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	<title>Escrita &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Escrevendo difícil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2014 18:14:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
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					<description><![CDATA[Haja vista a desnecessidade de mostrar-me erudito, já que de fato não o sou, este que vos escreve procura, ao escrever, fazer uso das palavras modestas, sob o risco certeiro de parecer até simplório. Desta feita, costumeiramente vejo graciosas as palavras de quem, por certo, traz em seu âmago tal necessidade, tendo pouco a dizer, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Haja vista a desnecessidade de mostrar-me erudito, já que de fato não o sou, este que vos escreve procura, ao escrever, fazer uso das palavras modestas, sob o risco certeiro de parecer até simplório. Desta feita, costumeiramente vejo graciosas as palavras de quem, por certo, traz em seu âmago tal necessidade, tendo pouco a dizer, mas entretanto porém, talvez (quem sabe?), evitando o risco de parecer simplório, como de fato é, enfeita o balaio com firulas mil, a ponto de fazer o leitor perder-se nas esquinas dos trâmites gramaticais e capotar nas curvas do sentido original da mensagem, que se perde no vasto horizonte do desconhecido, de modo que, ao final do parágrafo, não tenha ele, o leitor, mais do que vagas reminiscências do início de sua leitura. Adentrar por tal senda faz-se mister por parte de quem escreve, para que o leitor verificadamente nada entenda, e fique o pobre com a certeza de sua rasa inteligência, certeza esta que oculta com excelência a rasa inteligência e a triste vaidade de quem escreve.</p>
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		<title>Tudo é uma questão de Critérios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Aug 2012 19:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Carma]]></category>
		<category><![CDATA[Critérios]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois que aprendi a avaliar os CRITÉRIOS dos julgamentos alheios, minha vida mudou drasticamente, porque passei me importar um tanto menos com as opiniões alheias. Um livro é ruim? Depende do que o leitor espera dele. Quer conselhos para a vida? Quer viajar na imaginação? Quer expandir sua inteligência? E depende TAMBÉM do que o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que aprendi a avaliar os CRITÉRIOS dos julgamentos alheios, minha vida mudou drasticamente, porque passei me importar um tanto menos com as opiniões alheias.</p>
<p>Um livro é ruim? Depende do que o leitor espera dele. Quer conselhos para a vida? Quer viajar na imaginação? Quer expandir sua inteligência?</p>
<p>E depende TAMBÉM do que o autor quis com seu livro. Ele quis oferecer uma lição de moral? Ele quis fazer sonhar? Ele quis expandir os limites da língua portuguesa?</p>
<p>Quando as intenções de autor e leitor batem, &#8220;o livro é ótimo&#8221;, &#8220;é o melhor livo que li na vida (mesmo sendo talvez o único)&#8221;, &#8220;deveria ser leitura obrigatória&#8221;, etc. Quando essas intenções não batem, &#8220;o livro é um lixo&#8221;, &#8220;nem sei como consideram literatura&#8221;, &#8220;vamos queimá-lo em praça pública&#8221;.</p>
<p>E assim por diante para músicas, comidas, roupas, arte, pessoas, etc, etc, etc.</p>
<p>O ideal é nem julgar, mas se não resistir a tentação, esclareça seus CRITÉRIOS, para os outros e principalmente para si mesmo, e elimine seu carma pela metade.</p>
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		<title>Não é fácil escrever bem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 21:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Expressão pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
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					<description><![CDATA[Dá um certo desgosto quando encontramos uns e outros metidos a escritor, que jogam quatro ou cinco frases desconexas em sequência e JURA que tá dizendo grande coisa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se é uma lição que aprendi desde que comecei a &#8220;escrever&#8221; (muitas aspas nessa hora), é como é difícil escrever <em>bem</em>.</p>
