Abaixo, uma seleção de alguns textos que encontrei hoje, por consequência desta polêmica envolvendo o ENEM e algumas de suas questões, referentes à explícita doutrinação marxista que vem se instalando gradativamente na educação brasileira desde a entrada do PT no poder em 2003.

Já falei sobre este tema em outra ocasião aqui.

Lembrando que cerca de 38% dos alunos do ensino superior não sabem ler e escrever plenamente (fonte), o que mostra que o ENEM não tem sido um bom exemplo de sucesso na seleção de estudantes.

Doutrinação Marxista nas Escolas Brasileiras

Doutrinação Marxista nas Escolas Brasileiras

Segue os textos (as imagens são ilustrativas e não têm relação intrínseca aos textos… ou têm?):

A Prova do ENEM é a prova

Pedagogia do Fracasso

Pedagogia do Fracasso

É um absurdo o que está acontecendo. As escolas, além de serem ruins por outros motivos (porque escolarizam a sociedade, porque se constituem como burocracias do ensinamento que matam a criatividade e impedem a livre-aprendizagem), viraram fazendas coletivas (à la Matrix) de doutrinação, de infusão de uma pseudo-ciência marxista.

As universidades, que já eram horríveis por serem tribunais epistemológicos, viraram também alfândegas ideológicas. É revoltante que tudo isso esteja acontecendo há meio século no país e não haja nenhuma providência, nenhuma interpelação dos ministros da Educação, nenhuma cobrança dos responsáveis por parte de quem deveria estar fazendo oposição.

Organizações autocráticas ainda hoje se sustentam e conseguem recrutar militantes graças à legião de zumbis que foram deformados por professores cretinos que são pagos, em grande parte, por nós, para infectar a cabeça dos alunos com ideias retrógradas e esquemas interpretativos do passado, baseados na hipótese furada de que a luta de classes é o motor da história, de que os inimigos dos povos, responsáveis por todo mal que nos assola, são o grande satã americano e o capitalismo e o neoliberalismo, de que Cuba e Venezuela são democráticas, de que o MST é um movimento social que luta por justiça na terra e outras perversões.

Mas é bem pior do que isso. As universidades, nas áreas de “ciências” humanas, viraram verdadeiras madrassas, produtoras de jihadistas. Quer saber por que o PT – a despeito de tudo que fez – ainda encontra defensores na imprensa, nos escritórios de advocacia, nos tribunais e em grande parte das instituições dedicadas ao trabalho intelectual? A resposta está aí, na nossa cara.

A prova do ENEM é a prova.

Augusto de Franco

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Pelo Fim da Doutrinação Ideológica do MEC

Quanto mais convicção, mais doutrinação inconsciente

Quanto mais convicção, mais doutrinação inconsciente

“Dei uma breve analisada nas 45 questões de ciências humanas, e separei alguns autores citados e temas mencionados. Será que os jovens estão sendo treinados para analisarem as diversas visões de mundo ? Ou apenas uma ?

A questão aqui não é contradizer ou discutir a opinião de algum autor específico, ou ainda algum tema, mas mostrar que apenas um lado é discutido. Seguem alguns citados e alguns temas:

