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	<title>Desculpismo &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>A Solução Definitiva para a Sua Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 23:36:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Acomodação]]></category>
		<category><![CDATA[Comodismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Dificuldades]]></category>
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		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas estão andando perdidas e confusas pulando de galho em galho entre terapias, ferramentas de auto-conhecimento e práticas religiosas, esotéricas e místicas, iludindo-se comodamente, ainda que numa fuga desesperada, da única coisa que pode efetivamente tirá-las do buraco onde se meteram: A-TI-TU-DE! &#8230;da Atitude e da Iniciativa de Realmente Fazer Alguma Coisa por Si [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas estão andando perdidas e confusas pulando de galho em galho entre terapias, ferramentas de auto-conhecimento e práticas religiosas, esotéricas e místicas, <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/a-importancia-do-ceticismo-para-a-evolucao-espiritual/">iludindo-se comodamente</a>, ainda que numa fuga desesperada, da única coisa que pode efetivamente tirá-las do buraco onde se meteram:</p>
<h2><strong>A-TI-TU-DE!</strong></h2>
<p>&#8230;da Atitude e da Iniciativa de Realmente Fazer Alguma Coisa por Si Mesmo(a) que efetivamente mude suas condições deploráveis.</p>
<p>Há uma ilusão a respeito dessas dezenas de técnicas e práticas místicas, energéticas e espiritualistas, pois elas basicamente não trazem os resultados efetivos que as pessoas buscam. Veja bem, <strong>eu não nego o fundamento energético e vibracional que há por trás dessas técnicas</strong>. Eu mesmo estudo Astrologia a fundo. <strong>Elas realmente ajudam a amenizar nossas angústias e reequilibrar nossos corpos físico, psíquico e espiritual</strong>.</p>
<p>Elas só não resolvem os problemas efetivamente.</p>
<p>Sempre digo: <strong>Deus não nos colocou aqui nesse mundo com pernas, mãos, braços e inteligência para que fiquemos de braços cruzados esperando as coisas acontecerem magicamente; esperando por milagres.</strong></p>
<p>As coisas só acontecem se fizermos acontecer.</p>
<div id="attachment_24905" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24905" class="wp-image-24905" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando-1024x1024.jpg" alt="Se não fizer nada, Nada acontece" width="500" height="500" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando-1024x1024.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando-300x300.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando-768x768.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando-1536x1536.jpg 1536w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/se-voce-esta-esperando.jpg 2008w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-24905" class="wp-caption-text">Se não fazer nada, nada acontece</p></div>
<p>Essa atitude necessária e protelada desde sempre exige <a href="https://www.ronaud.com/atitude/coragem/">Coragem</a> e a disposição para o enfrentamento.</p>
<p>E a dificuldade das pessoas em geral de tomarem atitudes de mudança mostra claramente que o maior problema delas é o Medo. Às vezes, medo da culpa resultante de tomar alguma iniciativa e, de alguma forma, prejudicar os outros. Já disse algum pensador que se sentir culpado é uma das formas de não se precisar tomar qualquer atitude.</p>
<blockquote><p>A mudança de vida é um processo de morte e renascimento. Anna Patrícia Chagas</p></blockquote>
<div id="attachment_24912" style="width: 224px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24912" class="size-medium wp-image-24912" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/desconforto-214x300.jpg" alt="Desconforto" width="214" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/desconforto-214x300.jpg 214w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/desconforto.jpg 685w" sizes="(max-width: 214px) 100vw, 214px" /><p id="caption-attachment-24912" class="wp-caption-text">Eu tive que te deixar desconfortável, de outra forma, você não teria avançado. Ass.: Universo</p></div>
<p>Esse medo invencível associado a tendências a crenças espirituais equivocadas promove um sádico comodismo, que faz a apessoa ficar esperando às vezes uma vida toda que aconteça alguma coisa; que alguma <a href="https://www.ronaud.com/sucesso/mensagens-de-auto-ajuda/">entidade ou força espiritual faça o trabalho dela</a>.</p>
<p>Muitas vezes o <a href="https://www.ronaud.com/tag/medo/">medo</a> pode ser meramente d<a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">o que os outros vão pensar</a>. Típico nas personalidades <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-bonzinho/">boazinhas</a>, aquelas que não gostam de incomodar; que se incomodam com o incômodo dos outros; que só falta pedirem desculpas por existir. A <a href="https://www.ronaud.com/category/autoestima/">autoestima</a> delas é tão baixa, mas tão baixa, que <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">a mera perspectiva da má opinião que possam formar</a> de alguma atitude que possam tomar, já os aterroriza.</p>
<p>Sinto muito, só posso dizer que nada vai acontecer; que ao contrário, é capaz das coisas piorarem bem para que a pessoa finalmente tome alguma iniciativa na vida.</p>
<h4>Veja também</h4>
<p><a href="https://www.ronaud.com/atitude/atitude-e-pensamento-magico/">Atitude e Pensamento Mágico</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/tag/auto-sabotagem/">Textos sobre Auto-sabotagem</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/category/atitude/">Textos sobre Atitude</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/category/autoestima/">Textos sobre Autoestima</a></p>
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		<title>Mundo REAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2015 01:43:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coitadismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Direita (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Valores]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[O nosso mundo real é, na verdade, bem tosco, grosseiro, rústico e impiedoso, onde, na natureza mais virgem, animais ainda caçam uns aos outros para sobreviverem, e passam fome e sofrem com as intempéries do clima. Baseando-se só nisso, já fizemos, como humanidade, mais do que era a nossa mera obrigação: a de sobreviver na selva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo em que nós vivemos não é perfeito.</p>
<p>A vida não é cor de rosa.</p>
<p>O nosso mundo real é, na verdade, bem tosco, grosseiro, rústico e impiedoso, onde, na natureza mais virgem, <a href="https://www.ronaud.com/vida/aprendendo-a-enxergar-a-realidade/">animais ainda caçam uns aos outros para sobreviver</a>, e passam fome e sofrem com as intempéries do clima.</p>
<p>O mundo não é naturalmente justo, nem próspero.</p>
<p>O natural é a competição e a escassez.</p>
<p>Lembrando que escassez é um eufemismo para <em>MISÉRIA</em>.</p>
<p>Nesse mundo, sobrevive o mais forte e mais adaptável, e MORRE o mais fraco e preguiçoso.</p>
<p>Só pelo fato dos humanos terem criado essa sociedade fantástica, já merecem um prêmio, ou no mínimo, reconhecimento.</p>
<p>Já fizemos, como humanidade, mais do que era a nossa mera obrigação de sobreviver na selva.</p>
<p>Então você acessa a internet (um avanço fantástico dentro de uma sociedade já fantástica) e o que você encontra?</p>
<p>Um pensamento idealista e generalizado <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/brasileiro-adora-vitimismo/">especialista em encontrar injustiças</a>, como se a injustiça fosse uma invenção contemporânea, e não, algo que faz parte da própria natureza caótica da existência.</p>
<p>Um pensamento obcecado por encontrar e criar vítimas e coitados, como se num momento pré-civilização todos tivessem acesso igualitário a uma justiça plena e infalível.</p>
<p>A notícia é péssima: Esse momento nunca existiu (aliás, só existiu em mitos como o Jardim do Éden).</p>
<p>Se hoje você já reclama da vida com todo esse sistema incrível de produção de alimentos, roupas, casas, transporte (e ar-condicionado), se vivesse na pré-história, já teria se suicidado&#8230;</p>
<p>(&#8230;ops, na verdade, talvez, nem isso, porque na idade da pedra não havia prédios para se jogar, nem cordas para se enforcar, nem remédios para se dopar. Aquela época era tão ruim, mas tão ruim, que nem se <em>matar direito</em> você poderia.)</p>
<p>Enfim, esse pensamento que valoriza o fraco e o coitado está ultrapassando o limite a que se propõe, de considerar sua dignidade mínima, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/vitimismo-e-conveniencia/">para colocá-los no alto do <em>podium</em></a>.</p>
<p>E as grandes mentes da humanidade, cientistas e empresários, que poderiam ajudar a sociedade a ir ainda além, estão sendo <em>vilanizadas</em>, como se fossem culpadas por existirem fracos, vítimas e coitados num mundo inóspito onde as diferenças e a injustiça são a regra, e não, a exceção.</p>
<p>Quando na verdade são gênios que permitem que a miséria e as injustiças não sejam ainda maiores.</p>
