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	<title>Amor romântico &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>A Cartinha de Amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 02:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A história de uma malfadada cartinha de amor e suas consequências permanentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No infeliz dia de 12 de maio de 1992, eu, ainda com 11 anos de idade, dei uma &#8220;cartinha de amor&#8221; para uma menina da escola.</p>
<p>De lá até aqui, dei <em>muita cabeçada</em> na vida, mas nenhuma se igualou ao episódio da <em>cartinha de amor</em>, em termos das consequências emocionais desastrosas.</p>
<p>Daquele maio para trás, uns 6 meses, na convivência diária na escola eu tive a impressão &#8211; uma óbvia ilusão &#8211; que a tal menina <em>gostava</em> de mim.</p>
<p>E passei a <em>gostar dela</em>, no que viria a ser minha primeira e mal fadada paixãozinha.</p>
<p>Eu não tinha a menor ideia de como chegar na menina. Veja bem, eu tinha ONZE anos de idade, ainda uma criança. Estava surgindo ali a curiosidade pelo espírito feminino, ainda sem qualquer viés sexual. Sentia apenas um apreço romântico por ela.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-29939" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-240x300.jpg 240w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-819x1024.jpg 819w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-768x960.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-1229x1536.jpg 1229w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-1638x2048.jpg 1638w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<h2>Ódio</h2>
<p>Eu não sei exatamente o porquê, uma vez que foi uma simples cartinha carinhosa com uma poesia inocente, mas essa menina odiou receber a carta, e passou a me odiar desde então.</p>
<p>E nunca perdeu qualquer oportunidade de me humilhar.</p>
<p>Numa ocasião passou abraçada a outro rapazinho &#8211; do tipo que hoje seria classificado como <em>zé droguinha</em> &#8211; com ele me provocando de longe. Não lembro exatamente as palavras dele, mas falava alto e gesticulava, do outro lado da avenida, algo que poderia ser: &#8220;aqui ó, tua amada, com quem ela tá!&#8221;.</p>
<p>Em várias ocasiões, escrevia o nome dela junto do nome de outro menino dentro de corações no quadro da sala, para eu e todos verem.</p>
<p>Uma vez passou por mim e um amigo, conversando com outra amiga, falando palavras desdenhosas. Até hoje não tenho certeza se foram pra mim, mas meu amigo jurou que foram.</p>
<p>Certamente foram.</p>
<p>E por fim, na viagem de formatura da turma, acabou ficando com um &#8220;amigo&#8221; com quem eu sempre andava. Ali já faziam quase quatro anos do episódio da carta, mas não foi legal ver isso acontecer.</p>
<p>Depois o tempo passou, as coisas mudaram, minha vida seguiu.</p>
<h3>Trauma</h3>
<p>Impressionantemente, vez e outra lembro com profundo arrependimento do episódio da carta.</p>
<p>A reação inversa e desproporcional dela destruiu a autoconfiança que eu já não tinha àquela ocasião.</p>
<p>Sempre que eu lembro deste episódio, é com muito pesar e culpa de ter feito algo tão idiota e não-funcional.</p>
<p>Entretanto, de um ano pra cá, tive uma intuição diferente sobre esse acontecimento.</p>
<p>Sim, por ignorância e ingenuidade infantis justificáveis, eu errei. Errei feio. Jamais deveria ter entregue essa cartinha infeliz.</p>
<p>Mas um fato é notório: Ela reagiu de uma forma inesperada e desequilibrada.</p>
<p>Porque depois da carta entregue, ao ver a reação de desprezo da parte dela, eu nunca nem cheguei perto, não me dirigia a ela, evitava ficar perto, evitava até olhar.</p>
<p>Mas ela pegou ódio de mim e agiu de uma forma baixa e vil. Uma pessoa que decide humilhar outra, com motivo, já não é uma pessoa confiável, não é sensata, tem um caráter vingativo que merece cuidados.</p>
<p>Uma pessoa que escolhe humilhar outra SEM motivos, é uma pessoa perigosa, porque não está em seu juízo perfeito.</p>
<p>Sim, eu errei, mas para além do erro, tive o azar de me apaixonar por uma maluca, que reagiu com crueldade.</p>
<p>Ela também era uma criança de 12 anos, mas uma criança com reações claramente insanas.</p>
<p>Se agiu por ignorância, foi uma ignorância que hoje ganharia facilmente o adjetivo que os jovens adoram: tóxica.</p>
<h3>Moral da História</h3>
<p>E aqui chego a um ponto que já me perguntei muito, sempre que lembro deste assunto:</p>
<p><em>De onde foi que eu tirei, onde eu vi, quem me falou, que a melhor forma de entrar em contato com uma menina que eu via todos os dias era uma&#8230; CARTA?</em></p>
<p>Rapazes, jamais enviem cartas, ou mensagens digitais, ou flores, ou presentes, ou seja lá o que for, para quem você não conhece direito. E mesmo se conhecer direito, também não faça isso se não tiver certeza que a pessoa vai curtir. Senão ela vai sentir PENA de você&#8230;</p>
<p>&#8230;ou ódio.</p>
<p>Formas românticas de abordagem de mulheres são as piores formas. Elas vão jurar que não, mas são as piores formas.</p>
<p>O homem se coloca numa posição de sujeição ao juízo alheio, que é o inverso do que uma mulher usualmente espera de um homem.</p>
<p>É óbvio que atualmente não se usa mais o recurso das &#8220;cartas de amor&#8221;, embora volta e meia nos aparecem vídeos nas redes sociais de românticos passando vergonha, enviando flores, fazendo serenatas, pedindo em casamento e sendo rejeitados e outras cenas deploráveis do gênero.</p>
<p>Cartas de amor só seriam válidas se fossem com alguém já conhecido, onde haja certo envolvimento, uma óbvia distância, e que você tenha certeza que a outra pessoa <em>entra no clima</em>.</p>
<p>Agora, mandar carta ou qualquer tipo de mensagem impessoal sem conhecer a pessoa direito, como foi o meu caso, é a certeza do fracasso e da aniquilação da sua autoestima.</p>
<p>E de um arrependimento permanente.</p>
<p>***</p>
