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	<title>Apego &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>O desapego e a confiança de que o que pertence a você com certeza será seu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 15:58:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Apego]]></category>
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					<description><![CDATA[Estar desapegado não significa não querer nada. Significa querer, mas ao mesmo tempo estar disposto a abrir mão se não for para ser seu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/CPJVlc8C0nQ" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>A cabala, através da <em>Torá</em> conta como <em>Abraão</em> comprou a caverna de <em>Machpelá</em> em <em>Hebron</em> para enterrar sua mulher <em>Sara</em> que tinha falecido.</p>
<p>Podemos aprender dicas espirituais para negociações e o significado do desapego.</p>
<p>Estar desapegado não significa não querer <em>nada</em>. Significa <em>querer</em>, mas ao mesmo tempo estar disposto a abrir mão se não for para ser seu.</p>
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		<title>Cresçam, crianças!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2014 14:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Apego]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Desprendimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Visão de mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[A bondade e a generosidade engrandecem a alma. O apego e a mesquinhez a apequenam. Uma das poucas coisas pelas quais me orgulho é que desde 1980, eu realmente cresci. Não só no corpo, mas também mentalmente. Não me apego a picuinhas, deixo as pessoas acharem que estão com a razão, deixo que fiquem com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bondade e a generosidade engrandecem a alma. O apego e a mesquinhez a apequenam.</p>
<p>Uma das poucas coisas pelas quais me orgulho é que desde 1980, <strong>eu realmente cresci</strong>. Não só no corpo, mas também mentalmente.</p>
<p>Não me apego a picuinhas, deixo as pessoas acharem que estão com a razão, deixo que fiquem com mais que eu, deixo pra lá o que não me acrescenta nada ficando do lado de cá.</p>
<p>Eu abro mão de muitas coisas na vida, em especial, do enfrentamento. Uma pessoa isenta poderia dizer que eu sou o que usualmente se chama de <em>um banana</em>. Talvez seja, mas de fato minhas prioridades são tão outras, que sempre que vou dormir, o que ocupa meus últimos pensamentos nunca são as pequenas coisas pelas quais abri mão durante o dia.</p>
<p>O que ocupa meus últimos pensamentos são sempre coisas realmente, e profundamente, importantes para mim, e certamente podem ser contadas nos dedos&#8230; de uma mão.</p>
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		<title>Venha a nós os vossos bens materiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 22:32:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Afeto]]></category>
		<category><![CDATA[Apego]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo consciente]]></category>
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		<category><![CDATA[Luiz Gasparetto]]></category>
		<category><![CDATA[Materialismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontrei um ebook do Luiz Gasparetto perdido pela web, que é uma transcrição de um de seus cursos. Este ebook tem material para comentar aqui por 10 anos 🙂 Abaixo, cito uma frase das muitas que me chamaram a atenção: Nós somos espíritos que têm que conquistar a vida material. São dois grandes campos de treinamento: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6411" style="width: 202px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/10/e-meu-so-meu.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6411" class="size-full wp-image-6411" title="É meu, só meu, sai pra lá" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/10/e-meu-so-meu.jpg" alt="É meu, só meu, sai pra lá" width="192" height="168" /></a><p id="caption-attachment-6411" class="wp-caption-text">É meu, só meu, sai pra lá</p></div>
<p>Encontrei um ebook do <a title="Conheça melhor a mensagem do Gasparetto" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">Luiz Gasparetto</a> <em>perdido</em> pela web, que é uma transcrição de um de seus cursos. Este ebook tem material para comentar aqui por 10 anos 🙂 Abaixo, cito uma frase das muitas que me chamaram a atenção:</p>