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		<title>Vitimismo e conveniência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2015 06:16:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-sabotagem]]></category>
		<category><![CDATA[Coitadismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas, todas, sem exceção, possuem MUITO mais força do que supõe. Com coragem, força, fé e persistência, todos podemos superar qualquer pessoa ou sistema que nos oprima. Este é, aliás, um dos (únicos) sentidos da vida: Mudar o que pode ser mudado, e aceitar o que não pode ser mudado. Porém essas mensagens extremamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19947" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19947" class="size-medium wp-image-19947" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/coitadismo-300x253.jpg" alt="É você que faz a si mesmo(a)" width="300" height="253" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/coitadismo-300x253.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/coitadismo.jpg 379w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-19947" class="wp-caption-text">É você que faz a si mesmo(a)</p></div>
<p>As pessoas, todas, sem exceção, possuem MUITO mais força do que supõe.</p>
<p>Com coragem, força, fé e persistência, todos podemos superar qualquer pessoa ou sistema que nos oprima. Este é, aliás, um dos (únicos) sentidos da vida:</p>
<p>Mudar o que pode ser mudado, e aceitar o que não pode ser mudado.</p>
<p>Porém essas mensagens extremamente <em>coitadistas</em> e <em>vitimistas</em> que se repetem na mídia porque se estabeleceram como verdades inquestionáveis no pensamento brasileiro contemporâneo, acabam tirando a força do indivíduo, na medida em que jogam a culpa da &#8220;opressão&#8221; em algum agente externo imaterial: machismo, racismo, homofobia, capitalismo&#8230;</p>
<p>E nessa sanha acusatória, acabam justamente por perpetuar aquilo que combatem, porque estão mais interessados em apontar culpados, do que em fortalecer os fracos, que ficam esperando que os opressores se sensibilizem, percebam o quanto são malvados e parem de oprimir.</p>
<p>A expressão é antiga: Que esperem sentados, porque de pé vão cansar.</p>
<p>Ou que arregacem as mangas e enfrentem o desafio de viver uma vida mais justa.</p>
<p>Cada caso é um caso, não pretendo aqui partir para a culpabilização da vítima. Mas vai continuar sendo vítima até quando? Quero, de modo geral, dizer que ao se aceitar e se conformar no papel de vítima de ações exteriores, aliena-se também da responsabilidade de ter chegado onde chegou, e de mudar a situação para melhor.</p>
<p>Às vezes, é mais conveniente continuar como vítima.</p>
<p>Porque mudar dá trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por que o Bolsonaro é tão popular?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/por-que-o-bolsonaro-e-tao-popular/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2015 16:45:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direita (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma tentativa particular de explicar a grande popularidade do Deputado Jair Bolsonaro, apesar de todas as polêmicas nas quais ele já se envolveu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás, fiquei bem surpreso com este vídeo. Ele mostra a chegada do deputado Bolsonaro em Recife:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/LYRBUrS8LOk" width="670" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Digna de um <em>pop star</em>, não é? Como <em>ESPANTA</em> ver isto num país que odeia políticos&#8230;</p>
<p>Mas como pode um sujeito que já disse as seguintes palavras ser tão popular?</p>
<blockquote><p>1. “O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)</p>
<p>2. “Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)</p>
<p>3. “Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.” (Jair Bolsonaro em entrevista sobre homossexualidade na revista Playboy)</p>
<p>4. “Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)</p>
<p>5. “Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados” (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra)</p>
<p>6. “A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)</p>
<p>7. “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)</p>
<p>8. “Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)</p>
<p>9. “Parlamentar não deve andar de ônibus”. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)</p>
<p>10. “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” (Bolsonaro justificou a frase: “quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano”)&#8221;</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/manoela.neves/posts/962878113751641?fref=nf&amp;pnref=story" rel="nofollow">Seleção de citações de Manoela Neves</a></p></blockquote>
<p>Resposta difícil, não? Mas tenho uma hipótese:</p>
<p>Como você leitor(a) já percebeu, sempre fui de observar as manifestações ideológicas de ambos os lados. E do lado da Esquerda, sempre encontro algo estranho e difícil de se explicar. É essa postura deles do tipo &#8220;oh, que absurdo, como pode gente assim existir / se eleger&#8221; ou &#8220;Poxa, que gente imbecil, ah se todos fossem inteligentes como nós&#8221;.</p>
<p>Eles não percebem, mas uma postura &#8220;intelectual&#8221; assim infantil não vai mais levar a Esquerda a lugar algum.</p>
<p>Por que textos autocríticos como <a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-falencia-do-pt-a-ascensao-da-direita-e-a-esquerda-orfa-7538.html">este</a> nunca são compartilhados por eles? Porque só compartilham acusações contra o Cunha (com razão), <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/os-mortos-vivos-de-humanas/">mas se calam</a> quanto as denúncias da Petrobras?</p>
<p>Esse pessoal da Esquerda não percebe que é justamente essa <em><strong>postura desonesta</strong></em> que enfraquece a luta dos progressos sociais pelos quais tanto lutam e, reconheçamos, são muito necessários nessa sociedade profundamente desigual que é a sociedade brasileira.</p>
<p>É essa postura vergonhosa que dá força para <em>um Bolsonaro</em> se popularizar!</p>
<p>Ora, esquerdistas defendem suas lutas sociais, mas se elas se realizam por um governo que se sustentou no poder com dinheiro de (muita) corrupção, <em>ok</em>, tudo bem!</p>
<p>Não! Para os <em>fãs</em> de Bolsonaro, não está tudo bem.</p>
<p>E preciso dizer: Eles têm toda razão.</p>
<p>Esquerdistas não percebem que o Bolsonaro é fruto e <em>cria</em> das ações da própria Esquerda que falharam nesses 13 anos de poder. <strong>Não conseguem olhar para os próprios erros</strong>. A população está insegura, e está sofrendo as consequências de uma economia mal conduzida e fracassada.</p>
<p>A popularidade do Bolsonaro é resultado do quão a vida do brasileiro comum se tornou mais difícil do ano passado pra cá, mas é resultado também, sobretudo, da imensa corrupção que assolou a Petrobrás.</p>
<p>Nessas situações o povo tende a se agarrar a alguém de &#8220;pulso firme sem medo de falar&#8221; &#8211; ainda que fale muitas barbaridades &#8211; que demonstre ter a força para restabelecer as coisas.</p>
<p>E escolheram o Bolsonaro justamente porque&#8230; acreditem&#8230; eu sei, é difícil, mas ele é visto como um cara honesto.</p>
<p>Enquanto a <em>honestidade</em> não for também uma bandeira da Esquerda, como são os <em>progressos sociais</em>; enquanto eles justificarem a corrupção petista por causa dos progressos sociais; enquanto priorizarem as minorias com um sentimento do tipo &#8220;dane-se maioria&#8221;; enquanto darem pouca importância a uma economia bem sucedida, por causa desse rancor estúpido contra o capitalismo (e essa tendência doentia de confundir capitalismo com consumismo), enquanto não entenderem que não existem direitos grátis, que todo direito é financiado pelo dinheiro dos impostos, e que somente a iniciativa privada é capaz de gerar a renda que em parte se converterá em impostos, enfim, enquanto insistirem em se identificar através da cor vermelha, a <em>direita</em> vai continuar se fortalecendo.</p>
<p>E se isso significar o retorno de uma economia estável e liberal, com estímulo ao empreendedorismo e ao investimento, acho bom que se fortaleça.</p>
<h3>Que droga vocês tão usando?</h3>
<p>Se quiser compreender o que é a cegueira dessa ultra-esquerda alucinada, em completo desalinho com a realidade do país no qual vive e pelo qual DIZ que luta, é só comparar o vídeo acima, da chegada do Bolsonaro em Recife nos quais ele é saudado e ovacionado como um <em>pop star</em>, e o devaneio que essa imagem abaixo reproduz, publicada na página do PSOL um pouco antes da chegada do deputado por lá.</p>
<div id="attachment_19877" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19877" class="wp-image-19877 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/bolsonaro-nao-te-quero.jpg" alt="Não vem que não tem. Ou tem?" width="526" height="526" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/bolsonaro-nao-te-quero.jpg 526w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/bolsonaro-nao-te-quero-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/bolsonaro-nao-te-quero-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px" /><p id="caption-attachment-19877" class="wp-caption-text">Não vem que não tem. Ou tem?</p></div>
<p>Olha como a Esquerda entende <em>dazcoisa</em>.</p>
<p>Na verdade é triste que um país veja num Bolsonaro a salvação, mas com essa Esquerda alucinada, completamente descolada da realidade&#8230; é o que temos pra hoje.</p>
