrorismo que, segundo muitos, foi fabricado (e mesmo que não tenha sido <em>fabricado</em>, foi muito bem utilizado).</p>
<p>Entretanto, como comentado, as instituições que detém o poder, não querem evidentemente perder esse poder. Vão perpetuá-lo de todos os modos possíveis. Seja convencendo-o de que você deve ser uma ovelhinha obediente, sem nem sonhar como é bom ser um lobo que não tem medo de nada. Seja favorecendo a construção de estádios de futebol em detrimento da construção de melhores escolas, já que <em>povo entretido é povo feliz</em>. Seja convencendo-o que seu carro já é antigo demais (com 5 anos de uso) de modo que você compre outro e passe cinco anos pagando-o, até que, ao terminar de pagá-lo, perceba que o mesmo já está antigo de novo (ora veja&#8230;) e reinicie o ciclo por <em>livre e espontâneo</em> <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/da-estupidez-nossa-de-cada-dia-aparencias/">medo de parecer um fracassado</a> diante de seus vizinhos que você, naturalmente, <a title="O que é status?" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">odeia</a>&#8230; perpetuando sua escravidão ao sistema.</p>
<h2>Só a consciência salva</h2>
<p>Creio que ninguém conseguirá se ver livre das <em>garras pegajosas</em> das instituições citadas acima.</p>
<p>Quanto à religião, nosso poder pessoal tem limites, há problemas para os quais não temos solução, então apelamos à figura de um ser divino que quem sabe pode olhar por nós e providenciar um <em>milagresinho </em>para a nossa singela felicidade e alívio.</p>
<p>Quanto aos governos, bem, se é ruim com eles, seria pior sem eles. Se a burocracia atravanca o progresso, sem ela o progresso seria impossível. Governar tem seu custo, então teremos que arcar com esse custo, como cidadãos e como nação. Daí se num país como o Brasil a burocracia é demais e não enxergamos a contra-partida da cobrança de impostos em benefício da sociedade, é outro problema.</p>
<p>Quanto a publicidade, o consumismo como modelo de funcionamento econômico da sociedade tá aí e bem ou mal, permite que todos tenhamos todos os produtos de que precisamos <em>bonitinhos</em> e organizados na prateleira dos mercados e lojas. Se ao consumismo atual falta ética, também é outro problema.</p>
<p>E apesar das imperfeições desses sistemas e instituições, em todos temos nosso espaço e nossas escolhas. Com exceção da cobrança de impostos, <em>legítima</em>, temos a liberdade de seguirmos o modelo religioso que melhor nos ajudar, e de comprar ou não os produtos que nos oferecem. E mesmo em relação às questões políticas e governamentais, existem mecanismos que permitem a população fazer valer sua vontade.</p>
<p>É trabalhoso, mas tem.</p>
<p>E a saída para nos virarmos melhor com toda essa confusão se chama <strong>consciência</strong>. E consciência está diretamente relacionada ao auto-conhecimento e tem na <em>iniciativa</em> a sua consequência primeira. Consciência e iniciativa estão intimamente relacionadas. Só toma a iniciativa quem tem consciência de si, de suas necessidades, de onde está e para onde quer ir, por mais equivocados que possam estar esses conceitos. O importante é que o indivíduo não espere que os outros satisfaçam suas necessidades. Porque na verdade eles não estão <em>nem aí</em> para você e só esperam que você seja <em>bonzinho</em> e&#8230; razoável!</p>
<blockquote><p>Homens razoáveis se adaptam ao mundo.<br />
Homens não razoáveis adaptam o mundo a si.<br />
Por isso todo progresso depende destes últimos.<br />
<a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/george-bernard-shaw">George Bernard Shaw</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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