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	<title>Humanismo &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Ingratidão ou Carência?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Aug 2017 15:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Afeto]]></category>
		<category><![CDATA[Carência]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ingratidão]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Alimente um animal por 30 dias e ele lembrará de você por 30 anos, alimente uma pessoa humana por 30 anos e dentro de 30 dias não lembrará mais de você&#8221; Encontrei essa frase por aí. Não é verdade, certo? A não ser em caso de psicopatia e alguns casos raros de ingratidão crônica, as [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Alimente um animal por 30 dias e ele lembrará de você por 30 anos, alimente uma pessoa humana por 30 anos e dentro de 30 dias não lembrará mais de você&#8221;<br />
Encontrei essa frase por aí.</p></blockquote>
<p>Não é verdade, certo?</p>
<p>A não ser em caso de psicopatia e alguns casos raros de ingratidão crônica, as pessoas tendem a ser eternamente gratas por quem lhes amparou. Devido a traumas e dificuldades afetivas particulares, nem sempre facilmente superáveis, elas podem ter dificuldade de expressar isso. Devido também à necessidade de lutar pela sobrevivência, elas também podem estar precisando deixar a gratidão em segundo plano, mas isso não quer dizer que não sejam gratas.</p>
<p>Outra coisa: Se alguém, após alimentar outra pessoa por 30 dias, espera que ela lembre de si pelos próximos 30 anos&#8230; gente, tem que ver bem quem é que tem problema nessa história.</p>
<p>Animais são seres incríveis que merecem todo respeito e cuidado, mas querer colocá-los acima das pessoas por causa de uma carência afetiva particular infinita, impossível de ser atendida pelos outros, também não é o caminho.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Uma crítica à educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 20:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Um breve texto com uma crítica contundente sobre a educação e uma necessária revisão de suas prioridades, que é formar seres HUMANOS.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, uma crítica contundente para quando a Educação não faz o que deve:</p>
<p>Formar seres HUMANOS.</p>
<div id="attachment_19971" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19971" class="wp-image-19971" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/professora-em-sala-de-aula.jpg" alt="Ilustração: Morgan Weistling" width="670" height="488" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/professora-em-sala-de-aula.jpg 720w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/professora-em-sala-de-aula-300x218.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /><p id="caption-attachment-19971" class="wp-caption-text">Ilustração: Morgan Weistling</p></div>
<p>Diz-se que após a última guerra mundial foi encontrada, num campo de concentração nazista, a seguinte mensagem dirigida aos professores:</p>
<p>&#8220;Prezado Professor,<br />
Sou sobrevivente de um campo de concentração.<br />
Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.<br />
Câmaras de gás construídas por engenheiros formados.<br />
Crianças envenenadas por médicos diplomados.<br />
Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas.<br />
Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades.<br />
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação.<br />
Meu pedido é: <strong>ajude seus alunos a tornarem-se <em>HUMANOS</em></strong>.<br />
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis.<br />
Ler, escrever e aritmética só são importantes para fazer nossas crianças mais humanas.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Poderíamos ter amado mais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2014 02:20:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Amor fraterno]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Desprendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Doação]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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		<category><![CDATA[Grandeza]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesquinhez]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje publiquei no Facebook  um pensamento que me ocorreu durante a tarde: E no final de tudo, lamentaremos não termos amado mais. Vale comentar que o &#8220;amado mais&#8221; não se refere somente ao sentido romântico do termo, e sim, no sentido fraterno e humano. Junto a esse pensamento, me veio dos confins da memória a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje publiquei no Facebook  um pensamento que me ocorreu durante a tarde:</p>
<blockquote><p>E no final de tudo, lamentaremos não termos amado mais.</p></blockquote>