<p>***</p>
<p>Ps.: Se quiser ver <em>como o cara tá popular</em>, <a href="https://www.facebook.com/epoca/photos/a.10150304721311430.338620.145800826429/10153206713566430/?type=3" target="_blank" rel="nofollow noopener">observe os comentários das pessoas</a> ao relato da página da revista Época sobre a recepção dele em Recife. E compare <a href="https://www.facebook.com/epoca/photos/a.10150304721311430.338620.145800826429/10153210872716430/?type=3" target="_blank" rel="nofollow noopener">com os comentários das pessoas</a> totalmente contra a uma pauta tipicamente esquerdista.</p>
<p>***</p>
<p>Abaixo, segue texto preciso sobre a origem da popularidade de Bolsonaro.</p>
<p>Atribuído a Gustavo Bertoche (doutor em filosofia), mostra lucidez, inteligência e coerência, raros em um militante de esquerda.</p>
<p>Bertoche destaca como a ganância, a soberba e a falta de autocrítica tomaram conta do Partido dos Trabalhadores, criando uma onda nacional anti-petista.</p>
<p>Vale a pena a leitura.</p>
<h2>De onde surgiu o Bolsonaro?</h2>
<blockquote><p>Desculpem os amigos, mas não é de um “machismo”, de uma “homofobia” ou de um “racismo” do brasileiro.</p>
<p>A imensa maioria dos eleitores do candidato do PSL não é machista, racista, homofóbica nem defende a tortura.</p>
<p>A maioria deles nem mesmo é bolsonarista.</p>
<p><strong>O Bolsonaro surgiu daqui mesmo, do campo das esquerdas.</strong></p>
<p>Surgiu da nossa incapacidade de fazer a necessária autocrítica.</p>
<p>Surgiu da recusa em conversar com o outro lado.</p>
<p>Surgiu da insistência na ação estratégica em detrimento da ação comunicativa, o que nos levou a demonizar, sem tentar compreender, os que pensam e sentem de modo diferente.</p>
<p>É, inclusive, o que estamos fazendo agora.</p>
<p>O meu Facebook e o meu WhatsApp estão cheios de ataques aos “fascistas”, àqueles que têm “mãos cheias de sangue”, que são “machistas”, “homofóbicos”, “racistas”.</p>
<p>Só que o eleitor médio do Bolsonaro não é nada disso nem se identifica com essas pechas.</p>
<p><strong>As mulheres votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad.</strong></p>
<p><strong>Os negros votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad.</strong></p>
<p><strong>Uma quantidade enorme de gays votou no Bolsonaro.</strong></p>
<p>Amigos, estamos errando o alvo.</p>
<p><strong>O problema não é o eleitor do Bolsonaro. Somos nós, do grande campo das esquerdas.</strong></p>
<p>O eleitor não votou no Bolsonaro PORQUE ele disse coisas detestáveis. Ele votou no Bolsonaro APESAR disso.</p>
<p><strong>O voto no Bolsonaro, não nos iludamos, não foi o voto na direita: foi o voto anti-esquerda, foi o voto anti-sistema, foi o voto anti-corrupção.</strong></p>
<p>Na cabeça de muita gente (aqui e nos EUA, nas últimas eleições), o sistema, a corrupção e a esquerda estão ligados.</p>
<p>O voto deles aqui foi o mesmo voto que elegeu o Trump lá. E os pecados da esquerda de lá são os pecados da esquerda daqui.</p>
<p><strong>O Bolsonaro teve os votos que teve porque nós evitamos, a todo custo, olhar para os nossos erros e mudar a forma de fazer política.</strong></p>
<p>Ficamos presos a nomes intocáveis, mesmo quando demonstraram sua falibilidade.</p>
<p>Adotamos o método mais podre de conquistar maioria no congresso e nas assembleias legislativas, por termos preferido o poder à virtude.</p>
<p><strong>Corrompemos a mídia com anúncios de empresas estatais até o ponto em que elas passaram a depender do Estado.</strong></p>
<p>E expulsamos, ou levamos ao ostracismo, todas as vozes críticas dentro da esquerda.</p>
<p>O que fizemos com o Cristóvão Buarque?<br />
O que fizemos com o Gabeira?<br />
O que fizemos com a Marina?<br />
O que fizemos com o Hélio Bicudo?<br />
O que fizemos com tantos outros menores do que eles?</p>
<p><strong>Os que não concordavam com a nossa vaca sagrada, os que criticavam os métodos das cúpulas partidárias, foram calados ou tiveram que abandonar a esquerda para continuar tendo voz.</strong></p>
<p>Enquanto isso, enganávamo-nos com os sucessos eleitorais, e nos tornamos um movimento da elite política.</p>
<p>Perdemos a capacidade de nos comunicar com o povo, com as classes médias, com o cidadão que trabalha 10h por dia, e passamos a nos iludir com a crença na ideia de que toda mobilização popular deve ser estruturada de cima para baixo.</p>
<p>A própria decisão de lançar o Lula e o Haddad como candidatos mostra que não aprendemos nada com nossos erros – ou, o que é pior, que nem percebemos que estamos errando, e colocamos a culpa nos outros.</p>
<p>Onde estão as convenções partidárias lindas dos anos 80? Onde estão as correntes e tendências lançando contra-pré-candidatos? Onde estão os debates internos? Quando foi que o partido passou a ter um dono?</p>
<p><strong>Em suma: as esquerdas envelheceram, enriqueceram e se esqueceram de suas origens.</strong></p>
<p>O que nos restou foi a criação de slogans que repetimos e repetimos até que passamos a acreditar neles.</p>
<p>Só que esses slogans não pegam no povo, porque não correspondem ao que o povo vivencia.</p>
<p><strong>Não adianta chamar o eleitor do Bolsonaro de racista, quando esse eleitor é negro e decidiu que não vota nunca mais no PT.</strong></p>
<p><strong>Não adianta falar que mulher não vota no Bolsonaro para a mulher que decidiu não votar no PT de jeito nenhum.</strong></p>
<p>Não, amigos, o Brasil não tem 47% de machistas, homofóbicos e racistas.</p>
<p>Nós chamarmos os eleitores do Bolsonaro disso tudo não vai resolver nada, porque o xingamento não vai pegar.</p>
<p>O eleitor médio do cara não é nada disso. Ele só não quer mais que o país seja governado por um partido que tem um dono.</p>
<p><strong>E não, não está havendo uma disputa entre barbárie e civilização. O bárbaro não disputa eleições. </strong>(Ah, o Hitler disputou etc. Você já leu o Mein Kampf?</p>
<p>Eu já. Está tudo lá, já em 1925. Desculpe, amigo, mas piadas e frases imbecis NÃO SÃO o Mein Kampf. Onde está a sua capacidade hermenêutica?).</p>
<p>Está havendo uma onda Bolsonaro, mas poderia ser uma onda de qualquer outro candidato anti-PT.</p>
<p>Eu suspeito que o Bolsonaro só surfa nessa onda sozinho porque é o mais antipetista de todos.</p>
<p><strong>E a culpa dessa onda ter surgido é nossa, exclusivamente nossa.</strong></p>
<p>Não somente é nossa, como continuará sendo até que consigamos fazer uma verdadeira autocrítica e trazer de volta para nosso campo (e para os nossos partidos) uma prática verdadeiramente democrática, que é algo que perdemos há mais de vinte anos.</p>
<p><strong>Falamos tanto na defesa da democracia, mas não praticamos a democracia em nossa própria casa.</strong></p>
<p>Será que nós esquecemos o seu significado e transformamos também a democracia em um mero slogan político, em que o que é nosso é automaticamente democrático e o que é do outro é automaticamente fascista?</p>
<p><strong>É hora de utilizar menos as vísceras e mais o cérebro, amigos. </strong></p></blockquote>
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		<title>Sentimento de Culpa &#8211; Como lidar?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/sobre-a-culpa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2015 03:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Entendimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
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		<category><![CDATA[Subconsciente]]></category>
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					<description><![CDATA[A culpa é um sentimento inútil, porque ela não muda o que passou, mas muda o que poderia vir. Precisamos aceitar que somos imperfeitos e manter a consciência mais tranquila por isso, porque também os outros, as instituições e o mundo são imperfeitos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já falei bastante de <a href="https://www.ronaud.com/tag/perdao/">perdão</a> neste site. Mas sempre sem me atentar muito para o fato de que não dá para falar de perdão, sem falar também daquilo que causa a sua necessidade: a CULPA</p>
<p>A <a href="https://www.aulete.com.br/culpa" target="_blank" rel="noopener noreferrer">definição</a> mais simples deste sentimento, é que a culpa é uma sensação de que há algo de errado, seja com os outros, seja com a realidade, seja, por fim, de que há algo errado conosco.</p>
<p>Podemos portanto afirmar que há dois tipos de culpa:</p>
<p>Aquela que atribuímos a algo externo a nós, como pessoas, instituições, acaso, azar, realidade, deus etc.</p>
<p>E aquela que atribuímos a nós mesmos.</p>
<p>Sobre <strong>a culpa que atribuímos a fatores alheios a nós</strong>, já falei bastante nesses textos: <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/perdao-um-ato-grandioso/">1</a> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/vida/perdoar-e/">2</a> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-perdoar/">3</a></p>
<p>Contudo, sobre esse tipo de culpa, uma visão mais profunda e espiritual da vida nos levará a concluir que em última instância, somos nós mesmos os responsáveis por tudo que nos acontece, mesmo aqueles acontecimentos indesejados provocados intencionalmente pelos outros. Segundo essa visão espiritual, são fatos que visam nos fazer evoluir e, <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-carma-a-reencarnacao-e-o-dharma-na-biblia/">de algum modo que não podemos compreender</a>, foram necessários.</p>