<p>Photo by <a href="https://unsplash.com/@jovanvasiljevic?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Jovan Vasiljević</a> on <a href="https://unsplash.com/photos/a-piece-of-paper-that-is-laying-on-the-ground-w91JpY9pGZo?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Unsplash</a></p>
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		<title>O Amor é uma ilusão?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 04:35:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor fraterno]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Os assuntos do amor dão o que falar. Dão tanto o que falar, que fala-se de amor desde tempos imemoriais e ainda não compreendemos esse sentimento. Isso acontece porque o amor não existe efetivamente. O amor não existe. Só o que existe são carências afetivas/sexuais, dependências materiais e interesses egocêntricos de validação. Por isso tanta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os assuntos do amor dão o que falar.</p>
<p>Dão tanto o que falar, que fala-se de amor desde tempos imemoriais e ainda não compreendemos esse sentimento.</p>
<p>Isso acontece porque o amor não existe efetivamente.</p>
<p><strong>O amor não existe. </strong></p>
<p><strong>Só o que existe são carências afetivas/sexuais, dependências materiais e interesses egocêntricos de validação.</strong></p>
<p><strong>Por isso tanta frustração e desilusão.</strong></p>
<p><strong>&#8220;O preço do amor é outro&#8221; porque quase sempre paga-se muito por algo que não existe.</strong></p>
<p>O amor é onda do mar que vem e vai.</p>
<p>O amor é a paixão que vem, acontece, faz tanto bem, e depois de algum tempo, desaparece.</p>
<p>Assim como a névoa da manhã se desfaz com os primeiros raios de sol da manhã, o amor é uma névoa sentimental que se desfaz com os primeiros raios da realidade.</p>
<p>Nossa dificuldade com o amor vem do fato de que não aceitamos que algo que faça tão bem não seja eterno.</p>
<p>Vinícius, aquele que tão bem soube manejar a língua portuguesa para falar de amor, disse:</p>
<blockquote><p>&#8220;Que seja eterno enquanto dure&#8221;</p></blockquote>
<h3>Amor Fraterno</h3>
<p>Evidentemente, o amor fraterno que ocorre entre amigos, irmãos e familiares existe. Mas é um amor muito menos engajado. O amor fraterno é aquele que fica feliz se a pessoa está perto, mas também entende serenamente se ela precisa estar longe; quer o bem da pessoa como um desejo genuíno que parte de dentro do ser humano minimamente empático; se eu quero estar bem, quero também que todos os meus semelhantes e próximos fiquem bem.</p>
<h3>Amor Romântico</h3>
<p>Já o amor romântico e apaixonado ao qual me refiro no início deste texto, sobrevive sobre o terreno movediço da idealização, inconstante, insegura, sonhadora.</p>
<p>A criança quer muito os brinquedos que não tem, e assim que os ganha, logo perde o interesse e passa a querer outro brinquedo. Assim é o adulto quando ama alguém que usualmente está distante, quer muito, sonha com ele, se sente realizado nas pitadas de presença que as dificuldades geográficas do cotidiano permitem.</p>
<p>Até que se casam, para dentro de poucos meses tudo virar rotina. Os beijos apaixonados e demorados se tornam escassos. <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/causas-psicologicas-da-impotencia-sexual/">O peso das responsabilidades da formação do patrimônio vão minando as intimidades do matrimônio</a>. O amor romântico se metamorfoseia no amor fraterno&#8230; se tanto, porque em muitos casos, se transforma na mais inacreditável indiferença.</p>
<div id="attachment_28855" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28855" class="size-full wp-image-28855" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/03/jurando-amor-eterno.jpg" alt="Sabe de nada, inocente" width="526" height="636" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/03/jurando-amor-eterno.jpg 526w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/03/jurando-amor-eterno-248x300.jpg 248w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /><p id="caption-attachment-28855" class="wp-caption-text">Sabe de nada, inocente</p></div>
<p>Alguns pensadores afirmam que a paixão é uma doença psíquica. Não sei se é, mas se for, tenho certeza que o casamento, na forma da convivência doméstica diária, é o melhor remédio para esta doença. As ilusões vão se desvanecendo e dando lugar para a realidade como ela definitivamente é: simples, entediante e sem graça; e a vida se mostra em sua verdadeira natureza: uma sequência de problemas a serem resolvidos; e os relacionamentos permanecendo não por causa de um amor sublimado pelas divindades venusianas, e sim por causa das nossas inseguranças emocionais, carências afetivas, dependências materiais e necessidades de <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/somos-quem-podemos-ter/">validação social</a>.</p>
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		<item>
		<title>Livro Senhora de José de Alencar &#8211; Resenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Feb 2022 01:14:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Pretendo retomar neste site a série de resenhas e sugestões de leitura que anos atrás ocupava boa parte das publicações. Já abandonei os livros de auto-ajuda, os de educação financeira, os de assuntos espiritualistas. Sensação de que já li tudo que tinha que ler. De uns três anos pra cá, passei a realizar um desejo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pretendo retomar neste site <a href="https://www.ronaud.com/category/livros/">a série de resenhas</a> e sugestões de leitura que anos atrás ocupava boa parte das publicações.</p>
<p>Já abandonei os livros de auto-ajuda, os de educação financeira, os de assuntos espiritualistas.</p>
<p>Sensação de que já li tudo que tinha que ler.</p>
<p>De uns três anos pra cá, passei a realizar um desejo de muito tempo: conhecer ao menos os grandes clássicos da literatura em língua portuguesa.</p>
<p>Já conclui alguns deles: Amor de Perdição, <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/capitu-traiu-bentinho/">Dom Casmurro</a>, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Grande Gatsby, Casa de Pensão e O Cortiço, cujas resenhas trarei aqui com o tempo.</p>
