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	<title>Imprensa &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>A ignorância nossa de cada dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2023 14:57:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Credulidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
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		<category><![CDATA[Razão]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto sobre a percepção do quanto todos nós somos ignorantes das coisas do mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Observando o debate político e religioso do dia a dia, me ocorreu uma percepção bastante verificável:</p>
<p>As pessoas nascem ignorantes. A pouca educação que recebeu veio de um sistema educacional falido. A ampla maioria dessas pessoas é e é mentalmente preguiçosa, intelectualmente limitada, não lê, não estuda, não compreende, não raciocina, não pondera.</p>
<p>Crédula, esta maioria forma as opiniões através da mídia &#8211; formada por imprensa e publicidade, cada qual com interesses próprios &#8211; e através de vídeos de internet feitos por outras pessoas também mal informadas e crédulas, e portanto, <a href="https://www.ronaud.com/internet/o-que-conhecemos-do-mundo/">é incapaz de compreender a realidade em toda a sua totalidade</a>, com suas dimensões, possibilidades e nuances implícitas.</p>
<p>E este cenário faz com que esta ampla maioria de pessoas, não só do Brasil mas do mundo, esteja miseravelmente errada sobre quase tudo.</p>
<p>***</p>
<p>Nada nos faz pagar um preço tão alto na vida quanto a preguiça mental e o descaso pela busca de entendimento.</p>
<p>Os prejuízos, as <em>cabeçadas</em>, o atraso de vida são irrecuperáveis.</p>
<p>Estudar freneticamente também resolve pouco se o que se estuda são inúteis fantasias ideológicas e místicas.</p>
<p>Busquem a lucidez, o conhecimento prático, a realidade como ela é, mantendo distância de delírios românticos.</p>
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		<title>A Imprensa MENTE!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2020 03:25:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
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		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A imprensa mente e as mídias mentem mais, e descaradamente. Mas será que a crise do jornalismo tem solução?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>A crise do jornalismo tem solução?</h3>
<p>A imprensa mente vertiginosamente, desde sempre.</p>
<p>Desde o surgimento da internet, o jornalismo vem vivendo uma prolongada crise.</p>
<p>Primeiramente, uma crise financeira.</p>
<p>A internet possibilitou o barateamento da publicação de notícias e também proporcionou uma disseminação imediata da informação jamais sonhada pelos jornalistas do século XX. Logo, ninguém mais precisa ficar comprando ou assinando jornais e revistas que se acumulam sem utilidade nos cantos das nossas casas. Mesmo as assinaturas online, hoje mais baratas, são dispensáveis, seja porque há portais que compartilham essas notícias gratuitamente, financiados por publicidade, seja porque na verdade a overdose de <a href="https://www.dementia.com.br/category/midia/">notícias das mídias</a> digitais atuais não são tão interessantes.</p>
<p>Caetano Veloso, num momento de surpreende lucidez, perguntava décadas atrás, na música Alegria, alegria: <strong><em>Quem lê tanta notícia?</em></strong></p>
<h3>You Are Fake News</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/crise-do-jornalismo.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-25882 aligncenter" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/crise-do-jornalismo-300x143.jpg" alt="" width="300" height="143" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/crise-do-jornalismo-300x143.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/crise-do-jornalismo-768x366.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/crise-do-jornalismo.jpg 933w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Depois, vem <strong>uma crise muito pior, que é a <em>crise de credibilidade</em></strong>; a grande turbulência que o jornalismo enfrenta atualmente. Porque a internet mostrou para as pessoas o quanto a imprensa mente descaradamente, despudoradamente, o tempo todo.</p>
<p>Antigamente somente os poderosos questionavam a credibilidade dos jornais.</p>
<p>Abaixo, Silvio Santos explica porque não confia em jornalistas:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5DrsPJuv1uk?start=366" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>E abaixo, a partir da metade do vídeo, Orestes Quércia expressa sua indignação com o jornal Estadão.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-n8BrMe1RCs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Abaixo, o General Newton Cruz relata que já em fins da década de 70, mesmo apesar de todo o rigor censório do Regime Militar, a imprensa propagava narrativas, e não, fatos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IWuggz3aWhw?start=15" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>A verdade é que nem o exército dava conta da Imprensa&#8230;</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Hoje o povo também questiona, graças a internet, que permite ver outros ângulos da notícia, se aprofundar sobre o assunto, e principalmente, ouvir outras vozes dissonantes e, com algum senso crítico, se dar conta que&#8230;</p>
<h2>A IMPRENSA MENTE</h2>
<p>Até o ano 2000 a imprensa detinha o monopólio da &#8220;verdade&#8221;.</p>
<p>Li recentemente a biografia do Chateaubriand, o grande empresário das comunicações brasileiras do início do século passado, o qual nada mais foi do que um déspota do jornalismo das décadas de 30 a 50. Qualquer um que despertasse a ira do Chatô tinha sua reputação destruída através dos artigos mais tendenciosos.</p>
<p>Trump cunhou recentemente o termo <a href="https://www.ronaud.com/internet/texto-sobre-fake-news/"><em>fake-news</em></a> e disse que <em>a imprensa é inimiga do povo</em>.</p>
<p>O assunto é complexo, <strong>a liberdade de expressão é um princípio sagrado, mas jornalistas se prevalecem desse princípio</strong>.</p>
<p>A verdade é a seguinte: <strong>Nenhum de nós temos noção do quanto jornalistas mentem, manipulam, dissimulam, filtram e publicam o que bem entendem para militar sobre seus interesses financeiros e ideologias.</strong></p>
