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	<title>Ficção &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>A importância da Ficção na Guerra Cultural &#8211; Olavo de Carvalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 02:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[A imagem que as pessoas fazem da realidade é determinada maciçamente pela ficção, e não pela informação. Se você perguntar assim, &#8220;O que foi a Guerra do Vietnã?&#8221;, as pessoas formam a imagem da Guerra do Vietnã por filmes, como Apocalipse Now e outros, não por livros de história. A história só chega à população [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A imagem que as pessoas fazem da realidade é determinada maciçamente pela ficção, e não pela informação.</p>
<p>Se você perguntar assim, &#8220;O que foi a Guerra do Vietnã?&#8221;, as pessoas formam a imagem da Guerra do Vietnã por filmes, como <em>Apocalipse Now</em> e outros, não por livros de história.</p>
<p>A história só chega à população através da ficção. Só!</p>
<p>Inclusive esta ficção, passa a ser, depois, conteúdo pedagógico.</p>
<p>Em face disto, o poder das discussões ideológicas é quase nulo, porque você está tentando falar com a consciência intelectual, ao passo que toda a imaginação dela já está moldada em sentido contrário, e ela não vai poder abdicar dessa imaginação, mesmo que você a convença &#8211; &#8220;Ah, mas você demonstrou assim e assim, mas eu continuo VENDO da outra maneira&#8221;</p>
<p>Estão entendendo como é que faz guerra cultural? Não é com propaganda ideológica, não é com doutrinação, é com o trabalho da imaginação.</p>
<p>O poder da imaginação sobre o ser humano é tal, que a imaginação domina a vontade em 100%, você só pode querer o que você imagina.</p>
<p>Então vamos supor, você chega num restaurante num país, tipo a Hungria, e pede o cardápio, e o garçom te mostra um cardápio húngaro: &#8220;O que o senhor quer?&#8221; Não tenho a menor ideia, eu não consigo IMAGINAR o que são estes pratos, nem a forma, nem o gosto deles, então não posso escolher!</p>
<p>***</p>
<p>Trecho retirado <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3cvhfY0YLZM" target="_blank" rel="noopener">deste vídeo</a>, via <a href="https://twitter.com/yurivs/status/1621285873131163648" target="_blank" rel="noopener">Yuri</a></p>
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		<title>Ficção &#8211; Mentirinhas bem contadas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Dec 2021 22:34:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Falando sobre Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Na prática a teoria é OUTRA]]></category>
		<category><![CDATA[Plenitude]]></category>
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					<description><![CDATA[O texto abaixo é de 22 de fevereiro de 2013, e a seguir, comento minha mudança de opinião em relação ao comentário abaixo: *** A maioria das histórias de ficção poderiam ser resumidas assim: Começa com tudo bem. Então algo dá errado. O herói se esforça, e consegue fazer tudo voltar a ficar bem. E todos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo é de 22 de fevereiro de 2013, e a seguir, comento minha mudança de opinião em relação ao comentário abaixo:</p>
<p>***</p>
<p>A maioria das histórias de ficção poderiam ser resumidas assim:</p>
<p>Começa com tudo bem. Então algo dá errado. O herói se esforça, e consegue fazer tudo voltar a ficar bem. E todos são felizes <a title="Sério?" href="https://www.ronaud.com/amor/para-sempre/">para sempre</a>.</p>
<p>Me perdoem os afeiçoados por romances e afins, mas a literatura de ficção me parece uma grande perda de tempo e energia. Tudo bem que há histórias interessantes e empolgantes, muitas repletas com passagens perfeitamente possíveis e inspiradoras, outras até com passagens com as quais nos identificamos plenamente.</p>
<p>Mas de modo geral você passa uma vida inteira lendo, assimilando significados e pontos de vista ficcionais dos autores, e no entanto, continua sem saber nada da vida, ou crente de que sabe, no entanto, baseado em filosofias<em> fantasiosas </em>ou totalmente<em> equivocadas </em>em relação à realidade<em>.</em> Quando não, segue <em>patinando</em> e revivendo sempre os mesmos problemas, sem conseguir dar conta da própria vida.</p>
<blockquote><p>Tentar adquirir experiência apenas com teoria é como tentar matar a fome apenas lendo o cardápio.</p></blockquote>
