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	<title>Dar o Exemplo &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Você faz MUITA diferença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2015 17:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Boa educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Valores]]></category>
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					<description><![CDATA[Certamente seu poder de influencia positiva - e de fazer a diferença na vida dos próximos e da sociedade - é muito maior do que você pode imaginar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes um mero &#8220;<a href="https://www.frasesdebomdia.com.br">bom dia</a>&#8221; voluntário e atencioso pode tornar o dia de alguém melhor. Qual não será a dimensão da nossa palavra positiva dita na hora certa, ou do nosso ato exemplar e convicto que impõe um princípio mais elevado nas nossas turbulentas relações diárias?</p>
<p>Certamente nosso poder de influencia positiva &#8211; e de fazer a diferença na vida dos próximos e da sociedade &#8211; é muito maior do que podemos imaginar. Algumas reflexões já me convenceram de que, o que sou hoje, é a soma exata e precisa de todos os contatos que já tive na vida, bons e maus. Os bons vieram para me inspirar, e os maus para eu lembrar de não repeti-los.</p>
<p>Acredito ainda que nossas muitas faltas já cometidas não desqualificam nosso exemplo naquilo que já conseguimos superar. Que continuemos acreditando que vale a pena sermos sempre o que de melhor conseguimos ser. Porque um mundo melhor se constrói de pessoas sendo melhores.</p>
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		<title>EXATAMENTE como os nossos pais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2014 15:37:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Dar o Exemplo]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[Ah, os nossos pais, o que seria de nós se eles não fossem ELES?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/2qqN4cEpPCw" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Quando algo dava muito errado nas tarefas de manutenção doméstica, que ele odiava, meu pai costumava chamar nomes &#8220;lindos&#8221;, que deixariam o diabo envergonhado.</p>
<p>Quando tenho que fazer alguma manutenção doméstica que dá muito mais trabalho que o esperado, imagine você os nomes &#8220;lindos&#8221; que costumo chamar&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>Quando um talher caía de sua mão, minha mãe juntava. Quando escapava pela segunda vez, ela xingava. Quando o talher teimoso lhe escapava pela terceira vez, ela chutava ele pra longe, abria a gaveta e pegava outro.</p>
<p>Hoje um talher caiu da minha mão por três vezes. Adivinha o que eu fiz?</p>
<p>***</p>
<p>Ah, os nossos pais, o que seria de nós se eles não fossem ELES?</p>
<p>***</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/Fvi_UN3E_Co" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Ps.: É claro que meus pais me deixaram muito mais exemplos bons do que ruins. Mas estes dois acima lembrados são os mais irônicos, que acabam me fazendo rir sozinho, depois de repeti-los&#8230; 😉</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Se é preciso explicar, é porque não adianta explicar</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/se-e-preciso-explicar-e-porque-nao-adianta-explicar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2013 18:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Conforto]]></category>
		<category><![CDATA[Dar o Exemplo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[Frequência espiritual]]></category>
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		<category><![CDATA[Ignorância coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
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		<category><![CDATA[Pensamento crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Prudência]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[Você tenta explicar as coisas para os outros e eles não ligam? Sai dessa vida, deixa essa gente apanhar e aprender por conta. Cuide de sua trajetória, é o máximo que lhe cabe.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_12441" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/gente-burra.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12441" class="size-medium wp-image-12441" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/gente-burra-300x207.jpg" alt="Estão por toda parte" width="300" height="207" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/gente-burra-300x207.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/gente-burra.jpg 550w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-12441" class="wp-caption-text">Estão por toda parte</p></div>
<p>O espiritismo tem lá suas falhas. Mas ainda é um dos sistemas de pensamento espiritualista mais sensatos e acessíveis à população que há no Brasil.</p>