<p>Para reiniciar esta nova fase de dicas de leitura através de resenhas, começo com uma grande obra:</p>
<h2>Senhora &#8211; José de Alencar</h2>
<div id="attachment_27665" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/6555520760/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=6555520760&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=079d7f756afcb84ce7c74222a5315a39"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27665" class="wp-image-27665 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/02/livro-senhora-jose-de-alencar-resenha.png" alt="Senhora - José de Alencar" width="524" height="766" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/02/livro-senhora-jose-de-alencar-resenha.png 524w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/02/livro-senhora-jose-de-alencar-resenha-205x300.png 205w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /></a><p id="caption-attachment-27665" class="wp-caption-text">Senhora &#8211; José de Alencar</p></div>
<p><em>Senhora</em> é um livro de 1875, portanto, suas características se enquadram sob a tradição romântica da literatura brasileira, que sucedeu de 1836 a 1881.</p>
<p>Toda a narrativa do livro gira em torno da figura quase mítica de Aurélia, a protagonista da história, e sua conturbada relação com Fernando Seixas, seu grande amor. O autor não cansa de lembrar a beleza, elegância, classe e auto-domínio da personagem ao longo dos capítulos.</p>
<p>Toda a escrita é riquíssima em vocabulário, adjetivos e percepções das nuances de cada cena vivida pelos personagens. Toda a narração é bastante floreada, quase poética, e enfatiza muito os valores daquele grupo, que representava a elite da época. Beleza, classe, elegância; luxo e riqueza, delicadezas e sutilezas são o tempo todo oferecidas para o(a) leitor(a) decorar sua imaginação.</p>
<p>Para nós, acostumados a escrita objetiva e seca dos tempos atuais, pode parecer num primeiro momento algo cansativo vencer parágrafo por parágrafo e suas infindáveis impressões sobre os detalhes das cenas e das emoções que os personagens sentem. No entanto, a literatura daquelas décadas tem um quê de história, através dela você conhece hábitos e valores da vida cotidiana, aqui no caso do Rio de Janeiro do século XIX, bem como as palavras utilizadas pelos escritores, no caso de José de Alencar, de invejável e vívido vocabulário. Portanto, empreender uma leitura como esta exige do leitor uma disposição sincera de <em>viajar no tempo</em> e experimentar aqueles tempos e modos, bem como abraçar o estilo de escrita da época.</p>
<p>Eu diria que é uma leitura para ser feita com calma, lentamente, uma vez que as descrições detalhadas do autor a respeito das cenas e sensações dos personagens <em>exige mesmo</em> da nossa imaginação, o que fui me dar conta já no final da leitura, quando consegui vivenciar certa cena de uma valsa e realmente me emocionar imaginando a sensação de plenitude vivida pela personagem. A pós-modernidade nos deixou cínicos, céticos e frios; poucos admitem, mas aquece o coração imaginar-nos vivendo cenas em que nos sentimos plenos e felizes.</p>
<p>Ademais, também me chamou a atenção a autenticidade da história, em que uma mulher tem tanto poder. Incomum para a época, e até mesmo para estes tempos em que mulheres buscam <em>empoderamento</em>. Desde que você se coloque com o devido preparo e disposição para enfrentar o estilo e absorver a inusitada história contada, recomendo fortemente a leitura.</p>
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		<title>O Movimento Romântico é a maior praga que já se abateu sobre a humanidade</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/o-movimento-romantico-e-a-maior-praga-que-ja-se-abateu-sobre-a-humanidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 May 2021 01:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Razão]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto de Eduardo Levy O despeito que temos das mulheres que buscam homens ricos é indício claro de que vivemos em um mundo de contos de fada no qual as pessoas tomam por base de seus pensamentos e ações histórias da carochinha. Quem sente esse despeito busca parceiros com base em quê? Tesão. Você tem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.facebook.com/eduardo.levy.5872/posts/655326854671384">Texto de Eduardo Levy</a></p>
<blockquote><p>O despeito que temos das mulheres que buscam homens ricos é indício claro de que vivemos em um mundo de contos de fada no qual as pessoas tomam por base de seus pensamentos e ações histórias da carochinha. Quem sente esse despeito busca parceiros com base em quê? Tesão. Você tem certeza de que a busca do gozo é melhor e mais nobre que a busca de conforto e de segurança, sobretudo nos casos em que há filhos? Claro que não. Mas é mais &#8220;autêntica&#8221;, mais &#8220;sincera&#8221;. Que é o mesmo que dizer: Mais irracional. Esse despeito e tantos outros semelhantes não passa de ódio à razão e louvor à instintividade animal. Mas a panicat que dá um jeito de casar-se com um homem rico é muito mais inteligente e racional, é um exemplar muito melhor da espécie, do que a autenticazinha que não tem nada de &#8220;interesseira&#8221; e acaba se casando com um dildo acoplado a um corpo.</p>
<p>Não há a menor dúvida a respeito da origem disso: <a href="https://www.ronaud.com/amor/o-romantismo-e-uma-praga/">o movimento romântico. Essa é a maior praga</a> que já se abateu sobre a humanidade, da qual o movimento revolucionário é mero derivativo e sem a qual jamais teriam existido coisas como psicanálise, desconstrução e ideologia de gênero. Se precisasse condensar numa imagem o que é o romantismo, eu diria que seu pai espiritual é Jean-Jacques Rousseau e este, nascesse no Brasil do século XX, se chamaria Gregório Duvivier. E por mais que isso doa, há um Greg dentro de cada um de nós determinando, sem que o saibamos, nossas emoções, nossos pensamentos e nosso comportamento. A cosmovisão romântica é a fonte de toda a nossa imaturidade, de toda a nossa neurose, de todo o nosso desajuste com a vida. Para se livrar dela não há outra alternativa senão estudá-la, dominá-la e reconhecê-la em nós mesmos, o que comecei a fazer alguns anos atrás e estou muito longe de ter completado. Se quer ver um modelo magistral de como fazer isso, procure, leia, estude, decore e aplique a análise que o Francisco Escorsim faz do filme &#8220;Closer&#8221;.</p>
