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	<title>Inteligência &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>6 Erros Intelectuais Comuns</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 01:27:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Burrice]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
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					<description><![CDATA[Aprenda a identificar os 6 Erros Intelectuais Mais Comuns nos debates públicos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Generalização com base em percepções particulares</h3>
<p>A mulher sempre se relacionou com homens cafajestes, que as maltratam e traem.</p>
<p>E vivem dizendo, muito convicta, que os homens não prestam.</p>
<p>Está, obviamente, errada. A maioria dos homens é boa, estável, respeitosa.</p>
<p>Da mesma forma, o RedPill escolheu uma louca pra casar, viu o patrimônio ser dilapidado, e passa a dizer que as mulheres não prestam.</p>
<p>Está, obviamente, errado. A maioria das mulheres é boa, estável, respeitosa.</p>
<h3>Duvidar do que nunca aconteceu em seu entorno</h3>
<p>É o clássico &#8220;se eu não sei do que se trata, então não deve existir&#8221;.</p>
<p>Sujeito ouve um relato de um episódio muito curioso, o qual jamais aconteceria no entorno limitado da vidinha de gado dele, e então duvida de que tenha acontecido, e passa a tachar de fake, ficção etc.</p>
<p>Exemplo: Mulheres com vida sexual pífia, que duvida do relato de outras mulheres que têm orgasmos múltiplos. Ou homens com duração sexual curta que duvidam de homens que têm autocontrole e seguram hora(s) sem ejacular.</p>
<h3>Duvidar do que não entende</h3>
<p>Outro clássico: &#8220;Se eu não entendo como funciona, então não é possível&#8221;.</p>
<p>Exemplo: Pessoas que duvidam que o Homem tenha pisado na Lua. Pessoas que acreditam que a Terra é plana porque não entendem o funcionamento de certos fenômenos naturais como as Estações do Ano ou o Sol da Meia-noite, fenômenos que só podem acontecer num planeta esférico com inclinação do eixo de rotação de 23º em relação ao Sol.</p>
<h3>Uma causa única para fenômenos complexos</h3>
<p>Esse é fácil de identificar, é quando a pessoa categoriza uma única causa para acontecimentos complexos, formados por uma soma complexa de fatores; fatores às vezes até de difícil discriminação.</p>
<p>Exemplo: O problema do Brasil é a corrupção. O problema do Brasil é a educação. O problema do Mundo é o capitalismo. A Monarquia caiu por causa da Maçonaria. Qual a invenção mais importante da humanidade?</p>
<p>Veja, todos esses problemas são questões complexas &#8211; o subdesenvolvimento do Brasil, a desigualdade social global, a queda da Monarquia, tecnologia &#8211; que tiveram como causas uma soma complexa de fatores e acontecimentos históricos.</p>
<h3>Pensamento Binário</h3>
<p>A pessoa só consegue pensar no modo 8 ou 80, preto ou branco.</p>
<p>Exemplo, via há pouco no Instagram uma postagem dizendo que casais com poucos amigos são mais felizes na intimidade. Então muita gente se identificou e alguns até justificaram o fato de não ter amigos, como uma condição para ser feliz no casamento.</p>
<p>Esse pensamento é limitado. Veja bem, é perfeitamente possível um casal passar muito bem só os dois, e saírem e curtirem a própria companhia a dois, e também eventualmente se encontrarem com outros casais de amigos para algum programa ameno, jantar, um barzinho, uma viagem, conversar, rir, e tudo bem!</p>
<p>Uma coisa não exclui a outra, e a vida é bem melhor quando conseguimos alternar entre as duas situações.</p>
<h3>Unanimidade</h3>
<p>A pessoa justifica uma questão como verdadeira pela quantia de pessoas que adere a tal questão.</p>
<p>Nelson Rodrigues tinha sua conclusão clássica: &#8220;Toda unanimidade é burra&#8221;. Aqui ele também peca pela generalização.</p>
<p>Acredito que há uma propensão para que, quando algo é preferido por uma maioria, esse algo não seja tão bom, principalmente em questões de gosto estético, pois o gosto geral das pessoas é mediano e adotado por critérios culturalmente pobres. Mas às vezes uma preferência generalizada das pessoas por um produto pode indicar sim que ele é um bom produto, o que torna a &#8220;unanimidade inteligente&#8221;.</p>
<h2>As pessoas têm dificuldade de sair do Simples para o Complexo</h2>
<p>Volto ao ponto anterior: As coisas em geral são mais complexas do que simples, e precisam ser devidamente ponderadas para serem melhor compreendidas, ou para entendermos que a compreensão de certos temas é mais difícil, ou impossível em tua totalidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Teorias Conspiratórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 03:08:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[Credulidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fanatismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Visão de mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto com uma visão mais cética sobre teorias conspiratórias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de 11 de Outubro de 2023</p>
<p>Diante de fatos mundiais como estes recentes, tais como a Pandemia, Guerra da Ucrânia e agora a Guerra em Israel, surgem os <em>conspiracionistas</em> com suas teorias conspiratórias definitivas e profundas sobre a motivação oculta de tais fatos.</p>