<blockquote><p>Nós somos espíritos que têm que conquistar a vida material. São dois grandes campos de treinamento: o afetivo e o financeiro. Luiz Gasparetto</p></blockquote>
<p>De modo geral, toda corrente espiritual tende a nos convencer de que só o que importa são as <em>coisas do espírito</em>, e que portanto devemos fazer o possível para nos desapegarmos das coisas materiais.</p>
<p><em>Daí vem</em> o Gasparetto e diz exatamente o inverso. Que não devemos viver num mundo material focados no mundo espiritual e sim que devemos adquirir e manter a consciência de nossa natureza espiritual, justamente através da lida com as coisas materiais.</p>
<p>É um ponto de vista bem diferente e digno de dar um nó na cabeça.</p>
<p>Não é errado querer as coisas. Não é errado querer TER o que você quer. Não é errado desejar aquele carro dos seus sonhos, a casa dos seus sonhos, a decoração dos seus sonhos, nem é errado querer ter muito dinheiro. Não é errado brigar pelo que queremos, nem baixar a cabeça quando vemos que o que queremos não é possível.</p>
<p>Tampouco é errado curtir o sexo, curtir o prazer que o corpo proporciona, que as companhias nos proporcionam. Não é errado insistirmos em encontrar uma companhia.</p>
<p>Talvez sim, seja errado querer manter-se sozinho por medo. Aprender e saber se relacionar, eis talvez o maior dos acertos.</p>
<p>Errado é ficar perambulando nesse mundo julgando como errado o que nos é natural.</p>
<p>Num ponto do ebook, o Gasparetto chega a provocar:</p>
<blockquote><p><strong>Quem tem poder são os materialistas</strong>, os espiritualistas são pobres. Como é a qualidade de sua vida? Esse papel de espiritual, <em>bonzinho</em>, leva você para onde? Veja lá para onde as idéias estão te levando. Com sua pretensão espiritual, você está vendo o outro que você acha materialista estar bem e fica falando mal dele, em vez de olhar para o que ele está fazendo.</p></blockquote>
<p>E aí, você concorda?</p>
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		<title>Aprendendo a enxergar a realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 03:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
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		<category><![CDATA[Desprendimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Talvez a lição mais importante que devamos assimilar nesta nossa existência seja aprendermos a ENXERGAR a realidade; a aceitar e a conviver com a realidade. Coisa que relutamos em fazer, uma vez que seguimos imersos numa bolha de fantasia a qual nos protege das muitas circunstâncias nas quais a realidade do mundo se mostra dura e impiedosa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez a lição de vida mais importante que devamos assimilar nesta nossa <em>existência</em> seja aprendermos a <em>ENXERGAR</em> a <strong>realidade; a</strong>prendermos a aceitar e a conviver com a realidade. Coisa que relutamos em fazer, uma vez que seguimos <em>imersos numa bolha de fantasia</em> a qual nos oculta as muitas circunstâncias nas quais a realidade do mundo se mostra dura, suja, implacável, impiedosa, fria&#8230; Todos somos dignos e temos direito de sermos amados, mas de modo geral, estamos aqui pra <em>apanhar</em> 🙂 Fique atento!</p>
<p>O problema começa quando todos nós passamos a ser bem <em>ensinadinhos</em> desde crianças a respeito de um mundo <em>perfeitinho</em> e ideal que existe não se sabe onde, ou quem sabe na <em>Terra do Nunca</em> &#8211; eis um nome muito adequado para o que nunca vai existir. Isto se dá através das <em>historinhas</em> infantis, contos de fadas e outras mentiras bonitinhas que nos contaram através dos desenhos animados e continuam nos contando diariamente através de novelas, romances, comédias românticas e outras histórias com finais felizes. E como não nos mostraram o outro lado da moeda, acreditamos&#8230; Acreditamos que o bem sempre vence o mal, que o bonito é bom e o feio é ruim, que ruim é o que <strong>faz</strong> o mal e bom é o que <strong>não faz</strong> nada, que existe um estado final e permanente de felicidade, que no fim tudo fica bem, que um final feliz entre um casal significa casamento e filhos, que o correto é sacrificar a si mesmo em prol de se fazer o bem aos outros, que mocinhos e princesas não <em>peidam</em> (somente os ogros, né, Shrek) e nunca vão ao banheiro, enfim.</p>