<p>A Bíblia é um livro belíssimo, concordo. Tanto que neste mesmo site já publiquei diversas <a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/ha-poder-em-suas-palavras-passagens-biblicas/">seleções de passagens bíblicas</a>. Mas a interpretação bíblica é sempre subjetiva, porque nela se misturam poesia, história judaica e orientação espiritual, e por vezes, <a title="Conheça algumas contradições" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/contradicoes-da-biblia/">é também contraditória</a>. Os cinco principais livros do espiritismo, todos cujas mensagens foram codificadas (e não escritas) por Allan Kardec, explicam muito mais sobre a existência, sobre a espiritualidade e sobre a moral do que todos os 73 livros da Bíblia Católica.</p>
<p>Mas mesmo assim, o espiritismo é relativamente pouco popular no Brasil, se comparado ao catolicismo e às igrejas neo-pentecostais. As pessoas ainda precisam parametrizar a própria vida entre <a title="E para isso, personalizaram o mal na figura do Diabo" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/o-diabo-existe/">o bem e o mal</a>, para poderem ter a certeza íntima que estão do lado do bem.</p>
<p>Viver fora desse esquema de bem ou mal e de <em>pecado e castigo</em> é difícil para as pessoas comuns, por mais que <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-e-justo/">num mundo alternativo tudo seja mais leve</a> na medida em que em vez de pecado e castigo, só existam <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/karma/">erros e correção</a>, e <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/carma-trauma-e-querer/">atos e suas consequências</a>.</p>
<p><strong>Ser livre dá medo</strong>. É inseguro andar com as próprias pernas. Andar junto ao <em>rebanho</em> aparenta ser muito mais seguro, <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/na-duvida-nao-acredite/">por mais que no final das contas, todos vão para o abate</a>. Por isso a liberdade filosófica e espiritual que o espiritismo e outras correntes de pensamento contemporâneas oferecem ainda se reduz a um segmento da população.</p>
<p>Me refiro aqui ao espiritismo de Kardec e Chico Xavier, <strong>mas há muito mais conhecimento disponível</strong>. Há todo um rol de correntes espiritualistas libertadoras disponíveis cujo conhecimento está acessível gratuitamente na internet. São pensamentos renovados, contemporâneos, e leves, que nos transpõe anos-luz a frente desse pensamento aprisionador corrente na maioria das camadas da população.</p>
<p>É só querer conhecer.</p>
<p><strong>Mas a maioria das pessoas não quer</strong>.</p>
<p>Então já me aconteceu muito de, na medida em que vinha obtendo novos conhecimentos, querer compartilhar com pessoas próximas, como se fosse a grande luz que elas precisassem, como se tal conhecimento fosse fazer para elas tão bem quanto me fez.</p>
<p>E bem no fim o que eu recebia era indiferença ou negação irracional.</p>
<p>Até que chegou uma hora em que me cansei, e me vi obrigado a deixar as pessoas se debatendo com suas crenças limitadas e aprisionadoras.</p>
<p>Porque aprendi que <em>se é preciso explicar, é porque não adianta explicar</em>.</p>
<p>As pessoas só aprendem apanhando&#8230;</p>
<p>&#8230;bastante.</p>
<p>Lá na frente, depois de muito tempo apanhando e patinando, elas vão acordar. E vão ansiar por um conhecimento melhorado (<a title="Causa e Efeito - Pra quem gosta de figurinhas" href="https://www.ronaud.com/mudancas/causa-e-efeito-uma-demonstracao-visual/">e até mesmo, óbvio</a>) que as ajude a lidar melhor com <a title="Veja bem..." href="https://www.ronaud.com/inteligencia/equivocos-consequencias-e-lucidez/">a droga de vida que criaram para si</a>.</p>
<p>E é assim que as coisas são: Certos conhecimentos têm o tempo certo para chegar até as pessoas, e esse tempo sempre é o tempo no qual estão preparadas para recebê-lo.</p>
<p>O próprio Livro dos Espíritos explica isso através das questões n° 628 e 801:</p>
<blockquote><p>628. Por que a verdade não foi sempre posta ao alcance de toda gente?</p>
<p>“Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado.”</p>
<p>801. Por que não ensinaram os Espíritos, em todos os tempos, o que ensinam hoje?</p>
<p>“Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou adulteraram, mas que podem compreender agora. Com seus ensinos, embora incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que vai frutificar.”</p></blockquote>
<p>Então se você também se frustar ao perceber que as pessoas ao seu redor preferem continuar com suas crenças limitadoras, <em>deixe pra lá</em>, vá tomar um cafezinho, passear, etc.</p>
<p>Perca essa necessidade de demonstrar conhecimento e que você encontrou <em>a luz</em>. Primeiro, porque é feio ficar alardando conhecimento sem ser perguntado. Segundo, porque essa suposta luz que você alcançou não é  tão luminosa assim uma vez que não o ajudou a entender que há pessoas que preferem conhecer, e outras, crer.</p>
<p><a title="Prega bem quem vive bem... e olhe lá!!!" href="https://www.ronaud.com/sucesso/prega-bem-quem-vive-bem/">Viva sua vida e faça dela uma vida leve e feliz</a>. Para não se enquadrar no tema do texto anterior: <a title="Eu é que sei como as coisas deveriam ser!!! ;)" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/ressentimento-ou-eu-e-que-sei-como-as-coisas-deviam-ser/">Ressentimento</a>.</p>
<p>É o máximo que lhe cabe.</p>
