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	<title>Escrever bem &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Como é essa coisa de escrever?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 18:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto de Joaquim Ferreira dos Santos, publicado por Augusto Nunes em seu blog &#8211; fonte. A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse. Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de Joaquim Ferreira dos Santos, publicado por Augusto Nunes em seu blog &#8211; <a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/escrever-um-texto-de-joaquim-ferreira-dos-santos/">fonte</a>.</p>
<blockquote><p>A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.</p>
<p>Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, para não acharem que você mora trancado com o Domingos Paschoal Cegalla ou outro gramático de chicote, aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.</p>
<p>Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.</p>
<p>Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.</p>
<p>Não tergiverse, não diga palavras complicadas, não escreva nas entrelinhas. Seja acima de tudo afirmativo, reto no assunto. Nada de passar páginas descrevendo o clima da estação, esse aborrecimento suportável apenas quando vemos as curvas da Garota do Tempo recortadas contra o chroma-key do “Jornal Nacional”.</p>
<p>Abaixo o prólogo com a lente aberta, nada daquelas observações sensíveis sobre a paisagem e, a não ser que você seja o Dashiell Hammett ou o Raymond Chandler, esqueça o queixo quadrado do bandido ou a descrição pormenorizada dos personagens. Corte o que for possível. Depois dê uma de Raymond Carver e, nem aí para os pruridos da vaidade, mande o resto para o editor acabar de cortar.</p>
<p>Sempre cabe uma linha a menos no texto, é o efeito Rexona aplicado na axila gramatical. Evite essas metáforas complicadas, passe por cima de expressões como “em geral”, como está no primeiro parágrafo, pois elas têm a mesma função-paralelepípedo dos parênteses, dos travessões. Chute para fora da página tudo mais que faça as pessoas tropeçarem na leitura ou darem aquela ré em busca do verdadeiro sentido da frase que passou.</p>
<p>Deixe tudo em pratos limpos, sem tamanho lugar-comum. Ouça a voz do flanelinha semântico gritando a chave para o bom texto. “Deixa solto, doutor.”</p>
<p>É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.</p>
<p>Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.</p>
<p>Mergulhe Rubem Braga, palavras, de preferência com até três sílabas. “Pormenorizada”, vista acima, é palavrão absoluto. Dispense, sem pormenores.</p>
<p>O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.</p>
<p>Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.</p>
<p>Pode-se escrever baixinho, como faz o Veríssimo, que ouviu muito Mario Reis para chegar àquela perfeição de texto de câmara. Outra opção é desabafar pelos cinco mil alto-falantes o que lhe vai na pena da alma, como faz o Xico Sá, que aprendeu a escrever com o Waldick Soriano. Escreva com a sonoridade que lhe aprouver, nunca com cacófatos assim ou verbos que façam o leitor perguntar para o vizinho do lado que maluquice é essa de “aprouver”. Fuja da voz passiva, da forma negativa, do gerundismo e principalmente da voz dos outros. Se falo fino, se falo grosso, ninguém tem nada com isso. O orgulho do próprio “falo”, e fazê-lo firme e com charme, é uma das chaves do ofício.</p>
<p>De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.</p></blockquote>
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		<title>Escrevendo difícil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2014 18:14:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Simplicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vaidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Haja vista a desnecessidade de mostrar-me erudito, já que de fato não o sou, este que vos escreve procura, ao escrever, fazer uso das palavras modestas, sob o risco certeiro de parecer até simplório. Desta feita, costumeiramente vejo graciosas as palavras de quem, por certo, traz em seu âmago tal necessidade, tendo pouco a dizer, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Haja vista a desnecessidade de mostrar-me erudito, já que de fato não o sou, este que vos escreve procura, ao escrever, fazer uso das palavras modestas, sob o risco certeiro de parecer até simplório. Desta feita, costumeiramente vejo graciosas as palavras de quem, por certo, traz em seu âmago tal necessidade, tendo pouco a dizer, mas entretanto porém, talvez (quem sabe?), evitando o risco de parecer simplório, como de fato é, enfeita o balaio com firulas mil, a ponto de fazer o leitor perder-se nas esquinas dos trâmites gramaticais e capotar nas curvas do sentido original da mensagem, que se perde no vasto horizonte do desconhecido, de modo que, ao final do parágrafo, não tenha ele, o leitor, mais do que vagas reminiscências do início de sua leitura. Adentrar por tal senda faz-se mister por parte de quem escreve, para que o leitor verificadamente nada entenda, e fique o pobre com a certeza de sua rasa inteligência, certeza esta que oculta com excelência a rasa inteligência e a triste vaidade de quem escreve.</p>
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		<title>Como escrever bem</title>
		<link>https://www.ronaud.com/crescimento-pessoal/como-escrever-bem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2013 16:53:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontrei esse texto com ótimas dicas para se escrever bem, em que cada erro é exemplificado na linha que o cita. Muito inteligente: Vc. deve evitar abrev., etc. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei esse texto com ótimas dicas para se escrever bem, em que cada erro é exemplificado na linha que o cita.</p>