<p>Saber escrever as palavras corretamente e construir frases concordantes entre si é pré-requisito. Muito mais difícil é encontrar as palavras mais adequadas para o que se quer comunicar &#8211; o que exige um bom vocabulário (e um dicionário sempre disponível) e pior ainda é conseguir construir um texto com começo, meio e fim.</p>
<p>Há quem pense que letras e matemática são matérias completamente opostas.</p>
<p>Não são.</p>
<p>Assim como para calcular e encontrar valores você precisa perceber e enunciar precisamente o <em>problema</em>, construir um texto com conceitos bem entrelaçados é como construir uma álgebra:</p>
<p>Primeiramente você comenta X.</p>
<p><em>Segundamente</em> você comenta Y.</p>
<p>Posteriormente você sugere juntar X + Y.</p>
<p>E finalmente, conclui que X + Y = Z.</p>
<p>Você pode não querer convencer ninguém, como é o meu caso. Porém todo texto com um viés mais filosófico quer comunicar um ponto de vista, isto é, quer persuadir o leitor da validade do ponto de vista do escritor. Mesmo os textos narrativos querem comunicar fatos inteligíveis, mesmo que ficcionais, mesmo que para mero entretenimento.</p>
<p>Portanto, não, não é fácil escrever bem, porque não é tão simples <em>pegar o leitor pela mão</em> e conduzi-lo até onde você quer.</p>
<p>***</p>
<p>Daí o desgosto que se sente quando encontramos uns e outros metidos a <em>escritor</em> que jogam quatro ou cinco frases desconexas em sequência e <em>JURA</em> que tá dizendo <em>grande coisa</em>.</p>
<p>Nesse caso, além dos requisitos comentados acima, falta <em>EXPERIMENTAÇÃO</em> ao <em>indivíduo</em>. Você pode ter <em>ótimas</em> idéias, mas primeiramente dê uma <em>espreitada</em> por aí (internet) se já não falaram o que você quer dizer. Ou mesmo, se você não está querendo comunicar enormes bobagens.</p>
<p>Veja bem&#8230;</p>
<p>&#8230;não há nada demais em comunicar bobagens, é o que mais se faz atualmente. DESDE QUE você tenha plena consciência de que o que está querendo dizer pode realmente constituir uma <em>grandiosíssima</em> besteira 🙂</p>
<p>***</p>
<p>A propósito, se quiser comparar por conta, faça o seguinte. Pegue um <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/livros-de-auto-ajuda/">livro</a> de <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/reflexoes-sobre-a-auto-ajuda/">auto-ajuda</a> que esteja <em>na moda</em> &#8211; como Augusto Cury ou mesmo algum romance do Paulo Coelho (me perdoem os fãs desses autores), leia, e posteriormente, leia um grande clássico da literatura brasileira, como Machado de Assis, por exemplo, ou mesmo autores contemporâneos reconhecidamente BONS como Luiz Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Jô Soares, etc.</p>
<p>Vai perceber com clara nitidez o que estou querendo dizer aqui.</p>
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		<title>Para ser escritor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 04:26:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Não sei se você sabe, mas existe internet além dos sombrios territórios da Vila Orkut, do Vale do MSN e país das maravilhas dos jogos online. Se aprendi algo nesses últimos anos de intenso contato com este outro lado da vida internet, acompanhando muitos blogueiros e autores inacreditavelmente anônimos a despeito da incrível capacidade de expressão através da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se você sabe, mas existe internet além dos sombrios territórios da Vila Orkut, do Vale do MSN e país das maravilhas dos jogos online.</p>
<p>Se aprendi algo nesses últimos anos de intenso contato com este outro lado da <del>vida</del> <ins>internet</ins>, acompanhando muitos blogueiros e autores inacreditavelmente anônimos a despeito da incrível capacidade de expressão através da escrita, e tentando <em>pequenamente </em>ser um deles, é que:</p>
<p>Assim como ao músico não basta conhecer um instrumento musical e saber tocá-lo, e sim ter bons ouvidos para saber entender/sentir/captar a música, ao escritor não basta saber escrever de forma minimamente legível e compreensível ao leitor.</p>
