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	<title>Física &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Sincronicidade e Mecânica Espiritual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2013 22:28:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Acaso]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Coincidências]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<category><![CDATA[Vibração espiritual]]></category>
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					<description><![CDATA[Há um bom tempo, escrevi sobre o que chamei de Mecânica Espiritual. É um texto que expressa uma tentativa de fuga desse paradigma espiritual contemporâneo que trata de energias, anjos, espíritos, deuses, etc. Hoje volto a abordar o tema, depois de muito questionamento e reflexão, aprofundando essa visão. Naquele texto, eu afirmava que o &#8220;mundo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um bom tempo, escrevi sobre o que chamei de <a title="Saiba mais" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/mecanica-espiritual/">Mecânica Espiritual</a>. É um texto que expressa uma tentativa de fuga desse paradigma espiritual contemporâneo que trata de energias, anjos, espíritos, deuses, etc.</p>
<p>Hoje volto a abordar o tema, depois de muito questionamento e reflexão, aprofundando essa visão. Naquele texto, eu afirmava que o &#8220;mundo espiritual&#8221; é menos <em>personalizado</em>, isto é, formado menos por entidades espirituais e mais &#8220;automatizado&#8221; em suas manifestações em nossa vida diária.</p>
<p>Quando<em> oramos</em> a um <em>anjo da guarda</em>, ou a um <em>santo</em>, ou a um <em>orixá</em>, ou a <em>jesus</em>, ou para nosso <em>guia espiritual</em>, ou para duendes e fadas, ou para a entidade espiritual que for, não será necessariamente essas entidades, especificamente, que nos ouvirão e eventualmente, nos atenderão. E sim, será nossa força mental e espiritual que agirá sobre o que eu chamaria de <em>matéria invisível</em> que preenche todo o universo, e esta matéria, viva, responderá, de modo um tanto <em>mecânico</em> e <em>automatizado</em>, aos nossos anseios, e <em>removerá as montanhas</em> que precisamos remover em nossas vidas.</p>
<p>Veja bem, acho muito possível que essas entidades todas, os seres espirituais, existam. Só não acho muito provável que elas fiquem o tempo todo sujeitas às nossas vontades, muitas vezes cegas e mimadas. Ainda assim, a cada dia que passa estou mais convicto do modo como o mundo espiritual responde aos nossos pedidos, principalmente quando são justos, porém muitas vezes de modo indireto, através daquelas coincidências que não são coincidências, as sincronicidades.</p>
<p>***</p>
<p>Mas, como esta ação ocorre nesse <em>material invisível</em> porém onipresente e onipotente, e que recebe de muitos a denominação de <em>Deus</em>?</p>
<p>Como que algo que estava em minha mente, de repente, do nada, se manifesta na minha realidade de modo aparentemente e tão convincentemente <em>CASUAL</em>?</p>
<p><a title="Textos sobre o acaso, vai, lê :)" href="https://www.ronaud.com/tag/acaso/">Entendo que não é casual</a>. Entendo que é apenas um processo imanente à natureza da matéria e da energia que a constitui, e que é infinitamente e imperceptivelmente mais RÁPIDA do que nossas percepções humanas são capazes de atinar.</p>
<p>Para compreender essa rapidez com que uma intenção se transforma em manifestação sem que tenhamos tempo de compreender o processo que a conduz de um estado para outro, me habituei a utilizar uma figura de linguagem que me é bem conhecida e que vou tentar explicar aqui.</p>
<p>Quando adolescente, fiz um curso de eletrônica. Aprendi MUITO sobre eletricidade, eletromecânica e eletro-magnetismo. Do eletro-magnetismo, entendi como o som, que é uma vibração mecânica, isto é, material (encoste o dedo num alto-falante em funcionamento e perceba como ele vibra), enfim, entendi como o som, uma vibração material, percorre longas distâncias &#8220;de carona&#8221; com uma onda eletromagnética, que é uma vibração imaterial, isto é, invisível e não palpável e que, portanto, por não ter peso nem resistência, alcança distâncias maiores.</p>
