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	<title>Bens materiais &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Felicidade: Não quero vê-la</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2013 17:23:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Bens materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Às vezes  a responsabilidade que me pesa, de se manter o pouco que tenho, me gera uma vontade enorme de largar tudo e ir morar numa cabaninha no alto da montanha. E tenho certeza que você também sente vontade semelhante; mas talvez em vez da montanha, prefira uma ilha deserta 🙂 Minha vida não é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes  a responsabilidade que me pesa, de se manter o pouco que tenho, me gera uma vontade enorme de largar tudo e ir morar numa <em>cabaninha</em> no alto da montanha. E tenho certeza que você também sente vontade semelhante; mas talvez em vez da montanha, prefira uma ilha deserta 🙂</p>
<p>Minha vida não é complexa, mas é complicada, se é que você me entende. Tenho uma presença online através deste blog, algumas centenas de textos e vários leitores que se identificam com minha mensagem, o que passa a ideia, para muitos, de que sou um sujeito importante (ha ha ha). Mas quem me conhece pessoalmente sabe que não passo de um <em>zé coitado</em>, isto é, <del>um sujeito estranho</del> <ins>uma pessoa absolutamente normal</ins> metido a escrever e filosofar.</p>
<p>Mas de uns anos pra cá venho sentindo um disparate. Sinto que tenho as responsabilidades de <em>uma pessoa importante</em>, mas <em>curto a vida</em> como um <em>zé coitado</em>, isto é, muito pouco. Por isso esta ânsia por uma vida mais simples. Para que estes pesos ao menos se equilibrem.</p>
<p>A Mirian Bottan chegou a conclusão semelhante em seu twitter há alguns anos, e nunca mais esqueci:</p>
<blockquote><p>Quando tem compromisso/planos/trabalho demais e sacanagem de menos na sua vida. <a title="Twitter da Mirian Bottan" href="https://mobile.twitter.com/mbottan" target="_blank" rel="noopener">Mirian Bottan</a></p></blockquote>
<p>Mas a responsabilidade por ter mais responsabilidades do que gostaria também é minha 🙁</p>
<p><a title="Saudade do simples" href="https://www.ronaud.com/internet/saudade-do-simples/">A simplicidade me atrai</a>. E talvez pudesse adotar essa vida mais simples daqui mesmo de onde estou, sem precisar me mudar para longe. Só que para adotar essa vida simples no modo <em>extreme</em>, teria de me afastar de muitas pessoas que amo. Pois não suportariam uma vida simplória, já que se atraem por uns luxinhos capitalistas. E a convivência de pessoas com impulsos opostos é bem complicada.</p>
<p>Mas não é só isso. Bom, a verdade é que também eu me atraio por esses luxinhos. E me desdobro todo trabalhando para poder mantê-los.</p>
<p>Só que cansa.</p>
<p>Nos atraímos por esses luxos da vida urbana porque estamos no meio urbano, e vemos os outros curtindo essas coisas a cada passo, e <em>criança grande</em> que somos, também queremos curtir essas coisas. E pagamos o preço, <em>bem salgado</em>, por sinal. <a title="Viver a vida ou guardar dinheiro?" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/viver-a-vida-ou-guardar-dinheiro/">E a moeda de troca quase sempre é a saúde</a>.</p>
<blockquote><p>Os homens me surpreendem&#8230; os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde; e por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver o presente nem o futuro; e vivem como se nunca fossem morrer e, morrem como se nunca tivessem vivido. Então busquemos o equilíbrio, a harmonia! <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/dalai-lama">Dalai Lama</a></p></blockquote>
<p>Por isso a ideia da <em>cabaninha</em> no alto do morro. É uma metáfora, claro. Poderia ser uma casinha no interior, dessas que vemos pelas estradas, que são a única residência em um raio de 10km. Ali não veem o exibicionismo dos outros, então também vivem sossegados, sem a cobrança familiar ou pessoal de também ter o que os exibidos têm e fazem questão de mostrar.</p>
<p>Tem coisas na vida que seria melhor não vermos, e não sabermos que existe.</p>
<p>São muitas e <a title="O que se leva dessa vida?" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-que-se-leva-dessa-vida/">não são só materiais não</a>. Aquela festa bacana para a qual não lhe convidaram também é uma delas 🙂</p>
<p>(Aliás, as principais coisas na vida que seria melhor não vermos, <strong>não são materiais</strong>.)</p>
<p>Porque depois que sabemos de sua existência, ficamos mal com a impossibilidade de participar delas.</p>
<p>A felicidade dos outros incomoda.</p>
<p>***</p>
<p><strong>Atualização &#8211; </strong>Hoje um amigo compartilhou o texto abaixo no <em>facebook</em>, que vem exatamente de encontro ao que tentei dizer acima:</p>
<blockquote>
<h3>O caminho de volta</h3>
