Um dos grandes mistérios da Astrologia diz respeito a origem das energias que influenciam a personalidade humana e os eventos de sua vida, de acordo com a posição que alguns astros do sistema solar ocupam na esfera celeste, e também de onde vem a correlação entre os planetas e nossos arquétipos internos.

Por exemplo, por que uma pessoa com Sol / Mercúrio em Gêmeos costuma ser tão falante? Por que uma pessoa com Lua em Capricórnio se sente tão insegura?

Costuma-se dizer que as energias arquetípicas que moldam as personalidades humanas vêm dos astros celestes e das estrelas que compõe as 12 constelações do zodíaco.

Mas essa explicação não faz muito sentido, especialmente no caso das constelações.

Primeiramente porque atualmente as constelações reais, aquelas que estão no céu noturno quando você olha pra ele, estão 24º para trás em relação às efemérides dos mapas astrais atuais, as quais foram estabelecidas no período helênico e associadas desde então às estações do ano. As constelações do céu andam um grau pra trás a cada 72 anos. Porém, embora os astrólogos siderais discordem, aparentemente, os arquétipos da Astrologia Tropical continuam descrevendo muito bem os nativos.

Eu que o diga.

Em segundo lugar, atribuir os arquétipos às constelações não faz muito sentido porque as constelações são formadas por estrelas e aglomerações espalhadas pelo espaço sideral. A imagem abaixo descreve bem esta situação.

Estrutura de uma Constelação

Para quem observa da Terra, uma constelação parece um joguinho estático de “ligue os pontos”, porém no espaço tridimensional, as estrelas estão espalhadas/distribuídas no sentido infinito e não possuem uma relação intrínseca entre si. Além de estarem hiper-distantes da Terra. A luz dessas estrelas / constelações que nos chegam hoje aos olhos saíram de lá há milhares e milhares de anos-luz.

Olhar para o céu noturno é olhar para o passado distante.

A verdade sobre as influências astrais

A verdade verdadeira sobre as influências dos astros na vida e personalidade humana é completamente desconhecida. Talvez os planetas do sistema solar, por sua enorme dimensão e relativa proximidade com o planeta Terra pudessem ter uma energia intrínseca que influenciasse a personalidade humana e alguns fatos de sua vida, e o ciclo lunar influenciando os ciclos fisiológicos femininos dá uma base para esta visão, mas… mesmo assim, como explicar o poder incontestável de um Plutão posicionado num mapa, para o bem ou para o mal, com seu diminuto tamanho (menor que a Lua) e sua improvável posição nos confins do Sistema Solar?

É certo que as energias arquetípicas existem e estão em algum lugar, e exercem inequívoca influência sobre a psique humana. Mas certamente subsistem em alguma dimensão insondável do universo, sendo planetas e constelações nada mais que pontos de referência para algo muito maior, complexo e indescritível.