<p>Acreditamos em tudo isso para então vivermos dia após dia de nossa vida surpresos e decepcionados ao percebermos paulatinamente que nada daquilo que nos contaram e com que tanto sonhamos é verdade. A <a title="Verdade verdadeira?" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-a-verdade/"><em>verdade da vida</em></a>, vamos falar a verdade, é <em>sem graça</em>. Por isso tantos pagam caro para manterem-se iludidos. Das decepções que tive na vida, me saí com a seguinte conclusão: <a href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/"><strong>A vida é uma ilusão, e feliz daquele que pode viver iludido</strong></a>.</p>
<blockquote><p><strong>A angústia é o preço que se paga pela lucidez.</strong> (autor desconhecido)</p></blockquote>
<p>Ora, mas quando rezamos o Pai Nosso, não dizemos em alto e bom som: &#8220;<strong>Seja feita a vossa vontade</strong>, assim na terra como no céu&#8221;?</p>
<p>Sim, porém quando a vida vai no sentido inverso das nossas ilusões, vontades e manias, todos choramos, não? Quem que está&#8230; <em>errado</em>, nós ou <em>a vida</em>?</p>
<p>Sob certo aspecto, Deus e Realidade são a mesma coisa. Devemos<em> aceitá-los</em>, devemos aprender a conviver com a vontade <em>deles</em>. E antes disso ainda, devemos aprender até mesmo a olhar para <em>eles</em>. Não é fácil. Difícil lidar com o orgulho ferido, isto é, com a constatação de que nem todas as nossas <a href="https://www.dementia.com.br">ideias loucas</a> a respeito da vida, das pessoas e das coisas vão se realizar. Muito pouco delas vai, se é que alguma loucura sua vai se realizar, e o mais difícil &#8211; se manter. A vida tem seus caminhos e quase nunca são os que escolhemos por vontade.</p>
<p>(E não me pergunte até que ponto devemos tomar iniciativas na vida, e a partir de que ponto devemos nos deixar levar pela correnteza da vida. Realmente não sei. Só sei que de fato há esses dois momentos em nossa vida e eles  estão sempre se alternando.)</p>
<p>Só sei  que o sofrimento surge essencialmente a partir do momento em que abraçamos coisas que não são para nós.</p>
<p>Primeiro nos <a title="Textos sobre ilusão" href="https://www.ronaud.com/tag/ilusoes/">iludimos</a> <em>belos e faceiros</em>, nos <em>sentimos os tais</em>, poderosos, convictos de que está tudo indo muito bem. Então ou você <a title="Um texto sobre perdas" href="https://www.ronaud.com/mudancas/perdas/">perde</a> tudo bruscamente, ou então, talvez pior ainda, percebe que seus sonhos não são aquilo tudo que imaginava e se arrasta pela vida toda mantendo-os artificialmente, puramente por orgulho de não dar-se por vencido, de não admitir que errou.</p>
<div id="attachment_13342" style="width: 298px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/11/mentiras.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13342" class=" wp-image-13342 " title="Vende-se mentiras" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/11/mentiras.jpg" alt="Vende-se mentiras" width="288" height="211" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/11/mentiras.jpg 480w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/11/mentiras-300x220.jpg 300w" sizes="(max-width: 288px) 100vw, 288px" /></a><p id="caption-attachment-13342" class="wp-caption-text">Vende-se mentiras</p></div>
<p>Toda perda não é <em>bem</em> uma perda. É bem provável que muito antes de &#8220;perder&#8221;, <a title="Um texto sobre a natureza caprichosa e gananciosa do ego humano" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">você quis demais</a>. Desculpa, mas talvez você não seja aquilo tudo, talvez não mereça tanto.</p>
<p>É  a  ilusão  que  causa  o desgosto e  o  sofrimento,  não  a verdade. A cada decepção que você teve era a verdade  lhe visitando. Sem graça sim, mas a verdade. A decepção é o que  mais  mata porque faz perder a vontade de viver. É a manifestação máxima do <em>mimo</em> &#8211; se não for como eu quero, então não brinco mais.</p>
<p>O <a title="Veja em detalhes o que é perdoar" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-perdoar/">perdão</a> não existe,  você não perdoa ninguém e NÃO TEM QUE perdoar ninguém. Existe  APENAS  o  seu orgulho e  a  sua  má  vontade  para largar a ilusão de que as pessoas devem ser como você quer. Quando finalmente entender que a vida, as pessoas e as coisas não têm que ser como você acha ou como você foi ensinado que deveriam ser, o sofrimento cessa. E você começa a enxergar os primeiros raios de luz&#8230; uma luz incômoda mas necessária. A luz da verdade!</p>
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		<title>Foi bom enquanto durou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 02:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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		<category><![CDATA[Ego]]></category>