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		<title>Prega bem quem vive bem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 22:08:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Dar o Exemplo]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
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					<description><![CDATA[Outro dia alguém publicou isso no twitter: Ciganas e Cartomantes são um retrato da vida: SEMPRE as pessoas mais FRACASSADAS julgam saber a solução dos nossos problemas. Ele tem uma certa razão. Particularmente, abomino o sujeito medíocre, seja ele místico ou não, que venha me dar conselhos e palpites na minha vida, os quais sequer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia alguém publicou isso no twitter:</p>
<blockquote><p>Ciganas e Cartomantes são um retrato da vida: SEMPRE as pessoas mais FRACASSADAS julgam saber a solução dos nossos problemas.</p></blockquote>
<p>Ele tem uma certa razão. Particularmente, abomino o sujeito medíocre, seja ele místico ou não, que venha me dar conselhos e palpites na minha vida, os quais sequer solicitei. Pois indeciso como sou, é muito raro que eu venha a pedir a opinião dos outros, pois se me vierem com várias opções de ação, vou ficar estagnado sem decidir nada indefinidamente 🙂</p>
<div id="attachment_6528" style="width: 282px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/11/napoleao.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6528" class="size-full wp-image-6528 " title="Seminário sobre Liderança e Motivação - Palestrante: Napoleão Bonaparte" alt="Seminário sobre Liderança e Motivação - Palestrante: Napoleão Bonaparte" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/11/napoleao.jpg" width="272" height="185" /></a><p id="caption-attachment-6528" class="wp-caption-text">Seminário sobre Liderança e Motivação &#8211; Palestrante: Napoleão Bonaparte</p></div>
<p>Mas veja que místicos, cartomantes, pastores, etc, <em>sofrem</em>. Se são <em>POBRES</em>, então são fracassados tentando resolver a vida alheia. Se são <em>RICOS</em>, é porque <em>tiraram</em> dinheiro de gente crédula.</p>
<p>Pessoal nunca se contenta.</p>
<p>É claro que considero carinhosamente a opinião, histórias e conselhos de gente bem sucedida, não importa quem for. Se deu certo pra ele, talvez possa dar certo pra mim também. <strong>É a força imbatível do <em>EXEMPLO</em></strong>.</p>
<blockquote><p>Prega bem, quem vive bem.</p></blockquote>
<p>Se o indivíduo quer dar palpite na vida dos outros, então que pelo menos resolva a sua.</p>
<blockquote><p>Quem vive bem, calado prega.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Livro Para Ser Grande – Resenha / Resumo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/livro-para-ser-grande-resenha-resumo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 20:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Dar o Exemplo]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos de sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
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					<description><![CDATA[O livro Para Ser Grande traz 20 entrevistas da jornalista Marina Vidigal de grandes empresários brasileiros onde revelam suas histórias de sucesso. A cada depoimento encontramos lições de vida, de valores, de superações e de conquistas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20618" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B00AHGG55G/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B00AHGG55G&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=242fd63a87b5d3df428996c24753802c" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20618" class="wp-image-20618 size-full" title="Para Ser Grande" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/11/para-ser-grande-marina-vidigal.jpg" alt="Para Ser Grande" width="300" height="449" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/11/para-ser-grande-marina-vidigal.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/11/para-ser-grande-marina-vidigal-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-20618" class="wp-caption-text">Para Ser Grande</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>A jornalista Marina Vidigal entrevistou 20 grandes empresários brasileiros para que eles revelassem suas histórias de sucesso. A cada depoimento encontramos lições de vida, de valores, de superações e de conquistas, como de Camilo Cola, que começou trabalhando como lavador de caminhões, lutou na Segunda Guerra Mundial e, na volta, investiu na compra e venda de caminhões e, mais tarde, em transporte coletivo. Hoje, a Viação Itapemirim é a maior companhia de ônibus da América do Sul; Tem ainda a história de Aleksandar Mandic, que deixou um emprego na Siemens para abrir seu próprio negócio e acabou se tornando o pai da Internet no Brasil, e várias outras.</p>
<ul>
<li>Editora: Panda Books</li>
<li>Autor: MARINA VIDIGAL</li>
<li>ISBN: 9788562900006</li>
<li>Origem: Nacional</li>
<li>Ano: 2009</li>
<li>Edição: 1</li>
<li>Número de páginas: 296</li>
<li>Acabamento: Brochura</li>
<li>Formato: Médio</li>
</ul>
<h3>Minha opinião sobre o livro Para Ser Grande</h3>