– Nada como começar com o filósofo Slavoj Zizek, uma das estrelas do marxismo atual, que nesta prova, emergiu com um texto propondo um ato de alteridade, comparando a ação do exército americano com o terrorismo do Talibã.
– David Harvey, geógrafo marxista que propõe a ocorrência de um cataclisma no sistema de produção capitalista (não especificamente na questão desta prova).
– Karl Mannheim, muito influenciado pelo marxismo, apesar de posteriormente se afastar da hipótese de violência revolucionária. Estudou em um Grupo de estudos de Lukács. Na questão, obviamente propõe que a visão individual é condicionada pela sociedade.
– Simone de Beauvoir, com suas ideias feministas, arguida
por ter sido ao mínimo colaboracionista com o regime nazista, com algumas ideias que podem associar-se com pedofilia, e misandria.
– Robert Reich, democrata americano, que contra todas as evidências empíricas, propõe uma hipótese de relação inversamente proporcional entre capitalismo e democracia. Para ele: “tax are the price we pay for a civilized society”. Se posiciona criticamente à teias globais.
– Milton Santos, geógrafo com posições anti-globalização, anti-capitalismo, anti-burguesia, pró-socialismo.
– Agostinho Neto, antigo governante de Angola de partido de esquerda, inicialmente marxista, posteriormente centro-esquerda.
– Maria da Glória Gohm, professora de educação da Unicamp, defensora dos Conselhos Populares e do MST.
– Paulo Freire, que dispensa apresentações, um dos pilares da falha educacional no país, com sua educação libertadora, que não educa e nem liberta.
– Sidney Chaloub, historiador da Unicamp, que afirma: ” O governo Dilma foi exemplar nesses quesitos. Por conseguinte, a hipocrisia de caluniá-lo por isto é especialmente danosa à democracia e ao atual processo eleitoral”.
– Ali Masrui, apesar de crítico do comunismo na África, porém tb é crítico do capitalismo e neoliberalismo no continente, com posições contra Israel.
– Jacques Le Goff que considerava-se “um homem de esquerda”.
– Muniz Sodré que integra(ou) o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo, votou em Lula, apesar de tecer algumas críticas recentes.
– Porto Gonçalves, membro do Grupo Hegemonia e Emancipações do Conselho Latino-americanos de Ciências Sociais (Clacso). Colunista (ou ex) da Revista Carta Maior.
– Nicolau Sevchenko, que afirmou sobre a elite: “esse processo como uma espécie de estratégia dos grupos dominantes para manter o sistema de privilégios nos quais estão encastelados desde a colônia”. Fala a favor de grupos civis que são críticos a biotecnologia.
– Wlamyra Albuquerque, pesquisadora que dentre seus artigos, escreveu para revista Perseu, da Fundação Perseu Abramo do
Partido dos Trabalhadores (PT).
– Lilia Morics Schwarz, professora da fflch, também empática ao conceito de conflito de classes e preconceitos, favorável a cotas.
– Ziraldo, que aparece com uma charge, não sendo demais afirmar que integrou comitiva com a Dilma, e diz que a ama.
– Sergio Buarque de Holanda , vinculado à esquerda .
– James Rachel , com tendências utilitaristas , defensor de ações afirmativas e ideias vegetarianas .
– Cita a publicação Caros Amigos, de tendência óbvia.
– De formação clássica, os únicos autores citados que detectei foi David Hume e São Tomás de Aquino.
– Em relação aos temas várias questões ambientais, a proposição de grupos criminosos como o mst como forma de atuação democrática, questiona a direção econômica da China como oposição à extinção de classes, aborda a crise de 2008 com epicentro nos EUA esquecendo da crise atual com epicentro AQUI mesmo.
Ressalto que a questão no momento (isto pode ser feito em momento oportuno) não é combater qualquer um dos aspectos acima, uma vez que os estudantes devem conhecer todos os lados e abordagens, mas sim mostrar que os estudantes tem tido acesso apenas a uma visão de mundo, sendo tolhidos de maiores incursões em uma cultura mais geral. Mostrar também mais uma ingerência ideológica governamental na educação dos jovens.”

Sergio Nunes

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ENEM: Estudantes reclamam de ter que culpar a globalização pelo desemprego

A lavagem cerebral esquerdista no ENEM já virou “macete de prova”, ao menos nas redes sociais. Na dúvida, dizem alguns dos avaliados, concorde com Karl Marx e garanta sua entrada no ensino superior. Na edição 2015, por exemplo, vem chamando atenção uma questão que culpava a globalização pelo desemprego. Mais do que isso, o desgosto que muitos estudantes sentiram ao ter que marcá-la como alternativa correta. Abaixo, alguns exemplos:

Fonte

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Acabei de sair do Enem. E foi uma das provas mais bizarras que já fiz na minha vida

Há alguns anos tenho sido, como qualquer universitário, um mero espectador quando o assunto são as provas do Enem. Acompanhando de longe e participando da recepção dos alunos que entram no meu curso todos os semestres, não é difícil reparar o impacto da massificação provocada pelo exame, que substituiu vestibulares em diversas universidades por uma única prova nacional.

Neste ano, porém, minha relação com a prova mudou. Por querer manter aberta a opção de me transferir de universidade, decidi me inscrever no exame, mesmo faltando meros 2 semestres para me graduar. Como em todos os anos anteriores, minha mente apenas associava a prova a vídeos engraçados sobre adolescentes que perdem a hora, ou dois dias inteiros de memes e repercussões no twitter, além de algumas reclamações perdidas sobre o teor ideológico do exame, as quais nunca parei para dar atenção.