<p>Eu já tive a oportunidade de ler por três vezes, <em>notícias</em> que falavam de eventos que aconteceram próximos a mim, dos quais eu sabia detalhes.</p>
<p>Hoje, mais consciente da questão, lembro como me chamava a atenção o fato de, nestas &#8220;notícias&#8221;, os nomes dos envolvidos virem sempre errados, dos fatos em si serem superficialmente narrados, sempre com erros, aumentos, omissões ou inverdades, e a noção de que tive, à época, de que o jornalista não cumpriu seu trabalho devidamente.</p>
<p>Hoje sei que isso é corriqueiro. Jornalista é um fofoqueiro por natureza, e fofoca&#8230; você sabe: É um <em>diz que me disse</em> que no final das contas, <em>a lagartixa vira jacaré</em>, a verdade sai vilipendiada, ruborizada de tanta vergonha. Parafraseando Nelson Rubens, hoje sabemos que jornalistas <em>aumentam E inventam</em>.</p>
<p>A imprensa mente porque não há na maioria das redações, um compromisso com a verdade. Lotadas de estagiários e jornalistas (mal) formados nestas nossas infelizes <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-marxismo-cultural-nas-universidades/">universidades progressistas</a> (esquerda), só fazem filtrar as &#8220;notícias&#8221; que condizem com seu entendimento ideológico da realidade&#8230;</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/uol-e-FAKE-NEWS.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25888 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/11/uol-e-FAKE-NEWS.png" alt="" width="524" height="401" /></a></p>
<p>&#8230;ou com os interesses dos donos dos jornais, os quais estão relacionados com dinheiro e poder.</p>
<div id="attachment_28279" style="width: 180px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28279" class="size-medium wp-image-28279" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-1-170x300.jpg" alt="A imprensa mente" width="170" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-1-170x300.jpg 170w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-1-581x1024.jpg 581w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-1-768x1354.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-1-872x1536.jpg 872w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-1.jpg 1162w" sizes="auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px" /><p id="caption-attachment-28279" class="wp-caption-text">A imprensa mente</p></div>
<div id="attachment_28278" style="width: 229px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28278" class="size-medium wp-image-28278" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-2-1-219x300.jpg" alt="A imprensa mente" width="219" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-2-1-219x300.jpg 219w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-2-1-748x1024.jpg 748w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-2-1-768x1051.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-2-1-1122x1536.jpg 1122w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/11/a-midia-mente-2-1.jpg 1179w" sizes="auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px" /><p id="caption-attachment-28278" class="wp-caption-text">A imprensa mente</p></div>
<div style="clear: both;"></div>
<p>Às vezes, dinheiro DO poder. Acima, a desfaçatez do jornal que alterou o título da mesma matéria, utilizando um termo pejorativo para associá-lo ao governo Bolsonaro &#8211; orçamento secreto -, e usando um termo técnico &#8211; emenda de relator &#8211; imediatamente após as eleições ao perceber que o governo Lula usará do mesmo expediente.</p>
<p>Leia também: <a href="https://www.ronaud.com/internet/texto-sobre-fake-news/">Sobre Fake-news</a></p>
<p>***</p>
<p>No caso do Brasil, atualmente, até bem pouco tempo atrás, veículos jornalísticos ganhavam polpudas remunerações por publicidades governamentais.</p>
<p>Eis que <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/por-que-intelectuais-sao-contra-bolsonaro/">o governo Bolsonaro</a> reduziu essas verbas drasticamente.</p>
<h4>Ideologia</h4>
<p>No caso da ideologia, aqui a coisa pega. As redações dos maiores veículos atuais mais parecem antros em que zumbis narram as notícias baseados em seus critérios ideológicos em como as coisas deviam ser e que fazem juízo sobre notícias que relatam<em> a realidade não atendendo esses critérios.</em></p>
<p>Boa parte dos jornalistas contemporâneos desprezam os fatos, e publicam seus pontos de vista do quanto a realidade está errada em não seguir a cartilha ideológica que aprenderam na faculdade.</p>
<p>Jornalistas acham que tem a sublime missão de <em>tornar o mundo melhor</em>. Assim foram doutrinados, nas universidades, convencidos de que seriam a partir de então <em>Agentes de Transformação Social</em>. Se assim querem, que se tornem militantes declarados, agentes sociais etc Observe, atualmente as notícias giram em ações que foram feitas por uma <em>mulher</em>, por um <em>negro</em>, por um <em>gay</em>, por um <em>pobre</em>. Notícias sentimentais que mostram o quanto o mundo é injusto e o quanto o leitor &#8211; a pessoa comum &#8211; é responsável por o mundo ser como é devido aos seus preconceitos.</p>
<p>Se querem ser jornalistas, então que narrem o mundo do jeito <em>cão</em> que ele é, sem juízos de como ele deveria ser, ou do que nós podemos fazer para torná-lo melhor.</p>
<h3>Pandemia, ou <em>fraudemia</em>?</h3>
<p>A <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/corona-virus-e-isolamento-social/">pandemia do corona-vírus</a> é um capítulo à parte sobre o descrédito da imprensa.</p>
<p>É bem verdade que a imprensa é refém das notícias ruins, pois notícia boa não vende.</p>
<p>Imagine o que significou, para uma imprensa sôfrega e esquecida, uma pandemia em que todos de repente se sentiram vulneráveis à morte iminente?</p>
<p>O jornalismo se agarrou como pôde a esse tronco perdido na correnteza, e se engajou explicitamente <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/alucinacao-coletiva-provocada-pelo-corona-virus/">na disseminação do pânico e do medo</a>.</p>
<h3>George Orwell</h3>
<p>Orwell é conhecido como autor de livros em que a verdade oficial é manipulada por governos para alinhar a opinião pública ao encontro de seus interesses.</p>