<p>Vale comentar que o &#8220;amado mais&#8221; não se refere somente ao sentido romântico do termo, e sim, no sentido fraterno e humano. Junto a esse pensamento, me veio dos confins da memória a cena do memorável filme <em>A Lista de Schindler</em>, na qual Schindler percebe, no fim da 2ª guerra, chocado, que com o dinheiro correspondente ao valor do anel que carregava poderia ter salvado mais um judeu do extermínio.</p>
<div id="attachment_14255" style="width: 570px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/imagens-a-lista-de-schindler.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14255" class="size-full wp-image-14255" alt="Uma vida por um anel de ouro" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/imagens-a-lista-de-schindler.jpg" width="560" height="364" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/imagens-a-lista-de-schindler.jpg 560w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/imagens-a-lista-de-schindler-300x195.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></a><p id="caption-attachment-14255" class="wp-caption-text">Uma vida por um anel de ouro</p></div>
<p>Percebeu, já aos prantos, que poderia ter salvo ainda muitos outros.</p>
<p>Percebeu que poderia ter amado mais.</p>
<p>No final de tudo, vamos perceber que poderíamos ter sido menos mesquinhos, e mais generosos com quem amamos.</p>
<p>Porque a generosidade é uma das formas mais belas de se amar mais.</p>
<p>Sejamos grandes, sejamos generosos!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O brasileiro tem paixão por carros</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/o-brasileiro-tem-paixao-por-carros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Oct 2013 00:50:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>
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					<description><![CDATA[Nós no Brasil amamos carros e os temos como símbolo de status. Mas pagamos caro por isso, e o preço alto não consiste só em dinheiro, mas em estresse e vidas. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mas é uma paixão boba, e cada vez mais retrógrada.</p>
<p><a href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/ja-se-vende-mais-bicicletas-que-carros-na-europa" target="_blank">Nesta reportagem</a>, a Exame demonstra um fato curioso: Na Europa, as vendas de bicicletas estão superando as vendas de automóveis.</p>
<p><a href="http://thecityfixbrasil.com/2012/03/26/desinteresse-dos-jovens-por-carros-preocupa-montadora/" target="_blank">O desinteresse dos jovens por carros também vem preocupando montadoras</a>.</p>
<div id="attachment_13245" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-homem-bem-sucedido.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13245" class="size-full wp-image-13245" alt="Esse sucesso ninguém quer" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-homem-bem-sucedido.jpg" width="288" height="342" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-homem-bem-sucedido.jpg 288w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-homem-bem-sucedido-252x300.jpg 252w" sizes="(max-width: 288px) 100vw, 288px" /></a><p id="caption-attachment-13245" class="wp-caption-text">Esse sucesso ninguém quer</p></div>
<p>Interessante!</p>
<p>Nós no Brasil amamos carros e os temos como símbolo de status &#8211; o <em>egomóvel</em> &#8211; e pagamos caro por isso. Porém a verdade é que um automóvel é um trambolhão que entope as vias (e há quem prefira os maiores), limita o trânsito dos pedestres, gera um estresse desmedido e ainda serve de arma mortífera, matando mais que muitas doenças.</p>
<p>Só que eu acho que é um problema de autoestima. O brasileiro tem autoestima baixa e usa de bens materiais pra demonstrar o quanto é competente e se deu bem <em>e é lindão</em>.</p>
<div id="attachment_13246" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/transito-e-sociedade.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13246" class="size-full wp-image-13246" alt="Mais espaço" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/transito-e-sociedade.jpeg" width="450" height="433" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/transito-e-sociedade.jpeg 450w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/transito-e-sociedade-300x288.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></a><p id="caption-attachment-13246" class="wp-caption-text">Mais espaço</p></div>
<p>Precisamos aprender a não precisar demonstrar <a title="Saiba o que é status" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">status</a>, e a basear nossa autoestima pelo que somos, e não pelo que temos. No fim, acho que a solução para isso, ao menos no brasil, está nos consultórios psicológicos.</p>