<p>Aqui está um livro altamente indicado para você que tem espírito empreendedor e está em busca de vitórias e conquistas. Indicado a todo profissional que busca por bons exemplos para se espelhar, o livro Para Ser Grande traz a essência da luta de 20 grandes personalidades do empreendedorismo brasileiro. Conhecer as experiências alheias bem sucedidas nos dá uma injeção de ânimo e forte motivação, na medida em que vamos entendendo que não somos só nós que passamos por dificuldades (as vezes temos essa impressão). E sim, que todos os empresários que chegaram ao ápice de suas carreiras empreendedoras passaram por dificuldades inimagináveis. E mesmo aqueles que vieram do que se pode chamar de &#8220;berço de ouro&#8221; tiveram a humildade e a extrema garra de se esforçarem até a última gota de energia para verem seus emprendimentos bem sucedidos. Não se engane, o êxito tem preço, e não é barato.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00AHGG55G&amp;asins=B00AHGG55G&amp;linkId=87fd772e6af07da1681af9097bd4e4ed&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>O livro Para Ser Grande traz textos rápidos, mas muito ricos e repletos de detalhes da vida dos entrevistados. A autora demonstrou grande capacidade de sintetizar em poucas páginas toda a história dos grandes personagens que entrevistou. Em nenhum momento da leitura você fica com aquela sensação de incompletude em relação às histórias relatadas, muito pelo contrário, cada detalhe das histórias pareceu escolhido a dedo, de forma a completar e nos mostrar toda a riqueza de experiências que os empresários tem para compartilhar.</p>
<p>Os ramos de atuação dos empresários são os mais diversos e acabamos por nos identificar especialmente com alguns devido às nossas próprias aptidões. Particularmente, gostei muito de conhecer as trajetórias de Chieko Aoki, da Blue Tree Towers, de Cristiana Arcangeli, da Phytoervas e de Washington Olivetto, da antiga W/Brasil. São os profissionais retratados no livro em quem a criatividade corre nas veias e cuja sensibilidade criativa merecem ser conhecidas e espelhadas.</p>
<p>Por outro lado, uma história que me chamou a atenção em especial foi a de Elói D´Ávila de Oliveira, criador da agência de turismo e emissora de bilhetes aéreos Flytour. Perdeu a mãe cedo, passou boa parte da infância nas ruas, pra lá e pra cá, sem rumo, sozinho, e ainda assim, com uma garra invejável, persistente, supera a tudo, e vence na vida. É o tipo de destino cujo sujeito tinha tudo para se tornar um bandido, um marginal, contudo, é o argumento vivo de que o caráter está na alma. Admirável.</p>
<p>Conhecermos histórias de outras pessoas nos ajuda a ampliar a visão de mundo e também, nosso horizonte de atuação. No caso das histórias relatadas neste livro, me mostraram que quase nunca damos tudo que podemos e ainda assim, preferimos parar e reclamar, do que continuar firme no caminho escolhido. Enfim, uma ótima dica de leitura.</p>
<p>***</p>
<p>Eu escrevi <a title="Clique e leia!!!" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/para-ser-rico-seja-grande-indice-de-grandeza-pessoal/">uma série de textos abordando esta visão sobre a grandeza de algumas pessoas</a> e o quanto essa grandeza gera consequências de riqueza para elas. Clique e veja.</p>
<h3>Comprar livro Para Ser Grande</h3>
<div id="attachment_20618" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B00AHGG55G/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B00AHGG55G&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=242fd63a87b5d3df428996c24753802c" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20618" class="wp-image-20618 size-full" title="Para Ser Grande" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/11/para-ser-grande-marina-vidigal.jpg" alt="Para Ser Grande" width="300" height="449" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/11/para-ser-grande-marina-vidigal.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/11/para-ser-grande-marina-vidigal-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-20618" class="wp-caption-text">Para Ser Grande</p></div>
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		<title>Aparências e senso de importância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 16:49:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Dar o Exemplo]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste texto eu falei dessa característica patética que incorporamos vez ou outra, querendo parecer mais importantes do que realmente somos. Afinal, creio que todos estamos sujeitos tanto a surtos de virtude como, mais frequentemente, a surtos de um comportamento mais egoísta, e patético. Ninguém é constantemente 100% humilde ou 100% orgulhoso em tudo. Essa medida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13108" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/aparencias.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13108" class="size-medium wp-image-13108" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/aparencias-300x266.jpg" alt="Aparências" width="300" height="266" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/aparencias-300x266.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/aparencias.jpg 472w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-13108" class="wp-caption-text">Aparências</p></div>