<div id="attachment_29858" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-29858" class="size-medium wp-image-29858" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/manipulacao-midia-controle-informacao-marionete-300x268.jpg" alt="Mãos como marionetes controlando prédios representando a sociedade" width="300" height="268" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/manipulacao-midia-controle-informacao-marionete-300x268.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/manipulacao-midia-controle-informacao-marionete.jpg 539w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-29858" class="wp-caption-text">Será?</p></div>
<p>Eles partem da premissa de que há indivíduos poderosíssimos no mundo, que conduzem as movimentações das massas conforme seus desejos plutocráticos.</p>
<p>Veja: Não é porque algo faz sentido, que é verdade.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-29849 aligncenter" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/10/teoria-conspiratoria.png" alt="" width="464" height="470" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/10/teoria-conspiratoria.png 464w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/10/teoria-conspiratoria-296x300.png 296w" sizes="(max-width: 464px) 100vw, 464px" /></p>
<p>Eu parto da premissa de que o mundo é complexo demais para ser controlado.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/internet/o-que-conhecemos-do-mundo/">Mas MUUUUITO COMPLEXO</a>.</p>
<p>O planeta Terra é MUITO grande, e tem infinitos cantões escondidos os quais vamos morrer sem saber que existem.</p>
<p>A população mundial é MUITO grande. OITO BILHÕES de seres humanos. A ampla maioria das pessoas não tem noção do que são 8 BILHÕES de pessoas. O Brasil tem 200 milhões de pessoas, é muita, mas muita gente. <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-cantor-que-ninguem-conhecia-exceto-milhoes/">Acontecem coisas no meio dessas milhões de pessoas que outras milhões de pessoas vão morrer sem ficar sabendo</a>.</p>
<h3>Incerteza</h3>
<p>Qualquer um que tenha empreendido algum projeto sabe o quanto as coisas podem dar errado; imagine a nível global.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/risco-a-unica-certeza-e-a-incerteza/">A única certeza na vida é que as coisas são incertas</a>.</p>
<p>E para além da complexidade do mundo e do comportamento imprevisível das massas, eu vejo que as pessoas em geral, e nem mesmo os líderes, são tão inteligentes quanto os <em>conspiracionistas</em> querem acreditar.</p>
<p>Aliás, como se vê atualmente, muitos líderes vivem numa dimensão particular de entendimento totalmente descolados da realidade.</p>
<blockquote><p>Por que procurar conspiração quando a estupidez pode explicar quase tudo?<br />
Johann Wolfgang von Goethe</p></blockquote>
<p>O curioso, é que, diante deste meu ceticismo, os <em>conspiracionistas</em> também tem a resposta:</p>
<blockquote><p>&#8220;É assim que <em>ELES</em> querem que você pense&#8221;</p></blockquote>
<p>O <em>conspiracionismo</em> é muito semelhante ao <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/porque-a-igreja-catolica-esta-perdendo-fieis/">fanatismo religioso</a> e ideológico. É uma credulidade exacerbada numa visão das coisas em que uma entidade oculta, poderosa e maligna é responsável pelo mundo ser um lugar ruim, tais como o Diabo, o Encosto, o Capitalismo, os Bilionários, os Globalistas, os Comunistas ou os &#8220;Donos do Mundo&#8221;. Nos conspiracionistas é fácil notar um ceticismo negacionista doentio pelo que está evidente, e uma crença obstinada em intenções ocultas&#8230; e improváveis.</p>
<p>Aliás, o próprio fanatismo é resultado de se estudar demais um único assunto, principalmente quando ignora-se algumas bases científicas elementares. Todos, TODOS sem uma única exceção que acreditam em <em>conspiracionismos</em> como os da <em>Terra Plana</em> ou de que <em>o homem nunca pisou na Lua</em>, são ignorantes dos conceitos básicos de geografia, astronomia, física, eletricidade, eletrônica e história da ciência. Porque se entendessem um mínimo de ciência, entenderiam o quanto essas teorias são fantasiosas.</p>
<p>Quando eu era criança, adorava assuntos envolvendo ciências, geografia, física, eletricidade, eletrônica, química; não gostava de biologia, mas entendia o que aprendia na escola. Esse gosto pelas ciências fez com que eu passasse a entender minimamente o funcionamento das coisas. E quando você entende o funcionamento das coisas, fica menos propenso a cair em teorias bobas, só porque elas &#8220;fazem sentido&#8221;.</p>
<p>E até mesmo quando me deparo com alguma teoria conspiratória atraente, eu a abordo com um pé atrás.</p>
<p>Talvez seja verdade. Talvez muito provavelmente seja verdade.</p>
<p>Mas pode ser que não seja verdade.</p>
<h3>O Simbolismo Conspiratório</h3>
<p>Às vezes me deparo na internet com cada conspiração bizarra, que só reforça <a href="https://www.dementia.com.br/insanidade/por-que-este-site-se-chama-dementia/">minha tese particular de que o mundo é um hospício</a>.</p>
<p>Tem alguns indivíduos que ficam garimpando sinais ocultos em vídeos de pessoas poderosas.</p>
<p><a href="https://x.com/PaladinRood/status/1881421660613697546">Tipo este aqui</a>.</p>
<p>Ou isso aqui:</p>
