“ Não arriscar nada é arriscar tudo. ”
Al Gore

Compartilho aqui um pouco da minha vida, retratada através das poesias que escrevi entre 1998 e 2005. São totalmente desprovidas de qualquer erudição. São expressão pura e simples, sem regras, catártica. Algumas têm um tom mais contemplativo, poético, outras são melancólicas beirando a comédia. Mas são fases da vida que vêm e que (graças a Deus) passam. Qualquer aspecto decadente que possa ser encontrado abaixo, não existe mais em mim. O que me estimula a expor essas poesias, é um ponto de vista muito bem expressado por meu conterrâneo:

O lugar do poeta é onde possa inquietar.
O lugar do poema é estar em presença do consumidor de poesia.
Ou do provável consumidor.
Ninguém faz o poema por mero exercício verbal.
Lindolf Bell

A Presença da Ausência

Escrita em 03/01/1999

É mentira dos caras.
A vida não é tão bela assim.
A terra é uma pêra.
E não um imenso jardim.

Décimo oitavo verão.
E minha vida está longe.
Não do meu alcance.
Mas do ideal, que me foge.

O mar está lá e o sol já foi.
Queria estar lá com alguém.
Olho o horizonte e me dói.
Sua ausência não me convém.

Lá vejo a profundidade de seu olhar.
Não me dói por que tenho medo.
Mas porque sinto saudades suas.
Saudades de alguém que mal conheço.

Agora a lua ilumina o mar.
Um mar calmo. Com os segredos,
todos azuis na praia do sentimento.
Sentimento que me traz ares frescos.

São ares e climas singulares.
De entusiasmo e falta de vontade.
De saudades e saudade matada.
Como uma libélula voando sem asas.

E já não me basta estar nestes belos lugares.
E já não me basta uma noite enluarada.
Se não tenho no coração a paixão de verdade.
Se não tenho por perto a pessoa amada.

Ronaud Pereira

Não encontrou o que procurava? Tente mais uma vez:

© Copyright 2008 - 2014 - RONAUD.com - Textos e Mensagens para Reflexão - Sitemap - WordPress