<p>Este é o recurso que se utiliza para a transmissão a longa distância de músicas, nos rádios, e nossas vozes, nos celulares. Primeiro transforma-se a vibração mecânica do som em vibração elétrica, através de um microfone. Esta vibração é modulada numa frequência elétrica muito mais alta e é transformada em ondas eletromagnéticas que percorrem os espaços até encontrarem uma antena de rádio ou de celular. Então ela é filtrada, retirando-se a frequência altíssima, restando a frequência baixa, voltando então a manifestar-se como som, através de uma vibração física e material, na vibração do alto-falante.</p>
<p>Veja que se <em>o som</em> fosse uma <em>entidade</em>, poderíamos dizer perfeitamente que <em>ele não sabe</em> que está sendo transportado. <em>Ele</em> só reconhece a si mesmo, mas não percebe que há uma outra onda, de frequência muito mais alta, que o está constituindo e transportando pelos espaços abertos. Ele existe, mas não sabe sobre<em> o quê</em> existe.</p>
<p>Ora, o mesmo ocorre com o nosso mundo físico. É um mundo grosseiro, rígido e lento, constituído por átomos cujas partículas ultramicroscópicas vibram numa frequência muitíssimo mais alta. E é <em>nesse mundo</em> de partículas, um &#8220;sub-mundo&#8221; vivo, inteligente e auto-consciente, onde tudo ocorre de modo incrivelmente mais rápido, enfim, é neste mundo sutil <em>onde as coisas REALMENTE acontecem</em> 🙂 e acontecem ligeira e complexamente, trazendo-nos inspiração, proteção e realização, enquanto mal terminamos de piscar os olhos.</p>
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		<title>Por que eu acredito?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 03:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Física Quântica]]></category>
		<category><![CDATA[Inconstância]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos grandes feitos que a internet me proporcionou foi entrar em contato, mesmo que apenas textualmente, com gente completamente diferente de mim e que sobretudo, pensa de forma completamente diferente de mim e das pessoas que fazem parte do meu mundinho. Já me deparei com gente de tudo quanto é ideologia nesses últimos anos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos grandes feitos que a internet me proporcionou foi entrar em contato, mesmo que apenas textualmente, com gente completamente diferente de mim e que sobretudo, <em>pensa </em>de forma completamente diferente de mim e das pessoas que fazem parte do meu <em>mundinho</em>. Já me deparei com gente de tudo quanto é ideologia nesses últimos anos e aprendi muito.</p>
<p>Porém, como já disse aqui <em>n</em> vezes, tenho aversão a rótulos. Assim, se é pra escolher um, adotaria o rótulo de espiritualista, mais por oposição do que por identificação, pois a única certeza que tenho é que <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Materialismo" target="_blank" rel="noopener">materialista (filosófico)</a> <em>é que eu</em> não sou, muito menos religioso.</p>
<p>Entretanto entendo e aceito que a decisão e postura filosófica mais <em>razoável </em>que alguém pode adotar é, de fato, o ateísmo. Pois a razão até hoje não comprovou a existência concreta de Deus, especialmente o <em>deus cristão</em>.</p>
<p>Céticos e e ateus adotam a razão e a lógica como critérios para suas posturas e, de acordo justamente com esses critérios, estão certíssimos e nós, crentes e espiritualistas, <em>errados</em>.</p>
<p>Porém espiritualistas <em>como eu</em>, e também agnósticos (e mais ainda os religiosos, de maneira inconsciente), supomos que a razão &#8211; como a conhecemos e utilizamos no dia-a-dia &#8211; não <em>abarca </em>toda a existência. A razão é especialmente útil para manipularmos o mundo, progredindo tecnologicamente e melhorando nossas condições de vida e até mesmo, por que não, de entendimento da vida.</p>
<p>Mas ela tem um limite. A razão comum não <em>dá conta</em> de lidar com toda essa miríade infindável de manifestações meta-físicas e extra-sensoriais relatadas diariamente. <a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-por-tras-do-veu-de-isis-resenha-resumo/">Gente muito séria já ficou sem o ter o que dizer diante do inexplicável</a>. Provas do insondável nós não temos (justamente porque é <a href="https://www.aulete.com.br/insondável">insondável</a>, dãããã 🙂 ), mas convenhamos, há muitas e muitas e evidências.</p>