<p>Por isso, quero tentar abordar aqui <strong>a culpa que colocamos sobre nós mesmos</strong>.</p>
<p>Essa culpa pode ser percebida pela sensação de que fizemos algo errado, ou de que deixamos de fazer algo que <em>deveria</em> ter sido feito, causando com isso prejuízos aos outros, ou a nós mesmos. Sensação esta que resulta num dos piores sentimentos que podemos experimentar, porque é também o mais difícil de se libertar: o de que há algo profundamente errado conosco.</p>
<p>Essa sensação deriva de mentes muito idealistas. Neste sentido,<strong> toda culpa é filha de uma regra mal-amada, insana, rígida</strong>, seja esta regra moral, ou seja, assimilada dos outros, ou pessoal no caso de pessoas que exigem demais de si mesmas. Sabe-se lá porque motivo, elas acreditam que tudo, e elas mesmas, deveriam sempre ser perfeitas, e agir com perfeição.</p>
<p>Condição que nunca alcançarão.</p>
<h3>Sobre os erros cometidos</h3>
<p>Todos passam, em maior ou menor grau, pela sensação de culpa por erros cometidos.</p>
<blockquote><p>Eu poderia ter feito mais do que eu fiz.</p></blockquote>
<p>&#8230;ou&#8230;</p>
<blockquote><p>Não devia ter feito o que fiz.</p></blockquote>
<p>Mas ninguém pode oferecer o que não tem. Não podemos querer ter oferecido a perfeição, se não a temos.</p>
<p>Precisamos aceitar que somos limitados e que não temos tanto poder assim. Fizemos o que podíamos, de acordo com nossas capacidades e visão da situação naquele momento.</p>
<p>Melhor manter a consciência mais tranquila com isso. Não podemos continuar alimentando a esperança de que o passado fosse diferente.</p>
<p>Não será.</p>
<p>Essa esperança, motivada pela culpa, não vai fazer o passado se tornar diferente do que foi.</p>
<p>Mas pode emperrar o futuro. A culpa nos prende ao passado, impede nosso foco no presente, e nos faz temer o futuro.</p>
<h4>Você foi reprovado(a)</h4>
<p>Aqui precisamos notar a íntima relação que a culpa tem com a noção de <em>erro</em>. O erro se caracteriza por um ato que vai em desacordo com a obtenção de um resultado, mas também se caracteriza por uma postura que vai em descordo com um padrão de comportamento pré-estabelecido, uma moral, um padrão adotado e mantido pelo grupo que considera tal postura um <em>erro</em>.</p>
<p>Como é fundamental para nossa saúde emocional nos sentirmos acolhidos por quem respeitamos, passamos a compreender porque a culpa nos causa tanta dor: É a dor da rejeição alheia, motivada por nossos atos que foram em desacordo com o que esperam;<strong> é a dor da desaprovação</strong>.</p>
<p>O que de certa forma é uma dor ridícula, porque externa <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">nossa dependência em relação à opinião e aos valores dos outros</a>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">Os quais muito provavelmente não pagam nossas contas</a>.</p>
<blockquote><p>A civilização é o avanço de uma sociedade em direção à privacidade. O selvagem tem uma vida pública, regida pelas leis de sua tribo. Civilização é o processo de libertar o homem dos outros homens.</p>
<p>Ayn Rand &#8211; Filosofa russo-americana</p></blockquote>
<h3>Sobre a sensação de que há algo de errado conosco</h3>
<p>Segundo Robert Holden, nossa vida é fundamentalmente uma história de dois <em>Eu&#8217;s</em>.</p>
<p>Um <em>Eu incondicional</em>, e um <em>Eu aprendido</em>, conhecido como <em><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">ego</a></em>.</p>
<p>(É uma divisão também adotada em outras linhas de pensamento, onde se denominam <em>consciente</em> x <em>subconsciente</em>, ou <em>consciente</em> x <em>inconsciente, </em>etc)</p>
<p>Nenhuma quantidade de aperfeiçoamento do <em>ego</em> (cursos, títulos, habilidades) pode compensar qualquer falta de auto-aceitação do <em>Eu incondicional</em>.</p>
<p>E o que é esse <em>eu incondicional</em>?</p>
<p>Segundo o mesmo autor, o <em>eu incondicional</em> é a <em>CRIANÇA</em> que ainda subsiste dentro de nós. É aquela porção do nosso ser que veio ao mundo: sem máscaras, sem armaduras. E como elas, as crianças, essa porção do nosso ser não tem uma imagem para o mundo ver, não tenta ser boazinha, nem agradável, nem tem muitas pretensões, nem ambições. Ela não se esforça para ser digna de amor, porque ela <em>sabe</em> que já é digna de amor, e agiria assim intuitivamente, se o seu <em>Eu aprendido</em> permitisse.</p>
<p>O problema da falta de auto-aceitação surge quando esse <em>eu aprendido</em>, ou seja, nosso ego, <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/">acredita que há algo  errado conosco</a> baseado numa auto-imagem anterior que ele adotou como parâmetro de perfeição. Como se vê de modo muito debilitado, ele não admite se expor aos outros desta maneira. Desta forma, não nos aceitamos e não aceitamos demonstrações de amor, porque cremos que não as merecemos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Há alguma coisa errada comigo. Não sou atraente. Não tenho valor. Não mereço ser bem sucedido. Não mereço ser amado.&#8221;</p></blockquote>
<p>Não há mais inocência, não há mais permissão. Só culpa e negação.</p>
<p>É uma questão de dignidade. É quando <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">nosso ego</a> não permite que consideremos nem mesmo essa <em>criança</em> dentro de nós, que é plenamente digna de amor, que merece ser acolhida simplesmente por existir, e que tem o direito inalienável à dignidade.</p>
<p>Vamos fazer um exercício de imaginação: Presumindo que você não se aceita como é. Há um motivo para isso, certo? Vamos supor que abandonassem na sua casa um bebê com este mesmo problema pelo qual você não se aceita. O que faria? Acolheria com carinho e cuidado, ou jogaria o bebê no lixo? Assumindo que você tenha um mínimo de humanidade no coração, evidentemente acolheria e cuidaria dela até proporcionar a ela um destino melhor.</p>
<p>Agora imagine que você é essa criança.</p>
<p>E então? Você merece mesmo &#8211; e vai deixar &#8211; <em>ser jogada no lixo</em> por esse seu ego perturbado?</p>
<h4>Não <em>tô</em> valendo nada</h4>
<p>A culpa vem do medo de não ser digno de amor. É uma crença nos desvalor. E porque se acredita nesse desvalor? <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/">Pela imagem distorcida</a> que se tem de si mesmo(a) de que há algo de errado conosco, uma imagem doentia.</p>
<p>Assim, passamos a vida inteira lutando por amor, mas quando ele vem, não nos permitimos que sejamos amados. Nos sabotamos, porque nos sentimos sem valor.</p>
<p>A culpa vem do medo de um dia fomos dignos de amor, mas que agora, por algum motivo, não somos mais dignos de sermos amados. Ela sempre vem com uma história: Talvez sobre o que fizeram a você, ou sobre o que você fez a outro. Essa história já acabou, mas você sente como se fosse uma história sem fim, porque no fundo, você não aceita as coisas como são, nem se aceita como é.</p>
<blockquote><p>O (seu) mundo não é só um lugar físico. É uma escolha.</p></blockquote>
<p>Perdoar é escolher deixar pra trás. Escolher deixar ir, largar. É escolher deixar assim mesmo (pois é). Aceitar.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-abandono-a-deus-e-a-oracao-da-serenidade/">Dá pra mudar? Então mude</a>. Não dá pra mudar? <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/uma-regra-para-a-vida/">Então aceita e foca seu tempo e energia em novos objetivos</a>&#8230; de preferência mais realistas.</p>
<p>Perdoar é deixar as coisas que nos feriram e que nos causaram culpa, ressentimento, medo, raiva etc, irem embora, ou ficarem por lá mesmo, no passado.</p>
<p>Nós permanecemos com o passado, porque nós temos medo de que o passado tenha sido nossa melhor chance para sermos felizes. Mas o que o perdão nos mostra, é que o presente SEMPRE será o melhor momento para a felicidade.</p>
<p>Só o perdão transforma o passado em história. <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/atitudes-para-abrir-caminhos/">E abre caminhos para um novo presente</a>.</p>
<p>Você pode estar tão identificado com sua história de culpa, que tem receio de deixá-la para trás.</p>
<p>Ora, quem você será sem essa história e sem esse sentimento de desvalor?</p>
<p>A resposta é: Você voltará a ser inocente de novo.</p>
<blockquote><p>Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”. Mateus 19: 14</p>
<p>Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/buscai-primeiro-o-reino-de-deus/">reino dos céus</a>. Mateus 18: 3</p></blockquote>
<p>E vai voltar a se sentir completamente digno(a) de amor.</p>
<h3>Abrindo caminhos</h3>
<p>A auto-aceitação ativa a lei da atração (e aqui você descobre porque ela não <em>funciona</em> com você).</p>
<p>Quando você aceita a si mesmo, não somente você atrai coisas melhores para a sua vida, como você as aceita bem.</p>
<p>Você não as repele, você não as testa, nem se <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/mudanca-de-vida-e-a-auto-sabotagem/">sabota</a>, evitando-as.</p>
<p>Você dá boa vinda para as coisas boas.</p>