<p align="JUSTIFY">Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.</p>
<p align="JUSTIFY">Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!</p>
<p align="JUSTIFY">Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra &#8220;fim&#8221;. Antes dela, avistei a placa de &#8220;retorno&#8221; e nela mesmo dei meia volta.</p>
<p align="JUSTIFY">Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.</p>
<p align="JUSTIFY">Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).</p>
<p align="JUSTIFY">Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz &#8220;a internet voltou!&#8221; já é tarde demais porque o livro já está melhor que o <i>Facebook</i>, o <i>Twitter</i> e o <i>Orkut</i> juntos.</p>
<p align="JUSTIFY">Aqui se chama &#8220;aldeia&#8221; e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.</p>
<p align="JUSTIFY">Aí eu me lembro da placa &#8220;retorno&#8221; e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: &#8220;retorno – última chance de você salvar sua vida!&#8221; Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: &#8220;Compre um e leve dois&#8221;. Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.</p>
<p style="text-align: left;" align="RIGHT">Téta Barbosa &#8211; Jornalista e publicitária, mora(va) no Recife &#8211; (A publicação original foi removida).</p>
</blockquote>
<p>***<br />
Leia também: <a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2010/10/30/como-a-classe-media-alta-brasileira-e-escrava-do-alto-padrao-dos-superfluos/" target="_blank" rel="noopener">A Classe Média Brasileira e a escravidão ao &#8220;alto padrão&#8221;</a>.</p>
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		<title>Desapego e independência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 00:12:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Bens materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Independência]]></category>
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					<description><![CDATA[Tirei a sexta e este sábado para fazer uma &#8220;limpa&#8221; em coisas que acumulava há anos. Na verdade, sempre faço isso mais ou menos uma vez por ano. E a cada ano, mais e mais coisas se vão. Sempre que faço isso, os ares do escritório dão uma renovada. E naturalmente, me sinto mais leve [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tirei a sexta e este sábado para fazer uma &#8220;limpa&#8221; em coisas que acumulava há anos.</p>
<p>Na verdade, sempre faço isso mais ou menos uma vez por ano.</p>
<p>E a cada ano, mais e mais coisas se vão.</p>
<p>Sempre que faço isso, os ares do escritório dão uma renovada. E naturalmente, me sinto mais leve (ui) 😉</p>
<p>Interessante notar como há coisas que vamos guardando, guardando, guardando com a ideia de que um dia vamos voltar a utiliza-las. E então, num certo ano, numa certa limpeza, aquilo ali já não faz sentido manter próximo, e então se vai.</p>
<p>E o que fica, já aprendi a entender que não, nunca mais vou usar, mas preciso guardar por mais algum tempo, mais alguns anos talvez, até aquele apego inicial se enfraquecer de vez e poder liberar o item em questão para seguir seu rumo.</p>
<p>Porém, tenho percebido que a cada ano tenho sido mais resoluto em me livrar das coisas. Tipo, coisas que antes ficava indeciso se me livrava ou não, agora não resta dúvida: Vai!</p>
<p>Mas o fundamental é a percepção cada vez mais forte do quanto acumulamos coisas. Desnecessárias e também ilusórias. Guardamos todas elas como se a manutenção da vida e da nossa identidade dependesse delas.</p>
<p>E bem no fim, viver é tornar-se independente. No começo, dos pais. Depois, de coisas. Mais tarde, de pessoas. E no fim, quem poderá dizer, do próprio corpo.</p>
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		<title>Viver a vida ou guardar dinheiro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 23:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prosperidade]]></category>
		<category><![CDATA[Bens materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhar dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>
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					<description><![CDATA[Recebi este texto por email e é mais um daqueles textos que se alastram pela web e não se tem mais como averiguar a autoria. A princípio ele é atribuído a Max Gehringer. De todo modo o que importa é a mensagem, muito significativa: Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi este texto por email e é mais um <a title="Igual praga" href="https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=jovens+executivos+davam+receitas+simples+e+pr%C3%A1ticas+para+qualquer+um+ficar+rico.+E+eu+aprendi+muita+coisa.&amp;hl=pt-BR&amp;prmd=imvns&amp;ei=Dwu7TurSAuf20gHsjOnfCQ&amp;start=0&amp;sa=N&amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_cp.,cf.osb&amp;fp=7c7a52e762043d56&amp;biw=1280&amp;bih=939" target="_blank" rel="nofollow noopener">daqueles textos que se alastram pela web</a> e não se tem mais como averiguar a autoria. A princípio ele é atribuído a <a title="Frases de Max Gehringer" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/max-gehringer" target="_blank" rel="noopener">Max Gehringer</a>. De todo modo o que importa é a mensagem, muito significativa:</p>