<div id="attachment_29853" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-29853" class="wp-image-29853 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/GhvH7O3WgAAJVa7-300x224.jpg" alt="Gráfico de Candles do Memecoin $Trump, que supostamente reproduziu os contornos do perfil do Trump" width="300" height="224" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/GhvH7O3WgAAJVa7-300x224.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/GhvH7O3WgAAJVa7-1024x763.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/GhvH7O3WgAAJVa7-768x573.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/GhvH7O3WgAAJVa7.jpg 1250w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-29853" class="wp-caption-text">Gráfico de Candles do Memecoin $Trump, que supostamente reproduziu os contornos do perfil do Trump</p></div>
<p>É um ocultismo obsessivo, que acredita que pessoas más estão tramando algo o tempo todo, e precisam expor isso através de gestos simbólicos ocultos, <em>pero no mucho</em>.</p>
<p>Já vi muito simbolismo conspiratório idiota nesse twitter, mas nenhum supera isso:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-29855 alignnone" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-2-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-2-300x193.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-2-768x494.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-2.jpg 783w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A imagem acima representa um parasita. A teoria alega que os parasitas são <em>demônios</em> que infectam as pessoas, chegam aos seus cérebros, e as fazem agir de modo imoral.</p>
<p>Até aqui tudo bem, certo? Parasitas podem não ser demônios, mas tem um efeito nefasto na saúde das pessoas e devem ser tratados.</p>
<p>Só que para provar que parasitas são demônios, os rapazes entenderam que, por exemplo, nestas imagens comuns representando Nossa Senhora (abaixo), em que ela surge apoiada numa forma lunar, ou pisando em serpentes, ela está na verdade pisando sobre parasitas. Que a serpente do Jardim do Eden, era um parasita. Que São Jorge não estava na verdade matando um dragão, e sim, a representação de um parasita.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-29854 alignnone" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-246x300.jpg" alt="" width="246" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-246x300.jpg 246w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota-768x936.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/01/teoria-conspiratoria-idiota.jpg 783w" sizes="auto, (max-width: 246px) 100vw, 246px" /></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;. Juro.</p>
<p>Dizem que <strong>se é preciso explicar, é porque não adianta explicar</strong>. Mas sou teimoso, então vamos lá:</p>
<p>Veja bem. Um símbolo visa transmitir uma determinada mensagem complexa, de forma rápida e instantânea. Para que um símbolo funcione, é preciso que a audiência entenda o que aquele símbolo diz.</p>
<p>Estas imagens de Nossa Senhora são centenárias. Os parasitas microscópicos só foram descobertos há cerca de um século, de forma que as pessoas dos séculos anteriores não tinham como saber que aquela meia-lua sobre a qual Nossa Senhora se apoia era na verdade um parasita. Sempre foi a Lua, ou, em algumas representações, a serpente, cujo simbolismo sempre foi o próprio mal. A cobra sempre simbolizou perigo, é um símbolo ancestral. A Lua, por outro lado, sempre simbolizou ascendência, o feminino, a própria maternidade.</p>
<p>Ou, por exemplo, na imagem do Trump acima. Mesmo que aquele gráfico representasse de fato o perfil do Trump, o que exatamente isso poderia nos dizer?</p>
<p>Isso mesmo:</p>
<p>Nada.</p>
<h3>Não seja gado de teorias conspiratórias</h3>
<p>Se alguma postagem da internet começa com: &#8220;Eles não querem que você saiba&#8221;, <strong>desconfie</strong>.</p>
<p>&#8220;Eles não querem que você saiba&#8221; é um gatilho mental pra deixar você <strong>curioso</strong> sobre o assunto.</p>
<p>Eu parto da tese de que o povo não precisa que ninguém conspire contra ele mesmo, pois a ignorância generalizada faz com que <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/conspiracao-pra-que/">o povo mesmo conspire contra si mesmo</a>.</p>
<p>Quem diz isso não sou eu, mas Bertrand Russel, ao concluir que</p>
<blockquote><p>&#8220;As pessoas preferem morrer a ter de pensar, e muitas de fato o fazem&#8221;</p></blockquote>
<p>Figuras como esses muitos conspiracionistas de internet, e o tanto de seguidores que eles conseguem, só me comprova a tese de que a Terra é a ala psiquiátrica da Via Láctea, para onde são enviadas as almas perturbadas da galáxia. Nos seguidores se nota pouca noção de ciência real, pouco conhecimento empírico, pouco estudo, pouca lucidez, propensão fácil a acreditar em qualquer besteira dita nos meios digitais, incapacidade de ponderações amplas sob uma visão binária da vida, muita vontade de acreditar em respostas simples para questões complexas, e a própria incapacidade de cogitar a complexidade do universo e da existência humana.</p>
<p>A grande conspiração parte dos próprios partidários das teorias conspiratórias, e é a crença prepotentemente humana de que o mundo e a realidade podem ser  facilmente controlados. Todos os grandes poderosos do passado viram sua própria queda em vida, mas os conspiracionistas acreditam mesmo que os poderosos de hoje têm pleno controle sobre o mundo.</p>
<h2>Conspirações Reais</h2>
