Eu sou a luz do mundo

Eu sou a luz do mundo

Tenho tido bastante interesse ultimamente na história do cristianismo e da Igreja Católica. A própria Wikipédia oferece uma vasta e inesgotável fonte de informações a respeito.

A história do cristianismo, que se confunde com a história do ocidente, é rica e fascinante e também complexa e confusa. É uma história repleta de erros e acertos e de virtudes e vícios, como toda história humana.

Três observações têm me surpreendido nessa história.

Primeiramente, algo um tanto hilário, são os tais dos concílios. Se alguma questão, principalmente metafísica, proporcionava alguma inconsistência ou dúvida, lá se reuniam os líderes da igreja e decidiam o que era verdade e o que não era, com base em interpretações pessoais e motivações políticas. Quem discordasse tinha suas ideias condenadas e consideradas anátemas. As implicações desse tipo de mentalidade repercutem até hoje, mais negativamente do que positivamente, na vida das pessoas.

A segunda é o fato de, apesar de todos os empecilhos, como guerras, corrupção interna e cismas, a Igreja Católica e o cristianismo de modo geral se manteve firme por 2000 anos. Apesar de ter usado de meios bastante questionáveis em alguns momentos da história para manter-se dominante, não deixa de ser uma vitória chegar tão longe, e de provar que seu fundamento maior, a crença em Cristo, manteve-se inabalável, levando muitos a darem a própria vida por essa crença.

A terceira é que, apesar dos muitos argumentos contra a Igreja Católica, a atual configuração da igreja parece a mais coerente com os princípios que fundamentaram o cristianismo primitivo. Hoje é uma das instituições que mais praticam a caridade no mundo, quase sempre através de seus fiéis, de forma voluntária e anônima. É um tipo de doação e generosidade pouco reconhecidas.

Contudo, minha conclusão maior sobre tudo isso é que todo aquele que se dispõe a apoiar e frequentar alguma igreja regularmente (ou qualquer instituição religiosa), tem uma certa obrigação moral de conhecer a fundo sua teologia e sua trajetória histórica, ainda que sob o risco eventual de vir a apoia-la menos, após conhecê-la mais profundamente (afinal, poderá não gostar de muitas atitudes tomadas no passado por seus irmãos em Cristo. Aliás, acho que nem Cristo teria gostado).

A opinião de Chico Xavier sobre a Igreja Católica

Eis uma opinião de peso, demonstrando que em matéria de fé e espiritualidade, tudo é válido e o que importa mesmo é o que está no coração das pessoas que frequentam esta ou aquela religião.