<p>Porque a realização de um ser humano jamais significará apenas conhecer tudo em teoria. Ser humano também é manifestar força individual, transformar a sociedade para melhor, construir algo de valor. Isto é, <strong>não apenas saber, mas saber fazer</strong>. E pode <em>rolar</em> uma frustração muito grande quando o sujeito sabe muito (ou pensa que sabe muito) e não consegue expressar todo esse conhecimento em sua plenitude, na prática.</p>
<p>Livros não são importantes por si. Importante é o que você consegue fazer da sua vida depois de lê-los.</p>
<p>Importante é fazer com que a história de sua vida mereça ser escrita num livro, mesmo que jamais tenha lido algum.</p>
<p>***</p>
<p>O tempo é exímio em nos fazer mudar de ideia.</p>
<p>Basicamente porque nossas ideias de juventude são muito idealistas e desprovidas de fundamentação prática. A idade, então, vem paulatinamente nos mostrando a distância astronômica que separa a <em>realidade</em> da <em>teoria</em>, e o <em>possível</em> do <em>ideal, perfeito</em> e <em>inalcançável</em>.</p>
<p>O fato aqui é que hoje entendo a importância da literatura ficcional. Ao contrário do que disse há oito anos, a ficção não é somente teoria, muito menos perda de tempo.</p>
<p>Nossa vida particular é limitada, no espaço e no tempo. Nossas experiências de vida se limitam ao que nos é possível, seja em talentos, em habilidades e em poder financeiro. A literatura de ficção vem aqui complementar nossa existência. Certas histórias, principalmente aquelas com as quais mais nos identificamos, expandem nossa experiência e <a href="https://www.ronaud.com/internet/o-que-conhecemos-do-mundo/">alargam nossa visão de mundo</a>.</p>
<p>Claro que há ficções e ficções. Umas mais realistas, outras mais fantasiosas. Muitos leitores realmente gostam de &#8220;viajar&#8221; nas tramas fantasiosas da imaginação fértil e sem freios de muitos escritores. Não é o meu caso. No entanto, tenho feito um esforço por ler algumas ficções clássicas, as quais trazem consigo contextos históricos, e elas têm justamente me ajudado não só a entender melhor nossa formação como sociedade, como também agregado fatos, experiências e visões à minha própria formação, que, por mais que sejam ficcionais, somam à nossa visão de mundo em noção, entendimento e possibilidades.</p>
<p>Como eu disse, há ficções e ficções: romances, drama, aventura, mistérios, ficção científica, fantasia etc. <a href="https://www.ronaud.com/amor/2-classicos-da-literatura-para-ler-antes-de-morrer/">Eu me identifico com os clássicos</a>, quase todos focados em histórias de amor e seus insucessos peculiares. Você não precisa ler tudo, muito menos gostar de tudo. Escolha seu estilo e leia tudo que conseguir.</p>
<p>A verdade é que independente de verídico ou ficção, a pessoa que termina um livro não é a mesma que iniciou sua leitura.</p>
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		<title>Literatura chiclete</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2014 00:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Na prática a teoria é OUTRA]]></category>
		<category><![CDATA[Pragmatismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Estava arrumando minha pequena grande biblioteca e me prometi passar 2014 sem comprar NENHUM livro. Não que não queira mais ler, e sim, que devo ter somado uns 20 livros comprados e não lidos. Talvez mais, não quis contar. Mas talvez não queira mais ler mesmo. Talvez nunca quisesse. Com raras exceções, nunca gostei de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estava arrumando minha pequena grande biblioteca e me prometi passar 2014 sem comprar NENHUM livro.</p>
<p>Não que não queira mais ler, e sim, que devo ter somado uns 20 livros comprados e não lidos. Talvez mais, não quis contar.</p>
<p>Mas talvez não queira mais ler mesmo. Talvez nunca quisesse.</p>
<p>Com raras exceções, nunca gostei de literatura de ficção. De mentira e de sonho já basta a vida.</p>
<p>Alguns romances, os clássicos, até conseguem acrescentar algo à nossa bagagem de respostas possíveis à vida. Porque os clássicos são muito auto-biográficos, trazem muito da vida do autor, e é sempre bom saber como gente inteligente se saiu diante de problemas que também nós passamos.</p>
<p>Mas a maioria dos romances atuais são inventados, trazendo essa invencionice toda como meritosa originalidade. Pra mim, não passa de <em>literatura chiclete,</em> aquela que nosso cérebro masca, masca, tira o açúcar e depois não nos serve nem pra engolir, porque não tem substância.</p>
<p>E substância é vida, sabedoria, vitória.</p>
<p>Sempre gostei de livros de caráter filosófico, espiritualistas e de auto-ajuda. Sempre li pra entender e tentar melhorar a vida. Acho que funcionou bastante. Aprendi muito. Não melhorou tudo, mas melhorou suficientemente para minha vida deixar de ser a droga que foi durante a adolescência.</p>