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		<category><![CDATA[Etiqueta amorosa]]></category>
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					<description><![CDATA[A autora Regina Navarro comentou em seu recomendado twitter: Muitas relações amorosas acabam, mas acrescentaram muito à nossa vida. É preciso jogar fora a ideia de fracasso. Devo dizer que concordo com o ponto-de-vista. Temos uma péssima noção de relacionamentos. Os vemos como algo que não pode dar errado. Como se algo nesse mundo pudesse [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6308" style="width: 242px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/09/fim.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6308" class="size-full wp-image-6308 " title="Game Over" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/09/fim.jpg" alt="Game Over" width="232" height="139" /></a><p id="caption-attachment-6308" class="wp-caption-text">Game Over</p></div>
<p>A autora Regina Navarro <a href="https://twitter.com/#!/reginanavarro/status/118765762197471233" target="_blank">comentou</a> em seu recomendado <a title="Twitter da autora Regina Navarro" href="https://twitter.com/#!/reginanavarro" target="_blank">twitter</a>:</p>
<blockquote><p>Muitas relações amorosas acabam, mas acrescentaram muito à nossa vida. É preciso jogar fora a ideia de fracasso.</p></blockquote>
<p>Devo dizer que concordo com o ponto-de-vista. Temos uma péssima noção de relacionamentos. Os vemos como algo que não pode dar errado. <strong>Como se algo nesse mundo pudesse adotar o status de algo que não pode dar errado</strong>. Num mundo onde tudo é sabidamente transitório, passageiro, impermanente, efêmero (alguém conhece outro sinônimo para este significado? é para que fique bem clara a natureza desse mundo)</p>
<p>Ficaram dez anos juntos e no final disseram&#8230; &#8220;é&#8230; não deu certo&#8221;. Uma conclusão assim é uma auto-flagelação psicológica, de uma imaturidade insana.<strong> É claro que deu certo</strong>, ao menos durante a maior parte desse tempo. Talvez o fim desse período tenha de fato sido mais difícil, porém essa dificuldade derradeira não invalida os vários anos de convivência pacífica e muito provavelmente frutífera.</p>
<p>Em vez de dizer &#8220;é&#8230; não deu certo&#8221; ficaria mais bonito e mais sábio dizer &#8220;é&#8230; não deu mais, mas foi bom e positivo enquanto durou&#8221;. As pessoas estão sempre evoluindo e progredindo e é absolutamente natural que aconteça de evoluírem em sentidos diferentes e mais natural ainda será cada um seguir seu próprio caminho. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">Deixar o ego dominar nessas horas tentando fazer com que tudo seja do jeito que se acha melhor é implorar para sofrer</a>. A vida tem seus próprios caminhos.</p>
<p>Porque acredito que o apego atrasa nossa vida. Tem a hora de cuidar, e tem a hora de largar. A persistência é um valor importante, porém não podemos perder de vista que insistir em quaisquer projetos sem futuro nos fará perder um tempo precioso e dispender muita energia de vida.</p>
<p>Me soa mais sensato e ADULTO fazer uma boa avalição dos nossos feitos na vida. Seja generoso consigo mesmo e deixe a flagelação a cargo da vida, pois ela é muito boa nisso em algumas ocasiões 🙂 Tentamos, realizamos, recebemos, doamos e crescemos durante todo o processo. É preciso saber reconhecer as coisas boas. É uma forma &#8211; e até uma necessidade &#8211; de <a title="Como ser otimista?" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/como-ser-otimista-4-dicas/">ser otimista</a>.</p>
<p>Acho que aqui também vale aquela reflexão sobre <em>quantidade</em> x <em>qualidade</em>. Será que o critério mais adequado para a avaliação de um relacionamento é a quantidade de dias através dos quais ele sobreviveu, ou a qualidade desses dias vividos? Lobão perguntaria: 10 anos a mil, ou 1000 anos a dez?</p>
<p>Todo esse comentário é apenas uma opinião mesmo sobre um ponto-de-vista com o qual me identifico. Nunca passei por afastamentos drásticos assim embora a gente acabe sabendo, ou imaginando o quanto isso é difícil observando as experiências alheias. Ainda assim acho que conhecer pontos-de-vista construtivos sobre esses momentos acabam por nos ajudar a saber como agir nas horas críticas.</p>
<p>E é sempre bom ter alguma noção de como encarar os fatos e de como agir nas horas críticas, né?</p>
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