<p>Certamente sua &#8220;ficção&#8221; era inspirada em observações de fatos reais. Percebeu o quanto a imprensa mente através de sua presença na Guerra Civil Espanhola:</p>
<blockquote><p><strong>Desde jovem percebi que nenhum acontecimento é relatado corretamente pelos jornais</strong>, mas foi na Espanha, pela primeira vez, que vi reportagens de jornais que não tinham qualquer relação com os fatos, nem mesmo a relação que está implícita numa mentira comum.</p>
<p>Vi relatos de grandes batalhas onde não houve combate e um silêncio completo onde centenas de homens foram mortos. Vi soldados que lutaram bravamente denunciados como covardes e traidores, e outros que nunca tinham visto um tiro aclamados como heróis de vitórias imaginárias e vi jornais em Londres divulgando essas mentiras e intelectuais afoitos construindo superestruturas emocionais sobre eventos que nunca ocorreram.</p>
<p>Vi a história ser escrita não pelo que aconteceu, mas pelo que deveria ter acontecido de acordo com várias ‘linhas partidárias’.</p>
<p>George Orwell, “Looking Back on the Spanish War” [1942] &#8211; <a href="https://twitter.com/adaubam/status/1728790405464940885" target="_blank" rel="nofollow noopener">Citação de Adaubam Pires</a>, no twitter.</p></blockquote>
<h2>A crise do jornalismo tem solução?</h2>
<p>Qual será o futuro do jornalismo? <em>Taí</em> uma questão cuja resposta ainda está em formação.</p>
<p>Para o jornalismo sobreviver à crise pela qual passa, devo dizer &#8211; ciente do clichê &#8211; que ele precisa se reinventar.</p>
<p>Primeiramente, deixar a ideologia, e portanto, <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/incoerencias-da-esquerda/">a insanidade, de lado</a>, e se atentar aos fatos, à realidade, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/politica-e-logica/">à lógica</a>.</p>
<p>Abster-se de fazer juízo, a não ser de forma esclarecida, quando o objetivo é mesmo o jornalista dar sua opinião.</p>
<p>Jornalistas precisam ter noção de mundo, noção de lógica básica.</p>
<p>Bom senso, racionalidade, cautela, sem histeria, sem cientificismo, sem politização.</p>
<p>Eu poderia dizer mais, mas prefiro passar a palavra ao Mestre:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/I7RN5E-qPxQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Sobre Fake News</title>
		<link>https://www.ronaud.com/internet/texto-sobre-fake-news/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2020 22:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
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					<description><![CDATA[Há algum tempo escrevi sobre uma percepção; a percepção de que o que conhecemos por &#8220;história&#8221; nada mais é do que uma descrição testemunhal de alguém sobre um determinado fato. Uma descrição apenas. Uma de muitas. A realidade fiel dos fatos historicamente narrados a nós, só Deus sabe como foi. Hoje temos o fenômeno recente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/nada-e-como-dizem-que-e/">Há algum tempo escrevi sobre uma percepção</a>; a percepção de que o que conhecemos por &#8220;história&#8221; nada mais é do que uma descrição testemunhal de alguém sobre um determinado fato. Uma descrição apenas. Uma de muitas. A realidade fiel dos fatos historicamente narrados a nós, só Deus sabe como foi.</p>
<p>Hoje temos o fenômeno recente das <em>fake-news</em>, que vai muito além do que se entende por <em>notícias falsas</em>.</p>
<p>Existem as notícias falsas, isto é, comunicação equivocada de fatos não existentes ou ocorridos de forma diferente da divulgada.</p>
<p>Exemplo: &#8220;Maria foi vista fazendo compras na feira.&#8221; Perguntada, Maria diz que não estava na feira. Quem viu certamente se confundiu</p>
<p>E existem as narrativas de um fato: &#8220;Maria foi vista fazendo compras na feira, mesmo estando desempregada&#8221;. Percebe? Há uma imputação de juízo sobre o ato de maria. Talvez ela tenha ido a feira. Talvez esteja mesmo desempregada. Talvez tenha pedido dinheiro emprestado. Mas o que a narrativa quer demonstrar é que Maria é desonesta, afirma que está desempregada mas vai fazer compras. Quem lê, fica com um pé atrás a respeito de Maria. Será que ela é confiável?</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/nada-e-como-dizem-que-e/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Nada foi como disseram</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/internet/o-que-conhecemos-do-mundo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O que conhecemos do mundo</a></p>
<h2>O Monopólio da Verdade&#8230;</h2>
<p>As pessoas têm uma propensão natural a acreditar no que outra pessoa diz.</p>
<p>Nascemos com uma inclinação a presumir honestidade nas falas dos outros.</p>
<p>Esta inclinação é ainda maior quando o que se fala parte de um agente da mídia: Apresentador, locutor, jornalista, escritor ou algum outro comunicador qualquer.</p>
<p>Nascemos ignorantes, estudamos muito pouco na vida, estudamos mal o que sabemos, sabemos muito pouco da realidade.</p>
<p>Qualquer um que se apresente sabedor, que articules palavras e ideias mais complexas, ganha automaticamente o respeito das massas como o portento detentor da <em>verdade</em>.</p>
<p>Toda essa briga contra <em>fake-news</em> é uma briga pelo MONOPÓLIO da verdade, propagada através de narrativas, que até então pertencia aos grandes conglomerados de mídia e que correspondiam aos interesses de determinados grupos que essa mídia representava.</p>
<h2>&#8230;ou Monopólio da Mentira?</h2>
<p>Sabendo dessa credibilidade espontânea, da inclinação das pessoas a aderirem a qualquer narrativa propagada por seus veículos, a imprensa passou a se prevalecer deste poder de manipulação das massas para conduzir a opinião pública de acordo com interesses diversos.</p>
<p>Hoje está mais esclarecido que:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-imprensa-mente/">A imprensa tradicional sempre mentiu</a>; <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/fake-news-cosmopolitan-feminismo/">sempre mentiu MUITO</a>.</p>
<p>Eis porque a primeira medida de governos ditatoriais é controlar &#8211; e se possível extinguir &#8211; a imprensa.</p>
<blockquote><p>Se perco o controle da imprensa não aguentarei no poder nem por três meses. <a href="https://www.frasesinteligentes.com.br/frases-pensamentos-citacoes-de/napoleao-bonaparte">Napoleão Bonaparte</a> &#8211; Imperador Francês</p></blockquote>
