O tamarindo de Blumenau

O tamarindo de Blumenau

O colunista da RBS e do JSC de Santa Catarina, Valther Oestermann postou sobre o tal do Tamarindo, árvore muito falada em Blumenau e talz. Parece que a árvore está doente, morrendo, ou simplesmente se renovando. Beleza, que seja.

Agora eu fico pensando, por que esse povo, em vez de ficar brigando por preservar uma árvore antiga, não começa a plantar outros Tamarindos, em outras partes da cidade? Bem como outras belas árvores nativas da mata atlântica?

Enxergar o passado e procurar preservá-lo é uma atitude ao meu ver nobre e válida. Contudo é preciso olhar pra frente também sob dois aspectos:

Primeiro, o da natureza. Assim como muito é desmatado, ainda hoje, há muito espaço vago nas cidades. Por que não plantar novas árvores, e cuidá-las? É tão difícil assim tirar a bunda da cadeira, procurar uma muda numa agropecuária e plantar aí, perto de você?

Segundo, porque assim como tivemos nossos antepassados, e é interessante preservar suas memórias, de todas as formas possíveis, teremos nós também nossos descendentes. Somos os antepassados dos futuros cidadãos desse planeta. Será que não merecem que deixemos algo para eles?

Você acha bobagem, frescura? Pois eu não. Deixar de plantar uma árvore porque não poderemos usufruir de sua idade adulta porque não chegaremos até lá é uma atitude MUITO egoísta. Me parece muito mais saudável pararmos de pensar que todo o progresso social e tecnológico foi feito para nós, em última instância e passarmos a nos ver como elos de uma corrente que vai sim, queiram ou não, seguir adiante mesmo quando não estivermos mais aqui.

E acredite, um dia, não estaremos, mas estarão netos, tataranetos e uma ordem de gente que nem imaginamos, da mesma forma como jamais passou pela cabeça dos primeiros colonizadores dessa região que suas colônias se tornassem cidades grandes, habitadas por uma gente… bom, deixa pra lá.

Talvez não gostariam de saber que os futuros habitantes de suas colônias não conseguem enxergar um palmo futuro a frente, ao contrário deles próprios que eram obrigados a fazer as colônias “darem certo”, porque não havia outro caminho.

A propósito, já plantei minhas árvores, e você?

Foto: Marco Alan Rotta