<p>Hoje estou aqui, com uns 20 livros para ler, alguns, romances. Quero lê-los. Mas talvez nem queira. O que eu precisava ler de importante, já encontrei e já li. O que a gente precisa saber da vida está em poucos livros, quase sempre, os mais antigos.</p>
<p>Agora o que eu preciso é praticar o que aprendi, e viver o que não se encontra nos livros &#8211; praticamente tudo &#8211; e nessa parte, tenho falhado, com essa minha vida pouco prática.</p>
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		<title>Livro Os Bórgias &#8211; Resenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2013 23:53:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de História]]></category>
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		<category><![CDATA[Máfia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[A resenha do livro Os Bórgias conta que é um romance histórico. Relata as origens do crime organizado na Itália e merece figurar entre os melhores livros da carreira de Mario Puzo, autor muito conhecido pelas suas obras que retratam a máfia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20559" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8501062766/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8501062766&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=0d2a04e77e74c43395ba4bbb8ad71ba8" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20559" class="wp-image-20559 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png" alt="Os Bórgias" width="370" height="548" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png 370w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro-203x300.png 203w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /></a><p id="caption-attachment-20559" class="wp-caption-text">Os Bórgias</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>Os Bórgias é um romance histórico. Relata as origens do crime organizado na Itália e merece figurar entre os melhores livros da carreira de Mario Puzo, conhecido pelas suas obras que retratam a máfia.</p>
<p>Mario Puzo consagrou-se entre seus leitores e críticos de todo o mundo com seus romances sobre a Máfia. Apaixonado pelo tema, pesquisou as origens dessa organização criminosa e, nessa busca, viajou até a Itália do século XV. Lá descobriu a família Bórgia, liderada pelo cardeal Rodrigo Bórgia, um homem ambicioso e inescrupuloso, que usou todos os meios para alcançar seus objetivos. Ao ser eleito papa, com o nome de Alexandre VI, Rodrigo consolida seu poder em uma grande rede de alianças criminosas, que deu origem à grande família mafiosa imortalizada, séculos depois, pelo próprio Puzo.</p>
<h3>Opinião sobre o livro Os Bórgias</h3>
<p>Sempre considerei a realidade bem mais atraente do que a fantasia. Portanto, nunca fui muito fã de romances. Ficção para quê, se a realidade já oferece material abundante para conhecer e estudar?</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8501062766&amp;asins=8501062766&amp;linkId=2d73af83863b18c62de40a8a5ee9ac29&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Isso ocorre certamente porque poucos temas me atraem. E o <em>poder</em> é desses poucos temas. Em <em>Os Bórgias</em> vemos que toda a história da família se conduz pela busca e manutenção do poder. O livro foi publicado originalmente em 2001 com o título original de <em>The Family</em> (&#8220;A família&#8221;, na verdade, uma referência ao termo italiano <em>famiglia</em> cujo significado regional invoca o sentido de <em>gangue</em>).</p>
<div id="attachment_10151" style="width: 261px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10151" class="size-full wp-image-10151 " title="Giulia Farnese, amante do Papa Alexandre VI" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese.jpg" alt="Giulia Farnese, amante do Papa Alexandre VI" width="251" height="320" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese.jpg 251w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese-235x300.jpg 235w" sizes="(max-width: 251px) 100vw, 251px" /></a><p id="caption-attachment-10151" class="wp-caption-text">Giulia Farnese, amante do Papa Alexandre VI</p></div>
<p><em>Os Bórgias</em> trata da história do <a title="Papa Alexandre VI" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Alexandre_VI">Papa Alexandre VI</a> e sua família. Mario Puzo trabalhou durante 20 anos neste livro, enquanto escrevia outros, e com a morte do autor em 1999, o romance foi acabado por sua namorada, Carol Gino. O livro tem muitos dados verídicos entremeados com histórias fictícias sobre o papa e sua família. Mas&#8230;</p>