<p>🙂</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A beleza da coerência</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-beleza-da-coerencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2013 03:44:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Incoerência]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Simplicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas estão maravilhadas com o Papa Francisco, o que é muito justo dada sua postura humana e humilde, bastante distante da postura principesca de seus antecessores. O inusitado é que estão maravilhadas por ele fazer aquilo que é o mais coerente a ser feito, isto é, agir como Jesus, aquele que lhe foi dada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas estão maravilhadas com o Papa Francisco, o que é muito justo dada sua postura humana e humilde, bastante distante da postura principesca de seus antecessores.</p>
<p>O inusitado é que estão maravilhadas por ele fazer aquilo que é o mais coerente a ser feito, isto é, agir como Jesus, aquele que lhe foi dada a oportunidade de representar: com simplicidade, humanidade e espírito prático.</p>
<p>Ou seja, as pessoas estão maravilhadas porque talvez pela primeira vez nos últimos séculos um papa age como um papa deve agir.</p>
<p>Parabéns, mundo, você deu um passo a frente.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O silêncio nos humaniza</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/o-silencio-nos-humaniza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 01:39:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mágoas]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[Sempre que manifestamos algum tipo de preconceito (e temos vários deles para manifestar, o tempo todo, a respeito de tudo e de todos), estaremos machucando a alma de alguém. SEMPRE! Nisso reside o valor incomensurável do SILÊNCIO. E na dificuldade que temos de permanecer em silêncio reside o número imenso no mundo, de pessoas com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="medio">Sempre que manifestamos algum tipo de preconceito (e temos vários deles para manifestar, o tempo todo, a respeito de tudo e de todos), estaremos machucando a alma de alguém.</span></p>
<p><span class="medio">SEMPRE!</span></p>
<p><span class="medio">Nisso reside o valor incomensurável do SILÊNCIO. E na dificuldade que temos de permanecer em silêncio reside o número imenso no mundo, de pessoas com a alma machucada.</span></p>
<p><span class="medio">Silenciar é acolher, e acolher é ser mais humano.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Espiritismo, preconceito religioso, compromisso, desprendimento</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/espiritismo-preconceito-religioso-compromisso-desprendimento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 02:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Compromisso]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Espíritos]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de o espiritismo ser uma religião relativamente popular no Brasil, sofre de grande preconceito de quem não a conhece. É por vezes confundido com Umbanda ou com o Candomblé, como se tal comparação justificasse o maldito preconceito. Quem mais vejo demonstrar preconceito com o espiritismo são evangélicos e católicos mais fervorosos, via de regra, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de o espiritismo ser uma religião relativamente popular no Brasil, sofre de grande preconceito de quem não a conhece. É por vezes confundido com <em>Umbanda</em> ou com o <em>Candomblé</em>, como se tal comparação justificasse o maldito <a title="Textos sobre preconceito" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/como-lidar-com-o-preconceito/">preconceito</a>. Quem mais vejo demonstrar preconceito com o espiritismo são evangélicos e católicos mais fervorosos, via de regra, os que menos o conhecem. Outros que gostam de fazer piadinhas com o espiritismo são os céticos, para quem todo e qualquer médium não passa de um charlatão; alguns, médiuns comprovadamente generosos, desprendidos e caridosos, mas ainda assim, charlatões 😉</p>
<p>Natural para o preconceituoso julgar o que não conhece. O preconceito religioso é compreensível, afinal, estudar e investigar outras religiões e fenômenos metafísicos dá trabalho. É mais fácil ir na missa ou no culto e esperar que o Padre ou o Pastor escolha alguma <a title="Passagens bíblicas sobre vários temas e áreas da vida" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/ha-poder-em-suas-palavras-passagens-biblicas/">passagem bíblica</a> para ser comentada. É mais fácil acreditar-se no caminho certo junto à maioria, e que aqueles que se distanciam do &#8220;rebanho&#8221; vão cair nas garras dos lobos. Lamento, mas se você se diz cristão, faz parte de um rebanho, e o Senhor é seu Pastor 🙂</p>
<p>Conheço algumas pessoas espíritas e lamento sempre que vejo-as conversando entre si baixinho, discretamente, com receio de que alguém <em>de fora</em> escute e as julgue de antemão como <em>macumbeiras</em> e coisas do gênero. No Brasil, a liberdade de religião se limita a deixar os outros vivos (o que já alguma coisa) contanto que seja longe. Ela só funciona em alguns lugares para católicos e evangélicos, ficando os outros &#8211; incluindo ateus &#8211; receosos de se manifestarem quanto aos seus credos &#8211; ou à ausência deles.</p>