<p>Edição: É bom esclarecer que &#8220;movimento romântico&#8221; não tem absolutamente nada a ver com aquilo que os brasileiros aprendem na escola com este nome. É preciso estudar o romantismo inglês e o romantismo alemão para saber o que isso significa.</p></blockquote>
<p>Já falei sobre isso aqui:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/amor/o-romantismo-e-uma-praga/">O romantismo é uma praga</a></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>O Amor Não Existe e Ninguém Vale a Pena</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-amor-nao-existe-e-ninguem-vale-a-pena/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-amor-nao-existe-e-ninguem-vale-a-pena/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 04:44:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
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		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A experiência e a observação têm me convencido que o amor não existe e ninguém vale a pena. Nos iludimos que as atenções de uma pessoa possam nos validar e suprir nossas carências, mas quase sempre o que arrumamos são encrencas com gente mais complicada que nós mesmos(as). ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_24883" style="width: 160px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24883" class="wp-image-24883 size-thumbnail" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/500x5001-150x150.jpg" alt="O Amor Não Existe" width="150" height="150" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/500x5001-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/500x5001-300x300.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/500x5001.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p id="caption-attachment-24883" class="wp-caption-text">O Amor Não Existe</p></div>
<p>A sociedade vive mergulhada numa ilusão tão grande sobre <strong><em>esse tal de amor</em></strong>, que nós não temos <a href="https://www.ronaud.com/amor/a-arte-da-conquista-ou-nao-seja-ridiculo/">a dimensão da quantia de tempo, dinheiro e energia gastos</a> em relacionamentos que em sua maioria, só nos devolvem, de fato, <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/relacionamentos-sao-um-peso-na-nossa-vida/">uma vida pesada, cheia de responsabilidades e dores de cabeça</a>.</p>
<p>Entorpecidos pelas fantasias de uma cultura do romantismo, e esperançosos de que as promessas dessa cultura preencham nosso vazio emocional, perdemos a lucidez necessária para perceber o óbvio, que&#8230;</p>
<h2>O amor não existe</h2>
<p>Em tese, existem três tipos de amor: O romântico (ou paixão), o amor fraternal, e o respeito pela dignidade humana.</p>
<div id="attachment_24885" style="width: 160px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24885" class="wp-image-24885 size-thumbnail" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/73dd59cbec89fe69a310bcde03dff65c1-150x150.jpg" alt="Love doesn't Exist" width="150" height="150" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/73dd59cbec89fe69a310bcde03dff65c1-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/73dd59cbec89fe69a310bcde03dff65c1-300x300.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/73dd59cbec89fe69a310bcde03dff65c1.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p id="caption-attachment-24885" class="wp-caption-text">Um bom momento pra se dar conta de que o amor não existe</p></div>
<p>Particularmente, <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/o-amor-nao-e-um-superpoder/">depois de transitar da crença no primeiro para o segundo</a>, agora estou chegando à transição entre uma crença desgastada no amor fraternal e, motivado pelo fato de que o ser humano é um ser preponderantemente egoísta, estou dando meus primeiros passos na convicção última que a única consideração que alguém merece é o respeito humanitário. Porque a maioria dos seres humanos nem vivos mereciam estar.</p>
<p>A conclusão libertadora é que, no final das contas, praticamente <a href="https://www.ronaud.com/amor/amar-e-ser-indiferente/">ninguém vale a pena</a>, e praticamente ninguém merece que fiquemos o tempo todo tentando agradar, especialmente se não há a devida retribuição; porque <a href="https://www.ronaud.com/amor/meu-amor-por-voce-e-incondicional-mas-com-uma-condicaozinha/">somente mentes infantis acreditam em amor incondicional</a>.</p>
<p>A maioria das pessoas segue na vida convictas de que elas <em>precisam de alguém</em> ao lado para se sentirem bem, completas e &#8220;aceitas&#8221; (cruz-credo), o que é um grande equívoco. Toda essa convicção nada mais é que uma sensação que sobrevive em cima de alguns fatores muito inconstantes:</p>
<p><em>Biologia</em>: <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-sublime-ou-amor-bobinho/">o efêmero prazer sensual</a>, <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sexo-e-isca/">um suborno da natureza para procriarmos</a>;</p>
<p><em>Emoção</em>: o vazio de uma autoestima baixa; um profundo sentimento de <strong>ausência</strong> de estima por si mesmo(a) e de <a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">validação como ser existente</a>.</p>
<p><em>Cultura</em>: uma cultura que pressiona as pessoas para aderirem a relacionamentos &#8220;estáveis&#8221; e de longo prazo, seja por cobranças familiares, seja por influência das artes midiáticas como filmes e novelas. Ninguém se dá por satisfeito sem que nos vejam cair na mesma armadilha que caíram.</p>
<p>(e às vezes, há um 4º item: um rostinho lindo&#8230; e mentiroso)</p>