<p>Neste <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/eu-sei-que-voce-e-importante/">texto</a> eu falei dessa característica patética que incorporamos vez ou outra, querendo parecer mais importantes do que realmente somos. Afinal, creio que todos estamos sujeitos tanto a surtos de virtude como, mais frequentemente, a surtos de um comportamento mais egoísta, e patético. Ninguém é constantemente 100% humilde ou 100% orgulhoso em tudo. Essa medida varia de acordo com a circunstância e com o assunto e . Somos seres inconstantes.</p>
<p>Dos momentos em que sentimos aquela necessidade de demonstrar importância pessoal, o mais estranho é quando o fazemos ao pertencer a algum grupo, seja político, religioso, esportivo, regionalista, etc.</p>
<p>Na política, acontece em especial às vésperas das eleições, quando os ânimos do povo estão efervescentes. Brigas, discussões, provocações, etc etc. Aos candidatos só faltam ser chamados de santos por seus apoiadores. Tomar um partido de algum político achando que MUITA coisa vai melhorar é das maiores bobagens que podemos fazer.</p>
<p>O mesmo vale para quem pertence a algum grupo religioso, e mais do que buscar um conforto espiritual, encontra ali a falsa ideia de se alçar, através da aceitação de alguma ideologia espiritual transformada em religião, uma situação superior em relação à situação de quem está fora daquele grupo. Uma ideia não faz de você melhor a não ser que ela, colocada em prática, melhore seu padrão de vida, seja amoroso, financeiro ou pessoal. O que eleva sua condição, na vida, é a ação efetiva &#8211; diga-se trabalho &#8211; em favor de si mesmo e dos que o rodeiam.</p>
<p>E o que dizer de quem torce mais por um time de futebol do que por si mesmo? Um time de futebol é um time, só isso. Quando ganham um campeonato, os únicos favorecidos de fato são os jogadores. Sempre que me perguntam pra que time eu torço, não consigo encontrar outra resposta mais coerente do que a arrogante resposta: &#8220;torço pra mim mesmo&#8221;. Fazer o que se é verdade?! Até entendo a descontração e a empolgação de ver o seu time campeão. Manter uma torcida é emocionante, é humano, porque nos identificamos com o esforço de alguém por quem sentimos grande estima. Mas não esqueçamos, a única vida que melhora a partir da vitória é a vida dos jogadores campeões, dos dirigentes do clube, etc. A sua&#8230; bem, você sabe.</p>
<p>Também tem aqueles que se sentem &#8211; e demonstram &#8211; melhor usando roupas de grifes, tenis de marca, essas coisas. Poxa, adquirir um produto melhor em vista da qualidade, é mais do que justo. Quer adquirir um produto para passar o status de que você PODE, tudo bem, o dinheiro é seu. Mas daí se achar melhor e maior do que os outros, é prepotência. Grande ilusão.</p>
<p>Além desta falsa importância conferida a nós através da identificação da nossa personalidade com uma ideia, seja ela política, religiosa, uma marca, etc, tem aquela conferida por associar-se a suposta competência alheia, cheia de pompa e glória. Veja este trecho do filósofo <em>Montaigne</em> retirado do livro <a href="https://www.ronaud.com/livros/resenharesumo-livro-as-consolacoes-da-filosofia/">As Consolações da Filosofia</a>, de Alain de Botton:</p>
<blockquote><p>Os diálogos de Sócrates, que seus amigos legaram à posteridade, recebem nosso beneplácito apenas porque nos deixamos intimidar pela aprovação geral que receberam. Não usamos nosso próprios recursos intelectuais para julgá-los pois nunca fizeram parte de nossos hábitos. Se, na época em que vivemos, alguém viesse a produzir algo semelhante, poucos seriam aqueles que lhe reconheceriam o valor. Não somos capazes de apreciar virtudes que não são destacadas ou ampliadas por artifício&#8230;.</p>
<p>&#8230;Nos dias de hoje, nenhum de nós discerniria a nobreza e o esplendor de seus conceitos surpreendentes, expressos de forma tão simples; nós que julgamos inferior e banal o que não é revestido de erudição e que só percebemos a riqueza quando ela se faz acompanhar da pompa.</p></blockquote>
<p>Ou seja, citar Sócrates atribui importância &#8211; através de uma suposta erudição &#8211; a quem cita. Mas se o conhecêssemos pessoalmente, certamente o ignoraríamos prontamente. Afinal descrições apontam a figura física de Sócrates como vil e simplória, bem como sua linguagem. Diz-de que debochavam dele por cuidar mal de seu próprio asseio. Certamente se por ele passássemos na rua, o ignoraríamos sem qualquer hesitação. E ainda a respeito da pompa que certos nomes adquirem mais pelo boca-a-boca que o transformam em mitos, gostaria de comentar algo muito questionável. Para tanto, repito uma frase que muito marcou e influencia o critério pelo qual assimilo certas idéias:</p>
<blockquote><p>Prega bem, quem vive bem!</p></blockquote>