<h2>Espiritismo, ou Kardecismo?</h2>
<p>O <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_Esp%C3%ADrita">espiritismo Kardecista</a>, ou seja, aquele surgido dos trabalhos do francês <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec">Allan Kardec</a> (Hippolyte Léon Denizard Rivail) é uma religião de forma geral muito bonita. Difundida no Brasil especialmente por<a title="Conheça o livro que retrata a vida de Chico Xavier" href="https://www.ronaud.com/livros/livro-as-vidas-de-chico-xavier-resenha-resumo/"> Chico Xavier, de cuja biografia estou lendo maravilhado</a>, prega essencialmente a aceitação e a caridade. &#8220;Se você precisa de ajuda, ajude quem precisa&#8221;. Este é mais ou menos o lema deles.</p>
<p>Quem não conhece o espiritismo kardecista, tende a confundi-lo junto a suas manifestações com as sessões de incorporação dos terreiros de Umbanda, como se vê amplamente na TV, com batuques e toda aquela folia que, convenhamos, parece realmente assustadora, para quem não conhece. Mas não é assim! Centros espíritas kardecistas são normalmente ambientes muito limpos, MUITO SILENCIOSOS, onde se consegue encontrar relativa paz de espírito e voluntários dispostos a ajudar. Não pedem dinheiro e sim doações de alimentos e roupas. Não são proselitistas, portanto, não querem te converter e nem te incitam a &#8220;angariar&#8221; convertidos.</p>
<p>Nos centros espíritas há vários tipos de encontros. Os mais comuns e abertos ao público são os encontros em que algum convidado ministra alguma palestra com base nos cinco livros de Allan Kardec e conhecimentos semelhantes encontrados em vários outros livros espíritas. No fim da palestra, normalmente iniciada e finalizada com suaves orações, as pessoas esperam para receber o &#8220;passe&#8221;, que é como uma emanação de uma energia positiva através da imposição das mãos dispensada por pessoas com &#8220;o dom&#8221; para a tarefa. Ou ainda recebem água fluidificada (com a mesma energia positiva) em copinhos de plástico, ao deixarem a casa espírita.</p>
<p>Não há rituais sem conteúdo, não há gritaria, não há músicas sem graça. As palestras concentram-se na divulgação e no entendimento dos temas básicos do espiritismo como a <a title="Textos sobre reencarnação" href="https://www.ronaud.com/tag/reencarnacao/">reencarnação</a>, a imortalidade do espírito humano e a consequente continuidade da vida após a morte, a <a title="É preciso plantar para colher. Colhe-se o que se plantou." href="https://www.ronaud.com/atitude/frases-biblicas-sobre-plantar-e-colher/">lei de causa e efeito</a> e a evolução individual da alma (espírito) ao longo da existência espiritual.</p>
<p>Minha identificação com todos esses atributos é o que faz com que eu visite a casa espírita esporadicamente.</p>
<h3><strong>Mas por que não me assumo como espírita?</strong></h3>
<p>Espíritas aqui vão me <em>crucificar</em>, porém isso não é uma provocação ao debate vaidoso, e sim, uma provocação à reflexão.</p>
<p>Eu nunca consegui assumir qualquer bandeira que não fosse a <em>branca</em> 🙂 Minha experiência com cultos religiosos não é muito ampla, mas também não é muito restrita. Já fui em missas, em cultos protestantes luteranos (religião sob a qual nasci), em cultos evangélicos (acredite, até aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador &#8211; pode rir), em palestras de centros espíritas e em seminários da Seicho-no-ie. Alguma noção sobre esse universo acabei adquirindo. E justamente porque encontrei o melhor e o pior do ser humano em cada um desses lugares, é que não hasteio a bandeira de nenhum deles. Não me digo espírita, nem católico, nem protestante, nem evangélico. Sou o sincretismo religioso em pessoa, um ser ecumênico (ui) 😉</p>
<p>Quando conheci o espiritismo, insatisfeito com algumas condições da minha vida, encontrei nos livros espíritas um maravilhoso mundo novo e relativamente mais &#8220;lógico&#8221; do que o mundo essencialmente cristão. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-reencarnacao-explica-muita-coisa-mas-nao-resolve/">A idéia de reencarnação explica muuuuita coisa</a> (clique e leia um texto sobre o tema), ela expande sua visão de mundo, e, embora o suposto mecanismo com o qual a reencarnação &#8220;funciona&#8221; possa ser tão inexplicavelmente mais fantástico quanto a própria idéia de reencarnação em si, acho que todos deveriam conhecê-la minimamente antes de bradar que a reencarnação (ou o espiritismo, ou qualquer idéia de fora de seu <em>mundinho</em>) é <em>coisa do diabo</em>. Coisa do diabo é essa sua cabeça preconceituosa e intolerante. Ponto!</p>
<p>Na pior das hipóteses, a reencarnação é um <em>consolo</em> indispensável a muitos que a conhecem. Aliás a própria fé é de forma geral um consolo para a pesada carga existencial humana e, se você é metido a &#8220;<em>cetiCUzinho</em>&#8221; besta, sugiro ao menos sensibilizar-se quanto às necessidades psicológicas das pessoas, antes de vir com seus <em>argumentinhos</em> dispensavelmente lógicos. Elas NÃO QUEREM entender o mundo. Querem apenas acreditar que vale a pena CONTINUAR vivendo.</p>