<p>É óbvio que algumas &#8220;conspirações&#8221; são <em>reais</em>, e nesse caso, não são conspirações, são as próprias relações de interesse acontecendo, especialmente as do segmento corporativo e financeiro. E sim, acontecem de forma velada ao grande público. E mesmo assim, nem tudo é &#8220;controlável&#8221; intencionalmente.</p>
<p>Por exemplo, é óbvio que a indústria farmacêutica aproveitaria de forma oportunista para faturar bilhões em cima da pandemia, fornecendo uma vacina rápida, ainda que ineficiente. Isso não quer dizer que foi a própria indústria farmacêutica que criou a pandemia. Pode ser que criou. Mas pode ser também que não criou. NINGUÉM DE NÓS tem condições de saber exatamente o que aconteceu, num cenário complexo com milhares de atores, em que parte dos atos ocorreu do outro lado do mundo, num país (China) que mais parece outro planeta. E se você ficou chateado comigo porque eu acho que não foi a indústria farmacêutica que criou a pandemia, você já está com um pezinho dentro do fanatismo.</p>
<p>E aqui ocorre um tipo de conspiração inversa, tipo, uma conspiração &#8220;do bem&#8221;. A conspiração do bem é essa massa de gente crédula acreditando piamente que a indústria farmacêutica realmente se preocupou em &#8220;salvar vidas&#8221;&#8230; e não em encher o c&#8230; digo, suas contas com bilhões de dólares. Faça-me o favor!</p>
<p>Há sim interesses em jogo no andamento das relações mundiais, entre países, empresas e pessoas. Principalmente financeiros, quase sempre escusos. Os atores mundiais realmente agem de acordo com seus interesses. Mas isso nunca vai significar que eles consigam alcançar seus intentos deliberadamente, o tempo todo, e sem falhas.</p>
<p>Empresas surgem, crescem, enfraquecem, e quebram. Impérios nascem, crescem, dominam meio mundo, se fragilizam e desintegram&#8230; e esse processo envolvendo nações levam séculos. Às vezes sua conspiração nada mais é que uma foto em meio a um longo filme retratando nada mais que o processo comum de surgimento, desenvolvimento e desaparecimento das organizações humanas.</p>
<blockquote><p>As coisas boas acontecem quando são planejadas e as más por conta própria.<br />
Philip Crosby</p></blockquote>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/conspiracao-pra-que/">Conspiração para quê?</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A evolução do significado das palavras</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/a-evolucao-do-significado-das-palavras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 17:33:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Semântica]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentário crítico sobre a infeliz evolução do significado das palavras na língua portuguesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de 26 de Junho de 2019.</p>
<p>***</p>
<p>É facilmente observável a evolução do significado das palavras da língua portuguesa no Brasil.</p>
<p>Três palavras que estão tendo seu significado alterado pelo povo do autodesenvolvimento:</p>
<p><strong>Latente</strong> &#8211; Usam o termo como se significasse algo latejante ou pulsante, quando na verdade algo latente significa algo oculto, escondido, não usado.</p>
<p><strong>Luxúria</strong> &#8211; Usam como se significasse gosto pelo luxo, quando na verdade significa apetite sexual incontrolável, lascívia, beirando a depravação. É o nome de um dos 7 pecados capitais.</p>
<p><strong>Assertivo</strong> &#8211; Usam como se significasse alguém que acerta muito, quando significa na verdade autoafirmação.</p>
<p>São três palavras de sonoridade fluente e agradável, que o povo começa a usar pra valorizar as próprias falas, para parecerem mais cultos e inteligentes, desconhecendo o significado delas.</p>
<p>Essa evolução (ou involução) semântica das palavras é algo perfeitamente normal, mas ler mais literatura e menos autoajuda, além de usar o dicionário de vez em quando, não custa nada.</p>
<p><strong><em>Copy</em> </strong>ou <strong><em>Copywriting</em></strong> &#8211; Aqui é uma desgraça, porque a língua portuguesa JÁ TEM a expressão &#8220;<strong>Redação Publicitária</strong>&#8221; para designar o significado de <em>copywrite</em>. Redação Publicitária é uma expressão bonita e charmosa, com um significado claro do assunto de que trata. Mas não, o brasileirinho prefere usar o terrível termo <em>copywrite</em> que nem mesmo em inglês traduz corretamente a atividade&#8230; tipo, &#8220;escrever cópias&#8221;? Sério mesmo, brasileiro?</p>
<p><em><strong>Skill, Deadline, Headline, Job, Budget, Doguinho</strong> </em>&#8211; Da desgraça para a tragédia. O jovem moderninho, especialmente dos segmentos publicitários e financeiros trocou as palavras &#8220;habilidade&#8221; por &#8220;skill&#8221;, &#8220;prazo&#8221; por &#8220;deadline&#8221;, &#8220;título&#8221; por &#8220;headline&#8221;, &#8220;trabalho&#8221;, ou até mesmo a periférica &#8220;trampo&#8221; por &#8220;job&#8221;, &#8220;orçamento&#8221; por &#8220;budget&#8221;&#8230; E nem a palavra &#8220;cão&#8221; ou &#8220;cachorro&#8221; escaparam da sanha anglicista da alma colonizada do brasileiro, que passaram a chamar nossos melhores amigos de&#8230; &#8220;dog&#8221;. Não basta que as palavras portuguesas são tão perfeitamente &#8220;afofadas&#8221; em &#8220;cãozinho&#8221; ou &#8220;cachorrinho&#8221;, lá foi o brasileiro e inventou a inacreditável &#8220;doguinho&#8221;.</p>
<p>É de se desistir deste país.</p>
<h3>Outras palavras</h3>
