Altos e baixos

Altos e baixos

Todos nós ouvimos no decorrer da vida, que ela segue entre altos e baixos.

Mas você só entende isso quando PASSA por isso.

Entre 2011 e 2013 eu vivi um auge financeiro tal, que pensei que ficaria rico logo, logo.

Eu estava enganado, claro, porque foi só uma fase.

Que passou rápido demais, até…

Hoje vivo a parte baixa da expressão altos e baixos.

E torcendo pra não piorar (porque também já aprendi que não há nada tão ruim que não possa piorar)

Mas disso ficou uma lição.

Sou jovem ainda e acredito que assim como acertei uma vez, posso acertar outras.

E quando isso acontecer, certamente estarei com os pés mais no chão, mais sóbrio e consciente de que os recursos adquiridos devem ser muito bem administrados e direcionados.

Porque já aprendi (muito bem) que o próximo auge também vai passar.

Aprenda a fazer contas

Quem não sabe administrar tostões, nunca chegará aos milhões.

Não posso dizer que fui extravagante durante este período de bonança que vivi. Mas reconheço que aumentei meu padrão de vida, gastei muito com coisas dispensáveis e deixei correr frouxo pequenas despesas que hoje em dia me vi obrigado a cortar. Somadas todas elas, daria um bom montante hoje.

Por exemplo, a caixa econômica me cobrava um seguro de vida de 30 reais mensais. Multiplique 30 x 48 meses pagos e chegará a quantia de 1440 reais. Não sei pra você, mas pra mim é uma boa quantia que foi jogada fora e que adoraria ter agora nas minhas mãos.

30 e 12 são múltiplos que devem estar sempre presentes na sua administração doméstica. Multiplique seus gastos diários por 30 dias no mês e se assustará com a quantia gasta neste período para sustentar besteiras. Multiplique seus gastos mensais por 12 e vai ter um treco ao saber o quanto joga dinheiro fora por ano, todos os anos.

Liberte-se

Outra coisa que consegui com este período de vacas magras, que se relaciona com o comentário anterior, foi justamente o livramento de várias despesas mensais: 80 reais de TV a Cabo (substituída pelos canais da antena parabólica), 60 reais de assinatura de telefone fixo (fora o gasto das ligações em si – agora substituídos pelo celular pré-pago), o seguro de vida citado, entre outras despesas que agora não lembro.

Tudo dispensável. São pequenos compromissos que lhe pesam o dia a dia com a obrigação de alcançar o dinheiro necessário para bancá-los.

Para quem preza por liberdade e aprecia a leveza da vida, é imprescindível prescindir desses excessos.