<p>E recentes, veja a desconfiança do Silvio Santos sobre jornalistas:</p>
<div id="fb-root"></div>
<p><script async defer crossorigin="anonymous" src="https://connect.facebook.net/pt_BR/sdk.js#xfbml=1&#038;version=v8.0" nonce="atPivv02"></script></p>
<div class="fb-video" data-href="https://www.facebook.com/101259751464497/videos/586194915358311/" data-show-text="false" data-width=""></div>
<p>Nós temos uma tendência a crer que se algo foi publicado num jornal, ou foi dito por um homem de terno as 20:30 horas na Globo, então é verdade.</p>
<p>Nem sempre é. Aliás, quase nunca o que foi publicado ou dito retrata com fidelidade a realidade.</p>
<p>Jornalistas deveriam, por ofício, tão somente informar e relatar fatos, da forma mais isenta possível.</p>
<p>Porém o que se viu até fins do século XX foram veículos de imprensa narrando o mundo de acordo com as mentes de seus dirigentes.</p>
<p>Porque além de atenderem aos interesses de seus patrões, jornalistas têm sido convencidos, ou doutrinados, pelas faculdades de ciências humanas, de que eles têm obrigação de tornar o mundo melhor. Aquela conversinha idealista, como se tornar o mundo melhor fosse tarefa fácil, como se o conceito de mundo melhor fosse o mesmo para todos.</p>
<p>O fato é que, atualmente, praticamente todos os jornalistas saem das faculdades mais graduados em militância do que em informação.</p>
<p>E como todo revolucionário, para quem <em>os fins justificam os meios</em>, eles mentem descaradamente se preciso for, porque na cabeça deles, é por uma boa causa: a revolução.</p>
<p>É o que eles têm feito atualmente em relação ao isolamento social. Dizem pro povo ficar em casa, e patrulham o povo que não fica, e as pessoas têm perdido emprego, têm passado fome por causa disso tudo. <em>Tudo para o seu bem</em>.</p>
<p>Mas a propagação das fake-news agora deixou de ser monopólio dos grandes grupos de imprensa, e foram parar nas mãos das pessoas comuns.</p>
<p>E aqui vemos que as fake-news possuem algumas características curiosas:</p>
<h3><strong>1 &#8211; A condição de quem propaga</strong></h3>
<p>A propagação de uma informação ou narrativa falsa, pode partir de alguém ignorante, que interpreta mal os fatos, ou de alguém de má-fé, que lança uma interpretação específica e proposital no ar, com determinados objetivos; defender uns, atacar outros.</p>
<div id="attachment_19931" style="width: 439px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19931" class="size-full wp-image-19931" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia.jpg" alt="Recorte dos fatos " width="429" height="496" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia.jpg 429w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia-259x300.jpg 259w" sizes="auto, (max-width: 429px) 100vw, 429px" /><p id="caption-attachment-19931" class="wp-caption-text">Recorte dos fatos muda toda a história</p></div>
<p>Eu vou dar um exemplo. Aqui em praia próxima, um rio que estava represado pela areia da praia, durante longa estiagem, desembocou no mar. E toda uma água enegrecida, podre de folhas caídas, animais mortos dos pântanos (mangues) por onde o rio corre, corria com força para o mar. Pescadores locais filmaram e, sem qualquer certeza do que diziam, acusavam algumas poucas casas, vistas de onde estavam, de estarem jogando esgotos no dito rio. E falavam com a raiva de quem tem certeza do que está dizendo. Mas não tinham certeza.</p>
<p>Porém essa foi a narrativa que foi propagada pelo videozinho que circulou. A secretária de Meio Ambiente local veio a público e explicou todo o contexto, relembrou as ações drásticas de saneamento pelas quais a cidade tem passado, mas com muito menos visibilidade. Resultado?</p>
<p>A maioria do povo que teve contato com o ocorrido, ficou com a noção de que a versão dos pescadores é real.</p>
<h3><strong>2 &#8211; A condição de quem recebe</strong></h3>
<p>Aqui temos uma maioria de pessoas leigas, desinformadas e ignorantes &#8211; e digo aqui ignorante no sentido mais compreensivo do termo &#8211; ninguém tem obrigação, nem conseguiria, saber de tudo.</p>
<p>E para além da ignorância e desconhecimento geral de tudo da maioria, tem a questão das crenças.</p>
<h4>Crenças e Fake-news</h4>
<p>A questão das crenças pessoais, fundamentadas em interesses particulares, está intimamente ligada às fake-news.</p>
<p>Há uma ironia sobre o assunto que diz:</p>
<blockquote><p>Se eu acredito, então é verdade.</p></blockquote>
<p>E isso revela o pântano mental em que nos encontramos. As pessoas não pensam por conta, têm dificuldade de pensar por conta, não gostam de questionar as próprias crenças. Então qualquer coisa que recebam não é filtrado pela peneira da razão, é sim filtrado pela peneira do sentimento.</p>
<p>Se a informação / narrativa que recebo no whatsapp me faz sentir bem, então presumo que é verdade.</p>
<p>Se a informação / narrativa que recebo me faz sentir mal, então presumo que é mentira.</p>
<p>Pouco importa a realidade.</p>
<p>Importa o que eu acredito que seja a realidade.</p>
<h2>Inversão Semântica</h2>
<p>Antigamente, você tomava o poder apontando uma arma na cara das pessoas.</p>
<p>Hoje você toma o poder enganando-as que o que você faz é bom pra elas, quando na verdade, é ruim pra elas, e bom pra você.</p>
<p>Como comentei acima, o povo é constituído por uma maioria de pessoas leigas, desinformadas e ignorantes.</p>
<p>O cidadão médio não sabe definir exatamente o que é democracia, o que é autoritarismo, o que é progressismo, o que é conservadorismo.</p>
<p>O povo não sabe direito o que são essas coisas.</p>
<p>Qualquer coisa que você dizer, com um ar de quem sabe o que diz, vai ser verdade para essas pessoas.</p>
<p>Sendo assim, os ideólogos e os poderosos se prevalecem dessa ignorância inata do povo, para dominá-lo.</p>
<p>Utilizam da inversão semântica. Tem acontecido muito atualmente:</p>
<p>Governos forçam o povo a ficar em casa, perdendo emprego e o sustento. <em>Mas é pelo bem dele.</em></p>
<p>O STF tem reprimido a livre expressão das pessoas, numa postura claramente autoritária, e diz que é pela <em>democracia</em> (<a href="https://www.ronaud.com/sociedade/anti-democratico/">democracia, aqui, significando o salário deles</a>).</p>
<p>Bolsonaro defende o direito de ir e vir das pessoas, quer que o povo vá as ruas trabalhar, numa atitude claramente libertária, mas tem sido tachado de <em>autoritário</em>, de <em>fascista</em>.</p>