<p>O que de mais surpreendente encontrei nesses autores anônimos da internet &#8211; e depois já com outros olhos também nos livros &#8211; foi a incrível sensibilidade através da qual enxergam o mundo. Junto a essa sensibilidade vi uma fantástica &#8211; e necessária &#8211; perspicácia com as palavras numa sobrenatural habilidade de dispô-las numa sequência tal que permitirá ao leitor recriar em seu mundo interno um traçado semelhante ao mundo interno do escritor.</p>
<p>Sempre sinto uma pontinha de uma reverente inveja ao ler observações de alguns deles a respeito de passagens quaisquer pelas quais EU TAMBÉM PASSEI e que, infelizmente, me passaram despercebidas. Passagens que tão arrogantemente considerei sem importância. Porque não tive a capacidade de visualizar como ficariam belas ao serem descritas num bloquinho de texto.</p>
<blockquote><p>Se o cotidiano lhe parece pobre, não o acuse: acuse a si próprio de não ser muito bom poeta para extrair suas próprias riquezas. <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/rainer-maria-rilke">Rainer Maria Rilke</a></p></blockquote>
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		<title>A escrita como catarse</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 02:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você não tem a quem desabafar seus problemas, a escrita pode servir de catarse e trazer vários benefícios terapêuticos. Escrever sobre o que lhe aflige a mente serve como um desabafo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16737" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16737" class="size-full wp-image-16737" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/08/coloque-pra-fora.jpg" alt="Colocando a coisa ruim pra fora!" width="300" height="203" /><p id="caption-attachment-16737" class="wp-caption-text">Colocando a coisa ruim pra fora!</p></div>
<p>Você costuma ficar com pensamentos repetitivos na mente? Às vezes discute com alguém e depois fica o resto do dia (e da noite) <em>remoendo</em> aquela discussão na mente? Você fica <em>brigando com você mesmo</em> porque não fez, não faz, não vai fazer qualquer coisa?</p>
<p>Tenho uma sugestão que pode lhe ajudar.</p>
<p>É escrever sobre o que lhe aflige a mente. É aquela coisa do <em>desabafo</em>. Se você tem a quem desabafar seus problemas, então certamente nem passa por essas &#8220;neuras&#8221; mentais. Mas muitas vezes não temos com quem desabafar.</p>
<p>Ou&#8230;</p>
<p>Particularmente, prefiro não ficar <i>despejando meus problemas </i>nos ouvidos dos outros. Lembre-se, pessoas negativas que só enxergam o lado ruim das situações não são lá muito agradáveis, por mais que as amemos ou consideremos. Por isso pessoas bem humoradas vivem rodeadas de gente, porque sabem encontrar graça mesmo em meio a desgraça.</p>
<p>Enfim, minha mente não pára. Não me dá descanso. Fica o tempo todo discutindo consigo mesma todas as questões que observei durante o dia. Isso me incomoda especialmente a noite, quando nada mais de relevante pode ser feito e o consenso sugere que aproveitemos o tempo para dormir e&#8230; descansar a mente. Mas a minha tem uma inércia diferente. Demora a pegar no tranco (de manhã) e depois que embala não quer mais parar.</p>
<p>Desde adolescente adquiri o hábito de &#8220;desabafar&#8221; escrevendo. Especialmente depois que descobri que a Madonna também tinha esse hábito catártico. <a href="https://www.aulete.com.br/catarse" target="_blank" rel="noopener">Catarse</a>, você deve saber, é um processo químico que acelera a transformação das substâncias. Em palavras simples, é isso. Daí vem o catalisador do carro que transforma os gases nocivos em gases menos nocivos ao ambiente, acelerando seu processo de transformação.</p>
<p>A escrita tem essa qualidade catártica para quem costuma escrever sobre os problemas que considera &#8220;insolúveis&#8221;.</p>
<p>E tenho percebido isso acontecendo frequentemente comigo em relação a este site. Quando fico com um assunto na cabeça, vai ficando por dias e dias consumindo um tempo que eu poderia estar fazendo algo melhor, até que um dia, lerdo que sou, decido escrever sobre o tal tema, criando um texto <em>mais ou menos</em> ajeitado e posto aqui.</p>
<p>Pronto, parece realmente uma libertação.</p>
<p>Recomendo!</p>
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