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	<title>Crianças &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Infantolatria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 15:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mimos]]></category>
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					<description><![CDATA[Fala de Contardo Caligarris sobre o excesso de atenções que as crianças vêm recebendo na sociedade brasileira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um interessante trecho de Contardo Calligaris sobre o excesso de atenções que as crianças vêm recebendo na sociedade brasileira.</p>
<blockquote><p>O ponto em que os homens e as mulheres brasileiros estão mais atrasados é a sua relação com as crianças. No Brasil, a infantolatria é um negócio bizarro, sobretudo para um europeu de origem como eu (Contardo nasceu em Milão). Fico impressionado com a centralidade das crianças nas fantasias e nos desejos de uma família brasileira, sua relação com os filhos, os gastos totalmente desproporcionais em relação ao que se ganha, sem esquecer o quanto se deixa em segundo plano a relação entre homem e mulher em detrimento do filho. Por essa razão, a separação de casais é mais frequente depois do nascimento de um filho. As pessoas acham que fazer um filho fortalece o casamento, mas em geral essa é uma das principais razões da separação.</p></blockquote>
<p><a href="http://deles.ig.com.br/mundo-masculino/2013-12-10/mulheres-traem-tanto-quanto-os-homens-diz-contardo-calligaris.html">Fonte</a></p>
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		<title>A seriedade da triste vida adulta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 14:09:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Espontaneidade]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Os outros]]></category>
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					<description><![CDATA[Ontem eu e a esposa fomos almoçar num restaurantezinho bem caseiro e BARATO o qual costumamos frequentar quando a preguiça de preparar o almoço é maior do que a fome 🙂 Num dado momento uma menininha de uns 6 ou 7 anos de idade me chamou a atenção. Ela dançava sozinha ao lado da mesa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu e a esposa fomos almoçar num <em>restaurantezinho </em>bem caseiro e BARATO o qual costumamos frequentar quando a preguiça de preparar o almoço é maior do que a fome 🙂</p>
<p>Num dado momento uma menininha de uns 6 ou 7 anos de idade me chamou a atenção. Ela dançava sozinha ao lado da mesa onde os pais almoçavam. Sem música, sem coreografia, sem vergonha&#8230; Apenas se mexia com os olhos fechados.</p>
<p>Ora meio desengonçada, ora como se estivesse se apresentando para dezenas de pessoas, ela fazia o <em>showzinho</em> dela sem sequer se preocupar em ter espectadores.</p>
<p>Naquele instante, ela apenas expressava tudo que sentia que vinha de dentro de si.</p>
<p>Não estava ABSOLUTAMENTE se importando com o que os outros pudessem pensar.</p>
<p>Imediatamente eu imaginei um adulto fazendo o mesmo que ela. Já imaginou se de repente logo após o almoço você sentisse uma vontade incontrolável de se mexer e ficasse de pé ao lado da sua mesa se mexendo desordenadamente, ao sabor de seus impulsos?</p>
<p>Esquisito, não? A primeira coisa que pensamos é: &#8220;Os OUTROS iriam pensar que eu sou louco(a)&#8221;.</p>
<p>Pois é, <a title="Você não está dando importância demais aos outros na sua vida?" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">os outros</a>&#8230; Mais uma vez os outros ditando o que devemos e o que não devemos, o que é razoável e o que não é sensato fazer. Sim, eu seria o primeiro a dizer que você é louco(a). Acho que se fosse o pai dela, seria o primeiro a dizer: &#8220;Senta e sossega, menina&#8221;.</p>
<p>Que ruim pra mim 🙁</p>
<p>Não é à toa que muitos e muitos adultos vivem uma vida infeliz. Somos muito mais limitados do que podemos imaginar.</p>
<p>Acho que se queremos ser felizes, deveríamos observar e consultar as crianças.</p>