<p>Pois bem, Sócrates era <em>o cara</em>, não deixava passar nada, tinha resposta pra tudo, <em>enrolava todo mundo no papo</em>, mas acabou como acabou. Foi obrigado a tomar da tal cicuta. Teve todas as chances de negociar, mas manteve-se intransigente e encarou a morte de frente. Uns veem aí coragem e firmeza de propósito. Eu vejo um senso de prioridade alterado. Pra mim, ser obrigado a morrer bebendo uma dose de veneno está longe de significar uma vida bem sucedida. Epícuro também teve um fim patético. Nietzsche então, morreu insano segundo Alain de Botton. Foram inteligentes? Sem dúvida. Devem ser ouvidos? Sem dúvida. Devem ser seguidos? Dependendo do que se considera uma vida bem sucedida, e este é para mim, o critério mais válido, por ser prático e dizer respeito ao tempo que me foi concedido em vida, então creio que não.</p>
<p>Neste sentido, minha identificação com as idéias pragmáticas de <em>Montaigne</em> (e olha eu querendo fortalecer meu argumento citando um <em>grande</em> filósofo) se torna mais forte. Segundo o mesmo:</p>
<blockquote><p>Se o homem fosse sábio, mediria o verdadeiro valor de qualquer coisa de acordo com a sua utilidade e pertinência em sua vida. Somente o que nos faz sentir melhor merece ser compreendido.</p>
<p>Que benefícios tanta erudição trouxe a Varro [escreveu 600 livros para a biblioteca de Júlio César] e a Aristóteles? Ela os livrou das mazelas humanas? Ela os aliviou de infortúnios como o de nascer um homem ordinário? A lógica [filosófica] teve o poder de os consolar dos sofrimentos caudados pela gota&#8230;?</p></blockquote>
<p>Concluo que pouca coisa é, no fundo, especial e digno de alguma reverência. Pessoas sempre foram pessoas, e eu, como pessoa, entendo que elas não tem nada demais além de algumas competências, estas sim, com algum valor. Objetos são objetos, podem ser do material mais raro e advir do processo mais complexo, mas ainda são objetos. Nenhum objeto adquirido perpetua a sensação momentânea da novidade de sua obtenção. Idéias são idéias. Se elas te proporcionam um meio de ação que lhe faça sentir melhor hoje do que se sentia ontem, sem ela, ótimo. Do contrário, são apenas idéias estéreis.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lições de vida com Steve Jobs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 19:23:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Bonitos]]></category>
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					<description><![CDATA[Discurso de formatura proferido por Steve Jobs, CEO da Apple Computer e da Pixar Animation Studios, em 12 de junho de 2005, para os alunos da Universidade de Stanford.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto do discurso de formatura proferido por Steve Jobs, CEO da Apple Computer e da Pixar Animation Studios, em 12 de junho de 2005. É encontrado também em outros sites, mas vale a pena replicá-lo aqui já que tem tudo a ver com o propósito deste site. É um grande texto (e também um texto grande, mas faça um favor a você mesmo e leia até o final), voltado principalmente para aqueles que acreditam em diplomas e esquecem de um <em>detalhesinho</em> importante sem o qual qualquer diploma se invalida: a COMPETÊNCIA. O texto original em inglês pode ser encontrado <a href="http://news.stanford.edu/news/2005/june15/jobs-061505.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. E foi traduzido por este rapaz <a href="http://yvescorp.blogspot.com.br/2007/02/o-discurso-salvador-de-steve-jobs.html" target="_blank" rel="nofollow noopener">aqui</a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;Obrigado</p>
<p>Estou honrado por estar aqui com vocês na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Verdade seja dita: Eu nunca conclui a faculdade e esse é o mais perto que eu já estivede uma formatura de faculdade. Hoje, eu quero contar três histórias sobre minha vida&#8230; É isso, nada de especial, só três histórias.</p>
<p>A primeira é sobre ligar os pontos. Eu abandonei a faculdade depois do primeiro semestre. Mas continuei frequentando informalmente por 18 meses, até que eu realmente saísse. E porque eu saí? Começou antes mesmo de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem não formada e decidiu me colocar para adoção. Ela sentiu que eu deveria ser adotado por formados, então tudo estava arranjado, para eu ser adotado ao nascer por um advogado e sua esposa. Exceto que quando eu nasci, eles decidiram de última hora que na verdade queriam uma menina. Então meus pais, que estavam numa lista de espera receberam uma ligação no meio da noite, perguntando: &#8220;Nós temos um menino inesperado, vocês o querem?&#8221; Eles disseram: &#8220;Claro&#8221;. Minha mãe biológica descobriu depois, que minha mãe nunca concluiu a faculdade e meu pais nunca concluiu o Ensino Médio. Ela se negou a assinar o papéis finais de adoção. Só mudou de idéia alguns meses depois, quando meus pais prometeram que eu iria a faculdade.</p>
<p>Esse foi o começo, na minha vida. E dezessete anos depois eu fui a faculdade. Mas eu escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais seriam gastas na minha formação. Depois de seis meses, eu não podia ver valor nisso. Eu não tinha idéia do que fazer da minha vida e nem como a faculdade iria me ajudar a descobrir.</p>