<p>Muito inteligente:</p>
<ol>
<li>Vc. deve evitar abrev., etc.</li>
<li>Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.</li>
<li>Anule aliterações altamente abusivas.</li>
<li>&#8220;não esqueça das maiúsculas&#8221;, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.</li>
<li>Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.</li>
<li>Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.</li>
<li>Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam iradas, tá ligado?</li>
<li>Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.</li>
<li>Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.</li>
<li>Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.</li>
<li>Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: &#8220;Quem cita os outros não tem idéias próprias&#8221;.</li>
<li>Frases incompletas podem causar</li>
<li>Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.</li>
<li>Seja mais ou menos específico.</li>
<li>Frases com apenas uma palavra? Jamais!</li>
<li>Em escrevendo, não se esqueça de estar evitando o gerúndio.</li>
<li>A voz passiva deve ser evitada.</li>
<li>Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação</li>
<li>Quem precisa de perguntas retóricas?</li>
<li>Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.</li>
<li>Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.</li>
<li>Evite mesóclises. Repita comigo: &#8220;mesóclises: evitá-las-ei!&#8221;</li>
<li>Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!</li>
<li>Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.</li>
<li>Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.</li>
<li>Evite, a cada passo, interromper, seja com vírgulas, ou outros sinais, que porventura, mediante necessidade (ou não), se mostrem indispensáveis, sob pena &#8211; inevitável e inequívoca &#8211; de cansar, a santa e virtuosa, paciência de seu leitor.</li>
<li>Seja incisivo e coerente, ou não.</li>
</ol>
<p>Autoria desconhecida</p>
<p>Publicado originalmente em 20 de fevereiro de 2010.</p>
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		<title>Não é fácil escrever bem</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/nao-e-facil-escrever-bem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 21:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Expressão pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
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					<description><![CDATA[Dá um certo desgosto quando encontramos uns e outros metidos a escritor, que jogam quatro ou cinco frases desconexas em sequência e JURA que tá dizendo grande coisa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se é uma lição que aprendi desde que comecei a &#8220;escrever&#8221; (muitas aspas nessa hora), é como é difícil escrever <em>bem</em>.</p>
<p>Saber escrever as palavras corretamente e construir frases concordantes entre si é pré-requisito. Muito mais difícil é encontrar as palavras mais adequadas para o que se quer comunicar &#8211; o que exige um bom vocabulário (e um dicionário sempre disponível) e pior ainda é conseguir construir um texto com começo, meio e fim.</p>
<p>Há quem pense que letras e matemática são matérias completamente opostas.</p>
<p>Não são.</p>
<p>Assim como para calcular e encontrar valores você precisa perceber e enunciar precisamente o <em>problema</em>, construir um texto com conceitos bem entrelaçados é como construir uma álgebra:</p>
<p>Primeiramente você comenta X.</p>
<p><em>Segundamente</em> você comenta Y.</p>
<p>Posteriormente você sugere juntar X + Y.</p>
<p>E finalmente, conclui que X + Y = Z.</p>
<p>Você pode não querer convencer ninguém, como é o meu caso. Porém todo texto com um viés mais filosófico quer comunicar um ponto de vista, isto é, quer persuadir o leitor da validade do ponto de vista do escritor. Mesmo os textos narrativos querem comunicar fatos inteligíveis, mesmo que ficcionais, mesmo que para mero entretenimento.</p>
<p>Portanto, não, não é fácil escrever bem, porque não é tão simples <em>pegar o leitor pela mão</em> e conduzi-lo até onde você quer.</p>
<p>***</p>
<p>Daí o desgosto que se sente quando encontramos uns e outros metidos a <em>escritor</em> que jogam quatro ou cinco frases desconexas em sequência e <em>JURA</em> que tá dizendo <em>grande coisa</em>.</p>
<p>Nesse caso, além dos requisitos comentados acima, falta <em>EXPERIMENTAÇÃO</em> ao <em>indivíduo</em>. Você pode ter <em>ótimas</em> idéias, mas primeiramente dê uma <em>espreitada</em> por aí (internet) se já não falaram o que você quer dizer. Ou mesmo, se você não está querendo comunicar enormes bobagens.</p>
<p>Veja bem&#8230;</p>
<p>&#8230;não há nada demais em comunicar bobagens, é o que mais se faz atualmente. DESDE QUE você tenha plena consciência de que o que está querendo dizer pode realmente constituir uma <em>grandiosíssima</em> besteira 🙂</p>
<p>***</p>
<p>A propósito, se quiser comparar por conta, faça o seguinte. Pegue um <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/livros-de-auto-ajuda/">livro</a> de <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/reflexoes-sobre-a-auto-ajuda/">auto-ajuda</a> que esteja <em>na moda</em> &#8211; como Augusto Cury ou mesmo algum romance do Paulo Coelho (me perdoem os fãs desses autores), leia, e posteriormente, leia um grande clássico da literatura brasileira, como Machado de Assis, por exemplo, ou mesmo autores contemporâneos reconhecidamente BONS como Luiz Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Lygia Fagundes Telles, Jô Soares, etc.</p>
<p>Vai perceber com clara nitidez o que estou querendo dizer aqui.</p>
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