<p>Há um slogan comunista que diz:</p>
<blockquote><p>Acuse-os do que você faz; xingue-os do que você é.</p></blockquote>
<p>Esse slogan é atribuído a Lenin, provavelmente não é dele, mas resume bem a <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/incoerencias-da-esquerda/">insanidade ideológica do esquerdista</a>:</p>
<p>Trabalham com <em>inversão semântica</em>: Chamam de <em>conservador</em> quem prega a liberdade individual. Chamam a si mesmos de <em>progressistas</em> pregando o intervencionismo (controle) do Estado sobre tudo.</p>
<p>O fascista se auto-intitula <em>anti-fascista</em>.</p>
<p>O autoritário se auto-intitula <em>democrático</em> e assim vai.</p>
<p>Isso vai além da <em>fake-news</em>, é um trabalho de implementação de narrativas ideológicas de como o mundo é, quando na realidade o mundo é o contrário do que a narrativa prega.</p>
<p>E normalmente a narrativa prega que o que se faz é bom para o povo, quando na verdade é bom para quem prega.</p>
<h2>Lei das Fake News</h2>
<p>Temos agora essa polêmica lei das Fake News, que estão cogitando votar.</p>
<p>O que motivou a criação dessa lei foi uma confusão a respeito do próprio termo <em>fake news</em>.</p>
<p>Confusão de seus próprios idealizadores, pessoas com certa idade, com dificuldade natural de entender o mundo digital.</p>
<p>Há uma confusão entre o que é fake news, isto é, uma informação falsa, uma narrativa que visa explicar um fato de acordo com certa visão ideológica e motivada por certos interesses &#8211; coisa que os políticos idealizadores da lei usam até mesmo para si &#8211; e o que é essa propagação de xingamentos caluniosos, debochados e irresponsáveis nas redes.</p>
<p>Eu me considero de Centro-direita, não sou adepto do sentimentalismo humanitário abraçado pela esquerda, mas eu mesmo fico estarrecido com o modo como direitistas abusam da liberdade de expressão para xingar, debochar, criar apelidos menosprezantes em seus opositores. Acho até que é uma péssima estratégia política, porque gera reação, ressentimento, rancor dos opositores, e acentua a divisão na sociedade.</p>
<p>Até mesmo por princípio, não acho necessária a criação de uma nova lei. O Brasil já tem leis demais. Leis que emperram o nosso progresso.</p>
<p>Temos inclusive leis suficientes que garante o reparo moral para quem se sinta ofendido diante de manifestações alheias.</p>
<p>Então não precisamos de uma nova lei de fake-news.</p>
<p>Precisamos sim, usar as leis que já temos.</p>
<p>Caluniou, injuriou?</p>
<p>Processo!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Globo, Carnaval, Povo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2020 14:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[Acredito que algo em torno de 10% da população gosta de Carnaval, e vai pras ruas &#8220;curtir&#8221; (Fonte: DataRonaud). De 220 milhões de brasileiros, dizer que 22 milhões vão às ruas é exagero. Os outros 90%, que ficam em casa, muito provavelmente não suportam a ideia de ficar na rua rodeado de gente nua suada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que algo em torno de 10% da população gosta de Carnaval, e vai pras ruas &#8220;curtir&#8221; (Fonte: DataRonaud). De 220 milhões de brasileiros, dizer que 22 milhões vão às ruas é exagero.</p>
<p>Os outros 90%, que ficam em casa, muito provavelmente não suportam a ideia de ficar na rua rodeado de gente nua suada bêbada &#8220;feliz&#8221;. Pagariam pra não ir, se preciso fosse.</p>
<p>Mas a televisão, a Globo especificamente, jura, sabe-se lá por que raio que os 90% que ficam em casa estão loucos ansiosos agoniados querendo muito ficar vendo quem está na rua. E ficam o tempo todo mostrando as cenas das ruas cheias, como se o povo de casa não quisesse perder um segundo daquelas cenas que mais parecem estar captando as ruas que levam ao inferno.</p>
<p>E não sabem porque perdem audiência ano após ano.</p>
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		<title>O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2018 17:23:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Informação]]></category>
		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[Isaac Newton afirmou que o que sabemos é uma gota, e o que ignoramos é um oceano. E as mídias digitais estão aprofundando esse oceano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que conhecemos do mundo?</h2>
<p>Muito pouco.</p>
<p>Até onde vai nossa noção do <a href="https://www.ronaud.com/ciencia/comparacao-entre-os-astros-celestes/">mundo</a>, do <a href="https://www.ronaud.com/ciencia/uma-experiencia-cosmica-de-verdade/">universo</a> e da existência?</p>
<p>Isaac Newton afirmou que &#8220;<strong>O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.</strong>&#8221; Dois fatos recentes me demonstraram claramente esta realidade.</p>
<p>Há alguns meses atrás, durante uma palestra sobre o método pedagógico Waldorf, um dos espectadores da palestra comentou que trabalhava há décadas no segmento da Educação e, no entanto, até ali, nunca ouvira falar daquele método pedagógico, o qual completará 100 anos de existência em 2019.</p>
<p>Há algum tempo, morria num trágico acidente o cantor Cristiano Araújo. Era um cantor sertanejo, carismático, com umas músicas bastante melódicas, e muito conhecido no meio musical sertanejo, e atraía aos seus shows milhares e milhares de pessoas, tendo alcançado, em sua curta carreira, alguns milhões de fãs por todo o Brasil. Eu era um ouvinte costumeiro de suas canções.</p>
<p>Porém, quando ele morreu, muita gente se perguntava: &#8220;Quem é Cristiano Araújo&#8221;. Saiu até em artigo de jornal como <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/25/cultura/1435186419_653347.html">o cantor desconhecido que tinha milhões de fãs</a>.</p>
<p>Como pode?</p>
<h2>O que sabemos é uma gota</h2>
<blockquote><p><strong>O erro que todos cometemos é considerar que o nosso ponto de vista estreito, pequeno, insignificante é a realidade universal, é a Verdade! Em vez de reconhecermos que é uma pequeníssima percepção de algo tão vasto, enorme e misterioso, que é a existência. </strong><em>Dokushô Villalba</em></p></blockquote>
