Na pedagogia

Uma palmada leve para educar uma criança é válida, ou não?

No caso da “palmadinha terapêutica”, minha opinião mudou muito ultimamente: Se num momento de explosão você chegar a dar uma palmada no seu filho, bom, não creio que deva se culpar, maaassss… Creio que, se você puder evitar a tal palmadinha, a todo custo que for, tenha certeza, será melhor! Estude as reações do seu filho, vá tentando formas diferentes de conduzí-lo, peça ajuda e orientação à profissionais ou pessoas mais experientes, mas evite bater no seu filho, custe o que custar. Bater não é legal! Bater é agressão, e agressão é violência, não importa se as palmadas são leves. Não é porque apanhamos quando crianças que podemos ilusoriamente crer que temos “o direito” de bater em nossos filhos. Não, não temos, e tenha certeza, dê o seu filho o porra-louca que der depois de adulto, se você tiver tido a capacidade de educá-lo sem apelar à violência, ele o verá de forma muito, MUITO diferente e mais… VOCÊ se verá de uma forma muito melhor e positiva, dada a satisfação que sentirá pelo auto-controle e progresso pessoal.

Contudo, entretanto, porém… Eu sei que há crianças e crianças, e que há crianças absolutamente impossíveis. E sabemos que há não só crianças, como também adultos (que talvez não apanharam suficiente quando crianças – não resisti ;-) ) que “só acordam” e entendem a real dimensão da circunstância na qual estão após “tomar um choque”, seja através da violência, acidentes, perdas, doenças, etc. Enfim, o tema é bem controverso. Mas um fato pode ser considerado verdadeiro: Se não conseguirmos educar nossos filhos, a vida com certeza educará, é pra isso mesmo que estamos aqui nessa vida louca.

Quer refletir mais sobre o assunto? Leia mais aqui e aqui.

No feminismo

Homens e mulheres são iguais, ou são diferentes?

Algumas feministas acham O ABSURDO dizer uma coisa dessas, mas não creio que seja tão absurdo pensar assim, já que os próprios critérios para concluir a diferença ou a igualdade entre homens e mulheres podem ser diversos. Isso tem me parecido mais questão de crença do que de constatação científica. E minha opinião vai um pouquinho mais longe: Creio que, com excessão dos atributos físicos e mentais que todos temos em comum, como dois braços, duas pernas, um cérebro, etc, etc, intimamente, TODOS NÓS, sem excessão, somos intrinsecamente diferentes. Biologicamente, fisiologicamente, psicologicamente, comportalmente, enfim. Sob todos esses critérios lembrados, me sinto absolutamente diferente de todo e qualquer ser humano com o qual já topei.

Não tenho muito embasamento a respeito de leis e tal, mas creio que, justamente por sermos todos diferentes entre si, é que devemos ter direitos iguais DE LIBERDADE e OPORTUNIDADES, para que cada qual siga sua estrada de acordo com suas predisposições, aptidões, capacidades, competências, opiniões, etc, independendo se somos homem ou mulher, brancos ou negros, cristãos ou islâmicos.

Imaginemos uma situação hipotética que deve ser muito comum nesse Brasil afora: Você tem dois filhos, ambos lá pela casa dos 10 anos de idade. Um é menino, o outro é menina. E os dois são como água e vinho, totalmente diferentes em suas aptidões naturais: O menino é quietão, gosta mais de assuntos envolvendo a cabeça, jogos de montar, jogos de tabuleiro, gosta de desmontar os brinquedos, de aprender a usar o computador, enfim, praticamente um nerdzinho. E a menina já é expansiva, extrovertida, gosta de brincar na rua (minha irmã era assim), de andar com amigos, de jogos de equipe, de contar piadinhas, enfim. Então chega o Natal. Você, como mãe ou pai, vai dar presentes IGUAIS aos dois? Ou vai dar presentes DIFERENTES de acordo com os gostos? E mais, mesmo a menina “sendo menina nesse mundo perigoso de hoje”, vai proibí-la de andar na rua e obrigá-la a ficar “trancada” em casa junto com o garoto para o qual ficar em casa não tem nada demais? Ou vai ficar berrando pro guri numa tarde ensolarada: “Filho, vai correr, brincar com os pivetes seus amiguinhos, etc, tá um dia tão bonito lá fora” se a praia do menino não é aquela, e sim ficar em casa no seu “laboratoriozinho” curtindo o que gosta de fazer??? O que você faria? Os trataria como “iguais”? Ou daria a eles a mesma liberdade de serem o que são? Sim, eu sei, o assunto é complexo.

Mas uma coisa é verdade…

…tais assuntos são super complicados, hein? O jeito é ir tocando a vida e ir fazendo o que pudermos, o que soubermos, sem culpa e sem neura, já que ficar conjecturando situações sem as experimentarmos de fato, só por nos acharmos incompetentes para lidar com elas, é a melhor maneira de jogar a vida fora. Inteligência avantajada e lucidez analítica são grandes valores intelectuais, e são moedas de troca no meio acadêmico, mas estimulam demais nossa imaginação e passamos mais tempo conjecturando situações hipotéticas, criando monstros imaginários e depois sucumbindo aos mesmos, vivendo uma vida hermeticamente padronizada, o mais distante possível de riscos. (posso falar porque vivo exatamente isso, e veja o quão distante estou de ser um intelectual – quem sabe, ainda bem ;-) )

Mas na vida real, a melhor moeda de troca ainda é mesmo (e sempre será) a EXPERIÊNCIA; o que fazemos e vivenciamos de bom e o que aprendemos com as coisas ruins. Para isso, CONHECIMENTO é necessário, mas não é o bastante. Somente SABEDORIA será o bastante. (e mais uma vez, digo isso mais para eu mesmo do que para qualquer outra pessoa, muito embora, se você quiser vir de carona, será bem-vindo(a) :-) )