<p>Tenho feito alguns cursos de marketing recentemente e nesses cursos o que não faltam são usos indevidos de certas palavras. Mais duas que ouvi, usadas de forma inadequada:</p>
<p><strong>Contingência</strong> &#8211; O rapaz a utilizava no sentido de estar precavido contra imprevistos, quando na verdade a palavra contingência significa justamente o próprio imprevisto. A reação prévia a eles &#8211; que era o que ele realmente queria passar &#8211; bem poderia ser algo como <em>estar estruturado</em>, <em>precaver-se</em>, <em>utilizar recursos redundantes</em>, etc. A propósito, <em>redundância técnica</em> é algo muito utilizado em aviação, onde as coisas realmente não podem falhar e, se falham, tem que ser prontamente resolvidas.</p>
<p><strong>Consistência</strong> &#8211; Pessoal do marketing digital utiliza muito esta palavra no sentido de manter &#8220;a consistência&#8221; nas vendas, ou de se manter &#8220;a consistência&#8221; nas publicações de conteúdo. Mas me soa estranho este uso. Talvez a palavra <em>constância nas vendas</em> seria mais adequada, uma vez que o ritmo de vendas para iniciantes seja mesmo&#8230; ora&#8230; inconstante. <em>Previsibilidade</em> também seria uma boa opção, uma vez que para iniciantes o ritmo de vendas é absolutamente imprevisível. No caso do conteúdo, talvez a palavra <em>regularidade</em> fizesse mais sentido. Consistência me soa uma palavra voltada mais para questões materiais e químicas. Por exemplo, podemos dizer sem medo que a margarina é mais consistente que o óleo, que é mais consistente que a água, e que a massa do pão é bem mais consistente que a margarina, enfim, divago&#8230;</p>
<p><strong>Figurinha Carimbada ou Figurinha Tarimbada?</strong> &#8211; Vejo muita gente usando o termo &#8220;<em>figura carimbada</em>&#8220;. Só que não faz sentido algum. Por que uma <em>figura</em> ser <em>carimbada</em> tem tanta importância? Isso acontece porque o uso do termo está errado. O correto é &#8220;<em>figura tarimbada</em>&#8220;, ou seja, uma <em>figura</em> <em>experiente</em> no assunto em questão. <em>Tarimba</em> quer dizer <em>experiência</em>, <em>prática</em> e este termo tem origem no fato de que <em>tarimba</em> é o nome de um estrado de madeira onde dormem os soldados nos quartéis. Um sujeito <em>tarimbado</em> é um sujeito já acostumado a dormir nesses estrados desconfortáveis.</p>
<p>***</p>
<p>O povo do auto-desenvolvimento também tem essa:</p>
<p><strong>Co-criação</strong> &#8211; co-criação praticamente já se tornou um novo verbete da língua portuguesa. Ao menos para o pessoal do auto-desenvolvimento cosmo-eletro-quântico. Com o sentido baseado na lei da atração universal em que uma pessoa consegue criar sua própria realidade em <strong>CO</strong>njunto com o universo, já nem utilizam mais o termo no sentido de que <strong>você é o criador da sua realidade</strong>, o que é bem verdade a propósito, e sim que <strong>você é o <em>cocriador</em> da sua realidade</strong>, assim mesmo, junto e sem hífen. Fazer o quê, né?</p>
<h3>Pré-ignorante</h3>
<p>Já faz muitos anos que uma palavrinha básica e simples se viu violada para nunca mais ser utilizada na sua forma correta:</p>
<p><strong>Preconceito</strong> &#8211; a palavrinha é simples e auto-explicativa. Mas aqui um povo mais intelectual e militante faz questão de dividi-la para tornar seu significado óbvio ainda mais explícito para as suas ovelh&#8230; digo, seguidores. Explicam calmamente, e já o escrevem normalmente, na forma de <em><strong>pré-conceito</strong></em>, isto é, vejam só, um conceito prévio de algo que não se conhece. Merecia um Oscar, certo? Errado!</p>
<h3>&#8230;and the Oscar goes to&#8230;</h3>
<p><strong>Quântico</strong> &#8211; Já falei disto <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/marketing-quantico/">aqui</a>. Esta palavra é de longe a super campeã de usos indevidos, principalmente pelo povo mais espiritualista, que acredita veementemente em certas realidades espirituais e procura justificar essa crença &#8211; que nada mais é do que crença &#8211; através de argumentos de <em>cientificidade</em>, isto é, atribuir fundamento científico a afirmações intuitivas. Algo &#8220;quântico&#8221; nada mais é do que uma realidade ultra-microscópica, conhecida e alcançada mediante complexas equações matemáticas, realidade esta em que a matéria e a energia apresentam certos comportamentos estranhos à nossa realidade cotidiana, e que dariam margem a uma eventual fundamentação a certos conhecimentos espiritualistas. Porém até hoje nada dessa suposta relação foi comprovada. Não quer dizer que esta relação não exista, particularmente acredito que a relação é plena, porém há que se admitir que ainda não foi comprovada e qualquer relação já estabelecida entre certos conhecimentos espirituais e os estranhos comportamentos da energia nos níveis sub-atômicos não passa de <strong>especulação filosófica</strong>.</p>
<div id="attachment_24506" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24506" class="size-large wp-image-24506" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico-1024x800.jpg" alt="" width="1024" height="800" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico-300x234.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico-768x600.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-24506" class="wp-caption-text">Palavra Poderosa que Não quer dizer nada</p></div>
<p>***</p>