<p>Antes que nós mesmos apaguemos essa chama da espontaneidade que brilha intensamente em todas elas.</p>
<blockquote><p>Todas as crianças nascem artistas, mas a dificuldade está em continuar a sê-lo quando crescem. <a title="Frases de Pablo Picasso" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/pablo-picasso">Pablo Picasso</a></p></blockquote>
<p>Aproveitando o tema, sugiro o vídeo abaixo, já bastante conhecido porém pouco praticado. Nele Ken Robinson explica como as escolas <em>matam </em>a criatividade das crianças (Altere a legenda para Português em Subtitles ou Languages):</p>
<div style="margin: 25px; text-align: center;">
<p><object width="398" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2006/Blank/SirKenRobinson_2006-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/SirKenRobinson-2006.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=384&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=66&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=ken_robinson_says_schools_kill_creativity;year=2006;theme=how_the_mind_works;theme=how_we_learn;theme=master_storytellers;theme=the_creative_spark;theme=bold_predictions_stern_warnings;event=TED2006;tag=Culture;tag=children;tag=creativity;tag=dance;tag=education;tag=parenting;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="398" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowfullscreen="allowfullscreen" allowscriptaccess="always" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2006/Blank/SirKenRobinson_2006-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/SirKenRobinson-2006.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=384&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=66&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=ken_robinson_says_schools_kill_creativity;year=2006;theme=how_the_mind_works;theme=how_we_learn;theme=master_storytellers;theme=the_creative_spark;theme=bold_predictions_stern_warnings;event=TED2006;tag=Culture;tag=children;tag=creativity;tag=dance;tag=education;tag=parenting;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="allowfullscreen" allowscriptaccess="always" /></object></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crianças são sementes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 22:26:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Boa educação]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Imprudência no trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Plantar e colher]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje pela manhã presenciei uma cena inocente e bela. Estavam duas meninas sentadas à beira da calçada esperando o ônibus escolar chegar para levá-las ao colégio. Olhei pela janela de relance e vi as duas conversando alto, imersas em seu faz-de-conta. Nisso passava um carro e uma delas apontou o dedo em riste para o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje pela manhã presenciei uma cena inocente e bela. Estavam duas meninas sentadas à beira da calçada esperando o ônibus escolar chegar para levá-las ao colégio.</p>
<p>Olhei pela janela de <em>relance</em> e vi as duas conversando alto, imersas em seu <em>faz-de-conta</em>. Nisso passava um carro e uma delas apontou o dedo em riste para o carro e berrou em tom professoral: &#8220;Motorista não pode dirigir o carro com o celulaaaaaar!!!&#8221;</p>
<p>O motorista, é claro, não ouviu a <em>lição</em>.</p>
<p>Mas a menina ouviu.</p>
<p>***</p>
<p>Crianças são sementes num terreno fértil. O que os pais plantarem ali, nascerá.</p>
<p>Observar isso te coloca num redemoinho cujo fim é a circunstância na qual você se obriga a acreditar no futuro com desprendimento.</p>
<p>O futuro virá, não estaremos mais <em>nele</em>, porém outras pessoas como nós estarão.</p>
<p>Que postura adotamos diante dessas pessoas do futuro, que não conhecemos mas são iguais a nós?</p>
<p>De indiferença? Ou de uma humana simpatia, a qual nos moverá a plantar boas sementes hoje para que possam colher amanhã?</p>
<p><em>É coisa de se pensar&#8230;</em></p>
