Uma cena que deve ter se repetido muito

Uma cena que deve ter se repetido muito

Inspirado pelo Dia das Bruxas, estava lendo aqui algumas coisas sobre a ~ santa ~ inquisição, de origem católica, mas que também foi adotada por algumas igrejas protestantes.

Os dados não são precisos, mas estima-se que entre 35 a 60 mil pessoas, a maioria mulheres, foram julgadas e condenadas a morte. A maioria QUEIMADAS VIVAS.

(Se tivessem sido APENAS 100 pessoas queimadas VIVAS, já teria sido um horror)
Que passado lindo que tem essa igreja, né? (e nem estamos levando em conta o massacre que foram as Cruzadas)

A impressão que se pode obter com breves análises assim do passado da Igreja é que é como se Jesus tivesse dito assim:

“Ide, multiplicai-vos, e tudo que vos falei, façais ao contrário”

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Hoje vivemos numa época legal, mais liberdade de pensamento e expressão e tal. Mas a verdade é que ninguém tem noção de qual melhor o mundo poderia estar se a igreja não tivesse freado tanto o desenvolvimento cultural, intelectual e espiritual da sociedade.

Quantas pessoas inteligentes, criativas e ativas não estavam naquelas fogueiras? (Giordano Bruno e Joana D’Arc eram algumas delas) Claro, porque imagino que só queimavam quem se destacasse de alguma forma. Gente tapada não devia incomodar muito.

Mas foram as que sobreviveram.

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Veja bem, minha crítica é à igreja, não a Jesus, simplesmente por isso:

51 – Ora, quando se completavam os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.

52 – Enviou, pois, mensageiros adiante de si. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe prepararem pousada.

53 – Mas não o receberam, porque viajava em direção a Jerusalém.

54 – Vendo isto os discípulos Tiago e João, disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir (como Elias também fez?)

55 – Ele porém, voltando-se, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

56 – Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.

Evangelho de Lucas, Capítulo 9