Aviso aos sensíveis e fracos de estômago: Este artigo é NOJENTO e possui palavras grosseiras. Na dúvida, não leia. Está avisado :)

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Como você já deve saber, uma reportagem da Record ganhou popularidade recentemente no Facebook. Ela fala de um sortudo que teve o privilégio de encontrar uma cabeça de rato dentro de uma garrafa de Coca-cola ainda lacrada.

Quando vi a primeira vez, fiquei chocado, em especial porque fui fazer um lanche depois e, enquanto comia, relembrei de todas as cocas que já bebi na vida e tal. O lanche demorou bastante pra descer, sabe. Quase não desceu.

Mas logo em seguida comecei a questionar esse negócio.

Dercy, delicada como sempre

Dercy, delicada como sempre

Longe de mim defender uma empresa predadora e interesseira como a Coca, mas a matéria jornalistica está cheia de erros. Um comentarista desse vídeo disse:”no começo se diz que de foi uma intoxicação por veneno de rato (arsênico) mas depois o se diz que ele teve o estômago e o esôfago corroídos mas veneno de rato não é um corrosivo sim uma droga neuro-ativa”.

Fora isso, um lance como esse do rato na coca surge com inúmeras questões possíveis:

Uma, seria como que ele foi parar dentro da garrafa? Foi o que mais me chamou atenção. Depois de refletir um pouco, me pareceu mais algum tipo de SABOTAGEM do que falha técnica na fabricação.

Outra, é do extremo azar de você eventualmente se deparar com uma garrafa dessa, chance menor do que ganhar na mega-sena:

Diga Oi para o Ratatouille

Diga Oi para o Ratatouille

Outra questão ainda, a pior de todas, é como as pessoas reagem a isso.

Se reagem só contra a Coca, são bobas e demonstram um histerismo ridículo. A primeira reação RAZOÁVEL seria contra TODO E QUALQUER alimento industrializado, isto é, praticamente tudo que comemos. Perceba que todos os alimentos industrializados são passíveis de alguma contaminação, em maior ou menor grau. Já ouvi um caso, de pessoa confiável, de ela ter encontrado pedaços de barata saindo de uma caixa de leite. Detalhe: Ela estava trabalhando na cozinha de uma escola. Pois é. Nem a escola particular mais cara é capaz de controlar a procedência do que oferece às crianças. Esse raciocínio niilista nos levaria imediatamente a decidir por relaxar, já que nunca conseguiremos um controle total sobre o que estamos ingerindo.

Somos prisioneiros do sistema industrial de um modo praticamente irreversível.

Ora, não temos o menor controle sobre a procedência de quaisquer alimentos industrializados que ingerimos. E ingerimos muitos deles o tempo todo. Ou você planta tudo que come no seu quintal? E cria os bichos na garagem do apartamento?

No caso de bebidas, mesmo que bebamos somente sucos naturais, não temos como saber se um ratinho não deu uma passeada (e uma mijadinha) por cima das caixas onde os verdureiros transportam as frutas que farão os nossos sucos.

Não tem como controlar tudo isso. Dá pra evitar alguma coisa, mas não dá pra controlar tudo. O jeito é confiar e beber o que se quer e ser feliz enquanto se pode, porque, o final de tudo isso, pra quem se cuida, e pra quem não se cuida, é a sete palmos debaixo da terra. É só uma questão de tempo (os azarados chegam lá mais rápido).

Claro!

Claro!

Mesmo que a presença do roedor na garrafa seja autêntica, eu resumiria essa questão a AZAR.

O rapaz da reportagem merece o prêmio Gato-Preto de Ouro por tanto azar.