<p>E aqui estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais juntaram a vida toda. Então eu decidi sair e confiar que tudo correria bem. Foi muito assustador na época, mas olhando de hoje, foi uma das melhores decisões que eu já fiz. No minuto que eu saí, eu pude parar de frequentar as aulas obrigatórias que não me interessavam e começar a frequentar as que realmente me interessavam. Não foi tudo romântico. Eu não tinha um dormitório, então dormia no chão de quartos de amigos. Eu retornava garrafas de Coca por 5 centavos par comprar comida com o dinheiro e eu andava 7 milhas toda noite de domingo para ter uma boa refeição por semana no templo Hare Krishna.</p>
<p>Eu amava isso. E muito do que eu tropecei, por seguir minha curiosidade e intuição se tornou valioso no futuro. Deixe-me dar um exemplo: Reed College naquela época, oferecia, talvez, as melhores aulas de caligrafia do país. Por todo o campus, todo poster, toda capa e todo cartaz, era lindamente escrito a mão. Já que eu tinha abandonado, e não tinha que ter as aulas normais decidi que teria aulas de caligrafia para aprender a fazer isso. Aprendi sobe serifa, estilo serifa sans, sobre variar o espaçamento entre diferentes combinações de letras. Sobre o que faz ótima tipografia ser ótima. Era bonito, histórico, sutilmente artístico, de uma maneira que a ciência não compreende. Eu achei isso fascinante. Nada disso tinha sequer esperança de ser útil na minha vida. Mas 10 anos depois, quando desenvolvíamos o primeiro computador Macintosh, tudo veio a mim. E colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse feito aquele específico curso na faculdade, o Mac nunca teria múltiplos estilos de letras, ou espaços proporcionais. E já que o Windows copiou o Mac, talvez nenhum computador pessoal as tivesse&#8230; (aplausos).</p>
<p>Se eu nunca tivesse abandonado, não teria feito as aulas de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam não ter a ótima tipografia que têm. Claro que era impossível de ligar os pontos quando eu estava na faculdade. Mas era muito, muito claro olhando para trás, 10 anos mais tarde. De novo, você não pode ligar os pontos olhando para o futuro. Você só pode ligá-los, olhando para o passado. Então você tem que confiar que os pontos vão, de alguma maneira, se ligar no futuro. Você tem que confiar em alguma coisa, seu Deus, destino, vida, karma, qualquer coisa, porque acreditar que os pontos vão se ligar em algum momento, vai te dar confiança para seguir seu coração, mesmo que te leve para um caminho diferente do previsto. E isso fará toda a diferença.</p>
<p>Minha segunda história é sobre amor e perdas. Eu tive sorte, encontrei cedo o que amava fazer. Woz (Steve Wozniak) e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple passou de nós dois em uma garagem para uma companhia de 2 bilhões de dólares com 4 mil empregados. Nós acabávamos de lançar nossa maior criação, o Macintosh um ano antes e eu fizera 30 anos. Então fui demitido. como você pode ser demitido de uma empresa que você criou? Bom, conforme a Apple crescia, nós contratamos alguém para dirigir a companhia. E pelo primeiro ano ou mais as coisas foram bem. Mas então nossas visões começaram a divergir, e eventualmente tivemos uma discussão. Foi quando o nosso quadro de diretores escolheram ele, e aos 30, eu estava fora, muito publicamente fora. Tudo em que eu me foquei a minha vida adulta inteira foi tirado de mim. E foi devastador. Eu realmente não soube o que fazer por alguns meses. Eu senti como se tivesse falhado com a geração anterior de empresários, como se eu tivesse derrubado o bastão quando foi passado para mim. Eu me encontrei com David Pakard e Bob Noice, para me desculpar, por ter errado tão feio. Eu era um fracassado público, e até pensei em sair de &#8220;Valley&#8221; (Silicon Valley). Mas alguma coisa lentamente começou a nascer em mim, eu continuava amando o que eu fazia, as coisas que aconteceram com a Apple não mudaram isso em nada, eu havia sido rejeitado, mas continuava a amando. Então decidi começar de novo. Eu não podia ver, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter me acontecido. O peso de ser vitorioso foi substituído pelo vazio de ser um iniciante outra vez, sem muita certeza sobre nada, eu me libertei para entrar em um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os próximos 5 anos, criei uma companhia chamada Next, outra companhia chamada Pixar, e me apaixonei por uma mulher incrível que se tornou minha esposa. A Pixar seguiu e criou o primeiro grande filme de animação por computadores, Toy Story, e hoje é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma incrível sucessão de eventos, a Apple comprou a Next e eu voltei a Apple, e a tecnologia desenvolvida na Next é o coração da atual recuperação da Apple, e Lorenne e eu temos uma linda família juntos.</p>