<p>Quando estamos em idade de <em>procriação</em> &#8211; hormônios em ebulição &#8211; e encontramos alguém que num primeiro momento nos preencha o vazio da sensação de sermos estimados e importantes, surge o <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-quebra-cabeca/">amor romântico</a>, na forma de <a href="https://www.ronaud.com/amor/vale-a-pena-amar/">uma estupenda</a>, e <a href="https://www.ronaud.com/amor/psicologia-da-paixao-amor-romance-e-egoismo/">estúpida, paixão</a>.</p>
<h3>Sobrevivência</h3>
<div id="attachment_24886" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24886" class="size-medium wp-image-24886" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/leo-atdrugsleo-bebam-muito-o-amor-nao-existe-6BYyl1-300x115.jpg" alt="O Amor Não Existe. Bebam!" width="300" height="115" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/leo-atdrugsleo-bebam-muito-o-amor-nao-existe-6BYyl1-300x115.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/leo-atdrugsleo-bebam-muito-o-amor-nao-existe-6BYyl1.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-24886" class="wp-caption-text">O Amor Não Existe. Bebam!</p></div>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/pessoas-egocentricas/">Com o tempo veremos que as pessoas são basicamente narcisistas</a> e só pensam em si mesmas e no próprio bem-estar. As pessoas não nos amam, <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-e-auto-estima/">amam nosso amor por elas</a>; amam o que podemos fazer por elas. E verdade seja dita, nós também não amamos as pessoas, <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-e-auto-estima/">amamos a disposição delas por nós</a>.</p>
<p>O amor é um jogo; uma competição. E o encerramento desta competição está no casamento, no qual normalmente os dois saem perdendo.</p>
<p>E não é nossa culpa. É culpa da natureza das coisas, o mundo é inóspito, cruel, duro e rude. Nossa sobrevivência é prioridade de origem biológica. <em>Amor não enche a barriga de ninguém</em>, diz o ditado. Então é óbvio que as pessoas priorizarão sua sobrevivência e o próprio bem-estar a despeito de qualquer ilusão de paixão e <em>amor perfeito</em>.</p>
<p>As questões materiais de sobrevivência e comodismo já decidiram o infeliz destino de mais casamentos do que supõe nossa ingênua crença no poder do amor, de decidir o futuro dos relacionamentos.</p>
<p>As mulheres, pela natureza frágil de sua constituição, sempre se viam ainda mais sujeitas ao interesse pela sobrevivência. Ficaram sempre com aquele homem que as convence (<a href="https://www.ronaud.com/autoestima/somos-quem-podemos-ter/">pelo valor social</a>) de que <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/relacionamentos-escolhas-e-status-social/">oferecerão melhores condições de vida</a>.</p>
<p>Que nenhuma mulher seja culpada por isso; a culpa é da Criação Divina, que nos legou esta realidade limitada, estúpida e injusta.</p>
<div id="attachment_24887" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24887" class="size-medium wp-image-24887" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/39926994_2282999448588423_1568346452466335744_n1-300x171.jpg" alt="Trouxa" width="300" height="171" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/39926994_2282999448588423_1568346452466335744_n1-300x171.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/39926994_2282999448588423_1568346452466335744_n1.jpg 471w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-24887" class="wp-caption-text">Trouxa</p></div>
<p><strong>As pessoas são basicamente egoístas, desprovidas de talento, e têm, portanto, uma propensão a muito pouco oferecer, e de muito precisar</strong>.</p>
<p>Quando você &#8220;luta por amor&#8221;, está basicamente lutando para assumir compromissos, obrigações e responsabilidades que vão te preencher a maior parte do tempo, em troca de breves e &#8211; no decorrer dos anos &#8211; cada vez mais raros momentos de prazer.</p>
<p>Quando você &#8220;luta por amor&#8221;, está basicamente lutando por alguém que no médio e longo prazo vai basicamente te sugar a energia vital. O mundo está muito mais povoado por vampiros do que supõe nosso ingênuo ceticismo quanto a lendas e folclores.</p>
<p>No instável balanço dos relacionamentos, ou você estará com alguém fraco que lhe puxará pra baixo e para trás, ou estará &#8211; na verdade, tentará estar e não conseguirá &#8211; com alguém forte que lhe fará <a href="https://www.ronaud.com/amor/como-esquecer-um-grande-amor/">sentir desprezível</a>.</p>
<h3>As almas não se entendem</h3>
<div id="attachment_27001" style="width: 264px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27001" class="size-medium wp-image-27001" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/02/a-sabedoria-defendendo-um-jovem-do-amor-charles-meynier-254x300.jpg" alt="A Sabedoria defendendo um jovem do Amor - Charles Meynier" width="254" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/02/a-sabedoria-defendendo-um-jovem-do-amor-charles-meynier-254x300.jpg 254w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/02/a-sabedoria-defendendo-um-jovem-do-amor-charles-meynier.jpg 512w" sizes="auto, (max-width: 254px) 100vw, 254px" /><p id="caption-attachment-27001" class="wp-caption-text">A Sabedoria defendendo um jovem do Amor &#8211; Charles Meynier</p></div>
<p>Há uma frase atribuída a Manuel Bandeira:</p>
<blockquote><p>As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não.</p></blockquote>
<p>Cada um de nós possui um jeito próprio de fazer as coisas, ou de não fazê-las, uma personalidade toda própria, com gostos, visões, posturas, amizades, famílias. Se relacionar com alguém significa colocar praticamente em <em>conflito de guerra</em> o nosso mundo particular contra o mundo particular de outra pessoa. Muito raramente estes mundos combinam e se afeiçoam, mas a tendência é inversa.</p>
<p>Tem que estar <em>MUITO A FIM</em>.</p>
<p>Com o passar dos anos, no entanto, esta disposição diminui drasticamente.</p>