<p>Uma observação a respeito dessa inconstância e até mesmo&#8230; insuficiência da razão comum como critério para entendimento da existência me ocorreu durante a leitura do incrível <a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-o-universo-elegante-resenha-resumo/">O Universo Elegante</a> do físico Brian Greene. Durante a leitura o autor nos demonstra que a razão e a lógica, que funcionam de um tal modo que conhecemos muito bem no nosso nível existencial, são completamente <em>outras</em> no nível macroscópico do espaço abordado pela Teoria da Relatividade de Einstein, permitindo inclusive, teoricamente, viagens no tempo. E Brian Greene demonstra também que a mesma razão que se comporta de um jeito no macrocosmo e de outro nos limites humanos, se comporta ainda de <em>outra</em> forma no nível ultramicroscópico, ou <a href="https://www.ronaud.com/tag/fisica-quantica/">quântico</a>, onde se encontram fenômenos <em>absurdamente</em> impossíveis em nosso nível espacial, como não-localidade, incerteza, superposição e saltos quânticos (<a href="https://www.ronaud.com/ciencia/fisica-quantica-e-seus-principais-conceitos/">clique e entenda melhor</a>).</p>
<p>A própria <em>teoria das cordas</em> abordada no livro é tão inimaginavelmente extraordinária, com seus literais <em>universos</em> de possibilidades, que ater-se a uma única visão de mundo materialista após tal leitura é como insistir no erro de forma dogmática, é como comprazer-se na falta de imaginação, é como preferir trancar-se em casa com medo do mundo vicejante lá fora.</p>
<p>Veja que não estou dizendo que a razão comum não atua nos níveis macrocósmico e microcósmico. <em>Atua</em>, não sem antes necessitar de mega-desdobramentos capazes de fundir os cérebros mais extraordinários que já andaram sobre este planeta. De modo que para poder, algum dia, explicar e abarcar todo e qualquer nível da existência humana e universal, terá muito mais ainda de ser desdobrada. Ou seja, não será com seu raciocínio lógico &#8211; do qual sei que você sente aquele <em>orgulhinho bobo</em> &#8211; que você conseguirá encontrar<em> a verdade</em>.</p>
<p>A <a href="https://www.ronaud.com/ciencia/so-comentando/">grandeza do universo</a> me soa como uma obviedade &#8211; a de que há muito mais por ser descoberto, ou então o universo é, de fato, de acordo com <a title="Frases de Carl Sagan" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/carl-sagan">Carl Sagan</a>, um grande desperdício de espaço. E (o) ser humano é, de fato, um grande desperdício de energia e empenho.</p>
<p>Após me forçarem a dispensar a <em>razão</em> como critério para assimilação da condição existencial humana e universal, estas constatações só podem me deixar num estado: O de <strong>abertura</strong>. Não sei exatamente no que acredito. Mas posso citar um ponto: Acredito que há muito mais possibilidades nesse universo do que nossos limitados sentidos &#8211; e quem sabe, raciocínios &#8211; podem perceber ou detectar.</p>
<h3>Veja também</h3>
<p>Textos sobre <a href="https://www.ronaud.com/tag/crencas/">crenças</a>.</p>
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		<title>Mecânica espiritual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 21:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Experiências espirituais]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Frequência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da atração na prática]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sincronicidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Que grande mistério é a espiritualidade! Nossa sociedade materialista só aceita como real o que pode ser detectável, ou seja, a matéria. Mas quando você ouve falar em supercordas (física quântica), em matéria escura (astronomia), em universo auto-consciente (filosofia), em pampsiquismo e panteísmo (filosofia), em matéria fluídica (espiritísmo), em lei da atração, na onipresença, onipotência e onisciência divinas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Que grande mistério é a espiritualidade!</p>
