Valorize-se

Valorize-se

O texto abaixo é uma reflexão não convencional. Talvez você discorde dela. Mas sugiro que ouça os vídeos indicados sobre os quais me inspirei, e reflita mais sobre o tema antes de rejeitar a mensagem como absurdo.

A observação abaixo foi inspirada na fala de Luiz Gasparetto neste vídeo (a partir de 31:20, embora recomende ouvir o programa inteiro). No final deste outro vídeo também há uma fala sobre o mesmo tema.

Dinheiro não tem nada a ver com trabalho

Do ponto de vista espiritual, o dinheiro não tem – necessariamente – nada a ver com trabalho, esforço, qualificação ou negociações.

Tem gente que trabalha feito burro de carga, e não ganha nada.

Tem gente que não faz nada, e tem muito.

Tem gente com doutorado, que está desempregada.

Tem gente com 1º grau incompleto, que ficou multi-milionária.

Tem gente que faz muitos negócios, e enriquece.

Tem gente que faz muitos negócios, e perde tudo.

Porque o dinheiro é resultado da auto-valorização.

Valorizar-se é dar importância ao que você sente, é dar importância ao seu jeito de ser, e enxergar com olhos amorosos que o seu jeito não é errado.

É aceitar-se do jeito que é, aceitar o que você sente, e ver-se positivamente.

É estar em paz com o que se é, e priorizar suas necessidades.

É valorizar suas competências e habilidades.

Valorizar-se é não aceitar jamais que pisem em você ou questionem seus valores.

Valorizar-se é ter um conceito positivo (não necessariamente um alto conceito), forte e inabalável de si mesmo. Veja um exemplo (leia o texto ao lado da foto).

Quando você faz isso o dinheiro vem.

Se você cultiva a valorização, você atrai dinheiro.

Se você cultiva e prioriza seu próprio bem-estar, o dinheiro vem.

Se você vive algum conflito que faz você desprezar algo em si – alguma característica física, algum comportamento ou algum “erro” cometido, o dinheiro não vem.

Se você vive algum conflito com os outros, que lhe causa insegurança emocional, e lhe desestrutura por dentro, o dinheiro não vem.

Questões éticas

Algumas das considerações acima podem implicar em questões éticas, quando se diz que valorizar-se é não aceitar jamais que pisem em você ou questionem seus valores, e quando se diz que valorizar-se é ter um conceito positivo, forte e inabalável de si mesmo.

Principalmente, quando daí se deduz que valorizar-se é, inclusive, estar disposto a enfrentar outras pessoas para fazer valer e impôr seu próprio conceito, sua dignidade, seus valores e suas visões.

É muito difícil você conseguir vencer numa boa. Pra vencer você tem que lutar, e essa luta muitas vezes significa indispor de certa forma com algumas pessoas, pra prevalecer aquilo que você acredita. Teu ponto de vista, tua cabeça, a tua personalidade acima de tudo. E se você não lutar pra valer, você acaba perdendo teu próprio rumo. E se você perde o teu próprio caminho, você não é ninguém. Então, pra conseguir manter essa linha de conduta, você tem que lutar muito. E, muitas vezes, tem que brigar mesmo. Ayrton Senna

Por isso grandes empresários são muitas vezes vistos como vilões, ou pessoas soberbas ou arrogantes.

Homens razoáveis se adaptam ao mundo. Homens não razoáveis adaptam o mundo a si. Por isso todo progresso depende destes últimos. George Bernard Shaw

A princípio, parece que a questão se coloca como uma escolha: Ser ético ou ser rico.

Mas talvez o erro esteja em colocar a ética e a riqueza em lados opostos da balança.

Tem que ser necessariamente assim?

Eu vejo que não. Excluindo aqueles que são bandidos de fato, a maioria dos ricos assim ficou porque conduz uma empresa que produz ou vende produtos ou serviços. Olhe à sua volta. Tudo, absolutamente tudo que existe a sua volta, mesas, sapatos, comidas, moveis, cada parte da sua casa, cada parte do seu carro, cada roupa, cosmético, eletrônicos etc etc etc, foi produzido e vendido pela empresa de algum sujeito rico; se não é rico, é de classe média alta.

A nossa vida é inacreditavelmente confortável – conforto que não dispensamos – porque algum sujeito peitou a empreitada de produzir ou vender algo para ter lucro. Nesse processo certamente ele se indispôs e entrou em conflito com uma pá de gente: fornecedores, funcionários, clientes, agentes do governo etc. Tudo para conseguir o lucro, sim, mas lucro alcançado ao tornar a vida de milhares de pessoas mais fácil.

Isso é anti-ético?

Não sei a resposta, deixo a questão no ar.