<p><a href="https://www.ronaud.com/ciencia/proporcoes-astronomicas-universo-galaxias-estrelas-planetas/">Nós vivemos num planeta</a> que é considerado pequeno sob proporções astronômicas, porém gigante sob as proporções humanas. Viajei de carro entre Itapema e Buenos Aires na Argentina e posso afirmar, esse mundo é GRANDE. É terra que não acaba mais&#8230;</p>
<p>Neste mundo, há 7 bilhões de pessoas, chegando em 8 bilhões logo logo&#8230; É absurdamente MUITA gente. Mesmo assim, numa cidade média de 200 mil habitantes, nós dificilmente conheceremos 10 mil deles durante uma vida. Estou chutando este número, como um exercício imaginativo. Entre 10 mil pessoas surgem e acontecem coisas que até Deus desconhece&#8230; o que diremos do que surge e acontece em meio a 7 bilhões de pessoas?</p>
<p>Quantos métodos pedagógicos existem por aí que nem ouviremos falar? Quantos artistas incríveis já são conhecidos por segmentos inteiros da população, cujo nome não chegará aos nossos ouvidos?</p>
<p>Na sociedade humana existe de tudo. Mas ela é muito fragmentada, a informação nem sempre chega a todos. E quando chega, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/nada-e-como-dizem-que-e/">vem deturpada</a>, <a href="https://www.ronaud.com/internet/texto-sobre-fake-news/">ou visando manipular opiniões, e não informar</a>.</p>
<p>Antigamente, conhecíamos o mundo através dos livros e da imprensa e seus respectivos veículos. No início, jornais impressos, revistas, depois rádio, televisão aberta e a cabo, depois portais de internet, blogs&#8230; agora, twitter, facebook, whatsapp. Há menos de uma década, somente um assunto abordado em algum veículo de imprensa passava a existir para nós. Assuntos não abordados pela <em>mídia</em>, não faziam parte do nosso universo particular.</p>
<p>Assuntos importantes, porém desconhecidos ou negligenciados pela imprensa até então, eram comunicadas como <em>denúncias</em>. Denúncias graves de qualquer tipo chocavam as pessoas (e ainda chocam). Como podia tal fato estar acontecendo e não sabermos? Na verdade, o fato existia há tempos, porém somente naquele momento em que a reportagem-denúncia é exposta num jornal ou exibida na televisão, é que passou ao conhecimento público que reage com indignação, mal se dando conta de que Brasil e Mundo afora, pode haver centenas de outras situações criminosas, injustas e absurdas semelhantes ou piores. Mas não há indignação, porque o público não as conhece.</p>
<blockquote><p>Tudo aquilo que o homem ignora não existe para ele. Por isso o universo de cada um se resume ao tamanho do seu saber. (frase atribuída a Albert Einstein)</p></blockquote>
<div id="attachment_27027" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27027" class="wp-image-27027 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/conhecimento-limitado-300x214.png" alt="O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano" width="300" height="214" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/conhecimento-limitado-300x214.png 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/conhecimento-limitado.png 576w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-27027" class="wp-caption-text">O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano<a href="https://www.instagram.com/p/CTnFyG8Nacw/" target="_blank" rel="noopener">Imagem</a></p></div>
<p>O que passava no <em>Jornal Nacional</em> era o universo conhecido do brasileiro. Revistas televisivas como o Fantástico e Globo Repórter, e depois canais pagos nos traziam diariamente uma infinidade de curiosidades sobre o mundo. E sempre tinha (ou tem) novidade. E nosso conhecimento do mundo se reduzia àquilo, embora também se expandisse um pouco mais com aquelas reportagens e documentários.</p>
<h2>O que ignoramos é um oceano</h2>
<p>Hoje, nem todos tem acesso a esses canais, nem todos tem tempo para assisti-los. E as pessoas veem cada vez menos televisão, telejornais ou sequer leem jornais. Antes a informação chegava a todos porque os meios de informação eram poucos, centralizados e uniformizados, com o envio em massa (<em>broadcast</em>) de informações para todo um território nacional.</p>
<p>Nossas maiores fontes de informação hoje são <em>hubs</em> digitais como Twitter, Facebook, Youtube ou Whatsapp, o que fragmentou demais nosso conhecimento geral do mundo, uma vez que só costumamos seguir nesses canais os assuntos que nos interessam. É o que chamam de <em>bolha digital</em>.</p>
<p><small>(E aqui temos um problema gigantesco, que foge do escopo deste texto, mas que vale ser citado resumidamente, que é o fato de cada vez mais o conteúdo dessas plataformas serem fictícios, inventados, fantasiosos, mentirosos, com ares de notícias verdadeiras &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/internet/texto-sobre-fake-news/">as fake-news</a> &#8211; e boa parte, as <em>bobagenzinhas</em> para entretenimento, nada mais são que lixo digital, que preenche a mente de milhões de pessoas diariamente.)</small></p>
<p>Hoje, há memes que surgem e somem na internet e nem ficamos sabendo. <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/bolsonaro-contra-tudo-e-contra-todos/">Há candidatos políticos desconhecidos por nós</a> que em 2 anos de campanha chegam a presidência. A fluidez da informação de forma orgânica via whatsapp, youtube e facebook corre à parte de nós, que focamos demais nossos interesses em&#8230; ora veja, somente no que nos interessa.</p>
<div id="attachment_28266" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28266" class="wp-image-28266" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/11/o-que-eu-sei.jpg" alt="O que eu não sei que não sei" width="600" height="339" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/11/o-que-eu-sei.jpg 916w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/11/o-que-eu-sei-300x169.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/11/o-que-eu-sei-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-28266" class="wp-caption-text">O que eu não sei que não sei</p></div>
<p>A bolha digital conforta, mas também aliena.</p>
<p>Esta é a realidade informacional que vivemos atualmente. Uma rede informacional digitalizada, cada vez mais abrangente e, ao mesmo tempo, cada vez mais personalizada e, portanto, fragmentada. E nesta sociedade vibrante em que vivemos, surgirão mais e mais fatos e fenômenos interessantes, e saberemos cada vez menos sobre eles, ou quem sabe, somente 100 anos depois deles surgirem.</p>