<p>Nossa sociedade materialista só aceita como real o que pode ser detectável, ou seja, a matéria. Mas quando você ouve falar em <strong>supercordas</strong> (física quântica), em <strong>matéria escura</strong> (astronomia), em <strong>universo auto-consciente</strong> (filosofia), em <strong>pampsiquismo</strong> e <strong><a title="Uma visão sóbria de Deus e do Universo" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%ADsmo">panteísmo</a></strong> (filosofia), em <strong>matéria fluídica</strong> (espiritísmo), em <strong><a title="Vários textos falando da Lei da Atração neste site" href="https://www.ronaud.com/category/lei-da-atracao/">lei da atração</a></strong>, na <strong>onipresença, onipotência e </strong><b>onisciência</b> <strong>divinas</strong> (teologia), em <strong><a title="Resenha do livro A ciência de ficar rico" href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-resumo-livro-a-ciencia-de-ficar-rico/">substância amorfa</a></strong> (filosofia [Wattles]), e em outras teorias cuja lembrança me escapa agora, e ainda, quando ouve dezenas e dezenas de relatos sobre experiências espirituais cuja abordagem positivista os classifica como <em>sobrenaturais</em> ou inexplicáveis, <strong>você simplesmente se volta contra a <em>cômoda</em> alternativa materialista para a compreensão do mundo</strong>.</p>
<p>O termo <strong>sincronicidade</strong> diz respeito aos fatos e <em>coincidências</em> que ocorrem em nossa vida, com <em>nítida</em> intencionalidade. São as coincidências que não são coincidências. Ou seja, aqueles fatos que você vivencia utilizando-se do poder da intenção (ou fé inabalável), ou ainda, motivados por uma força externa a si mesmo, normalmente classificadas pelas pessoas como proteção dos anjos ou <a title="Já falei bastante neste site sobre CARMA! Clique e entenda melhor" href="https://www.ronaud.com/tag/carma/">carma</a> ou orientação divina. Olhando para trás em sua vida, conseguirá enxergar nitidamente todos fatos que aconteceram em sua vida e que não poderiam ser diferentes. Foram atraídos exatamente pela sua essência espiritual à ocasião. Nossa realidade externa e corporal é um <em><a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/a-vida-e-um-espelho/">espelho</a></em> do que somos internamente.</p>
<p>Se você pensar que tudo que lhe aconteceu até hoje tinha um propósito definido e ocorreu motivado por<em> forças ocultas</em>, perceberá o quão difícil é aceitar tal realidade. Convido você a pensar sobre &#8220;<em>como</em>&#8221; isso acontece? <em>COMO</em> sua vida é direcionada rumo à certas circunstâncias, sejam elas motivadas por <em>resgates cármicos</em> ou sua <em>consciência e intenção atuais</em>?</p>
<p>O mais comum é pensarmos na figura de <em>anjos</em> e outros seres de natureza espiritual. Mas pense: Será mesmo que cada um dos 7 bilhões e pouco de habitantes da terra possui um <em>anjo da guarda</em> pessoal? Só aí já concluímos 14 bilhões de seres (sem contar que algumas pessoas possuem uma vida tão complicada que um anjo da guarda seria pouco 😉 ). E os <em>espíritos</em> ou almas retardatárias que morreram e <em>esqueceram da vida</em>, que andam vagando por aí, quantos devem ser? Sei lá, vamos chutar aí mais uns 5 bilhões desde o primórdio dos tempos. Na soma já são 19 bilhões de seres <em>vagando</em> em torno da atmosfera espiritual terrestre.</p>
<p><em>Não dá, né?</em></p>
<p>Essa realidade é apenas uma fantasiosa maneira de tentar compreender o mundo espiritual através da visão humana, <em>pra variar</em>, limitada.</p>