<p>Fictícias?</p>
<p>Eis uma questão interessante. Numa época em que guerras, assassinatos, envenenamentos, permissividade sexual, estupros e traições eram acontecimentos corriqueiros, o que pode ser considerado ficção? A ficção, neste caso, se reduz a <em>QUEM</em> fazia, porque não há nada de ficção em afirmar que naquelas épocas obscuras, tais atos eram praticados o tempo todo, e por todos.</p>
<p>Por mais que a passagem de Rodrigo Bórgia pelo papado tenha sido marcada pela completa corrupção, hoje perfaz uma história bastante atrativa, rica em detalhes e em <em>humanidade</em>, ora virtuosa, ora viciosa em toda baixeza moral possível.</p>
<p>E de fato, assusta se deparar com tantos crimes perpetrados de dentro de uma instituição que, já havia quatorze séculos, se proclamava a guardiã da herança moral de Cristo. Também horroriza o relato dos costumes brutais da época, os quais envolviam reivindicações vaidosas e ambiciosas de terras e reinos que, se negados eram invadidos e pilhados,  assassinatos gratuitos (e outros nem tanto) marcados pela crueldade extrema, além, é claro, de estupros frequentes.</p>
<p>Sobretudo, chama a atenção a grande opulência com que viviam os nobres, em especial, os integrantes da <em>famiglia</em> Bórgia. A abundância era farta e a libertinagem era prática habitual. O papa mantinha suas amantes, seus filhos tinham à disposição as cortesãs que quisessem e tal fartura e promiscuidade era facilmente oferecida aos nobres de quem se precisasse de algum favor.</p>
<p>A história é salpicada com vários questionamentos, na voz dos próprios personagens, em relação a se o que fazem é pecado. E tudo acaba sendo justificado de uma maneira ou de outra, pelo bem da <em>Santa Madre Igreja</em> e pelo tanto de almas que serão <em>salvas</em> com a expansão da igreja católica pelo mundo. E por fim, quando não havia justificativas, o conforto recaía sobre a misericórdia de Deus.</p>
<p>Era o modo com o qual viam o mundo à época. E, cá comigo, cogito que, devido ao êxtase que o poder e seus privilégios conferem a seus donos, se os integrantes da <em>famiglia Bórgia</em> pudessem, repetiriam e reviveriam tudo, exatamente da mesma forma.</p>
<h3>Outros comentários sobre esta intrigante família</h3>
<p>Alexandre VI &#8211; O Papa da Promiscuidade</p>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/idade/descobrimento/p_060.html" target="_blank" rel="noopener">Os Pecados do Papa</a></p>
<h3>Veja também</h3>
<p>Este livro me despertou amplo interesse sobre a máfia. Veja também <a title="Só entre nós!" href="https://www.ronaud.com/sociedade/cosanostra/">um texto recente sobre esta incrível organização</a> ora admirada, ora repugnada.</p>
<h3>Comprar o livro Os Bórgias</h3>
<div id="attachment_20559" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8501062766/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8501062766&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=0d2a04e77e74c43395ba4bbb8ad71ba8" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20559" class="wp-image-20559 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png" alt="Os Bórgias" width="370" height="548" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png 370w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro-203x300.png 203w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /></a><p id="caption-attachment-20559" class="wp-caption-text">Os Bórgias</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Livro O Símbolo Perdido &#8211; Resenha / Resumo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 02:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Religiões]]></category>
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					<description><![CDATA[Confira nesta resenha do livro O Símbolo Perdido que como não poderia deixar de ser, ele é mais um daqueles que nos prendem a atenção do começo ao fim atiçando nossa curiosidade a cada capítulo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20586" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8599296558/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8599296558&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=282c32c317e1667c088a9dcbad6a6ef4" rel="nofollow"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20586" class="wp-image-20586" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/04/simbolo-perdido-dan-brown-livro-712x1024.jpg" alt="Simbolo Perdido" width="350" height="503" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/04/simbolo-perdido-dan-brown-livro-712x1024.jpg 712w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/04/simbolo-perdido-dan-brown-livro-209x300.jpg 209w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/04/simbolo-perdido-dan-brown-livro.jpg 1890w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /></a><p id="caption-attachment-20586" class="wp-caption-text">Simbolo Perdido</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>&#8220;<strong>O Símbolo Perdido</strong> é denso, exótico, cheio de códigos e pistas, imagens impressionantes e a dinâmica incessante que torna impossível deixá-lo de lado. Esplêndido. Outra história arrebatadora de Robert Langdon.