<p>O espiritismo explica muito sobre a existência &#8211; e de novo, na pior das hipóteses, muito melhor do que qualquer outra religião. Só que eu tenho estranhado muito, ultimamente, a profunda moralidade cristã abraçada pelo espiritismo brasileiro. Me soa estranhíssimo encontrar textos atribuídos às próprias <em>entidades espirituais</em> encharcados de uma bondade melancólica, incitando à resignação e dando a entender que é através do sofrimento que se evolui. Você espírita pode me contrariar: &#8220;Ah, mas não é bem assim&#8221; e eu vou concordar: Não, não é bem assim, mas É ASSIM que as pessoas entendem. A compreensão popular e geral que o povo tem da doutrina espírita poderia ser resumida assim: &#8220;Devo aceitar o sofrimento desta minha vida, evitar fazer mal às pessoas, para eu ter uma vida boa e feliz&#8230; NA PRÓXIMA ENCARNAÇÃO&#8221;. Qualquer semelhança com a idéia cristã de paraíso não é coincidência.</p>
<p><strong>O problema não é a doutrina, e sim a doutrinação. O problema do espiritismo não é o conhecimento que ele oferece, e sim o modo como ele é divulgado.</strong></p>
<p>É uma mensagem de passividade, de martírio, de sacrifício, cristã demais pro meu gosto herético. O que vejo é que o espiritismo segue a mesma trilha do cristianismo&#8230; a de se alcançar uma boa morte (a salvação) ao invés de ajudar as pessoas a alcançarem uma boa vida &#8211; tarefa na qual as palestras motivacionais se saem muito melhor  😉</p>
<p>O mote principal do espiritismo, a única incitação à ação que se encontra em sua mensagem, <strong>a caridade</strong>, ao meu ver, não é suficiente para alguém resolver todos os seus problemas. <a title="Veja uma visão positiva a respeito da caridade e da generosidade" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/dizimo-e-doacoes-reconhecimento-e-gratidao/">Desenvolver a caridade ajuda muito sim</a>, quanto ao desprendimento exagerado aos bens materiais, quanto à expansão da nossa noção de que há pessoas com problemas muito piores do que os nossos e também quanto ao sentimento de realização e satisfação que o ato da caridade em si nos proporciona. Mas vejo que há aspectos da vida que o ato da caridade não alcança, e não completa.</p>
<p><strong>Aprendi que <a title="Vamo!!! Toma uma atitude!" href="https://www.ronaud.com/atitude/vamos-toma-uma-atitude/">é através do trabalho criativo e esforçado, e da livre iniciativa</a> que sentimos o completo sentimento de realização pessoal</strong>. E é por às vezes estimular um sentimento de passividade às pessoas, reforçando a idéia de Napoleão Bonaparte de que a religião é um recurso para fazer as pessoas comuns ficarem quietas, que não me vejo como um espírita, de fato. ( O que, não perco de vista, não tem a menor importância 😉 )</p>
<h3>Espiritualidade é um compromisso de desapego</h3>
<p>Vou contar um segredo pra vocês. Um tempo atrás eu conversava com uma amiga sobre o espiritismo. Ela demonstrava muita curiosidade acerca da doutrina e da possível realidade espiritual que nos rodeia e a indiquei alguns livros. Algum tempo depois, em nova conversa, ela me confessou alguns fatos pessoais que demonstravam uma pronunciada sensibilidade mediúnica. <strong>No mesmo instante sugeri que esquecesse os livros que indiquei</strong>.</p>
<p>Porque sei que <em>mexer</em> com isso pode ser desastroso. Sei que quanto mais você sintonizar com <em>o lado de lá</em> da espiritualidade, mais aquele mundo vai exigir de você. E é preciso estar preparado pra isso, caso contrário será como <em>mexer no vespeiro</em>. Assumir a mediunidade pode ser uma maravilha se a pessoa estiver disposta a tal e tiver nascido com o dom de ajudar os outros. Mas é um compromisso que pode virar a vida dela do avesso. E pode ser que ela não queira isso.</p>
<blockquote><p>O que importa é esta vida. Esta vida já dá trabalho demais.<br />
<small><a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/chico-xavier">Chico Xavier</a>, quando indagado sobre <em>o lado de lá</em>.</small></p></blockquote>
<p>Leia <a title="Conheça o livro que retrata a vida de Chico Xavier" href="https://www.ronaud.com/livros/livro-as-vidas-de-chico-xavier-resenha-resumo/">a biografia de Chico Xavier</a> e constate você mesmo: Chico fez parte do seleto grupo dos mais autênticos e verdadeiros cristãos. Lendo a biografia de Chico Xavier, fico estupefato com sua renúncia em relação às coisas do mundo. Fiquei injuriado com o quanto ele sofreu &#8211; e ainda tinha que sofrer calado &#8211; mesmo se dedicando INTEGRALMENTE à psicografia e a divulgação da doutrina. Ser cristão é isso, é renunciar aos <em>tesouros do mundo</em>, é dar a outra face, é deixar-se ser crucificado em prol da causa maior.</p>
<p><a title="Não é fácil ser cristão" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/nao-e-facil-ser-crente/">E não é pra qualquer um</a>!</p>