<p>Virei acrescentando outras palavras mal utilizadas conforme for encontrando-as.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A ignorância nossa de cada dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2023 14:57:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Credulidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativas]]></category>
		<category><![CDATA[Razão]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto sobre a percepção do quanto todos nós somos ignorantes das coisas do mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Observando o debate político e religioso do dia a dia, me ocorreu uma percepção bastante verificável:</p>
<p>As pessoas nascem ignorantes. A pouca educação que recebeu veio de um sistema educacional falido. A ampla maioria dessas pessoas é e é mentalmente preguiçosa, intelectualmente limitada, não lê, não estuda, não compreende, não raciocina, não pondera.</p>
<p>Crédula, esta maioria forma as opiniões através da mídia &#8211; formada por imprensa e publicidade, cada qual com interesses próprios &#8211; e através de vídeos de internet feitos por outras pessoas também mal informadas e crédulas, e portanto, <a href="https://www.ronaud.com/internet/o-que-conhecemos-do-mundo/">é incapaz de compreender a realidade em toda a sua totalidade</a>, com suas dimensões, possibilidades e nuances implícitas.</p>
<p>E este cenário faz com que esta ampla maioria de pessoas, não só do Brasil mas do mundo, esteja miseravelmente errada sobre quase tudo.</p>
<p>***</p>
<p>Nada nos faz pagar um preço tão alto na vida quanto a preguiça mental e o descaso pela busca de entendimento.</p>
<p>Os prejuízos, as <em>cabeçadas</em>, o atraso de vida são irrecuperáveis.</p>
<p>Estudar freneticamente também resolve pouco se o que se estuda são inúteis fantasias ideológicas e místicas.</p>
<p>Busquem a lucidez, o conhecimento prático, a realidade como ela é, mantendo distância de delírios românticos.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Ser Livre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2022 14:50:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Estude matemática para entender física. Estude física para entender química. Estude química para entender a biologia. Estude biologia para entender psicologia. Estude psicologia para entender a economia. Estude economia e filosofia para ser livre.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estude matemática para entender física.</p>
<p>Estude física para entender química.</p>
<p>Estude química para entender a biologia.</p>
<p>Estude biologia para entender psicologia.</p>
<p>Estude psicologia para entender a economia.</p>
<p>Estude economia e filosofia para ser livre.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Em busca da Verdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jan 2022 04:08:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>
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					<description><![CDATA[A lógica é a arte que faz alcançar com facilidade e com ordem e sem erro a ciência. A dialética é a arte de alcançar a opinião mais provável. Depois vem a retórica, que é a arte de fazer propender ao bom e ao verdadeiro mediante suspeita de verdade. Enquanto a poética, ou seja, todas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A lógica é a arte que faz alcançar com facilidade e com ordem e sem erro a ciência.</p>
<p>A dialética é a arte de alcançar a opinião mais provável.</p>
<p>Depois vem a retórica, que é a arte de fazer propender ao bom e ao verdadeiro mediante suspeita de verdade.</p>
<p>Enquanto a poética, ou seja, todas as artes do Belo, fazem propender ao bem e ao verdadeiro mediante o Belo, e afastar-se do mal e do falso, mediante o horrendo.</p>
<p>Logo, ainda que seja uma parte potencial ínfima, a obra do poeta, em sentido lato, ou seja, a obra do literato, do dramaturgo, do cineasta, do compositor musical, do bailarino, do pintor, do escultor e, em certo sentido, da arquitetura, fazem parte da filosofia racional, que é a ante-sala da ciência.</p></blockquote>
<p><a href="https://www.facebook.com/carlos.nougue.1">Carlos Nougué</a></p>
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		<title>A Origem das Fake-news</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Dec 2021 00:26:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Entendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativas]]></category>
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					<description><![CDATA[Existe hoje uma ideia de que o &#8220;fenômeno das fake-news&#8221; é algo recente. Mas não é. É um fenômeno milenar, até. Um fato é um fato. Quem mais sabe sobre o fato é quem o vivenciou. Mesmo assim, se 100 pessoas vivenciaram um fato, ao serem questionadas, teremos 100 versões diferentes sobre o fato. No [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe hoje uma ideia de que o &#8220;fenômeno das fake-news&#8221; é algo recente.</p>
<p>Mas não é. É um fenômeno milenar, até.</p>
<p>Um fato é um fato. Quem mais sabe sobre o fato é quem o vivenciou. Mesmo assim, se 100 pessoas vivenciaram um fato, ao serem questionadas, teremos 100 versões diferentes sobre o fato.</p>
<p>No meio destas 100 versões, teremos as mais fiéis e as mais enfeitadas.</p>
<p>Soma-se a isso a realidade de que obter informação é difícil hoje, e era muito mais difícil há 10 anos atrás e quase impossível há 200 anos.</p>