<p>Eu sempre digo que toda e qualquer realidade que virá após a morte (<a title="Será?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/divagacao-a-respeito-da-possibilidade-da-existencia-do-espirito/">se é que virá</a> 😉 ), foge completamente da mais complexa realidade já suposta por algum sistema religioso, seja qual for, incluindo aí o <em>espírita</em>, o qual mais familiaridade alarda ter com o mundo dos mortos. <strong>Imagino que a dinâmica do mundo espiritual seja algo inconcebivelmente mais adiantada em comparação à nossa realidade material.</strong> Se você <em>puxa um link</em> entre todos aqueles termos citados no primeiro parágrafo, vai perceber que todo <strong>o universo é vivo</strong>. O que nos parece como vácuo, é preenchido por algo cuja natureza desconhecemos e não conseguimos detectar, ainda. E esse <em>algo</em> é inteligente. E nos rodeia agora, neste exato momento e espaço no qual se encontra; e está agindo o tempo todo modificando a sua realidade, espelhando o que você é essencialmente. Você é um ponto que influencia e modifica essa matéria onipresente que tantos nomes possui. Eu chamo de Deus.</p>
<p>Daí pergunto: Será que são anjos &#8211; logo ANJOS, seres tão puros e evoluídos &#8211; me auxiliando servilmente aos meus anseios? Pouco provável, não concorda? Sina triste para um anjo ficar cuidando de um ser complicado como eu, hein? O homem criou a figura do <em>anjo</em> como forma de entender os acontecimentos propositais sem explicação, que o rodeiam e direcionam sua vida. Mas imagino que o que acontece é que o<em> preenchimento</em> do universo, esse preenchimento vital e inteligente, imanente e transcendente a tudo, modifica a realidade quase que <strong>mecanicamente</strong>, de acordo com as necessidades cármicas ou intenções mentais das pessoas. É como se fosse uma vida invisível, uma<em> mecânica espiritual</em>, consciente e precisa, que nos rodeia, que nos protege quando pensamos em proteção, e que nos atinge impiedosamente quando atingimos a nós mesmos interna e impiedosamente. Essa vida divina e onipresente apenas reflete, com precisão milimétrica, o que enviamos a partir de nossa mente, em direção a ela, ou seja, em direção ao universo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>[&#8230;] os astrônomos dispõem de provas de que a nossa galáxia — assim como, possivelmente, todo o universo — está IMERSA em um mar de matéria escura, cuja identidade ainda não foi determinada.  <a href="http://www.estantevirtual.com.br/busca?q=universo+elegante" target="_blank" rel="noopener">Brian Greene &#8211; O Universo Elegante</a></p>
<p>A Física e a transcendência designam apenas domínios diferentes da mesma realidade, que vão da camada mais baixa, onde ainda nos é possível <strong>objectivar</strong> completamente, até uma camada superior, na qual a visão se abre para as partes do mundo sobre as quais<strong> só se pode falar em metáforas</strong>. <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/hans-peter-durr">Hans-Peter Dürr</a></p>
<p>A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade! <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/carl-sagan">Carl Sagan</a></p>
<p>De acordo com o pensamento oriental, a subdivisão da natureza em objectos separados não tem justificação, e os objectos têm todos um carácter fluído, encontrando-se em mudança permanente. A cosmovisão oriental é dinâmica, as suas características essenciais são o tempo e a mudança. O cosmo é visto como uma realidade indivisível ? em movimento permanente, viva, orgânica; simultaneamente espírito e matéria. Sendo assim, a imagem oriental do divino não é a imagem de um soberano que orienta o mundo a partir do alto, mas sim de um princípio que conduz tudo a partir do interior. <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/fritjof-capra">Fritjof Capra</a></p></blockquote>
<p><a title="Sincronicidade" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/sincronicidade-e-mecanica-espiritual/">Veja um texto recente, que aprofunda esta visão</a>.</p>