&#8221; &#8211; The New York Times</p>
<p>Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas.</p>
<p>Em <strong>O Símbolo Perdido</strong>, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon &#8211; eminente maçom e filantropo &#8211; a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.</p>
<p>Mal´akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.</p>
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<p>Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.</p>
<p>Nesse labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem que influenciar o mundo físico.</p>
<p>O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nessa trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inouce Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.</p>
<h3>Minha opinião sobre o livro &#8211; O Símbolo Perdido</h3>
<p>O livro <strong>O Símbolo Perdido</strong>, como não poderia deixar de ser, é mais um daqueles que nos prendem a atenção do começo ao fim atiçando nossa curiosidade a cada capítulo.</p>
<p>A narrativa do autor é objetiva e atual tornando a história facilmente compreensível. Este fato consolida-o como um dos autores mais lidos da atualidade.</p>
<p>O tema de que trata o livro é um tanto místico, o mesmo que costumo tratar em vários <a href="https://www.ronaud.com/category/espiritualidade/">textos</a> aqui. Isso fez com que mesmo sabendo que a história é uma ficção, eu acabasse <em>torcendo</em> para que tudo aquilo ali, principalmente em relação aos estudos da personagem Katherine Solomon, fosse verdade. Alguns fatos citados no livro como evidências do poder da mente humana são mesmo reais, como o caso relatado dos geradores de números aleatórios que geraram números &#8220;menos aleatórios&#8221; quando toda a população mundial foi surpreendida no 11 de setembro, concentrando suas atenções num mesmo assunto. A autora Danah Zohar utiliza este fato como fundamento de suas teses no <a title="Livro O Ser Quântico" href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-resumo-livro-o-ser-quantico/">livro O Ser Quântico</a>.</p>
<p>A impressão que o autor nos passa com os fatos relatados em <strong>O Símbolo Perdido</strong> é que ele é um grande entusiasta em relação a possibilidade de a ciência vir a comprovar as qualidades da mente humana ainda consideradas <em>mágicas</em> ou <em>sobrenaturais </em>ou ainda,<em> crendices</em>.</p>
<p>Ou &#8211; o mais provável 🙂 &#8211; Dan Brown <em>joga</em> esses dados em suas histórias para atrair a atenção do público que alimenta essa esperança, a esperança de que apesar do mistério da existência ser grande, que ele possa ser desvendado para encontrarmos enfim a resposta para a questão milenar: Por que estamos aqui?</p>
<p>Mesmo sendo ficção, só a qualidade da narrativa e a exuberância dos personagens e circunstâncias narrados já vale a leitura. Até porque é justamente para <em>sonhar</em> que lemos, não é?</p>
<h3>Comprar o livro O Símbolo Perdido</h3>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sofrer por amor? Credo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 18:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Desprendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Mágoas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sofrimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Sempre acontece de nos depararmos com relatos sentimentais envolvendo conflitos ou dificuldades nos relacionamentos. Nesses relatos, quase sempre encontramos o ato de &#8220;sofrer por amor&#8221; lembrado em tom solene, como se fosse algo vital e o fato mais digno pelo qual um ser humano pode passar. Credo! Como eu já disse aqui, já fui um romântico incurável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre acontece de nos depararmos com relatos sentimentais envolvendo conflitos ou dificuldades nos relacionamentos. Nesses relatos, quase sempre encontramos o ato de &#8220;<strong>sofrer por amor</strong>&#8221; lembrado em tom solene, como se fosse algo vital e o fato mais digno pelo qual um ser humano pode passar.</p>