<p>Aceitar-se exatamente como você é, é seu passaporte para sua própria vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/15-coisas-que-voce-precisa-abandonar-para-ser-feliz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2015 14:51:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-sabotagem]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja 15 ótimas sugestões de hábitos e posturas que você pode abandonar para dar espaço para que a felicidade volte a fazer parte de sua vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta lista é uma tradução do texto original em inglês de Luminita Saviuc, publicado em 30 de Maio de 2011 no <a href="http://www.purposefairy.com/3308/15-things-you-should-give-up-in-order-to-be-happy/" target="_blank" rel="noopener">Purpose Fairy</a>.</p>
<p>Tradutor(a) desconhecido.</p>
<h3>1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo</h3>
<p>Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade &#8220;urgente&#8221; de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu prefiro estar certo ou ser gentil?&#8221; Wayne Dyer</p></blockquote>
<p>Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?</p>
<h3>2. Desista da sua necessidade de controle</h3>
<p>Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.&#8221; Lao Tzu</p></blockquote>
<h3>3. Pare de culpar os outros</h3>
<p>Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.</p>
<h3>4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas</h3>
<p>Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.</p>
<blockquote><p>&#8220;A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.&#8221; Eckhart Tolle</p></blockquote>
<h3>5. Deixe de lado as crenças limitadoras</h3>
<p><strong> </strong>sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!</p>
<blockquote><p>&#8220;Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.&#8221; Elly Roselle</p></blockquote>
<h3>6. Pare de reclamar</h3>
<p>Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.</p>
<h3>7. Esqueça o luxo de criticar</h3>
<p>Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.</p>
<h3>8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros</h3>
<p>Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.</p>
<h3>9. Abra mão da sua resistência à mudança</h3>
<p>Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.</p>
<blockquote><p>&#8220;Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes&#8221; Joseph Campbell</p></blockquote>
<h3>10. Esqueça os rótulos</h3>
<p>Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada&#8221; Wayne Dyer</p></blockquote>
<h3>11. Abandone os seus medos</h3>
<p>Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.</p>
<blockquote><p>&#8220;A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo&#8221; Franklin D. Roosevelt</p></blockquote>
<h3>12. Desista de suas desculpas</h3>
<p>Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.</p>
<h3>13. Deixe o passado no passado</h3>
<p>Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.</p>
<h3>14. Desapegue do apego</h3>
<p>Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.</p>
<h3>15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas</h3>
<p>Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.</p>
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		<title>Mudança de Vida e a Auto-sabotagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Aug 2014 05:09:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-sabotagem]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
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		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[A pessoa quer muito mudar de vida, e uma parte dela tem desejo de melhorar, mas tem também um outro lado que fica se sabotando para que ela continue no mesmo patamar, para que não saia da zona de conforto. O nome disso é auto-sabotagem.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós vivemos um padrão de vida que é o resultado objetivo e direto de nossa essência pessoal, a qual se constitui de nossos gostos pessoais, de nossas posturas e capacidades intelectuais e emocionais e também de nossas habilidades mentais e físicas.</p>
<p><a title="Mais completo, mais próspero" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/para-ser-rico-seja-grande-indice-de-grandeza-pessoal/">Uma pessoa muito desenvolvida em todos os aspectos da vida</a>, certamente está vivendo um padrão de vida elevado. Outra menos desenvolvida, que mantenha certas falhas e omissões em seu dia a dia, está vivendo uma vida mediana*.</p>
<p>A tendência é que o padrão de vida de uma pessoa siga uma <em>constante</em>, e se eleve na medida em que a pessoa desenvolve suas capacidades e habilidades &#8211; desde que sinta-se livre para agir &#8211; ou decaia na medida em que ela falhe ou se omita diante de certas questões emocionais ou materiais.</p>
<p><strong>Mas há certas mudanças muito almejadas na vida, que não são realizadas e não acontecem de modo algum, embora as capacidades e habilidades da pessoa em questão ultrapassem o necessário para a mudança de vida desejada.</strong></p>
<p>E não acontecem devido a uma condição psicológica que promove o que se costuma chamar de <strong>auto-sabotagem</strong>. A pessoa quer muito melhorar qualquer condição que a tornasse mais feliz e, no entanto, <em>não consegue</em> agir nesse sentido.</p>
<p>O que ocorre é que a psiquê dessa pessoa está dividida. Um lado seu, mais racional, o <em>consciente</em>, sabe exatamente o que quer e o que deve fazer para conseguir o que quer; se não sabe, ao menos tem uma ideia do caminho a ser percorrido. Um <em>outro lado</em> da personalidade, mais emocional, o <em>subconsciente</em>, não quer fazer o que a tornaria mais feliz, porque no fundo, sente, pelos mais diversos motivos, que a condição desejada não a tornará TÃO feliz assim, porque está apegada à várias questões atuais que<em> tem lá</em> suas várias vantagens.</p>
<p>Evangélicos chamam esse outro lado de <em>inimigo</em> 🙂 Os espiritualistas de <em>vibração baixa</em>, ou negativismo. Espíritas o chamam de <em>encosto</em>. Terapeutas o entendem como um desvio da energia natural do corpo. Mas bem no fim, é uma situação prática mesmo, de falta de determinação em mudar, e de <strong>falta de convicção quanto à vantagem de mudar</strong>. <a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-de-decisao-tudo-consegue/">Auto-sabotagem e indecisão estão muito relacionadas</a>.</p>
<blockquote>
<div id="attachment_17091" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17091" class="size-full wp-image-17091" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-mudar.jpg" alt="Quem quer mudar?" width="300" height="338" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-mudar.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-mudar-266x300.jpg 266w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-17091" class="wp-caption-text">Quem quer mudar?</p></div>
<p>As pessoas se comprometem, dizem querer a sua melhora, mas, não conseguem atingir os resultados de forma permanente. Ou ainda, desistem com facilidade, não tem persistência ou tem muitas recaídas.</p>
<p>A auto-sabotagem está presente na vida de todo mundo. Para umas pessoas em maior em grau, para outras em menor grau. Mas é certo que todo individuo tem um lado que deseja melhorar e outro lado que o freia, que não deseja sair da zona de conforto em que se encontra. Por mais difícil que seja a situação de uma pessoa, ela está acostumada com aquela dificuldade. Mudar, mesmo que seja para melhor, causa medo e resistência. Muitas vezes preferimos ficar numa dificuldade já conhecida do que mudar para algo melhor, porém desconhecido.</p>
<p>André Lima</p></blockquote>
<p>Quando uma situação ruim fica recorrente na sua vida, mas você não consegue superá-la, é provável que você esteja se sabotando. Está ruim, mas não está ruim o suficiente para que se promova alguma mudança. <strong>Você quer <em>muito</em> mudar, mas não quer <em>TANTO</em> assim</strong>. E admitir essa realidade é o primeiro passo para resolver esta situação.</p>
<blockquote><p>Se você não pagar o preço do sucesso, estará pagando o preço do fracasso. <a href="https://www.frasesinteligentes.com.br/frases-pensamentos-citacoes-de/zig-ziglar">Zig Ziglar</a></p></blockquote>
<h2>Causas da Auto-sabotagem</h2>
<p>Há duas causas principais para a auto-sabotagem: a conveniência em relação à situação em que se está, e as crenças negativas em relação à situação desejada. Embora aqui essas causas estejam divididas, na verdade, elas coexistem e se influenciam mutuamente.</p>
<h3>1ª causa &#8211; Conveniência</h3>
<p>No caso de problemas de <strong>saúde</strong>, é preciso notar que existem ganhos secundários quando se têm uma doença, os quais são muito convenientes, como por exemplo, ganhar mais atenção da família, não precisar trabalhar nem estudar, não precisar assumir responsabilidades etc.</p>
<p>Se você perguntar ao doente se ele quer melhorar, ele vai responder que sim. Mas esta resposta é o que seu lado racional está dizendo pra ele &#8211; e é o que convencionalmente se espera que se diga 🙂 No entanto, há várias barreiras emocionais que ele não enxerga, ou faz que não vê, e no fundo, uma parte dele deseja ficar exatamente daquele jeito, ou até mesmo pior.</p>
<p>No caso de <strong>relacionamentos</strong> e problemas conjugais, devemos perceber que a pessoa que quer mudar de relacionamento pode estar apegada às pequenas vantagens conhecidas da situação atual (raras situações são plenamente negativas, e quando o são, é mais fácil de se afastar delas, porque a convicção em relação ao afastamento é total). Ela prefere se garantir com as pequenas vantagens conhecidas, e suportar as desvantagens atuais, do que arriscar vantagens maiores que, no fundo, não passam de uma possibilidade.</p>