<h3>Pelos céus, ou pelo mundo?</h3>
<p>Veja que, embora não pareça, não utilizo o termo <em>cristianismo</em> de forma pejorativa. São opções. Existe o caminho da espiritualidade, e existe o caminho do mundo. Veja entretanto que ambos foram criados pelo mesmo Deus de forma que concluo que não há certo ou errado nessas escolhas.<strong> São apenas escolhas</strong><strong>. Não haverá julgamento</strong>. Aliás, o <em>julgamento</em> serão as próprias consequências de suas escolhas. E aposto com você que uma é tão difícil quanto a outra.</p>
<p>Se tiver dúvidas, veja o fim que Jesus teve, veja a renúncia de Chico Xavier e por que não, de TODOS os outros cristãos consagrados pela história. Ou então, por outro lado, observe o quanto o povo <em>corre atrás da máquina</em>, destrói sua saúde em troca de dinheiro, se entrega aos prazeres, ri, chora, come, bebe, e no fim&#8230; morre do mesmo jeito! Se o cristão autêntico e resignado será <em>beneficiado</em> do lado de lá da morte por seu sacrifício, ainda é uma promessa, ainda é uma questão de fé.</p>
<p>Em texto anterior, <a title="Mensagem sobre O ego, nossa natureza diabólica" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/" rel="bookmark">O ego, nossa natureza diabólica</a>, tento demonstrar que as características do nosso ego constituem nossa humanidade, distinguindo-nos dos outros animais. E que o cristianismo, em sua forma mais acentuada, propõe a anulação total do ego. A mensagem geral do nosso espiritismo brasileiro não é diferente. Resignação, sacrifício, martírio, renúncia, humildade, desprendimento, são posturas essenciais para quem quiser se dizer espírita. Apenas ler os livros da <a title="Frases de Zíbia Gasparetto" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/zibia-gasparetto">Zíbia Gasparetto</a> não vale 😉</p>
<p>Penso que essas posturas tipicamente cristãs são extremas e fogem de nossa natureza humana, de forma que não são para qualquer um; e por isso há tão poucos cristãos autênticos. O caminho é, de fato, estreito. Nem todos terão essa disposição. Eu, particularmente, não tenho. A felicidade que almejo, a realização que busco, é ainda, a felicidade e a realização mundanas. E por mundanas, não quero dizer inferiores, e sim, que são a felicidade e a realização que Deus intentava que buscássemos quando nos colocou aqui nesse planeta. Não creio que ele nos colocaria aqui para vivermos cada dia de nossas vidas negando nossa própria natureza, e preocupados com o dia do retorno ao lugar de onde viemos.</p>
<p><a title="É proibido ser humano? Às vezes parece que é." href="https://www.ronaud.com/bom-senso/e-proibido-ser-humano/">Não posso acreditar que é errado ser humano</a>.</p>
<p>Texto de 11 de maio de 2011.</p>
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		<title>Meritocracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 16:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-família]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
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					<description><![CDATA[Um interessante texto que recebi por email, com comentário mais abaixo: Experimento interessante ocorrido em 1931. Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: &#8220;Ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um interessante texto que recebi por email, com comentário mais abaixo:</p>
<blockquote><p>Experimento interessante ocorrido em 1931. Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava:</p>
<p>&#8220;Ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.&#8221;</p>
<p>O professor então disse: &#8220;Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.&#8221; Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam &#8220;justas&#8221;. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um &#8220;A&#8221;&#8230;</p>
<p>Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam &#8220;B&#8221;. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos &#8211; eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.</p>
<p>Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi &#8220;D&#8221;. Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um &#8220;F&#8221;. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por &#8220;justiça&#8221; dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.</p>
<p>Portanto, todos os alunos repetiram o ano&#8230; Para sua total surpresa.</p>
<p>O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado, porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. &#8220;Quando a recompensa é grande&#8221; disse, &#8220;o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. É ou não é? Agora, quando um Governo elimina todas as recompensas &#8211; ao tirar coisas dos outros, sem seu consentimento &#8211; para dar aqueles que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.&#8221;</p>
<p>&#8220;É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.</p>
<p>O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro  alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação.</p>