<p>Hoje, numa breve pesquisa, eu posso confirmar que as cores da bandeira do Brasil são as cores da família Orleans e Bragança. Há 32 anos atrás, era muito mais difícil para a minha professora confirmar esta informação, ao falar para uma classe de uns 30 alunos que o Verde representa as matas e o Amarelo representa o Ouro e o Azul representa nosso céu azul uma vez que nos outros países os céus eram cinzas e escurecidos pela poluição.</p>
<p>Sim, ela disse isso, e tanto me impressionou imaginar os céus cinzas dos outros países que nunca mais esqueci.</p>
<p>Nunca mais esqueci&#8230; uma inocente <em>fake-news</em> sobre a bandeira brasileira.</p>
<p>Agora imagine você que tudo que você sabe sobre o mundo, foi narrado por uma testemunha, com todas as suas idiossincrasias, raciocínios e forma particular de se expressar&#8230; &#8230;ou um jornalista, que sabe o poder que tem nas mãos de contar histórias manipuladas para um público basicamente ignorante, por mais que saiba ler.</p>
<p>O fato é que tudo, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/nada-e-como-dizem-que-e/">TUDO que sabemos sobre o mundo não passa de histórias mal contadas</a>.</p>
<p>Tudo, desde os mitos religiosos, passando por toda nossa história de mundo, chegando até a imprensa militante e desonesta dos nossos dias.</p>
<p>***</p>
<p>Leia também: <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/nada-e-como-dizem-que-e/">Nada foi como disseram</a></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Como é essa coisa de escrever?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/como-e-essa-coisa-de-escrever/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 18:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto de Joaquim Ferreira dos Santos, publicado por Augusto Nunes em seu blog &#8211; fonte. A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse. Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de Joaquim Ferreira dos Santos, publicado por Augusto Nunes em seu blog &#8211; <a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/escrever-um-texto-de-joaquim-ferreira-dos-santos/">fonte</a>.</p>
<blockquote><p>A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.</p>
<p>Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, para não acharem que você mora trancado com o Domingos Paschoal Cegalla ou outro gramático de chicote, aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.</p>
<p>Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.</p>
<p>Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.</p>
<p>Não tergiverse, não diga palavras complicadas, não escreva nas entrelinhas. Seja acima de tudo afirmativo, reto no assunto. Nada de passar páginas descrevendo o clima da estação, esse aborrecimento suportável apenas quando vemos as curvas da Garota do Tempo recortadas contra o chroma-key do “Jornal Nacional”.</p>
<p>Abaixo o prólogo com a lente aberta, nada daquelas observações sensíveis sobre a paisagem e, a não ser que você seja o Dashiell Hammett ou o Raymond Chandler, esqueça o queixo quadrado do bandido ou a descrição pormenorizada dos personagens. Corte o que for possível. Depois dê uma de Raymond Carver e, nem aí para os pruridos da vaidade, mande o resto para o editor acabar de cortar.</p>
<p>Sempre cabe uma linha a menos no texto, é o efeito Rexona aplicado na axila gramatical. Evite essas metáforas complicadas, passe por cima de expressões como “em geral”, como está no primeiro parágrafo, pois elas têm a mesma função-paralelepípedo dos parênteses, dos travessões. Chute para fora da página tudo mais que faça as pessoas tropeçarem na leitura ou darem aquela ré em busca do verdadeiro sentido da frase que passou.</p>
<p>Deixe tudo em pratos limpos, sem tamanho lugar-comum. Ouça a voz do flanelinha semântico gritando a chave para o bom texto. “Deixa solto, doutor.”</p>
<p>É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.</p>
<p>Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.</p>
<p>Mergulhe Rubem Braga, palavras, de preferência com até três sílabas. “Pormenorizada”, vista acima, é palavrão absoluto. Dispense, sem pormenores.</p>
<p>O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.</p>
<p>Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.</p>
<p>Pode-se escrever baixinho, como faz o Veríssimo, que ouviu muito Mario Reis para chegar àquela perfeição de texto de câmara. Outra opção é desabafar pelos cinco mil alto-falantes o que lhe vai na pena da alma, como faz o Xico Sá, que aprendeu a escrever com o Waldick Soriano. Escreva com a sonoridade que lhe aprouver, nunca com cacófatos assim ou verbos que façam o leitor perguntar para o vizinho do lado que maluquice é essa de “aprouver”. Fuja da voz passiva, da forma negativa, do gerundismo e principalmente da voz dos outros. Se falo fino, se falo grosso, ninguém tem nada com isso. O orgulho do próprio “falo”, e fazê-lo firme e com charme, é uma das chaves do ofício.</p>
<p>De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.</p></blockquote>