<p>Nos casos de <strong>problemas financeiros</strong>, creio que o que mais motiva ao fracasso ou à estagnação profissional é o medo ou a aversão à responsabilidade. Responsabilidades pesam, e quando fogem das possibilidades da pessoa, chega a sentir certa repugnância pelas tarefas assumidas, e quando o assunto é finanças, as tarefas podem ser muitas: Além das novas responsabilidades numa eventual promoção profissional ou empreendimento pessoal, ainda tem todo um gerenciamento necessário para maiores quantias de dinheiro, bem como todo um aprendizado sobre negócios e investimentos que muita gente não faz nenhuma questão de aprender. Querem muito dinheiro, mas não querem cuidar dele. Então não há como dar certo. Assim, inconscientemente ou não, preferem ficar como está, afinal, do jeito que está, pelo menos estão<em> dando conta</em>. Neste caso, ou se revê a crença que se tem sobre as responsabilidades &#8211; pois talvez não sejam tão ruins quanto fantasiamos em nossa imaginação &#8211; ou se revê a própria ambição e aceita-se que não se tem jeito ou estrutura emocional para certas posições profissionais e que o que lhe resta é viver a atual condição financeira com aceitação.</p>
<p>Ainda em relação à conveniência, temos a questão da<strong> opinião alheia</strong>. Quanto às questões de relacionamento e financeira, um item que pode atrasar bastante o progresso da pessoa em relação às mudanças de vida desejadas, é seu extremo apego à sua &#8220;reputação&#8221; e, por consequência, sua vulnerabilidade à opinião alheia.</p>
<p>Pais, mães, cônjuges e outras figuras emocionalmente importantes para ela podem ter um juízo negativo a respeito da situação nova que a mudança que almeja vai lhe proporcionar, então É CLARO que, com receio de ser julgado e rejeitado, vai adiar ou desistir da mudança.</p>
<p>Já escrevi mais detalhadamente sobre esse tema nos seguintes textos:</p>
<p><a title="Segurança emocional em relação à figura do &quot;outro&quot; na sua vida" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">Insegurança Emocional</a></p>
<p><a title="Quando um comentário vem com um poder de destruição maior que uma bomba" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/">Maus olhados, Inveja e o Silêncio</a></p>
<h4>Zona de Conforto: O Reino Sagrado da Santíssima Conveniência</h4>
<p>Uma parte da pessoa tem desejo de melhorar, mas tem também um outro lado que fica se sabotando para que ela continue no mesmo patamar, para que não saísse da <a title="Textos sobre zona de conforto" href="https://www.ronaud.com/tag/zona-de-conforto/">zona de conforto</a>.</p>
<p>A auto-sabotagem leva você a não dar prioridade para a mudança que quer. Aparecem inúmeras desculpas que vão soar muito lógicas e plausíveis para que você decida não agir. Isso quando, de forma inconsciente, você não está buscando se envolver em situações de forma a se prejudicar.</p>
<p>Toda mudança, mesmo que seja pra algo melhor, gera desconforto. E a mera ideia de desconforto faz a pessoa resistir e cria uma tendência a sabotagem. E a mudança também gera a necessidade de ação e movimento, e uma tendência à preguiça pode sentir horror a essa ideia, de onde deduzimos que <a title="Uma grande falha dos homens" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-maior-falha-que-um-homem-pode-cometer/">a preguiça é uma forte fonte de auto-sabotagem</a>.</p>
<blockquote><p>A maioria das pessoas é preguiçosa demais para ser rica.</p></blockquote>
<p>Mudar para um emprego melhor, para uma casa melhor ou buscar um relacionamento melhor causa medo. Da mesma forma ocorre com as mudanças pessoais. Quando se altera o emocional da pessoa, através de novas visões e percepções do mundo e das pessoas, o comportamento dela muda. Coisas que ela não enxergava antes, passa enxergar. Esse processo as vezes é doloroso, porque as relações familiares e com os amigos são modificadas. Pode ser que a pessoa deixe certas amizades. Pode ser que comece a entender que o casamento já acabou, pode ser que comece a rever a sua profissão&#8230; Tudo isso gera medos e resistências conscientes e inconscientes porque a necessidade de se mexer e enfrentar novas situações se fará urgente.</p>
<h3>2ª causa &#8211; Crenças negativas</h3>
<h4>Saúde</h4>
<p>Em relação à saúde, já não é mais tão novidade que boa parte das doenças são geradas pelo estresse, que é a consequência de posturas extremadas que se baseiam sobre crenças equivocadas a respeito de si, das pessoas e do mundo. A pessoa está exausta, esgotada e ao invés de diminuir o ritmo, acaba tomando atitudes inconscientes que quebram esse ritmo &#8211; assim, pelo menos, não é <em>culpa</em> dela.</p>
<p>Por trás de várias outras doenças também existem vários sentimentos negativos os quais também surgem a partir de crenças negativas a respeito das coisas do mundo com as quais lidamos. São eles a culpa, a mágoa, a raiva, a angústia etc.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/guia-politicamente-incorreto-dos-sentimentos-negativos/">Entenda melhor seus sentimentos negativos clicando aqui</a>.</p>
<h4>Relacionamentos</h4>
<p>Em relação aos relacionamentos, as crenças <em>pegam pesado</em>. Vivemos sob um intenso moralismo social que dita as regras de como as pessoas devem se relacionar. Essa mesma sociedade usa e abusa de estereótipos a respeito dos sexos ( e do sexo ), quase sempre negativos. E é por essa negatividade toda que as pessoas balizam suas (in)decisões:</p>
<ul>
<li>Casamento até o fim da vida</li>
<li>Só se casa uma vez</li>
<li>Tem que casar (com o sexo oposto)</li>
<li>Tem que ter filhos</li>
<li>homens são todos iguais</li>
<li>as mulheres não sabem o que querem</li>
<li>elas dizem preferir os românticos, mas ficam com os malas</li>
<li>nenhum relacionamento é perfeito (então vou ficar com esse mesmo)</li>
<li>etc</li>
</ul>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">Leia mais sobre como lidar com os outros aqui</a>.</p>
<p><a title="Não olha pra mim, eu sou tímido :$" href="https://www.ronaud.com/autoestima/timidez-crencas-e-auto-sabotagem/">Conheça a influência das crenças sobre a timidez</a>.</p>
<p>Vale a pena aqui fazer um comentário específico a respeito da culpa, um dos sentimentos mais sabotadores. A culpa é um não aceitar-se bem enquanto outros estão mal. Há um sentimento constante de pena dos outros, uma atenção exagerada às diferenças de situação entre as pessoas, e um idealismo proporcionalmente exagerado quanto ao senso de justiça e ao desejo insano de que todos estejam bem. Há uma não aceitação da realidade de que o mundo é mesmo injusto e desigual e que, de modo geral, cada um colhe o que planta e que, como se diz popularmente, <em>o plantio é opcional, mas a colheita, obrigatória </em>&#8211; e que não temos o menor controle sobre a <em>colheita</em> alheia.</p>
<p>A culpa fundamenta-se sobre uma certa prepotência de achar-se responsável não só por si &#8211; o que já é um enorme desafio &#8211; como também pela felicidade dos outros, e também uma certa pretensão em não admitir os próprios erros, falhas, limitações e a própria impotência para lidar e resolver as questões do mundo. A pessoa que se sente muito culpada é um poço de orgulho e precisa não só rever alguns conceitos em relação à vida, como reduzir algumas expectativas sobre si mesmo.</p>
<p>Leia também: Você sente pena?</p>
<h4>Finanças</h4>
<p>Em relação ao âmbito profissional e financeiro da vida, a crença negativa básica, muito difundida e que atrapalha a vida de meio mundo (ou mais) é a crença de que o dinheiro é algo preponderantemente ruim.</p>
<p>Quanto a isso eu só posso dizer e concluir o seguinte:</p>
<p>Não é.</p>
<p>Já escrevi mais detalhadamente sobre dinheiro e auto-sabotagem em textos anteriores. Veja <a title="Dinheiro crenças e auto-sabotagem" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/dinheiro-crencas-e-auto-sabotagem/">Aqui</a> e <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/dinheiro-nao-tem-nada-a-ver-com-trabalho/">Aqui</a>.</p>
<h4>Como identificar suas crenças negativas?</h4>
<p><strong>Suas DESCULPAS são suas crenças negativas.</strong></p>
<div id="attachment_15639" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-encontra-um-jeito.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15639" class="size-medium wp-image-15639" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-encontra-um-jeito-300x200.jpg" alt="Quem quer MESMO, encontra um jeito" width="300" height="200" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-encontra-um-jeito-300x200.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/08/quem-quer-encontra-um-jeito.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-15639" class="wp-caption-text">Quem quer MESMO, encontra um jeito</p></div>
<p>Podemos nos sabotar nas mais diferentes áreas da vida. E é sempre fácil saber quando isso está acontecendo. Basta observar SE você está se desculpando de qualquer forma para não fazer o que tem que ser feito. As principais desculpas são:</p>
<ul>
<li>Eu não sei como fazer</li>
<li>Não é para mim</li>
<li>Vou começar quando …</li>
<li>Não é o momento certo</li>
<li>Eu não tenho por que fazer</li>
</ul>
<p>Mas as desculpas, você sabe, são infinitas:</p>
<ul>
<li>eu acho que não vai funcionar comigo</li>
<li>não tenho tempo</li>
<li>Não vai dar certo</li>
<li>não tenho dinheiro</li>
<li>me dá um desanimo</li>
<li>tenho outras prioridades</li>