<p>É impossível multiplicar riqueza, dividindo-a.&#8221;<br />
Adrian Rogers, 1931</p></blockquote>
<h3>Comentário</h3>
<p>Pouco provável que a experiência relatada no texto seja verdadeira. Parece mais provável que tenha sido inventada por algum partidário do PSDB ou DEM 🙂</p>
<p>Mas como metáfora a respeito da meritocracia, até que é válida. Evidentemente o texto é uma crítica ao <em>bolsa-família</em> e outras políticas assistencialistas. Particularmente, <a href="https://www.ronaud.com/tag/bolsa-familia/">como já disse aqui outras vezes</a>, acho que o bolsa-família é um valor baixo demais para se dizer que &#8220;sustenta preguiçosos&#8221;. Quem afirma isso é desinformado e não teve nem o empenho de pesquisar um pouco para saber como a coisa funciona. Não teve nem o empenho de raciocinar um pouco pra pensar que mesmo que o bolsa-família fosse de um salário-mínimo (mal chega a metade), <em>AINDA É POUCO</em>.</p>
<p>Gente, ninguém sobrevive dignamente com menos de 1000 reais por mês! O bolsa-família é para a COMIDA mesmo, coisa que a maior parte dos críticos do programa nunca sentiu falta.</p>
<p>Já fui <em>mais fã</em> da idéia da meritocracia, e ainda sou, mas com ressalvas. Ela realmente não funciona sob todo e qualquer aspecto da sociedade, ajudando a privilegiar gente que não deu nada em troca, como herdeiros, por exemplo. Contudo, ainda é o sistema que mais me parece viável, porque aposta na característica mais democrática que trazemos conosco, o egoísmo e o <a href="https://www.ronaud.com/vida/gente-pequena/" target="_blank">prazerzinho infame de nos sentirmos superiores aos outros</a> 😉 Mas&#8230;</p>
<p>Acho que todos os que se auto-intitulam &#8220;esforçados&#8221; e que &#8220;suaram a camisa pra chegar onde chegaram&#8221; (discursinho padrão de quem critica o bolsa-família) devem ser capazes de olhar para os lados com um mínimo de sensibilidade e perceber que nem todos têm as mesmas capacidades que eles. Há gente, e é maioria, que precisa mesmo de ajuda, seja a ajuda material, seja a ajuda de um direcionamento na vida que priorize o crescimento pessoal através do estudo e do trabalho. Pois vejo que o maior mal pelo qual essas pessoas passam, não são as necessidades materiais e sim a desinformação. São ensinadas a adotarem a postura de vitimas indefesas que precisam que o governo e os ricos deem jeito em suas vidas. Mas maior ajuda que podemos dar a essas pessoas é mostrar-lhes que têm potencial e com trabalho, podem melhorar de vida.</p>
<p>Você escolhe: Ou dá vazão ao seu preconceito (e vontade de se sentir superior) e os chama de <em>preguiçosos</em> com o despudor de quem tem certeza de que está certo, ou usa desse seu raciocínio para <em>compreender</em> a realidade como ela é, e que as pessoas são diferentes. E que muitas delas precisam de um olhar mais atento.</p>
<p>Não sou religioso mas devemos reconhecer que a Igreja já vem chamando a atenção por esse olhar há séculos, em nome da compreensão, da caridade e de outras virtudes humanas.</p>
<p>O engraçado é que, dentro da Igreja, o <em>cidadão esforçado</em> os chama de <em>necessitados</em>, já na conversa da mesa de bar, os chama de <em>preguiçosos</em>. Vai entender&#8230;</p>
<p>Texto de 20 de fevereiro de 2011.</p>
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		<title>Política não é brincadeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 17:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Inconsciência]]></category>
		<category><![CDATA[Prioridades]]></category>
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					<description><![CDATA[Em cidades como Porto Alegre, Florianópolis e outras ocorre um fenômeno peculiar no comportamento dos torcedores dos times dessas respectivas cidades. Por exemplo em Porto Alegre, onde há dois times principais, Grêmio e Internacional, quando um deles sai de um determinado campeonato, seus respectivos torcedores torcem com toda a força para que o time que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em cidades como Porto Alegre, Florianópolis e outras ocorre um fenômeno peculiar no comportamento dos torcedores dos times dessas respectivas cidades. Por exemplo em Porto Alegre, onde há dois times principais, Grêmio e Internacional, quando um deles sai de um determinado campeonato, seus respectivos torcedores torcem com toda a força para que o time que ficou competindo perca também. Tudo bem! É um esporte em que via de regra os torcedores não ganham nem perdem nada de valor com as vitórias ou derrotas de seus times. Torcer contra um time da própria cidade é até compreensível, embora ainda questionável, enfim.</p>
<p>Só que esse fenômeno ocorre também na política e revela a visão curta e infantil dos eleitores. Em Balneário Camboriú observo com nitidez. Com a vitória de <em>Edson Piriquito</em> para prefeito (na última eleição municipal), uma certa parcela de toda aquela patota acostumada ao poder por décadas torce com toda a força para que o governo do <em>Piriquito</em> dê errado em tudo o que for possível. E desconfio que essa <em>parcela</em> dos partidários dos derrotados nas eleições não seja muito pequena não.</p>