<blockquote><p>Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:</p>
<p>&#8220;Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes.</p>
<p>Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um <strong>cafezinho</strong> por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria ec onomizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma <strong>pizza</strong> por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário.</p>
<p>Bastava eu não ter tomado as <strong>caipirinhas</strong> que eu tomei, não ter feito muitas das <strong>viagens</strong> que fiz, não ter comprado algumas das <strong>roupas</strong> caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.</p>
<p>Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?</p>
<p><strong>Viajar</strong>, comprar <strong>roupas</strong> caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as <strong>pizzas</strong> que eu quisesse e tomar <strong>cafezinhos</strong> à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. <strong>Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer</strong>, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual.</p>
<p>E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida&#8221;.</p></blockquote>
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		<title>O que se leva dessa vida?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 16:11:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Bens materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência]]></category>
		<category><![CDATA[Inconsciência]]></category>
		<category><![CDATA[Paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Viver o agora]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo a onda de um post anterior, recentemente, encontrei sequencialmente duas frases que me atingiram em cheio: Bens materiais são a pior forma de gastar dinheiro. Rapidinho você esquece que a sua casa é imensa e que seu carro é potente. Melhor gastar em experiências: viagens, concertos, pular de bungee jumping e afins. Leonardo Monasterio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a onda de um post anterior, recentemente, encontrei sequencialmente duas frases que me atingiram em cheio:</p>
<blockquote><p>Bens materiais são a pior forma de gastar dinheiro. Rapidinho você esquece que a sua casa é imensa e que seu carro é potente. Melhor gastar em experiências: viagens, concertos, pular de bungee jumping e afins.<br />
<a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/leonardo-monasterio">Leonardo Monasterio</a></p></blockquote>
<blockquote><p>É bem melhor comprar experiências do que coisas materiais.<br />
<a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/elizabeth-dunn">Elizabeth Dunn</a> &#8211; Psicóloga. Pesquisadora responsável por diversos estudos sobre consumo</p></blockquote>
<p>Como sempre, penso que como fazemos parte deste mundo, precisamos saber nos locomover nele com prudência. Se nos desfizermos de todo bem material de que dispomos, podemos vir a ficar na mão mais para o fim de nossa vida. O vigor e a saúde com os quais vivenciamos as boas experiências da vida um dia passam e &#8211; embora hajam exceções &#8211; tudo o que queremos é um cantinho só nosso para podermos sossegar. E desconfio que um asilo geriátrico não seja o melhor lugar para isso 🙁</p>
<p>Contudo, entretanto, porém&#8230; Que as duas frases fazem MUITO sentido, fazem. Porque aqui, em meio ao meu mundinho provinciano, tudo que vejo são pessoas esperando o fim de semana pra lavar o carro e transformá-lo numa obra de arte, para sair desfilando com ele nas noites do fim de semana. Então param num restaurante qualquer, comem até querer morrer, e vão pra casa dormir. Outros adotam a meta semanal do churrasco com amigos. É claro que estas são atividades boas de se fazer e tal, mas eu questiono quem fica só nisso.</p>
<p>É uma reflexão que já venho mantendo há um bom tempo.</p>
<p>Será que vale a pena enchermos nossas casas de quinquilharias? E trabalharmos economizando para adquirir bens visando a estabilidade no futuro? Ou melhor seria enchermos nossas mentes com sensações diferentes? No próximo aniversário ou Natal, será que mais vale dar de presente essas <em>bobagenzinhas</em> que logo vão ser passadas pra frente ou ainda guardadas num canto, ou dar de presente uma entrada para um teatro, ou para o cinema, ou para um concerto, etc???</p>
<p>E você, qual experiência diferente vai dar para si mesmo(a)?</p>
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