“ Não é que eu tenha medo de morrer, é que eu não quero estar na hora que isso acontecer. ”

Precisamos de mais “Zildas”

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Muito discute-se sobre a imprensa atual com seus desafios e responsabilidades. Não sou da imprensa, nem tenho qualquer ligação com jornalismo. Mas no meu simples modo de ver as coisas, uma falha, ou grande injustiça que a imprensa comete é, por exemplo, dar tanta e tanta atenção para as mazelas do país, para a sua corrupção, e permitir que alguém como Zilda Arns só venha ao amplo conhecimento do público após sua morte. Isso sim é injustiça.

Acho que essa “coisa” de que notícia boa não dá ibope, no caso específico de Zilda e seu nobre (nobre é pouco) trabalho, foi longe demais. Os salafrários que invadem nossas casas através da televisão todos os dias não merecem tanto espaço e sua repetida desfaçatez diante do público não merece tanto destaque. Já seres humanos tão raros, como Zilda, mereceriam sim, ser conhecidas, e reconhecidas, e ter seu trabalho divulgado até para inspirar outras pessoas a quem faltasse apenas a certeza de que sim, é possível fazer algo, alguém já está fazendo, para fazerem o mesmo trabalho.

E eu, como conterrâneo de Zilda Arns, me sinto envergonhado de não ter conhecido seu trabalho enquanto estava viva. Mas fiquei com uma certeza: Precisamos de mais “Zildas” nesse país. E mais, precisamos reconhecer as “Zildas” que seguem por aí, anônimas, sejam mulheres, sejam homens, que seguem fazendo seu trabalho pelo bem, pela vida, sem qualquer conhecimento do público, muito menos, reconhecimento. E fiquei com outra certeza: A de que a inversão de valores nesse país ultrapassou os extremos do compreensível.

Ronaud Pereira

Enviado em 16 de janeiro de 2010 às 19:52

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Há 1 comentário para este post:
GRAÇA

janeiro 20th, 2010 as 10:31

É PURA REALIDADE, EU COMO CEARENSE FOI A PRIMEIRA VEZ QUE OUVI FALAR SOBRE A ZILDA, INFELISMENTE NUN MOMENTO INESPERADO. É TRISTE SABER QUE PESSOAS COMO ELA NÃO APARECEM NA MIDIA. PRECIZAMOS DE MAIS PESQUISAS PARA DESCOBRIR ESSE TIPO DE PESSOAS PARA POFERMOS DIVUGAR SEU TRABALHOS E INCENTIVAR AS PESSOAS A SEREM MELHOR EM TERMOS DE VOLUNTARIEDADE.

UM ABRAÇO. GRAÇA

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