<p>Credo!</p>
<p>Como eu já disse <a href="https://www.ronaud.com/amor/sofrer-por-amor/">aqui</a>, já fui um romântico incurável que encontrou a cura milagrosa. Graças a Deus e também graças a ter <em>quebrado a cara</em> algumas vezes, superei esse péssimo hábito de idealizar pessoas e relacionamentos como se fossem quebra-cabeças divinos e perfeitos na busca incansável do encontro final, mágico e florido.</p>
<p><a title="Mais realidade, please!" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/uma-dose-de-realidade-por-favor/">Novelas e filmes românticos estragam as pessoas</a>. Levam-nas a crer que o maior objetivo que alguém pode encontrar na vida é&#8230; encontrar um <em>par perfeito</em>. Encontrar o parceiro ideal se tornou o Santo Graal da sociedade, ao menos para a parcela solteira com planos para deixar de sê-lo. Já começam errado, afinal poucos têm a decência de sequer perguntar <a title="Tem que se preparar, para merecer o melhor" href="https://www.ronaud.com/lei-da-atracao/por-que-a-lei-da-atracao-nao-funciona-com-voce/">se está pronta para SER o par perfeito de alguém</a>.</p>
<p>Encontrar uma boa companhia é sim, digno e prazeroso. É até&#8230; biológico, ou seja, sentimos essa necessidade fisicamente. Mas ter isso como uma finalidade para a vida é reduzi-la. Novelas e filmes levam a crer que <em>o bom</em> é quando o casal finalmente se acerta e começam a ter filhos. O horror!!!</p>
<p>E depois? Pois é, depois a vida continua, e normalmente sem tanta graça (as novelas não acabam logo após o acerto final entre o casal à toa 😉 ). Essa é uma amostra de que o importante na vida é justamente a trajetória, a aventura, a viagem em si, e não o destino final, a chegada.</p>
<p>Chego a cogitar que a vida é <em>A Vida</em> enquanto as coisas estão erradas. Enquanto algo nos move para resolvermos as coisas. Depois que tudo se ajeita, perde-se a graça e precisamos de outro motivo para nos mobilizarmos e&#8230; vivermos. Observe que toda história de ficção, e também as reais, apresentam o mesmo <em>script</em>: Começa com tudo estando bem. Então algo dá errado. <em>Daí</em> surge um herói que faz com que tudo volte a ficar bem. Perceba que enquanto tudo está bem, não há história.</p>
<p>Enfim, sofrer por amor não é legal, não é bonito, não te faz melhor. O que te faz melhor é justamente SUPERAR o sofrimento.</p>
<p>Fora isso, sofrimentos sentimentais não passam de perda de tempo e energia. Sofrer por amor não é digno porque nenhum, ou muito poucos seres humanos merecem que alguém sofra por eles. Não acho que o <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-verdadeiro/">amor verdadeiro</a> possa pressupor qualquer sacrifício. Se alguém &#8220;te faz&#8221; sofrer, já está provando que não lhe merece. O sujeito que sabe que está causando sofrimento sentimental e não faz nada a respeito não passa de um <em>sem-vergonha</em><a href="https://www.ronaud.com/amor/ciume-de-voce/"> adorando se sentir desejado</a>. E, partindo disto, tenha certeza, não fará nada para mudar a situação tão cedo, enquanto estiver se sentindo num pedestal como objeto de adoração. E particularmente não acho que alguém valha tanto assim de qualquer forma. O sujeito pode ser maravilhoso em muitos aspectos, mas todos tem o lado humano, defeituoso, miserável em espírito, mesmo, que faz com que o eventual &#8220;encanto&#8221; nunca seja total. Aliás, creio que salvo raríssimas exceções, o encanto sempre se desfaz.</p>
<p>Veja bem. Todos podem ser considerados especiais. Eu mesmo conheço algumas desses pessoas muito especiais. Mas acho que ninguém é preponderantemente insubstituível. Sempre haverá alguém melhor que nós. Por esse mesmo motivo é que penso que sofrer por amor está mais para <a title="Psicologia da Paixão" href="https://www.ronaud.com/amor/psicologia-da-paixao-amor-romance-e-egoismo/">um ego ferido</a> do que para um coração machucado. Quase sempre sofremos porque alguém ou alguma situação não correspondeu às nossas expectativas. <a title="Textos sobre mágoas, ressentimentos e expectativas" href="https://www.ronaud.com/tag/magoas/">Não aconteceu do jeito que queríamos</a>. Porque se olharmos para os lados, veremos chover oportunidades para encontrar pessoas com quem sorrirmos e celebrarmos nossos instantes nesta vida.</p>
<p>Veja também: <a title="Desprendimento e desapego" href="https://www.ronaud.com/amor/a-dificil-arte-de-largar/">A difícil arte de largar</a></p>
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