<p>De modo que concluo, salvo raríssimas exceções, que <a href="https://www.ronaud.com/amor/relacionamento-e-troca-de-energia/">NINGUÉM VALE A PENA</a>.</p>
<p>Uma pessoa tem que ser muito maravilhosa pra pagar minha paz de espírito.</p>
<h3>Talvez&#8230;</h3>
<p>TALVEZ, você tenha <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-e-auto-estima/">a graça de encontrar alguém</a> que lhe ajude a <em>puxar a carroça</em> da vida <a href="https://www.ronaud.com/amor/toda-fogueira-precisa-de-lenha/">lado a lado</a>. O caminho vai ficar menos pesado.</p>
<blockquote><p>O amor não existe, só há provas de amor. Pierre Reverdy</p></blockquote>
<p>Ainda assim vale lembrar que no final das contas somos todos <em>burros puxando carroças</em>.</p>
<p>Em termos de relacionamentos, estamos todos, uns mais, outros menos, absolutamente f&#8230;</p>
<p>Estar sozinho neste mundo é às vezes visto com desprezo, como fracasso pessoal. A pessoa sozinha é, na verdade, alguém que está deixando de se incomodar com outra pessoa muito provavelmente dispensável, e está na verdade poupando-se diante de uma existência que basicamente não vale a pena. <strong>Uma pessoa sozinha é basicamente uma pessoa em paz</strong>; caso não esteja vivendo <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/o-amor-nao-e-um-superpoder/">a infelicidade de acreditar na desgraçada ilusão de que PRECISA de alguém</a>.</p>
<div id="attachment_24889" style="width: 860px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24889" class="wp-image-24889 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/frase-o-amor-nao-existe-e-se-existe-nao-dura-pra-sempre-e-se-nao-dura-pra-sempre-nao-e-amor-e-tati-bernardi-1172531.jpg" alt="Se a Tati falou, quem sou eu..." width="850" height="400" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/frase-o-amor-nao-existe-e-se-existe-nao-dura-pra-sempre-e-se-nao-dura-pra-sempre-nao-e-amor-e-tati-bernardi-1172531.jpg 850w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/frase-o-amor-nao-existe-e-se-existe-nao-dura-pra-sempre-e-se-nao-dura-pra-sempre-nao-e-amor-e-tati-bernardi-1172531-300x141.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/frase-o-amor-nao-existe-e-se-existe-nao-dura-pra-sempre-e-se-nao-dura-pra-sempre-nao-e-amor-e-tati-bernardi-1172531-768x361.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px" /><p id="caption-attachment-24889" class="wp-caption-text">Se a Tati falou, quem sou eu&#8230;</p></div>
<p><strong>Leia também: </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-e-auto-estima/">Amor e Autoestima</a> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/autoestima-e-beleza/">Autoestima e Beleza</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/relacionamentos-sao-um-peso-na-nossa-vida/">Relacionamentos são um peso</a></strong></p>
<h2>As Exceções</h2>
<p>Tudo que falei acima vale como tendências amplas, claramente observáveis na ampla maioria dos relacionamentos. Praticamente todo mundo tem um problema de relacionamento. Essa ampla maioria permanece junta por questões de procriação, insegurança emocional e principalmente, por comodismo material. Elas preferem estar mal acompanhadas, do que sós. Nunca é demais lembrar que o sábio ditado sugere o oposto:</p>
<p><strong>Antes SÓ do que MAL acompanhado</strong>.</p>
<p>Ditado pra se pôr grande num quadro e pendurar na parede da sala.</p>
<div id="attachment_24890" style="width: 246px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24890" class="size-full wp-image-24890" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/02/0e73f8ad1501d9a1c6d610cbcceb1bb41.jpg" alt="Só um instante que eu... Não volto" width="236" height="225" /><p id="caption-attachment-24890" class="wp-caption-text">Só um instante que eu&#8230; Não volto</p></div>
<p><strong>Mas existem exceções, CLARO</strong>. Há uns felizardos que encontram pares que realmente vem somar, agregar, <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-de-verdade-e-comprometimento/">ajudar a tocar essa vida dura e difícil</a>. Que feliz aconchego devem sentir. Eu não sei o que é isso. Mas não desacredito, <a href="https://www.ronaud.com/amor/familia-ideal-um-sonho-ou-uma-possibilidade/">sei que existe, e fico feliz por isso</a>.</p>
<p>Ainda que no final das contas não seja amor, e sim, um mútuo amparo emocional, motivado pela insegurança diante de uma existência inóspita.</p>
<blockquote><p>Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra. <a href="https://www.frasesinteligentes.com.br/frases-pensamentos-citacoes-de/rainer-maria-rilke">Rainer Maria Rilke</a></p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Imagens: <a href="https://us.napster.com/artist/brodie-ny/album/love-doesnt-exist">1</a> &#8211; <a href="https://br.pinterest.com/pin/458452437063647793/?lp=true">2</a> &#8211; <a href="https://pt.dopl3r.com/memes/engra%C3%A7ado/leo-atdrugsleo-bebam-muito-o-amor-nao-existe/462844">3</a> &#8211; <a href="https://www.facebook.com/amornaoexist/photos/a.2282999478588420/2282999438588424/?type=3&amp;theater">4</a> &#8211; <a href="https://kdfrases.com/frase/117253">5</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Amor I Love You</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/amor-i-love-you/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2015 23:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentário sobre a origem da  citação profunda e vívida sobre a sensação de se sentir amada, feita durante a música Amor I Love You.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>(&#8230;) Sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!</p>
<p>Eça de Queiroz</p></blockquote>
<p>Eu conhecia esta passagem acima da música <em>Amor I Love You</em>, da Marisa Monte e Arnaldo Antunes. E por nunca ter me aprofundado sobre as origens da música, pensava naturalmente que era um trecho escrito pelo próprio Arnaldo.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/2CPHbEIC6EM" width="670" height="400" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Quando publicaram esse trecho na minha <em>timeline</em> assinada por Eça de Queiroz, me vi mais uma vez lamentando por nunca ter dado atenção à belíssima literatura portuguesa e por não estar num momento muito propício à leitura para que pudesse me aventurar nesse mundo bonito de palavras ricas, significados profundos e descrições vívidas, escritas só por quem cava a própria alma em busca dessas matizes de si mesmo e da realidade que o cerca.</p>