<p>***</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/internet/texto-sobre-fake-news/">Fake-news</a></p>
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		<title>A verdade nua e crua</title>
		<link>https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/a-verdade-nua-e-crua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Dec 2017 13:51:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Mentiras]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativas]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram. A mentira disse para a verdade: &#8211; Bom dia, dona Verdade. E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.</p>
<p>A mentira disse para a verdade:</p>
<p>&#8211; Bom dia, dona Verdade.</p>
<p><span class="text_exposed_show">E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">&#8211; Bom dia, dona mentira.</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">&#8211; Está muito calor hoje, disse a mentira.</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.</span></p></blockquote>
<p><span class="text_exposed_show">Publicado por Mestre Jackson Nunes </span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Detóx Ideológico</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/detox-ideologico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2016 11:16:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[A sociedade precisa de um detóx ideológico. Em especial os segmentos da imprensa, da classe artística e das ciências humanas nas universidades e escolas (estes últimos são praticamente um caso perdido). A imprensa global, por exemplo, muito raramente usa o termo Esquerda em suas reportagens. Mas já cansei de ouvir a Cecilia Malan usando os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-21732" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/02/ideologia-educacao-3-300x225.jpg" alt="" width="250" height="188" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/02/ideologia-educacao-3-300x225.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/02/ideologia-educacao-3.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" />A sociedade precisa de um <em>detóx ideológico</em>.</p>
<p>Em especial os segmentos da imprensa, da classe artística e das <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-marxismo-cultural-nas-universidades/">ciências humanas nas universidades</a> e escolas (estes últimos são praticamente um caso perdido).</p>
<p>A imprensa global, por exemplo, muito raramente usa o termo Esquerda em suas reportagens. Mas já cansei de ouvir a Cecilia Malan usando os termos “extrema-direita” e “ultra-conservador” ao relatar qualquer fato político europeu.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-29863" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/01/ex-tremadireita-300x186.jpg" alt="" width="250" height="155" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/01/ex-tremadireita-300x186.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/01/ex-tremadireita-768x476.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/01/ex-tremadireita.jpg 955w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>O gráfico acima é bem representativo de como os intelectuais em geral &#8211; jornalistas, autores, artistas &#8211; tratam os temas ideológicos. Para eles, em sua maioria socialistas, qualquer um que não se alinhe fielmente à cartilha socialista, já ganha o crachá de &#8220;extrema-direita&#8221;, numa rotulação maliciosa para fazer com que os opositores sejam prontamente rejeitados pelo grande público leigo.</p>
<p>Ora, extrema-direita era o Mussolini. Ultra-conservador era o Aiatolá Khomeini.</p>
<p>Precisam entender e aceitar que Direita, Conservadorismo e Liberalismo não são o caminho para a perdição, que liberal e conservador não são xingamentos. Pelo contrário.</p>
<p>São grupos até bem expressivos da sociedade que têm interesses próprios, e que é perfeitamente digno e legítimo que defendam esses interesses publicamente e que, eventualmente, elejam seus representantes para o poder.</p>
<p>Assim como é legítimo que minorias e ‘oprimidos’ lutem politicamente para defender seus interesses, ainda que democracia seja o poder da MAIORIA.</p>
<p>Faz parte do jogo e da alternância democrática.</p>
<p>Conservadores e liberais sempre foram minorias. Uma vez que voltam ao poder com considerável apoio popular, e mesmo com a oposição implacável da imprensa e da classe artística, talvez seja porque as propostas progressistas não tenham surtido o efeito idealizado.</p>
<p>E não vale citar aquela frase do Freire de que o sonho do oprimido é se tornar opressor.</p>
<p>A prioridade do oprimido é ter comida na mesa. Depois o sonho do oprimido é ter casa, carro, sair pra jantar, viajar e… CONSERVAR esse status.</p>
<p>Joãozinho 30 entendia melhor a situação ao dizer que “pobre gosta é de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual”.</p>
<p>Bolsonaro disse meses atrás que quer que o pobre fique rico, mas aí disseram que ele não gosta de pobre.</p>
<p>O fato é que nem o pobre gosta de ser pobre.</p>
<p>O único progressismo que o pobre quer ver é o da sua conta bancária.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>De que lado a mídia está?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2015 14:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[Um fenômeno interessante que ocorre de ambos os lados ideológicos da política é culpar a mídia por não ter sido imparcial, por ter favorecido aquele figurão politico ou aquele fato questionável, e ter desfavorecido este outro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19930" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/de-que-lado-a-midia-esta.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19930" class="wp-image-19930 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/de-que-lado-a-midia-esta-300x247.jpg" alt="Não existe almoço grátis" width="300" height="247" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/de-que-lado-a-midia-esta-300x247.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/de-que-lado-a-midia-esta-1024x844.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/de-que-lado-a-midia-esta.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19930" class="wp-caption-text">Não existe almoço grátis</p></div>
