Milhões e migalhas
É muito fácil culpar só os políticos. Difícil é enxergar que grande parte dos brasileiros é igual. Eles se sujam por milhões, os outros por migalhas.
De um tal Lucas, leitor dO Globo
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Só comentando…
Neste exato momento esse negócio gigantesco abaixo – a nebulosa do caranguejo - zzzzilhões de vezes maior que a Terra, está em algum ponto do universo, brilhando… Não sei você, mas eu acho fantástico viver com a consciência dessa grandiosidade toda!

Nebulosa de caranguejo
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De boca fechada, ok?
Nunca fale de seus problemas para ninguém.
20% não se importam, e 80% ficam feliz por você ter problemas.
Via Tumblr. O mais chocante não é a frase. É saber que é verdade!
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Casados até que a inconveniência nos separe
A humanidade está dividida entre os que se julgam infelizes porque não se casaram, e outros que maldizem a sorte porque se casaram. Padre Antonio Vieira, autor de “O verbo amar e suas complicações”
Ou em linguagem popular: “Casamento: Quem tá fora quer entrar, quem tá dentro quer sair”
Faz tempo que eu quero escrever sobre o casamento e relacionamentos amorosos. Minha opinião sobre esses temas não é nada convencional, porque eu acredito sobretudo na independência das pessoas; na sua autonomia, em sua liberdade fundamental. Este outro texto (clique e veja) pode ser considerado uma introdução a este que segue:
Se você é uma pessoa de mente aberta, bem informada, de opiniões contemporâneas, positiva, bola pra frente, o que digo a seguir não lhe será novo. Escrevo aqui especialmente à quem convive, como eu, em meio a umas certas mentes provincianas; gente que não quer enxergar a realidade como ela é e PREFERE adotar certos idealismos como regra moral, dentre os quais, o mais pertinente a este texto: A idéia de que o correto é que todo e qualquer casamento deve iniciar formalmente através de rituais públicos e seguir até o fim da vida dos cônjuges, independendente da qualidade que o relacionamento vier a apresentar ao longo dos anos.
Até que a morte os separe???
Esse conceito já destruiu muitas vidas. Num mundo onde tudo é sabidamente transitório, como pôde alguém “inventar” que uma união deveria ser permanente? E porque as pessoas acreditaram nessa impossibilidade? E porque se sujeitam a prometer na frente de todo mundo e de Deus tal improbabilidade? A indiscrição é a essência de uma cerimônia de casamento, afinal tudo está sendo exposto ao público (coisas às quais, na minha opinião muito particular, absolutamente NINGUÉM deveria sequer saber) e a exposição é tamanha, que depois, quando as coisas já não vão bem, o casal permanece junto meramente com medo do que os outros vão dizer caso se separem! É ou não é? Afinal, onde está aquele ânimo e encanto todo daquela “festona”? Ai essas crianças que não sabem onde se metem…
Para mim o casamento sempre, sempre mesmo, se mostrou sob o conceito de auto-aprisionamento. No sentido de que chega uma idade em que as pessoas não sabem o que fazer consigo mesmas e… se casam! Em meio ao mar de incertezas que é a vida, ancoram suas expectativas na ilha de estabilidade que se espera que seja o casamento, como se algum aspecto qualquer de nossa natureza humana pudesse ser mesmo estável. Se casam para fugir de muitas das cobranças e desafios que a “maledeta” sociedade nos impõe e no fim percebem que as cobranças e desafios apenas mudam de cara.
Não vejo absolutamente nada de mal em que, você conhecendo um parceiro legal, decida viver junto com ele. Muito ao contrário, acho super gostoso conviver com quem você “dá certo”, além de que isso é absolutamente natural. E foi exatamente o que eu fiz, e até que eu e esta moça temos ido bem
Mas algumas coisas me incomodam profundamente na idéia comum de casamento. Primeiro, a idéia tradicional e ainda popular de que o casamento é algo tão especial que merece uma cerimônia pública para mostrar à sociedade a nova união (ou status dos noivos) e consagrar a união (credo!!!) diante de Deus. Como sempre digo, Deus “tem muito mais o que fazer” do que, por exemplo, ficar consagrando uniões de quem nem sabe direito o que tá fazendo e anotando promessas de quem não tem a mínima idéia de como será o futuro.
Outro aspecto normalmente associado à idéia comum de casamento que me incomoda bastante (ai sujeito incomodado
) é a obrigação subentendida de que o casamento deve, para ser válido, durar até o fim da vida. Há um certo tradicionalismo medieval nisso. É até compreensível que em outras épocas o mais recomendado fosse uma convivência permanente, afinal os tempos eram difíceis e a sociedade oferecia outra estrutura em que a mulher era considerada objeto de posse do homem e não tinha como se sustentar decentemente mesmo que ansiasse pela liberdade (e muitas mulheres morreram ansiando por ela). Mas pensar HOJE EM DIA como se pensava de 50 anos para trás, não dá!
Em todo e qualquer livro, revista, entrevistas, etc, sugerindo dicas de convivência para cônjuges, o direcionamento sempre segue no sentido de se SALVAR O CASAMENTO, e nunca no sentido de que ninguém nasceu grudado no outro e pode sim seguir uma vida aberta a novas possibilidades; no sentido do desprendimento sem culpa e sem esse remorso bobo por não conseguirmos sustentar o insustentável. A convivência pode estar desgastada, um não suportando mais os defeitos do outro (nessas horas só conseguimos enxergar os defeitos, nunca as qualidades pelas quais nos atraímos inicialmente) e enfim, a união está explicitamente FALIDA e vem terapeutas e psicólogos de casais tentando ajudar a SALVAR o que não tem mais salvação, como se a separação fosse um sacrilégio, uma perdição que deve ser evitada a todo custo. É preciso enxergar que o que define um afastamento é a dor. Quando a dor de ficar perto ultrapassar a dor de ficar longe, o afastamento ocorre. Por outro lado, por mais raro que seja, enquanto subsistir algum prazer na convivência, a união permanecerá indefinidamente, e que seja até o fim da vida, mas então sim, naturalmente. Que mal pernicioso atribuíram ao simples ato de seguirmos nossa natureza quando ela não segue na direção das expectativas alheias, não?