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		<title>O melhor presente para o dia das crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 22:42:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Generosidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Já vi mais de um estudioso ou especialista dizer que o bem mais escasso atualmente é a atenção humana. Sobre o dia das crianças, tem um pensamento sempre repetido e sempre verdadeiro, que diz: O melhor presente é estar presente. Nada mais verdadeiro e nada mais difícil. Também já vi ouvi especialistas afirmarem que a melhor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já vi mais de um estudioso ou especialista dizer que o bem mais escasso atualmente é a atenção humana. Sobre o dia das crianças, tem um pensamento sempre repetido e sempre verdadeiro, que diz:</p>
<blockquote><p>O melhor presente é estar presente.</p></blockquote>
<p>Nada mais verdadeiro e nada mais difícil. Também já vi ouvi especialistas afirmarem que a melhor forma de afastar os filhos das drogas é estando sempre presente e dando bastante atenção aos filhos, principalmente na adolescência, época da vida que oferece maior risco em relação à possibilidade de aproximação dos jovens com as drogas.</p>
<p>Luiz Carlos Prates, personalidade que acompanho e que ora se mostra conservador, ora se mostra moderníssimo, costuma dizer que os pais de hoje são egoístas e displicentes; diz que se preocupam demais com seus probleminhas e caprichos e esquecem que tem vidas em suas mãos. Resumindo, diz o Prates que os pais são irresponsáveis e não assumem o compromisso de realmente dispensar atenção aos filhos; enfim, de realmente estarem presentes. Eu sei, ele generaliza, mas concordo.</p>
<blockquote><p>As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas. Joseph Joubert</p></blockquote>
<p>Não se engane! &#8220;Cumprir com a obrigação&#8221; de dar brinquedos, ou encher os filhos de computadores, vídeo-games e outros briquedos eletrônicos para que se distraiam e o deixem em paz, pode custar caro no futuro. Se é fácil, se é difícil, não sei. Pode ser para um e pode não ser para outro. Mas o fato é que o caminho é, sempre, o amor. E uma das formas de amar os filhos, talvez a melhor forma, sem dúvida, é estar presente.</p>
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		<title>Uma metáfora para o amor</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/uma-metafora-para-o-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 03:29:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desejos]]></category>
		<category><![CDATA[Paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao responder um comentário de uma leitora neste texto, me ocorreu que o amor tem um quê misterioso que prende nossa atenção. É verdade. Um sentimento assim tão misterioso, nos faz querer entendê-lo para podermos lidar com ele sem sofrer tanto. O amor romântico, ou paixão, poderia talvez ser representado com certa precisão pela metáfora [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao responder um comentário de uma leitora <a href="https://www.ronaud.com/amor/sofrer-por-amor/">neste texto</a>, me ocorreu que o amor tem um quê misterioso que prende nossa atenção. É verdade. Um sentimento assim tão misterioso, nos faz querer entendê-lo para podermos lidar com ele sem sofrer tanto.</p>
<p>O amor romântico, ou paixão, poderia talvez ser representado com certa precisão pela metáfora da <em>gangorra</em>. Um lado representa o <em>ter</em>, o outro, o <em>querer</em>. Quando um lado da gangorra está alto, por exemplo, o ter, o outro lado estará baixo, ou seja, o querer. De forma que quando não temos quem amamos (lado <em>ter</em> da gangorra baixo), o desejamos ardentemente (lado <em>querer</em> da gangorra alto), ao passo em que quando temos tal pessoa ao lado (lado <em>ter</em> da gangorra alto), a desejaremos menos (lado <em>querer</em> da gangorra baixo).</p>
