Compartilho aqui um pouco da minha vida, retratada através das poesias que escrevi entre 1998 e 2005. São totalmente desprovidas de qualquer erudição. São expressão pura e simples, sem regras, catártica. Algumas têm um tom mais contemplativo, poético, outras são melancólicas beirando a comédia. Mas são fases da vida que vêm e que (graças a Deus) passam. Qualquer aspecto decadente que possa ser encontrado abaixo, não existe mais em mim. O que me estimula a expor essas poesias, é um ponto de vista muito bem expressado por meu conterrâneo:
O lugar do poeta é onde possa inquietar.
O lugar do poema é estar em presença do consumidor de poesia.
Ou do provável consumidor.
Ninguém faz o poema por mero exercício verbal.
Lindolf Bell
Aprendendo a Te entender
Escrita em 1997
Eu não entendo... Você...
Talvez porque Você não me entenda
Da mesma forma não compreendo
a sua indiferença, indisfarçada, irrevogável...
em tudo injusta
Talvez porque Você não me entenda...
Talvez porque Você não tenta me entender
Devido a sua convicção, sua falsa convicção...
Do mundo, das pessoas, das coisas...
Aprenda, apenas aprenda, pense e reflita... muito
Você não sabe tudo, principalmente sobre as pessoas...
Olhe ao seu lado, com outros olhos, nada é verdadeiro
Porque tudo é aparência
Há muito que aprender...
A principal é que as coisas não são reais,
as pessoas não são reais... como achamos que são...
Elas são apenas e unicamente o que elas fazem...
pelos seus motivos e razões, bons ou maus...
Eu sou não o que represento ser, mas o que penso... em ações
Quem sou? Sou uma pessoa consciente
Passando agora a entender... é! [...] Você!
Talvez porque agora Você me entenda
Com a convicção verdadeira
Do mundo, das pessoas, das coisas...
Ronaud Pereira