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		<title>Fake-lattes &#8211; Os currículos falsos</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/fake-lattes-os-curriculos-falsos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2020 21:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentário da juíza Cláudia Rodrigues Um dia, recebi uma ligação do assessor do juiz de uma comarca vizinha perguntando se uma certa pessoa tinha feito estágio comigo. Eu não lembrava do nome mas antes de dar um categórico não como resposta, busquei nos arquivos e na memória da equipe se aquela pessoa havia trabalhado comigo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comentário da juíza <a href="https://www.facebook.com/claudia.r.piovezan/posts/10217776414707006" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cláudia Rodrigues</a></p>
<blockquote><p>Um dia, recebi uma ligação do assessor do juiz de uma comarca vizinha perguntando se uma certa pessoa tinha feito estágio comigo.</p>
<p>Eu não lembrava do nome mas antes de dar um categórico não como resposta, busquei nos arquivos e na memória da equipe se aquela pessoa havia trabalhado comigo em algum momento. De fato, nunca tivera qualquer contato com ela.</p>
<p>Então, ligamos de volta e informamos que a informação era falsa.</p>
<p>Daí eu soube que a tal pessoa constara em seu currículo que fora minha estagiária e por isso fora contratada. Passados seis meses de absoluta incompetência para fazer um despacho sequer, o magistrado começou a duvidar da experiência anterior do sujeito e resolveu checar as credenciais, descobrindo que fora enganado desde o início.</p>
<p>Estarrecedor, mas parece que isso virou praxe nacional. <strong>De artigos plagiados a diplomas inexistentes</strong>, biografias vão desmoronando a olhos vistos, num piscar de olhos.</p>
<p>No país da absoluta idolatria aos títulos, diplomas e currículo Lattes de araque, os “espertos” e os falsários vão se dando bem e ocupando espaços com muita prudência e sofisticação, com muita pompa e circunstância.</p>
<p>Enquanto dermos mais valor à aparência do que ao conteúdo, nunca sairemos do buraco, nunca nos libertaremos da mediocridade.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Identidade Brasileira &#8211; O que é ser brasileiro?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/identidade-brasileira-o-que-e-ser-brasileiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 18:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é ser brasileiro? Quer saber o que é ser brasileiro? Leia Nelson Rodrigues, Gilberto Freyre e Machado de Assis. Leia o Bandeira, o Tolentino. Seja humilde e imite-os. Imite-os na cara larga, sem escrúpulos bobocas ou afetações de originalidade. Escute Villa-Lobos, José Maurício Nunes Garcia e Tom Jobim; escute-os e se faça parte [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h2>O que é ser brasileiro?</h2>
<div id="attachment_25390" style="width: 305px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-25390" class="size-medium wp-image-25390" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/05/grandes-brasileiros-295x300.jpg" alt="Grandes Brasileiros" width="295" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/05/grandes-brasileiros-295x300.jpg 295w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/05/grandes-brasileiros-1007x1024.jpg 1007w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/05/grandes-brasileiros-768x781.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/05/grandes-brasileiros.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px" /><p id="caption-attachment-25390" class="wp-caption-text">Grandes Brasileiros</p></div>
<p>Quer saber o que é ser brasileiro?</p>
<p>Leia Nelson Rodrigues, Gilberto Freyre e Machado de Assis.</p>
<p>Leia o Bandeira, o Tolentino.</p>
<p>Seja humilde e imite-os.</p>
<p>Imite-os na cara larga, sem escrúpulos bobocas ou afetações de originalidade.</p>
<p>Escute Villa-Lobos, José Maurício Nunes Garcia e Tom Jobim; escute-os e se faça parte da música. Aquelas músicas são suas.</p>
<p>Absorva as filosofias de Mário Ferreira dos Santos e Olavo de Carvalho; melhor, absorva imaginativamente os filósofos. Veja fotos suas. Deixe-se impregnar do espírito que os liga a todos, a despeito e acima de suas diferenças. Imagine-se na presença deles; imagine-se um seu contemporâneo.</p>
<p>Imagine o Brasil em que viveram.</p>
<p>Deixar-se embeber do sabor, das disposições e inclinações do espírito, do fraseado e dos maneirismos e do gingar da vida e da peculiar gravidade ante a existência dos grandes espíritos do Brasil: eis o serviço prévio a que se deve prestar quem amanhã quiser ser um pouco menos burro do que é hoje.</p>
<p>E é serviço à larga imaginativo; um moldar espiritual que mal se deixa reduzir a palavras, e no mais se dá à paisana, metamorfoseando com vagar o mais recôndito da alma.</p>
<p>Mas é serviço INDISPENSÁVEL, e quem o pular há de cair fatalmente nas poses, no pedantismo, na invencível caipiragem do provinciano pasmado.</p>
<p>Cairá na impostura existencial.</p>
<p>Raul Martins Lima</p></blockquote>
<p><a href="https://www.facebook.com/raulmlima/posts/10215598862699300">Fonte</a></p>
<p>Achei extraordinário esse texto; esta sugestão mimetista, de nos espelharmos nos grandes brasileiros.</p>
<p>Achei importante comentar, no entanto, algo até óbvio, mas que vale lembrar:</p>
<p><strong>A lista de grandes brasileiros é enorme</strong>, e não somente os citados neste texto.</p>
<p>Nossa literatura, arte, arquitetura, música produzidas até fins do século XX foram realizadas por grandes homens.</p>
<p>Pesquise-os, conheça-os e, como sugere Raul, imite-os sem o menor pudor.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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