<p>Abaixo, o trecho completo, recitado em meio à música:</p>
<blockquote><p>[E Luísa] tinha suspirado</p>
<p>Tinha beijado o papel devotamente</p>
<p>Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades</p>
<p>E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas</p>
<p>Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido</p>
<p>Sentia um acréscimo de estima por si mesma</p>
<p>E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante</p>
<p>Onde cada hora tinha o seu encanto diferente</p>
<p>Cada passo conduzia a um êxtase</p>
<p>E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queir%C3%B3s">Eça de Queiroz</a></p></blockquote>
<p>Atualização: Agora em 2024 eu finalmente li O Primo Basílio. Escrita primorosa de um dos maiores autores da nossa bela e desprezada Língua Portuguesa.</p>
<p>E volto aqui para recomendar:</p>
<p>Leiam os clássicos!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O rapto de Perséfone</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/o-rapto-de-persefone/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/amor/o-rapto-de-persefone/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2015 20:44:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Ciúmes]]></category>
		<category><![CDATA[Possessividade]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=17001</guid>

					<description><![CDATA[O rapto de Perséfone, uma das cenas mais dramáticas da mitologia grega, demonstra que o amor romântico, possessivo e exclusivista, é muito anterior ao que os estudiosos contemporâneos afirmam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_17002" style="width: 363px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17002" class="wp-image-17002 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone.jpg" alt="Minha. Toda minha. Para sempre minha! (O rapto de Perséfone de Bernini, 1621)" width="353" height="500" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone.jpg 353w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone-211x300.jpg 211w" sizes="auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px" /><p id="caption-attachment-17002" class="wp-caption-text">Minha. Toda minha. Para sempre minha! (O rapto de Perséfone de Bernini, 1621)</p></div>
<p>Alguns autores e pensadores contemporâneos, como Regina Navarro, acreditam e estimulam muito os ditos &#8220;relacionamentos abertos&#8221;.</p>
<p>É realmente uma opção. Feliz de quem consegue um feito desses, talvez sofra menos. Não é o caso da maioria.</p>
<p>A autora defende os relacionamentos abertos, fundamentada na opinião de que o amor romântico &#8211; aquele que pressupõe e exige exclusividade &#8211; é algo artificial, que nos é ensinado através da literatura e do cinema. Um &#8220;tipo&#8221; de amor que TERIA surgido no século XII, lá pelo ano 1100&#8230; época do surgimento da língua portuguesa.</p>
<p>Ela só não leva em conta mitos milenares e muito anteriores ao séc. XII, como Helena de Troia ou o rapto de Perséfone. Este, um belíssimo mito grego, no qual Hades, o deus das profundezas da terra, o <em>ínfero</em>, apaixonado pelas virtudes de Perséfone, perde-se em seu amor e decide por raptá-la para tê-la só para si.</p>
<p>Ora, o amor &#8220;verdadeiro&#8221; não é algo básico e que funcionaria com &#8220;qualquer um&#8221;? Por que um DEUS decidiria por uma única mulher, com tantas no mundo?</p>
<p>Romântico demais, esse Hades, para um período de 2000 anos antes do século XII&#8230;</p>
<p>***</p>
<p><a href="https://homemdespedacado.wordpress.com/category/escultura/bernini/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Saiba mais sobre a escultura de Bernini</a></p>
<p><a href="http://greciantiga.org/img.asp?num=0780" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Saiba mais sobre a pintura de Vergina</a></p>
<p>***</p>
<div id="attachment_17003" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17003" class="size-large wp-image-17003" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone-vergina-819x1024.jpg" alt="Detalhe de pintura da parede do &quot;Túmulo de Perséfone&quot;, Vergina, Macedônia. Datada de 340 a.C." width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone-vergina-819x1024.jpg 819w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone-vergina-240x300.jpg 240w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-rapto-de-persefone-vergina.jpg 1101w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><p id="caption-attachment-17003" class="wp-caption-text">Detalhe de pintura da parede do &#8220;Túmulo de Perséfone&#8221;, Vergina, Macedônia. Datada de 340 a.C.</p></div>
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		<title>Por que você ama quem você ama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2014 19:05:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Bonitos]]></category>
		<category><![CDATA[Paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso no amor]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto de Martha Medeiros explicando de forma precisa porque amamos quem amamos. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. E porque  ninguém mais no mundo consegue ser do jeito do amor da sua vida!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.</p>
<p>O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.</p>
<p>Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.</p>
<p>Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.</p>
<p>Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.</p>
<p>Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?</p>
<p>Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!</p>