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		<title>Livro O Universo Elegante &#8211; Resenha / Resumo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/livro-o-universo-elegante-resenha-resumo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 02:03:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Universo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em O Universo Elegante, o astrofísico Brian Greene aborda, de forma compreensível para leigos, a teoria das supercordas, levando o leitor a enxergar o universo através da lógica matemática e perceber o quanto ele pode ser belo e infinitamente interessante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20642" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535900985/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535900985&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=9d37ea1e19e9a44b49f9bf6a96c40594" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20642" class="wp-image-20642" title="O Universo Elegante" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/07/o-universo-elegante-brain-greene.jpg" alt="O Universo Elegante" width="350" height="508" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/07/o-universo-elegante-brain-greene.jpg 686w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/07/o-universo-elegante-brain-greene-207x300.jpg 207w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /></a><p id="caption-attachment-20642" class="wp-caption-text">O Universo Elegante</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>O astrofísico <strong>Brian Greene</strong> aborda, de forma compreensível para leigos, a <strong>teoria das supercordas</strong>, levando o leitor a enxergar o universo através da lógica matemática e perceber o quanto ele pode ser belo e infinitamente interessante.</p>
<ul>
<li>Editora: Companhia das Letras</li>
<li>Autor: BRIAN GREENE</li>
<li>ISBN: 8535900985</li>
<li>Origem: Nacional</li>
<li>Ano: 2001</li>
<li>Edição: 1</li>
<li>Número de páginas: 592</li>
<li>Acabamento: Brochura</li>
<li>Formato: Médio</li>
</ul>
<h3>Minha opinião sobre o livro O Universo Elegante</h3>
<p>Eis um livro realmente fantástico: <strong>O Universo Elegante: Supercordas, Dimensões Ocultas, e a Busca pela Teoria Final, </strong>um livro de autoria do físico Brian Greene, publicado originalmente em 1999 e que visa introduzir o leigo à <strong>teoria das cordas,</strong> fornecendo uma explicação em linguagem simples e não-técnica dessa teoria, assim como suas inconsistências.</p>
<p>O <strong>livro O Universo Elegante</strong> começa com uma breve consideração da física clássica newtoniana e descreve a evolução ocorrida até a Teoria Relatividade Geral de Albert Einstein, a qual revisou muitos dos conceitos físicos tidos como corretos até então, especialmente relacinados à natureza da força gravitacional. Posteriormente, o autor traça um panorama geral da mecânica quântica e seus avanços obtidos na compreensão do mundo sub-atômico, o qual divergia inteiramente em relação ao modo como se comporta o mundo macroscópico, este que vivenciamos através de nossas experiências.</p>
<p>Desta forma, Greene estabelece um contexto histórico para a <strong>teoria das cordas</strong>, como uma teoria capaz de integrar o probabilístico mundo da física de partículas, ou física quântica, e a física das grandes dimensões espaciais, alcançada por Einstein. Discute-se assim o problema essencial enfrentado pela física contemporânea: a unificação da <strong>Teoria da Relatividade Geral</strong> de Albert Einstein e a <strong>mecânica quântica</strong>.</p>
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<p>Greene abusa de analogias e experimentos imaginários para tornar as explicações compreensíveis aos leigos. E explora o potencial que a <strong>teoria das cordas </strong>tem de estabelecer os fundamentos para a teoria do campo unificado, o &#8220;santo graal&#8221; da física moderna. Sugere assim que a <strong>teoria das cordas </strong>é a solução para essas duas explicações conflitantes.</p>
<p>As abstrações necessárias para compreender tanto a Relatividade Geral &#8211; a física das grandes dimensões espaciais &#8211; como a mecânica quântica &#8211; a física das dimensões ultra-microscópicas &#8211; deixaria qualquer esotério com suas explicações místicas no chinelo. As abstrações exigidas para a compreensão dos conceitos passados passariam muito bem como ficção. De repente você está lendo e é deparado com um nível de imaginação que te solicita imaginar o seguinte:</p>
<blockquote><p>Para que se tenha uma idéia das proporções aqui envolvidas, digamos que se nós ampliássemos um átomo até que ele alcançasse o tamanho do universo conhecido (no vídeo, ele usa o sistema solar como referência), a distância de Planck alcançaria o tamanho de uma árvore comum.</p></blockquote>