<p>Eu tenho certeza que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi péssimo o gosto do remédio, mas o paciente precisava disso. Algumas vezes a vida pode te atingir na cabeça com um tijolo, não perca a fé. Me convenci que a única coisa que me fez seguir em frente é que eu amava o que fazia. Você tem que achar o que ama. E isso é tão verdade para o trabalho, quanto é para as pessoas que ama. Seu trabalho vai preencher boa parte da sua vida, e a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito, é fazer o que acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho, é amar o que você faz. Se você não achou isso ainda, continue procurando, e não desista, como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar, e como toda grande relação, só tende a melhorar com o passar do tempo. Então continue procurando! Não desista! (aplausos)</p>
<p>Minha terceira história é sobre a morte. Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação que dizia algo como: &#8220;Se você viver todos os dias como se fosse o último, ocasionalmente acertará!&#8221; Isso me deixou marcado e desde então, pelos próximos 33 anos, eu olhei no espelho todas as manhãs e me perguntei: &#8220;Se hoje fosse o último dia da minha vida eu iria querer fazer o que estou prestes a fazer hoje? E sempre que a resposta foi &#8220;não&#8221;, por muitos dias consecutivos eu sabia que precisava mudar algo. Lembrar que se vai morrer em breve é a mais importante ferramente que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo, todas as expectativas, todo o orgulho, todo medo de falhar, todas essas coisas simplesmente desaparecem, quando se enfrenta a morte. Deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer, é a melhor maneira que conheço de evitar a armadilha de imaginar que se tem algo a perder. Você já está nu, não há razão para não seguir seu coração. Cerca de um ano atrás, fui diagnosticado com câncer. Fiz um exame 7:30 da manhã, que claramente mostrava um tumor no meu pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas, os médicos me disseram que esse era muito provavelmente um tipo de câncer que é incurável. E que eu não deveria esperar viver mais que 3 a 6 meses. Meu médico me disse para ir para casa e colocar meus assuntos em ordem. O que é o código dos médicos para &#8220;prepare-se para morrer&#8221;. Isso significa tentar dizer para seus filhos, tudo que você imaginou ter dez anos para dizer, em poucos meses. Isso significa ter certeza de que tudo está acertado, para que seja o mais fácil possível para sua família. Significa dizer adeus. Eu vivi com esse diagnóstico o dia inteiro, e mais tarde, eu fiz uma biópsia, onde colocaram um endoscópio pela minha garganta, através do meu estômago até meu intestino, colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, disse que quando os médicos viram as células no microscópio, começaram a chorar. Porque ficou claro que era uma forma muito rara de câncer pancreático, que era curável com cirurgia. Eu fiz a cirurgia e estou bem agora. (aplausos)</p>
<p>Esse foi o mais próximo que já estive de enfrentar a morte e espero que seja o mais perto que eu chegue por mais algumas décadas. Passar por isso, me dá autoridade de dizer com mais certeza do que quando morte era um conceito útil mas apenas ilustrativo. Ninguém quer morrer, mesmo as pessoas que querem ir para o paraíso, não querem morrer para isso. E ainda assim, morte é o destino que todos compartilhamos. Ninguém nunca escapou disso e é assim que deve ser, porque a morte é a maior invenção da vida, é o agente que renova a vida, limpa espaço do velho para dar lugar ao novo. Neste instante, o novo é você. Mas algum dia não muito distante, você vai gradualmente se tornar velho e será substituído. Desculpe ser tão dramático, mas é apenas a verdade. Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa, não seja preso pelo dogma, que é viver em função do pensamento de outras pessoas. Não deixe o ruído das opiniões de outras pessoas calar sua própria voz interior. E acima de tudo, tenha coragem de seguir seu coração e intuição, de alguma maneira eles já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.</p>
<p>Quando eu era jovem, havia uma publicação incrível, chamada de &#8220;The Whole Earth Catalogue&#8221; (O maior catálogo da Terra) que foi uma das bíblias da minha geração. Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, não muito longe daqui, no &#8220;Menlo Park&#8221;, e era trazido à vida por seu toque poético. Isso foi nos anos 60, antes de computadores pessoais, e publicações pessoais. Então era todo feito em máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em papel, cerca de 35 anos antes do Google. Era idealístico, transbordando ferramentas limpas e ótimas noções. Stewart e sua equipe colocaram vários assuntos na &#8220;Whole Earth Catalogue&#8221; e então, quando concluiu seu objetivo, colocaram um assunto final. Era o início dos anos 70 e eu tinha a idade de vocês. Na capa do último assunto, havia uma fotografia de uma estrada do tipo que você poderia estar pegando carona, se fosse aventureiro. Abaixo haviam as palavras: &#8220;Fique com fome, fique tolo&#8221;. Foi a despedida deles ao assinar o livro.</p>
<p>&#8220;Fique com fome, fique tolo&#8221;. E eu sempre quis isso para mim. E agora, com vocês se formando para começar de novo eu desejo isso à vocês. &#8220;Fique com fome, fique tolo&#8221;.</p>
<p>Muito obrigado a todos.&#8221;</p></blockquote>
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