<p>Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/marthamattosmedeiros" target="_blank" rel="nofollow noopener">Martha Medeiros</a></p></blockquote>
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		<title>Amor sublime ou Amor bobinho?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2014 23:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor impossível]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Equívocos]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Ressentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Acho que não existe maior equívoco do que esta crença de alguns idealistas que separa o amor em dois tipos de amor. Como se houvesse um amor carnal, sexual, menor e menos valoroso, e como houvesse um amor espiritual, mental, mais puro e maior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que não existe maior equívoco sobre o amor do que esta crença de alguns sujeitos de tendências idealistas que separa o amor em dois tipos de amor. Como se houvesse um amor carnal, sexual, menor e menos valoroso, e como houvesse um amor espiritual, mental, mais puro e sublime e, portanto, mais digno.</p>
<p>Isso é coisa de mentes muito ingênuas que não se dão bem com a vida prática e sua realidade imperfeita e preferem se proteger dentro dos limites do que se chama de <em>amor platônico</em>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/amor/sofrer-por-amor/">Já fui especialista em amores platônicos</a> 🙂 E hoje, depois de vencer isso que não considero mais que uma limitação, só consigo ver uma certa fraqueza em quem se atem em amores platônicos, amores distantes, impossíveis e afins. O adepto do amor platônico é o mesmo que costuma dizer que prefere se arrepender do que fez do que se arrepender do que não fez. Então eu pergunto:</p>
<p><em>Vai se arrepender do que, meu querido, se você não faz nada? </em></p>
<p>Sim, porque um amor platônico é um grande &#8220;não fazer nada&#8221;. A pessoa tem medo do contato, tem medo da rejeição, e tem medo de <em>macular</em> o sentimento através do <em>contato carnal</em>. E tem medo da imperfeição natural da convivência, e mais ainda, do contato íntimo o qual é mesmo todo atrapalhado, por natureza ( porque, né? é impossível fazer sexo de modo elegante 🙂 ). O amante platônico é um grande medroso e, para disfarçar seu medo de se relacionar, e de lutar na arena do amor, fica se enchendo de álibis para ater-se e tão somente amar o fruto de suas imaginações.</p>
<p>Porque se pensar bem, o amor &#8220;carnal&#8221; é a expressão máxima e extrema do amor entre duas pessoas. Se amam tanto que querem se unir num só corpo. E o ato é tão profundo que dali se pode gerar um terceiro ser. É lindo ou não é?</p>
<p>Para muitos o desejo sexual é um desejo baixo e menor.</p>
<p>Para mim, é a mais bela, profunda e verdadeira expressão de amor.</p>
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		<title>A lógica do absurdo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/a-logica-do-absurdo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2014 02:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Convicção]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Discernimento]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Lucidez]]></category>
		<category><![CDATA[Razão]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Entendo que a lógica não é suficiente para explicar o mundo. Mas na ausência de opção melhor, ainda é um caminho confiável. Entretanto, por absurdo que pareça, a LÓGICA não é o forte das pessoas. Quando o assunto é amor, religião, política e futebol (isto é, praticamente em todas as áreas da vida), até pessoas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Lógica e espiritualidade" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/logica-e-espiritualidade/">Entendo que a lógica não é suficiente para explicar o mundo</a>.</p>
<p>Mas na ausência de opção melhor, ainda é um caminho confiável.</p>
<p>Entretanto, por absurdo que pareça, a LÓGICA não é o forte das pessoas.</p>
<p>Quando o assunto é amor, religião, política e futebol (isto é, praticamente em todas as áreas da vida), até pessoas inteligentes deixam a lógica de lado.</p>
<p>É assustador!</p>
<p>Você pode chegar a elas com raciocínios, deduções e até FATOS.</p>
<p>Mas se eles não condizem com o que elas querem que seja verdade, elas não vão aceitar seus argumentos.</p>
<p>Elas vão NEGAR o razoável, e vir com uma repetição complicada de manobras retóricas para demonstrar <em>não</em> que os próprios argumentos são melhores, porque não são argumentos, e sim que <em>o absurdo é lindo</em>, que <em>o surreal é parâmetro</em>, e que o modo como elas querem que as coisas sejam é o melhor.</p>
<blockquote><p>As pessoas preferem acreditar naquilo que elas preferem que se seja verdade.<br />
<a title="Pensamentos e frases de Francis Bacon" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/francis-bacon">Francis Bacon</a></p></blockquote>
<p>Se o assunto for religião, estarão basicamente tentando nos convencer que <em>Deus</em> pensa como elas.</p>
<p>Elas vão NEGAR o óbvio e fazer você cogitar a possibilidade de estar sendo um idiota por também não pensar como elas.</p>
<p>O absurdo é contagioso.</p>
<p>Praticamente tudo que acontece no mundo, não acontece por lógica, e sim, por crença.</p>
<p>Com exceção, é claro, dos fenômenos técnicos e tecnológicos, porque senão, eles não funcionam 🙂</p>
<p>Sabemos que a fé tem um invencível poder mobilizador. Mas só para o bem.</p>
<p>Graças ao bom Deus, a realidade não se curva <em>fácil</em> ao modo como as pessoas querem que as coisas sejam em sua insanidade.</p>
<p>***</p>
<p>Mas perceba que quanto mais se mobilizam, se precipitam ou se exaltam para lhe convencer de algo, menos seguros estão do que querem lhe convencer.</p>
<p>Quem está seguro de suas convicções, <a title="Se precisa explicar, é porque não adianta explicar" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/preguica-de-explicar/">basta a si mesmo</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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