Como você deve imaginar, cheguei ao local da prova com mais de uma hora de antecedência (me precavendo de me tornar um viral no youtube ou ser entrevistado por alguns desses jornalistas que ganham a vida expondo estudantes desesperados). Durante esses longos minutos, pude dedicar algum tempo discutindo com alguns dos demais estudantes presentes na fila. A experiência de conhecer outras pessoas em momentos assim, de quase sempre profunda apreensão – como, a propósito, eu possivelmente estava quando entrei na faculdade – é bastante reveladora. É possível perceber, por exemplo, que professores de cursinho dificilmente saem do clichê decoreba que marca a educação brasileira. Felizmente nenhum jovem com quem conversei pretendia cursar Economia, como eu. Sinal de que o futuro do país ainda possui alguma esperança.

Algumas curiosidades, no entanto, não pude ignorar. Um dos estudantes me alertou, e aos demais na roda de conversa, que provas de filosofia geralmente são “fáceis”, e que “toda vez que lermos o termo luta de classes, devemos marcar a opção Karl Marx”. O jovem, que é estudante de física no primeiro semestre, pareceu de uma sinceridade avassaladora – o que certamente revela mais sobre seus professores do que sobre ele mesmo. Outros estudantes deram dicas sobre a prova de física, além de algumas canções que ensinavam a decorar fórmulas aparentemente importantes.

Entrar para fazer a prova foi uma experiência igualmente curiosa. Ainda acostumado com as provas na faculdade, confesso que demorei alguns instantes para assimilar a ideia de que alguém de fato precisasse de 7 pacotes de biscoito, um suco de garrafa e 2 garrafas de água para fazer uma prova de 4 horas de duração – mas essa é outra discussão. Pequei por excesso de precaução, do início ao fim, chegando muito cedo e esperando ao todo quase 3 horas para fazer a prova. Tudo aparentemente compensado ao ler a primeira questão do caderno branco, um dos 4 cadernos disponíveis.

Logo na primeira questão me deparo com um trecho citando o artigo “Segundo sexo” de Simone de Beauvoir, que dizia.

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um Outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada…”

“Ok, primeira questão apenas, nada demais, Felippe Hermes”, pensei comigo. Meus amigos certamente exageram quanto à questão ideológica do exame. Citar uma pensadora feminista importante não é algo reprovável ou grave. É do jogo, vamos lá. Prossegui com a prova, como de costume, reparando nas fontes utilizadas e nos autores citados.

Dentre as diversas reportagens de jornais sobre assuntos de relevância duvidosa como as técnicas de gotejamento na lavoura, o teor ideológico insistia em permanecer. Críticas ao agronegócio, aos alimentos industrializados e as inúmeras referências às mudanças climáticas foram constantes. Neste momento, deixei para repetir o “nada demais” a cada três questões, pois se o fizesse a cada pergunta acabaria me traindo com a questão seguinte, que teimava em ser mais específica e enviesada ainda.

Provavelmente o ponto auge da prova tenha sido o momento de definir a ideia central das obras de Paulo Freire e um texto do Movimento Sem-Terra. Graças aos nomes a cada dia mais estranhos como se qualificam as disciplinas clássicas de História, Geografia, Filosofia e Língua Portuguesa, que hoje se encontram todas emboladas em “ciências humanas e suas tecnologias”, confesso que demorei a perceber que havia de fato uma separação entre cada disciplina e não apenas uma prova única de filosofia segundo o MEC. Não houve sequer uma citação à crise econômica ou política pela qual passa o país. Quem lê a prova sai com a impressão de que a crise de 2008 segue um assunto mais relevante para a maioria dos estudantes do que a realidade atual do país.

Ao voltar para a faculdade, segunda-feira, provavelmente devo apenas me lembrar que minha dignidade ficou perdida naquela sala, junto ao cartão resposta, onde em certo momento fui obrigado a marcar que “o desemprego é uma consequência prática da globalização”. No cômputo geral, ainda estou em dúvida se passo a respeitar mais os calouros de Economia por terem resistido a um ano de massificação de ideias capengas, ou se a lição do dia é que “felizmente” (com todas as aspas do mundo) nossas crianças mal aprendem português e matemática. De fato, se fosse para elas aprenderem o que cobra o Enem, o melhor caminho ainda é ser ignorante.

Felippe Hermes

E aí, existe doutrinação ou não?