<p>Esta metáfora se aplica a outros objetos de desejo que não o amor, ou a uma pessoa amada. Por exemplo, as crianças. Quando veem certo brinquedo, o desejam firmemente por semanas ou meses até que numa dessas datas especiais &#8211; aniversário, dia das crianças, natal &#8211; finalmente ganham o tal brinquedo, para já na semana seguinte perderem o interesse pelo mesmo.</p>
<p>Há ainda aquele conhecido <a title="Veja uma lista com os ditados populares mais conhecidos" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/ditado-popular">ditado popular</a> que confirma bem essa qualidade oscilante do sentimento amoroso:</p>
<blockquote><p>Casamento, quem tá fora quer entrar, quem tá dentro quer sair.</p></blockquote>
<p>Tanto para o amor como para os brinquedos infantis, há exceções. Mas aí o que pode estar em jogo já não é o desejo puro e simples por um objeto de desejo, seja o afeto de alguém ou o sonho lúdico e sim, sentimentos baseados em valores mais profundos, como a companhia valorosa de um ser que se mostrou especial ou ainda, no caso da criança, o objeto lúdico que representará seus sonhos encantados por anos e anos ainda.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Questões difíceis &#8211; Homens, Mulheres e Filhos</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/questoes-dificeis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 02:40:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Na pedagogia Uma palmada leve para educar uma criança é válida, ou não? No caso da &#8220;palmadinha terapêutica&#8221;, minha opinião mudou muito ultimamente: Se num momento de explosão você chegar a dar uma palmada no seu filho, bom, não creio que deva se culpar, maaassss&#8230; Creio que, se você puder evitar a tal palmadinha, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Na pedagogia</h2>
<blockquote><p>Uma palmada leve para educar uma criança é válida, ou não?</p></blockquote>
<p>No caso da &#8220;palmadinha terapêutica&#8221;, minha opinião mudou muito ultimamente: Se num momento de explosão você chegar a dar uma palmada no seu filho, bom, não creio que deva se culpar, maaassss&#8230; Creio que, se você puder evitar a tal palmadinha, a todo custo que for, tenha certeza, será melhor! Estude as reações do seu filho, vá tentando formas diferentes de conduzí-lo, peça ajuda e orientação à profissionais ou pessoas mais experientes, mas evite bater no seu filho, custe o que custar. Bater não é legal! Bater é agressão, e agressão é violência, não importa se as palmadas são leves. Não é porque apanhamos quando crianças que podemos ilusoriamente crer que temos &#8220;o direito&#8221; de bater em nossos filhos. Não, não temos, e tenha certeza, dê o seu filho o porra-louca que der depois de adulto, se você tiver tido a capacidade de educá-lo sem apelar à violência, ele o verá de forma muito, <em>MUITO</em> diferente e mais&#8230; VOCÊ se verá de uma forma muito melhor e positiva, dada a satisfação que sentirá pelo auto-controle e progresso pessoal.</p>
<p>Contudo, entretanto, porém&#8230; Eu sei que há crianças e crianças, e que há crianças absolutamente impossíveis. E sabemos que há não só crianças, como também adultos (que talvez não apanharam suficiente quando crianças &#8211; não resisti 😉 ) que &#8220;só acordam&#8221; e entendem a real dimensão da circunstância na qual estão após &#8220;tomar um choque&#8221;, seja através da violência, acidentes, perdas, doenças, etc. Enfim, o tema é bem controverso. Mas um fato pode ser considerado verdadeiro: Se não conseguirmos educar nossos filhos, a vida com certeza educará, é pra isso mesmo que estamos aqui nessa vida louca.</p>
<p>Quer refletir mais sobre o assunto? Leia mais <a href="http://recreiodade.blogspot.com.br/2009/05/passando-dos-limites.html" target="_blank" rel="nofollow">aqui</a> e <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2010/07/bata-no-seu-filho-e-perpetue-burrice.html" target="_blank" rel="nofollow">aqui</a>.</p>
<h2>No feminismo</h2>
<blockquote><p>Homens e mulheres são iguais, ou são diferentes?</p></blockquote>