Até porque a ética é um tema complexo, você sabe, e sujeito a infinitas considerações e debates. A ética é algo que muda ao longo do tempo. Ter um escravo há 150 anos era considerado algo dentro da ética daquele tempo.

O fato é que é impossível você levar qualquer empreendimento adiante, sem gerar atrito com quem quer que seja. É impossível agradar a todos, você sabe bem disso.

Crenças

A atração da energia da riqueza, na forma de dinheiro (ou de qualquer outra energia – do amor, da saúde), é mais complexa do que imaginamos, e certamente por isso mesmo não é algo muito facilmente alcançada.

Eu elenquei neste texto três características pessoais que definem o bom destino de alguém; ali comento que para você atrair uma boa situação, você tem que estar afinado com três posturas: Otimismo, Autoestima e Atitude. Este post aqui, que você ora lê, destaca a preponderância da Autoestima e da Atitude firme, em relação à atração de situações melhores, em especial, relacionadas ao dinheiro.

Já a postura otimista é mais uma questão de crenças pessoais.

Por exemplo, se você tiver qualquer reserva em relação ao que quer, o objeto de seu desejo não vai vir ou virá em menor quantia ou com problemas. Se você acha que todo rico é um filho da p*ta, se você acha que o dinheiro propicia a corrupção, enfim, se ao imaginar-se com muito dinheiro, você sente algum tipo de desconforto ou reserva mental em relação a esta situação (que é meramente imaginária), acredite, você tem um grande bloqueio quanto ao dinheiro. E não tem nada a ver com o tema que inicia este texto, sobre auto-valorização, ou seja, você pode ter uma excelente autoestima, e ser uma pessoa firme e atuante. Mas se você por acaso nutre alguma crença negativa em relação ao capitalismo ou a qualquer questão relacionada ao dinheiro, nunca terá muito dinheiro, afinal, é óbvio que você não vai jamais querer ser um capitalista ou um abominável empresário.

A própria questão sobre a ética, acima, é uma crença negativa, é um questionamento, é uma dúvida. Se há dúvida, não há fé, não há confiança, não há positividade em relação ao respectivo assunto. Se ao pensar ou conversar sobre dinheiro, você fica automaticamente levantando essas questões éticas e filosóficas sobre dinheiro, esqueça, você nunca vai ter muito dele. Abaixo trago uma lista de crenças negativas sobre o dinheiro para você fazer uma auto-análise.

Lista de crenças negativas possíveis sobre o dinheiro

Eu não tenho criatividade
Eu não sei qual caminho seguir
Dinheiro não traz felicidade
Eu não sei divulgar meu trabalho
Não gosto de vendas
Não gosto de marketing
Não aparecem oportunidades para mim
Nunca vou conseguir pagar as dívidas
Melhor um pouco certo do que muito incerto
Não existe saída para minha situação
Já passei da idade, não dá mais tempo
tem tanta coisa pra limpar, que já desisto antes de ter
Não tenho tempo pra ganhar mais dinheiro
Pra ganhar dinheiro é preciso ter uma ideia incrível
Não deveria ser permitido alguém ganhar tanto enquanto outros ganham tão pouco, deveria haver um teto
Quem ganha muito deveria doar o que ganha
Quanto mais alto o voo, maior a queda
sorge no jogo, azar no amor
Se eu tiver muito trabalho, não vou dar conta
Ter a agenda cheia vai ser muito desgastante e não vou ter tempo livre
O pouco com deus é muito, o muito sem Deus é nada
Amigo é dinheiro no bolso
Os ricos são escravos do dinheiro
Não tenho saúde o suficiente para prosperar
Se eu tiver mais trabalho, meu corpo não vai dar conta
Tenho medo que as pessoas pensem que estou me aproveitando delas
As oportunidades foram embora com a juventude
Recomeçar é mais difícil do que começar
Não nasci em berço de ouro, por isso não sou capaz de ser próspero como alguém que já nasceu com tudo pronto
Me sinto tão confuso que não sei por onde começar
Negociar salário é algo muito desconfortável para mim
A vida é uma luta e é feita de sacrifícios
As pessoas ricas vivem estressadas e doentes, eu sou pobre mas tenho saúde
Sou pobre mas sou honesto
Para que alguém ganhe dinheiro, outra pessoa precisa perder
Não há o suficiente para todo mundo
As oportunidades são limitadas
Todas as grandes ideias já têm dono
Só existe rico porque tem gente pobre
Os recursos do mundo são limitados
Muito dinheiro leva ao consumismo e a extravagância

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Enfim, estas observações não se pretendem absolutas. Pretendem sim, levar-nos a reflexão, e a uma possível compreensão melhor das questões da riqueza, de um modo mais realista, por mais politicamente incorreta que seja (como de fato é).