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Recentemente conclui a leitura do livro A Bola de Neve – Warren Buffett e o negócio da vida. A história do investidor é mesmo extraordinária na maioria dos aspectos (e absolutamente comum em alguns outros porque, apesar de seus bilhões, Buffett é tão humano quanto eu ou você). E dá para se tirar muitas lições desta leitura.

E a principal delas é que Warren mantinha consigo algo aprendido com seu pai, que chamavam de “Placar interno”. Este “placar interno” poderia ser explicado como ser fiel a si mesmo, independentemente do cenário ao redor. Esse conceito foi a razão de Buffett ter saído do mercado financeiro em fins da década de 60, crendo que estava supervalorizado – e tendo acertado – voltou ao mercado posteriormente após forte queda dos valores recomprando tudo a um preço muito mais barato.

Também foi o conceito de Placar Interno o mesmo que fez com que Buffett não investisse nem um centavo nas ações de empresas de tecnologia por volta de 1999, a despeito de se referirem a ele como caduco, defasado, de ter perdido a onda, etc. O que aconteceu depois, com a queda brusca do valor das ações de tecnologia – o conceituou como o maior investidor financeiro que já existiu.

Um forte juízo de si mesmo

As coisas começaram a fazer algum sentido para mim depois que eu encontrei este conceito, num texto chamado Psicologia do Dinheiro, que anda por aí na web e que publiquei neste site:

Ter um forte juízo interno de si mesmo é que é verdadeiramente importante.

Encontrar esta frase foi como o fim de uma longa busca. Tudo começou a fazer sentido desde então. Um juízo forte e positivo de si mesmo é um nível de consciência muito fortalecido, de onde surgem muitas das várias características pessoais que vão elevar o nível de grandeza pessoal de alguém, sobre o qual comentei no primeiro texto dessa série. Uma dessas características é a capacidade de acreditar em si mesmo, mesmo apesar de todos os outros não acreditarem, como fez Warren Buffet ao seguir o seu “placar interno” religiosamente, durante toda a vida.

A diferença entre o persistente e o teimoso é que o teimoso não sabe por que insiste. Buffet sabia muito bem porque insistia em sua posição. Estudara a vida inteira aquele assunto. Ninguém era mais expert que ele em investimentos financeiros.

Fui então juntando alguns pontos dessa rede de estudo e idéias com as quais entrei em contato através dessas últimas leituras. Dentre os quais, um livro muito bom, já resenhado aqui, chamado A Mágica de Pensar Grande. Seu conteúdo é excelente. É realmente um clássico desse tipo de literatura. Mas o conteúdo do livro vai muito além do título. O autor não propõe apenas uma série de pensamentos recomendados. Ele propõe uma série de COMPORTAMENTOS recomendados. Ou seja, a mágica não está em pensar grande, a magia está em SER GRANDE.

Percebi que as orientações de COMPORTAMENTOS recomendados no livro são perfeitas para fortalecermos esse tal “juízo interno de si mesmo” e promover o crescimento do que chamo de índice de grandeza pessoal. Veja algumas sugestões presentes no livro:

– Se vestir bem, cuidando da aparência

– Se instruir constantemente, com leituras, palestras, cursos, etc

– Poupando a si mesmo de situações destrutivas ou arriscadas

– Desenvolver-se profissionalmente até alcançar a excelência, assumindo responsabilidades

– Procurando sempre mais independência e autonomia.

– Aceitando e vencendo desafios, fortalecendo a coragem.

Não fazem todo o sentido como características pessoais de gente grande e rica?

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