<p>Algumas feministas acham O ABSURDO dizer uma coisa dessas, mas não creio que seja tão absurdo pensar assim, já que os próprios critérios para concluir a diferença ou a igualdade entre homens e mulheres podem ser diversos. Isso tem me parecido mais questão de crença do que de constatação científica. E minha opinião vai um pouquinho mais longe: Creio que, com excessão dos atributos físicos e mentais que todos temos em comum, como dois braços, duas pernas, um cérebro, etc, etc, intimamente, TODOS NÓS, sem excessão, somos intrinsecamente diferentes. Biologicamente, fisiologicamente, psicologicamente, comportalmente, enfim. Sob todos esses critérios lembrados, me sinto absolutamente diferente de todo e qualquer ser humano com o qual já topei.</p>
<p>Não tenho muito embasamento a respeito de leis e tal, mas creio que, justamente por sermos todos diferentes entre si, é que devemos ter direitos iguais DE LIBERDADE e OPORTUNIDADES, para que cada qual siga sua estrada de acordo com suas predisposições, aptidões, capacidades, competências, opiniões, etc, independendo se somos homem ou mulher, brancos ou negros, cristãos ou islâmicos.</p>
<p>Imaginemos uma situação hipotética que deve ser muito comum nesse Brasil afora: Você tem dois filhos, ambos lá pela casa dos 10 anos de idade. Um é menino, o outro é menina. E os dois são como água e vinho, totalmente diferentes em suas aptidões naturais: O menino é quietão, gosta mais de assuntos envolvendo a cabeça, jogos de montar, jogos de tabuleiro, gosta de desmontar os brinquedos, de aprender a usar o computador, enfim, praticamente um nerdzinho. E a menina já é expansiva, extrovertida, gosta de brincar na rua (minha irmã era assim), de andar com amigos, de jogos de equipe, de contar piadinhas, enfim. Então chega o Natal. Você, como mãe ou pai, vai dar presentes IGUAIS aos dois? Ou vai dar presentes DIFERENTES de acordo com os gostos? E mais, mesmo a menina &#8220;sendo menina nesse mundo perigoso de hoje&#8221;, vai proibí-la de andar na rua e obrigá-la a ficar &#8220;trancada&#8221; em casa junto com o garoto para o qual ficar em casa não tem nada demais? Ou vai ficar berrando pro guri numa tarde ensolarada: &#8220;Filho, vai correr, brincar com os <del>pivetes</del> <ins>seus amiguinhos</ins>, etc, tá um dia tão bonito lá fora&#8221; se a praia do menino não é aquela, e sim ficar em casa no seu &#8220;laboratoriozinho&#8221; curtindo o que gosta de fazer??? O que você faria? Os trataria como &#8220;iguais&#8221;? Ou daria a eles a mesma liberdade de serem o que são? Sim, eu sei, o assunto é complexo.</p>
<h2>Mas uma coisa é verdade&#8230;</h2>
<p>&#8230;tais assuntos são super complicados, hein? O jeito é ir tocando a vida e ir fazendo o que pudermos, o que soubermos, sem culpa e sem neura, já que <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/mal-entendido/">ficar conjecturando situações sem as experimentarmos de fato</a>, só por nos acharmos incompetentes para lidar com elas, é a melhor maneira de jogar a vida fora. Inteligência avantajada e lucidez analítica são grandes valores intelectuais, e são <em>moedas de troca</em> no meio acadêmico, mas estimulam demais nossa imaginação e passamos mais tempo conjecturando situações hipotéticas, criando monstros imaginários e depois sucumbindo aos mesmos, vivendo uma vida hermeticamente padronizada, o mais distante possível de riscos. (posso falar porque vivo exatamente isso, e veja o quão distante estou de ser um intelectual &#8211; quem sabe, <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/gente-muito-inteligente-da-medo/">ainda</a> <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-irrefutavel-realidade/">bem</a> 😉 )</p>
<p>Mas na vida real, a melhor moeda de troca ainda é mesmo (e sempre será) a EXPERIÊNCIA; o que fazemos e vivenciamos de bom e o que aprendemos com as coisas ruins. Para isso, CONHECIMENTO é necessário, mas não é o bastante. Somente SABEDORIA será o bastante. (e mais uma vez, digo isso mais para eu mesmo do que para qualquer outra pessoa, muito embora, se você quiser vir de carona, será bem-vindo(a) 🙂 )</p>
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