<li>o que é que estou fazendo aqui</li>
<li>to cheia de coisas pra fazer</li>
<li>isso não tem cura</li>
<li>é um mal casual</li>
<li>é genético</li>
<li>Eu não sirvo para nada</li>
<li>Depois eu faço</li>
<li>Eu não mereço</li>
<li>Sou azarado</li>
<li>Não estou pronto</li>
<li>Não sou bom o suficiente</li>
<li><em>e muito mais</em></li>
</ul>
<p><a title="Valores, princípios e crenças" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-nossos-valores-principios-e-crencas-definem-nossa-vida/">Saiba mais sobre a importância das crenças na nossa vida diária clicando aqui</a>.</p>
<p>Todas as desculpas acima são crenças negativas, e são variações de uma mesma e básica crença:</p>
<blockquote><p>Se eu sou pouco, eu mereço pouco e só posso ter pouco.</p></blockquote>
<p>Sendo assim, surgem pensamentos e hábitos auto-sabotadores de toda parte para confirmar essa visão de si; para enfim, nos deixar do exato <em>tamanho</em> que damos a nós mesmos.</p>
<h2>Resultados</h2>
<h3>Procrastinação</h3>
<p>Seja por conveniência, seja por crenças negativas ou pelos dois, a auto-sabotagem surge através da não obtenção dos resultados almejados. Em parte, devido à <a title="Amanhã eu faço" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/auto-sabotagem-deixe-para-amanha/">procrastinação</a>, seja no campo que for:</p>
<ul>
<li>Vai deixando pra depois</li>
<li>Adiando indefinidamente</li>
<li>Começa mas não continua.</li>
<li>Bate sono, preguiça</li>
<li>Sempre acontece todo tipo de imprevisto justamente no dia e horário da sessão.</li>
<li>Isso quando não se esquece deliberadamente dos compromissos</li>
</ul>
<h3>Erros e falhas</h3>
<p>E quando o assunto é emocionalmente intenso, a pessoa é capaz de inconscientemente cometer erros banais &#8230;ou erros grandes. E também de fazer escolhas não tão boas e até mesmo de fazer péssimas escolhas na vida.</p>
<h2>A solução para a auto-sabotagem</h2>
<p>Eu enxergo dois caminhos, que seguem abaixo, e que começam com uma analise geral da própria situação para identificar se há alguma resistência inconsciente à mudança que você quer:</p>
<p>Pense na situação que gostaria de alcançar em breve: Uma cura, um desafio, uma mudança. <strong>Se imagine e se sinta na situação que tanto almeja</strong>. Depois, repare: Surge alguma voz na sua cabeça questionando essa possibilidade? Há alguma dificuldade em imaginá-la? Se há, então essa voz ou dificuldade estão gravadas no seu subconsciente, o suficiente para impedir que você aja integralmente no sentido do que quer. É uma crença que <em>entende</em> a situação desejada como negativa. Geralmente essa dificuldade em imaginar a situação desejada está relacionada com alguma defesa. Quando algo é visto como ruim, ou seja, perigoso para você, essa crença aciona o seu mecanismo de defesa e não deixa acontecer, nem mesmo na imaginação. É difícil de admitir, mas por mais que você queira muito algo, no fundo, não quer o suficiente.</p>
<h3>Caso queira MESMO mudar:</h3>
<p>Compreender o apego às conveniências da situação atual. Reforçar a convicção do benefício da mudança.</p>
<p>Entender que a maioria das crenças negativas são genéricas e tentam consolidar uma determinada verdade a respeito do mundo, da vida e das pessoas. MAS em se tratando do mundo, da vida e das pessoas, há uma única verdade:</p>
<p>TUDO É POSSÍVEL.</p>
<p>A frase bíblica afirma que <em>tudo é possível ao que crê</em> e esta é a grande verdade: Se você quer e acredita que será bom, então não só será bem possível, como será, muito provavelmente, bom.</p>
<h3>Caso se perceba que não se quer mudar TANTO assim:</h3>
<p>Talvez você não queira mudar sua vida. Neste caso, é preciso ser honesto consigo mesmo e admitir que o que se ambicionava não era tão desejado. Isso pode lhe trazer uma paz incomensurável. Muitas vezes alimentamos ambições que nem são nossas e sim adquiridas das convenções, quando o que se quer mesmo, é paz de espírito e sossego. Então o que resta é parar de querer tanto, e aprender a lidar com as coisas do jeito que elas são.</p>
<blockquote><p>O discípulo suplicou ao mestre: &#8220;<strong>Mestre, eu quero paz</strong>&#8220;. E o Mestre respondeu: Tire o <strong><em>eu</em> </strong>(egoísmo), depois tire o <strong><em>quero</em></strong> (desejos), e você ficará com a <strong><em>paz</em></strong>.</p></blockquote>
<p>Será, neste caso, uma questão de pé no chão e <a title="Textos sobre aceitação" href="https://www.ronaud.com/tag/aceitacao/">aceitação</a>.</p>
<p>Nenhum dos dois caminhos é errado. Não é errado querer melhorar, e não é errado querer deixar tudo como está. Não há certo nem errado na vida. Há atos e consequências. E a escolha da <em>consequência</em> com a qual mais nos identificamos.</p>
<p>***</p>
<p>* A linha de pensamento contemporâneo, sustentada por intelectuais politicamente corretos, não admite essas diferenças entre as pessoas. Mas a vida é assim mesmo, ainda que um certo grupo não admita a natureza desigual da existência e <em>brigue</em> por seu ideal de igualdade.</p>
<p>***</p>
<h3>Veja também</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/auto-sabotagem-medo-do-bom/">Medo do bom</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/timidez-crencas-e-auto-sabotagem/">Timidez, Crenças e Auto-sabotagem</a></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres, vitimismo e preguiça</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/mulheres-vitimismo-e-preguica/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/espiritualidade/mulheres-vitimismo-e-preguica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2014 02:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Coitadismo]]></category>
		<category><![CDATA[Comodismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desânimo]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esforço]]></category>
		<category><![CDATA[Frequência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vibração espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste link, a autora Regina Navarro expõe a seguinte situação de uma leitora, que pede ajuda à autora: Tenho 43 anos, não trabalho e dependo totalmente do meu marido. Os filhos já estão grandes e gostaria muito de fazer alguma coisa para não ter que ficar pedindo dinheiro o tempo todo, até para as coisas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste <a href="http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/02/27/nao-gosto-de-ter-que-pedir-dinheiro-para-o-meu-marido-se-eu-fosse-voce/" target="_blank" rel="noopener">link</a>, a autora Regina Navarro expõe a seguinte situação de uma leitora, que pede ajuda à autora:</p>
<blockquote><p>Tenho 43 anos, não trabalho e dependo totalmente do meu marido. Os filhos já estão grandes e <strong>gostaria muito</strong> de fazer alguma coisa para não ter que ficar pedindo dinheiro o tempo todo, até para as coisas mais simples. Às vezes temos brigas tão sérias que passamos vários dias sem nos falar. Quando isso acontece, ele retira o talão de cheques da conta conjunta, a chave do carro, e não me deixa dinheiro nem para o ônibus. Comecei a fazer umas camisetas pintadas, que agradaram bastante às minhas amigas. Uma delas me indicou a loja de um conhecido, que <strong>fez um pedido de 50 camisetas</strong>. Não sei o que aconteceu comigo. Fiquei paralisada.<strong> Não consigo ter ânimo nem para comprar a malha.</strong> Acho que agora não dá mais, já passou do dia combinado para a entrega. Como posso mudar isso na minha vida?</p></blockquote>
<p>Situação triste. E que acontece muito por aí.</p>
<p>Primeiramente, deixemos muito claro que um marido que faz o que faz com a esposa, sabendo que ela depende totalmente do dinheiro dele, é um canalha. Ponto!</p>
<p>Mas ela também não é totalmente inocente nessa história. Sabemos que trabalhar é uma atividade que exige muito de todos nós. Exige tempo, dedicação, fé no que estamos fazendo. E todas essas exigências que o trabalho nos faz quase sempre ultrapassam a fronteira do sacrifício.<a title="Se fosse bom, não seria pago" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/"> Trabalhar é normalmente um ato de sacrifício que nos desgasta muito</a>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/compreensao-a-arte-de-aceitar/">Já comentei aqui</a> que certas pessoas não têm os recursos emocionais necessários para suportarem uma atividade laboral constante. Pelo que vejo, a mulher que pediu ajuda à Regina é uma dessas pessoas. Fugiu como pôde a vida toda. Abrigou-se nas asas do marido. Acomodou-se. Mas como sabemos, depender dos outros é perigoso. E ela vem sentindo esse perigo na medida em que tem ficado <em>na mão</em> a cada vez que briga com ele.</p>
<p>Sente que deveria fazer algo por si. Mas aos 43 anos ainda não fez nada&#8230; Será que não teve tempo? Será que não teve oportunidades? Certamente os teve, mas ignorou. Agora se vê diante da necessidade premente de começar a trabalhar. Pelo que ela relata, surgiu uma boa oportunidade.</p>
<p>Mas alegou <em>desânimo</em>. Junto ao desânimo, vejo também acomodação e <a title="A maior falha que as pessoas podem cometer" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-maior-falha-que-um-homem-pode-cometer/">preguiça</a>. Porque, repito, sabemos que trabalhar não é fácil. Trabalhar exige empenho, esforço e sacrifícios. <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/">Se trabalhar fosse bom, não seria uma atividade remunerada</a>.</p>