<p>Ou seja, é uma proporção ultra-mega-hiper-pequena. Nesse momento eu parei e fiquei minutos refletindo sobre a espantosa possibilidade da infinitude do espaço, tanto para as grandes dimensões (escalas astronômicas), como para as microdimensões. Quando o ponteiro do meu sensor de atividade cerebral começou a bater no vermelho, senti que meu cérebro estava à beira da implosão, e parei de pensar nisso 😉</p>
<p>Um dos fundamentos e grande atrativo da <strong>Teoria das Cordas</strong> é a sua elegância e simplicidade. No livro lembra-se muito o aspecto da teoria que a leva a ser considerada uma solução elegante para a compatibilização do conflito entre o ultra-microscópico ao &#8220;ultra-macroscópico&#8221;. Eis uma citação do livro, que elucida o que é &#8220;beleza&#8221; para os cientistas:</p>
<blockquote><p>A elegância, a riqueza, a complexidade e a diversidade dos fenômenos naturais que decorrem de um conjunto simples de leis universais é parte integrante do que os cientistas querem dizer quando empregam o termo &#8220;beleza&#8221;.</p></blockquote>
<p>Se você quiser entender um pouquinho melhor esse mistério que é a física quântica, da qual muito se ouve falar e pouco se compreende, este é o livro ideal, juntamente ao livro <a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-resumo-livro-o-ser-quantico/">O Ser Quântico</a>, de Danah Zohar, já resenhado aqui. Com <strong>O Universo Elegante</strong>, você entenderá também muitos dos conceitos de física espacial, bem como o que significa afinal a Teoria da Relatividade de Einstein. Mas atenção, não é um livro fácil, muito embora será, para quem gosta desses temas, ou tem forte interesse em compreendê-los melhor, muito agradável e instigante.</p>
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<div id="attachment_20642" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535900985/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535900985&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=9d37ea1e19e9a44b49f9bf6a96c40594" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20642" class="wp-image-20642" title="O Universo Elegante" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/07/o-universo-elegante-brain-greene.jpg" alt="O Universo Elegante" width="350" height="508" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/07/o-universo-elegante-brain-greene.jpg 686w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/07/o-universo-elegante-brain-greene-207x300.jpg 207w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /></a><p id="caption-attachment-20642" class="wp-caption-text">O Universo Elegante</p></div>
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		<title>Um problema para Einstein</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 11:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
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					<description><![CDATA[Einstein estudou o problema da gravidade com um vigor quase obsessivo. Cerca de cinco anos depois da feliz revelação na repartição de patentes de Berna, ele escreveu ao físico Arnold Sommerfeld: “Agora estou trabalhando exclusivamente no problema da gravidade. […] Uma coisa é certa — nunca na minha vida algo me atormentou tanto quanto isso. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a title="Frases de Albert Einstein" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/albert-einstein">Einstein</a> estudou o problema da gravidade com um vigor quase obsessivo. Cerca de cinco anos depois da feliz revelação na repartição de patentes de Berna, ele escreveu ao físico Arnold Sommerfeld: “Agora estou trabalhando exclusivamente no problema da gravidade. […] Uma coisa é certa — nunca na minha vida algo me atormentou tanto quanto isso. […] Comparada a esse problema, a primeira teoria da relatividade [ou seja, a especial] é um brinquedo de criança”.</p></blockquote>
<p>Do livro <a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-o-universo-elegante-resenha-resumo/">O Universo Elegante</a></p>
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