O que eu quero? Sossego

O que eu quero? Sossego

Se você tem um mínimo de bom-senso, já deve ter por certo observados o quanto o ser humano consegue passar por bobo ao manifestar sua ignorância. A não ser que você seja cego de orgulho, haverá de convir que todos nós já passamos pelo ridículo, ou já fomos patetas em alguma ocasião da vida. Se você tiver de fato um razoável bom senso, quem saber chegará a conclusão que isso se passa exatamente agora, aí com você.

Já falei aqui sobre o quanto as idéias que insistimos em manter na mente, se forem por demais bobas, e não nos dermos conta dessa situação, podem nos levar a um círculo vicioso sem fim, tal qual o cachorro que corre em círculos atrás do seu rabo. Já vi esta cena algumas vezes e dá pra dar algumas gargalhadas do bicho que nos traz um show cômico através da sua inconsciência.

Mas a inconsciência também é visceral no ser humano. Até aí tudo bem, quem que já nasceu formado na arte de viver? Pois bem, o inaceitável é justamente quando o indivíduo é incapaz de reconhecer sua natureza humana incompleta, eternamente interminada.

Nunca estamos prontos!

Mas não! há sempre aquele sujeito que briga para afirmar que o que defende é o melhor. O sujeito sempre está certo! É dele o melhor time de futebol, o melhor partido político, os melhores gostos. Ouse criticar alguma coisa a qual ele tem amor! Estará dado o início a uma guerra. Sim, faltando-lhe acima de tudo, consciência e humildade para reconhecer a natureza imperfeita de tudo o que nos rodeia, acreditará ter autoridade para mandar que nos coloquemos em nosso lugar!

Tal princípio é corriqueiro em se falando de humanidade. Veja por exemplo o eterno conflito entre judeus e islâmicos. Ou mesmo entre islâmicos, como ocorria no Iraque (sunitas x xiitas) ou mesmo entre cristãos nas tantas guerras bobas que vemos nos noticiários. Quantas mortes diárias por cegueira. Por falta de senso prático.

Será que algum dia essas pessoas vão enxergar um pouquinho além?

Por outro lado, se você faz parte desse grupo obcecado por suas convicções, e alguém lhe incomoda ao comentar suas preferências, saiba que VOCÊ se incomodou. O outro simplesmente falou o que lhe convinha, talvez nem quisesse ofender, talvez nem saiba do que está falando, já que é da natureza humana falar, independente se há conteúdo ou não.

Bocas falam. Qual é a sua capacidade de deixar os outros falarem e permanecer fiel aos seus valores? Sem precisar entrar em discussões a cada passo?

Já não disseram em verso: “…deixe que digam, que pensem, que falem…”?

Importância

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