<p>O que vejo, é um padrão espiritual. O padrão do comodismo. É muito mais fácil para ela continuar dependendo do marido, que <em>enfrenta o mundo</em> para trazer o sustento da casa, do que enfrentar o mundo ela mesma, e sair de sua <a href="https://www.ronaud.com/atitude/zona-de-conforto-a-maldicao/">zona de conforto</a>.</p>
<p>Daqui a pouco o marido falta, e ela não terá mais onde se amparar. Então não poderá nem dar-se ao luxo de sentir <em>desânimo</em> mais&#8230;</p>
<p>Na mesma página, mais abaixo, a leitora &#8220;JC&#8221; comenta o seguinte:</p>
<blockquote><p>A única maneira de não precisar do dinheiro do marido seria trabalhar, agora, se a pessoa tem uma oportunidade de ter sua própria renda e faz corpo mole, fica difícil resolver&#8230;</p></blockquote>
<p>Concordo integralmente com ela.</p>
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		<title>Revista VEJA, Globo e a realidade dos números</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 18:51:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
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		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
		<category><![CDATA[Protestos]]></category>
		<category><![CDATA[Protestos no Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[O poder de elucidação dos números A Veja não é assim tão poderosa quanto parece. Não sou leitor da revista, faz uns 8 anos que sequer folheio uma Veja, e não estou defendendo-a. Estou apenas sugerindo uma visão mais global da coisa. Veja (sem trocadilho) o raciocínio do Marcel Dias, do blog BQEG: &#8220;Tenho 34 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>O poder de elucidação dos números</h3>
<p>A Veja não é assim tão poderosa quanto parece. Não sou leitor da revista, faz uns 8 anos que sequer folheio uma Veja, e não estou defendendo-a. Estou apenas sugerindo uma visão mais global da coisa. Veja (sem trocadilho) o raciocínio do Marcel Dias, do blog BQEG:</p>
<p>&#8220;Tenho 34 anos e nunca fui ameaçado pela polícia ou qualquer outra entidade/pessoa me forçando a ler a Veja. O Brasil tem 200 milhões de habitantes e a revista tem 1 milhão de tiragem (0,5%). Mesmo numa casa com 5 pessoas seriam 5 milhões de pessoas lendo, o equivalente a 2,5% de toda a população. É um número muito baixo de alienados pra justificar a inércia em que a gente se encontra(va).&#8221;</p>
<p>Traduzindo: <strong>O que é UM milhão de pessoas em relação a DUZENTOS milhões de pessoas</strong>?</p>
<p>A questão é a de tomar cuidado ao se buscar culpados ou responsáveis. O mesmo vale para as emissoras de TV. Segundo eu entendi em pesquisa rápida, apenas 49% da população acima de 14 anos dos brasileiros assistem TV regularmente. Metade! Isso dá 75 milhões de brasileiros. E a Globo, também considerada uma vilã, fica só com uma parte desses 49%.</p>
<p>É sim um número expressivo, mas sobram outros 75 milhões de brasileiros acima de 14 anos alheios ao que tá acontecendo.</p>
<p>A mídia é sim poderosa, mas não é onipresente. E acho que uma prova inequívoca do poder de influência limitado da Veja em específico, é que apesar de alguns de seus jornalistas continuarem avaliando os protestos em São Paulo de forma negativa, os mesmos protestos só fazem crescer. O que é magnífico.</p>
<p>Acho que a responsabilidade pelo que o Brasil se tornou é de todos nós e do nosso <em>alheamento</em> (ou alienação) ao que era importante. Dar atenção à política dá trabalho, exige tempo e empenho. <a title="Só pra lembrar" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/so-pra-lembrar/">Era mais divertido se distrair com novelas, bbbs, futebol, facebook e baladas</a>.</p>
<p>A notícia boa é que parece que isso está mudando.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Meritocracia</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/meritocracia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 16:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-família]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direita (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Esforço]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Um interessante texto que recebi por email, com comentário mais abaixo: Experimento interessante ocorrido em 1931. Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: &#8220;Ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um interessante texto que recebi por email, com comentário mais abaixo:</p>
<blockquote><p>Experimento interessante ocorrido em 1931. Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava:</p>
<p>&#8220;Ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.&#8221;</p>
<p>O professor então disse: &#8220;Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.&#8221; Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam &#8220;justas&#8221;. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um &#8220;A&#8221;&#8230;</p>
<p>Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam &#8220;B&#8221;. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos &#8211; eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.</p>
<p>Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi &#8220;D&#8221;. Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um &#8220;F&#8221;. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por &#8220;justiça&#8221; dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.</p>
<p>Portanto, todos os alunos repetiram o ano&#8230; Para sua total surpresa.</p>
<p>O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado, porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. &#8220;Quando a recompensa é grande&#8221; disse, &#8220;o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. É ou não é? Agora, quando um Governo elimina todas as recompensas &#8211; ao tirar coisas dos outros, sem seu consentimento &#8211; para dar aqueles que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.&#8221;</p>
<p>&#8220;É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.</p>
<p>O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro  alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação.</p>
<p>É impossível multiplicar riqueza, dividindo-a.&#8221;<br />
Adrian Rogers, 1931</p></blockquote>
<h3>Comentário</h3>
<p>Pouco provável que a experiência relatada no texto seja verdadeira. Parece mais provável que tenha sido inventada por algum partidário do PSDB ou DEM 🙂</p>
<p>Mas como metáfora a respeito da meritocracia, até que é válida. Evidentemente o texto é uma crítica ao <em>bolsa-família</em> e outras políticas assistencialistas. Particularmente, <a href="https://www.ronaud.com/tag/bolsa-familia/">como já disse aqui outras vezes</a>, acho que o bolsa-família é um valor baixo demais para se dizer que &#8220;sustenta preguiçosos&#8221;. Quem afirma isso é desinformado e não teve nem o empenho de pesquisar um pouco para saber como a coisa funciona. Não teve nem o empenho de raciocinar um pouco pra pensar que mesmo que o bolsa-família fosse de um salário-mínimo (mal chega a metade), <em>AINDA É POUCO</em>.</p>
<p>Gente, ninguém sobrevive dignamente com menos de 1000 reais por mês! O bolsa-família é para a COMIDA mesmo, coisa que a maior parte dos críticos do programa nunca sentiu falta.</p>
<p>Já fui <em>mais fã</em> da idéia da meritocracia, e ainda sou, mas com ressalvas. Ela realmente não funciona sob todo e qualquer aspecto da sociedade, ajudando a privilegiar gente que não deu nada em troca, como herdeiros, por exemplo. Contudo, ainda é o sistema que mais me parece viável, porque aposta na característica mais democrática que trazemos conosco, o egoísmo e o <a href="https://www.ronaud.com/vida/gente-pequena/" target="_blank">prazerzinho infame de nos sentirmos superiores aos outros</a> 😉 Mas&#8230;</p>
<p>Acho que todos os que se auto-intitulam &#8220;esforçados&#8221; e que &#8220;suaram a camisa pra chegar onde chegaram&#8221; (discursinho padrão de quem critica o bolsa-família) devem ser capazes de olhar para os lados com um mínimo de sensibilidade e perceber que nem todos têm as mesmas capacidades que eles. Há gente, e é maioria, que precisa mesmo de ajuda, seja a ajuda material, seja a ajuda de um direcionamento na vida que priorize o crescimento pessoal através do estudo e do trabalho. Pois vejo que o maior mal pelo qual essas pessoas passam, não são as necessidades materiais e sim a desinformação. São ensinadas a adotarem a postura de vitimas indefesas que precisam que o governo e os ricos deem jeito em suas vidas. Mas maior ajuda que podemos dar a essas pessoas é mostrar-lhes que têm potencial e com trabalho, podem melhorar de vida.</p>
<p>Você escolhe: Ou dá vazão ao seu preconceito (e vontade de se sentir superior) e os chama de <em>preguiçosos</em> com o despudor de quem tem certeza de que está certo, ou usa desse seu raciocínio para <em>compreender</em> a realidade como ela é, e que as pessoas são diferentes. E que muitas delas precisam de um olhar mais atento.</p>
<p>Não sou religioso mas devemos reconhecer que a Igreja já vem chamando a atenção por esse olhar há séculos, em nome da compreensão, da caridade e de outras virtudes humanas.</p>
<p>O engraçado é que, dentro da Igreja, o <em>cidadão esforçado</em> os chama de <em>necessitados</em>, já na conversa da mesa de bar, os chama de <em>preguiçosos</em>. Vai entender&#8230;</p>
<p>Texto de 20 de fevereiro de 2011.</p>
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