<p>Há uma citação de teólogo americano <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/james-clarke" target="_blank">James Clarke</a> com a qual aprendi a entender o que é POLÍTICA DE VERDADE, e  a qual me serve de critério para essas considerações que ora exponho.</p>
<blockquote><p>Um político pensa na próxima eleição. Um estadista, na próxima geração.</p></blockquote>
<p>Esse pensamento pode ser expandido em vários sentidos e um deles certamente seria a diferenciação entre o político íntegro e o <em>politiqueiro</em>. Eu diria que o <em>politiqueiro</em> pensa só em si mesmo. Governa para si e considera isso absolutamente normal, e se por acaso o povo vier a ser beneficiado com suas ações, sorte do povo. Já o político íntegro &#8211; espécie raríssima por aqui &#8211; pensa em sua comunidade, em sua cidade, pensa nas pessoas das quais ele obteve o desígnio de conduzir.</p>
<p>E é essa a diferença que percebo que a comunidade de Balneário Camboriú e de muitas e muitas outras cidades Brasil afora não consegue distinguir. <strong>Política não é esporte</strong>. Política não é brincadeira, nem entretenimento. Em política você só torce por um único time &#8211; PARA A SUA COMUNIDADE!</p>
<p>Se o governo atual falhar, pode ganhar o seu partido, mas perde a cidade, perdem os indivíduos. Colocar o bem comum acima de interesses particulares / partidários deveria ser o mínimo para um cidadão se dizer consciente.</p>
<p>Creio poder falar da política de Balneário Camboriú com isenção, afinal voto em Itajaí. E tenha certeza, definitivamente, eu torço por nossa região e não por esse ou aquele grupo político.</p>
<p>Me chame de idealista, mas não consigo pensar de forma diferente.</p>
<p><small>Texto de 11 de fevereiro de 2010.</small></p>
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		<title>Meio litro de atenção, por favor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 04:47:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Afeto]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Carência]]></category>
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		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Mundo triste esse nosso&#8230; Antigamente era hábito vizinhos visitarem-se mutua e frequentemente, tomar aquele cafezinho e botar as fofocas em dia. Hoje isso acontece bastante, ainda, e espero que tal hábito continue e até aumente. Porém em alguns lugares, principalmente nos grandes centros, muita gente se sente sozinha, e costuma compensar essa solidão, ou vazio, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mundo triste esse nosso&#8230;</p>
<p>Antigamente era hábito vizinhos visitarem-se mutua e frequentemente, tomar aquele <em>cafezinho</em> e <em>botar as fofocas em dia</em>.</p>
<p>Hoje isso acontece bastante, ainda, e espero que tal hábito continue e até aumente.</p>
<p>Porém em alguns lugares, principalmente nos grandes centros, muita gente se sente sozinha, e costuma compensar essa solidão, ou vazio, <em>consumindo</em>.</p>
<p>É o consumo como terapia. Muita gente cheia de amigos também o pratica 😉</p>
<p>De onde, colocando-me brevemente no lugar de um comerciante qualquer ao ler <a title="Vocês entregam felicidade em casa?" href="http://www.arataacademy.com/port/zappos-satisfacao-garantida-estudo-de-caso-em-video/">este texto</a>, entendi que na verdade, muitos e muitos consumidores dos mais variados produtos nem sempre vão até a loja em busca DO PRODUTO, e sim em busca de alguma atenção, de contato humano, essas coisas.</p>
<p>No fundo, são pessoas carentes. Só querem um pouco de atenção e reconhecimento.</p>
<p>Se eu escrevesse isso ONTEM, o escreveria num tom de recriminação, como se fosse pecado mortal querer um pouco de atenção.</p>
<p>Hoje, <a title="Veja um deles..." href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/criancas-sao-sementes/">dois fatos</a> inusitados <em>me amoleceram o coração</em> 🙂 e ao analisar esse tipo de situação típica do consumismo contemporâneo, concluo concordando com o autor do <a title="E aí, entregam ou não?" href="http://www.arataacademy.com/port/zappos-satisfacao-garantida-estudo-de-caso-em-video/">texto</a> que não custa nada para empresários, vendedores e atendentes humanizarem um pouco o ambiente comercial.</p>
<p>No final das contas, somos <em>crianças grandes</em> implorando por um pouco de atenção e &#8211; desculpem o <em>pieguismo &#8211;</em> por um pouco de amor!</p>
<p>Mundo triste esse nosso&#8230; no qual até AMOR nos vemos obrigados a buscar nos supermercados e shoppings <em>da vida</em> 😉</p>
<p>Veja <a title="Quer comprar adjetivos?" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/vende-se-adjetivos/">um texto sobre um tema semelhante</a></p>
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