<p>Gosto e me interesso por política, sobretudo, por ideologias políticas. Embora ache que isso não tem a menor importância dentro do contexto geral das coisas, me coloco ideologicamente como centro-direita.</p>
<p>Mas estou sempre acompanhando autores e lideranças de esquerda. E um fenômeno interessante que ocorre de ambos os lados ideológicos é culpar a &#8220;mídia&#8221; por não ter sido imparcial, por ter favorecido aquele <em>figurão politico</em> ou aquele fato questionável, e ter desfavorecido <em>este outro</em>.</p>
<p>A Globo é &#8220;o cristo&#8221; dos veículos de mídia. É impressionante como autores de esquerda têm certeza de que a globo é golpista, e autores de direita têm certeza de que a globo favorece o governo devido às fontes de recursos advindos da publicidade governamental (E aqui cabe uma pergunta, por que o governo precisaria de publicidade se a gente já fala dele todo dia, o tempo todo? Sigamos&#8230;).</p>
<div id="attachment_19931" style="width: 269px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19931" class="wp-image-19931 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia-259x300.jpg" alt="A mídia não é a realidade" width="259" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia-259x300.jpg 259w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/midia.jpg 429w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /></a><p id="caption-attachment-19931" class="wp-caption-text">A mídia não é a realidade</p></div>
<p>O que militantes de ambos os lados não percebem, é que a Globo é uma empresa humana, e tem seu jornalismo realizado por seres humanos, tão imperfeitos e passíveis de erros, equívocos, paixões intelectuais e <em>INTERESSES</em> particulares quanto qualquer outro ser humano.</p>
<p>Creio que quem critica demais a Globo não assiste sua programação jornalistica por completo. As tendências ideológicas se alternam bastante dentro da própria grade jornalistica. No Bom Dia Brasil, Alexandre Garcia se posiciona bem criticamente contra o governo. No Jornal Hoje, da tarde, não há posicionamento político, porque tá todo mundo de barriga cheia do almoço. No Jornal Nacional e no Fantástico, a tendência política é o mais neutra possível (<a href="https://www.ronaud.com/sociedade/brasileiro-adora-vitimismo/">ou nem sempre</a>), mas sempre fazendo o possível pra pegar leve com o governo, mesmo quando trata de assuntos como a operação lava-jato. O Fantástico e em especial, o Profissão Repórter, do Caco Barcelos, com sua pauta bem social, eu diria que são os programas mais <em>socialistas</em> da Globo: pouco fala do governo, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/brasileiro-adora-vitimismo/">mas fala muito em favor dos mais necessitados</a>. Agora, no Jornal da Globo, com o trio William Waack, Sardenberg e Arnaldo Jabor, o governo apanha feio todo dia, com <em>porradas e voadeiras</em>, principalmente devido ao fracasso econômico do governo Dilma.</p>
<p>Então é isso. Aqui falo da Globo, porque é o veículo que acompanho mais, mas tenho certeza que esse espectro bem segmentado das atenções políticas, que reflete a individualidade (e a humanidade) de cada jornalista, tende a se dar também em qualquer outro veículo jornalístico.</p>
<p>É <em>querer demais</em> esperar que &#8220;a mídia&#8221; cubra toda a realidade, de forma precisa, cirúrgica e imparcial.</p>
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		<title>O que dizer da Copa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2014 19:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vazio interior]]></category>
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					<description><![CDATA[E essa cobertura da Copa do Mundo feita pela mídia brasileira que conseguiu, em 30 dias, dizer o mais completo e absoluto NADA?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que dizer da capacidade de jornalistas e analistas, na TV e na internet, de <em>bater</em> na mais absoluta e mesmíssima <em>tecla</em> durante longos 30 dias, rodeando sua atenção em torno das mais variadas nuances e matizes de todas as minucias e possibilidades e probabilidades e estatísticas e superstições envolvendo jogos, seleções e torcidas, intercalando suas falas com as palavras &#8220;neymar&#8221;, &#8220;copa&#8221; e &#8220;brasil&#8221;, sem conseguir dizer nada mais de relevante além do mais completo e absoluto <em>NADA</em>?</p>
<h3>O líder espiritual da Copa</h3>
<div id="attachment_15202" style="width: 609px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/perolas-do-ronaldo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15202" class="size-full wp-image-15202" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/perolas-do-ronaldo.jpg" alt="Ronaldo - O líder espiritual da Copa" width="599" height="401" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/perolas-do-ronaldo.jpg 599w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/perolas-do-ronaldo-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /></a><p id="caption-attachment-15202" class="wp-caption-text">Ronaldo &#8211; O líder espiritual da Copa</p></div>
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		<title>Novidades para quê?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/novidades-para-que/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2013 01:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Futilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[Afinal, o que tanto procuramos de novo em jornais e revistas, diariamente?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes reclamamos das notícias diárias, quando percebemos que boa parte delas são fúteis, redundantes ou duvidosas.</p>
<p>Todo dia alguma artista é vista de biquíni na praia, todo dia a inflação sobe um pouquinho, todo dia algum jornalista determina que valores você deve seguir.</p>
<p>TODO DIA!</p>
<p>Mas eu fico pensando, parte da responsabilidade por essa futilidade toda não parte de nós mesmos?</p>
<p>Afinal, o que tanto procuramos de novo em jornais e revistas, diariamente?</p>
<p>De onde vem essa ansiedade por novidades, se sabemos que, sob certos aspectos, o mundo continua o mesmo?</p>
<p>Editores e jornalistas sabem que sempre apareceremos <em>lá</em>, querendo mais, e mais, e mais.</p>
<p>Num momento, quando o assunto útil acaba, começam a inventar e publicar futilidades.</p>
<p>E no fim, ainda reclamamos.</p>
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