De onde surgiu a idéia de que o divórcio/separação são atos intrinsecamente negativos? Como pode ser a libertação de gente com quem não se tem mais a ver, algo que deve ser evitado? Vejo pessoas separadas e divorciadas hoje, muito próximas a mim, profundamente CULPADAS por não terem conseguido levar adiante uma união fracassada. E não é por nada, mas quanto mais religiosa, mais culpada.
Afinal, líderes religiosos, em suas visões antigas e inflexíveis, não enxergam que AS PESSOAS MUDAM e continuam incitando-as à culpa por suas inclinações naturais. Mas elas progridem, se adaptam, evoluem, ganham experiência, ganham auto-conhecimento e é perfeitamente natural que antigas afinidades com pessoas próximas podem desaparecer, bem como novas afinidades com outras pessoas podem surgir. E eu sei que mesmo para quem tem mente aberta e maior dicernimento, não é fácil aceitar mudanças. Mas entender que elas existem e são não só necessárias como inevitáveis, pode ser um bom começo para tentar sofrer menos.
Entendo que há muito sofrimento, desgaste e muito prejuízo, material inclusive, durante uma separação, e não estou dizendo que seja fácil, nem estimulando-a. O que eu quero dizer com tudo isso é que NINGUÉM TEM A OBRIGAÇÃO INTRÍNSECA DE VIVER COM OUTRA PESSOA ATÉ A MORTE. Uma idéia tosca dessa não pode ser considerada um ideal. Poxa, quando é que vamos conseguir renovar esse “modelo” padrão de união estável para que as pessoas entendam mais e sofram menos?
Veja mais
Um texto bem interessante sobre o “solteirismo” entre mulheres.
A opinião de um solteiro convicto (um pouco radical).
Uma opinião inteligente sobre solteirismo.
Uma introdução ao solteirismo.
Várias e várias frases sobre casamento, algumas muito interessantes.
Minha opinião sobre o amor.
Minha nada romântica opinião sobre o romantismo.
Ronaud Pereira
7 Opiniões - Comente você também!
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Do que você precisa mesmo?
Neste site com frases para msn, em que adolescentes enviam frasinhas para pôr no status do msn, alguém enviou:
Preciso de alguém que me olhe nos meus olhos quando falo, que ouça minhas tristezas e minhas neurozes com paciencia e ainda que não compreenda, respeite meus sentimentos.
Num primeiro momento entende-se que ela precisa de um companheiro. Mas confesso que a primeira idéia que me veio à mente ao ler a frase, com todo o respeito, é de que ela precisa de um psicólogo. Este profissional preencheria perfeitamente todas as necessidades da moça: Olhar nos olhos, ouvir tristezas e neuras com paciência e respeitar o que se diz apesar de eventualmente não entender o que é dito. Não é?
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Eleições 2010 – Nada novo sob o sol
Tenho “tentado” prestar mais atenção ultimamente ao discurso dos três (principais) presidenciáveis, e meu desgosto aumenta a cada palavra expressada por qualquer um dos três. Tenho visto apenas despreparo, traduzidos através de demagogia, clichês e frases velhas lutando para mostrarem-se novas! Dizer que o Brasil precisa de mais saúde, educação e segurança, convenhamos, não é novidade.
Leio textos defendendo a candidata do governo – Dilma Roussef – e daqui a pouco leio textos de outros defendendo o candidato da oposição – José Serra - ambos acusando-se mutuamente de ”desastre” e a verdade é que ambos são candidatos sem qualquer graça, sem qualquer carisma, sem qualquer eloquência. Já que é pra mentir, então que façam direito, no melhor estilo “me engana que eu gosto”, mas nem esse talento apresentam. Enfim, vejo gente inteligente defendendo um candidato e desqualificando o outro, como se fossem opções perfeitas e ideais para “salvar” o Brasil de suas mazelas. Parece que nessas horas, na hora da torcida, até no mais lúcido comentarista bate uma certa cegueira que o faz parecer crédulo e ridículo.
Também leio alguns analistas dizendo que nunca houve um governo como o governo Lula. Daqui a pouco leio outros dizendo que o Brasil poderia ter avançado muito mais do que avançou nos últimos anos. E a verdade é que ganhe quem ganhar essas eleições, governarão de forma “maisomeno”, fazendo o que puderem, deixando para o próximo governo o que prometeram e não cumpriram. Ou existe candidato perfeito? Ou ideal que seja? Não né…
E mediante tal conclusão, relembro antigas constatações de que política é assim mesmo. Política não muda. Nem acredito que os três presidenciáveis gostem de dizer o que dizem. Mas precisam aparecer, precisam se mostrar, e precisam ser conhecidos por quem os colocará no poder – o povo – e para o povo, não adianta dizer nada muito expressivo ou complicado, não entenderiam.
Ronaud Pereira
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Eleições pra quê, mesmo?
Assim como estive completamente alheio à copa do mundo e torci para acabar o quanto antes, também não tenho sentido qualquer ânimo por essas eleições. O descaramento de quem pede voto continua firme e forte. E tal descaramento aliado ao forte senso de despropósito que sinto ao ter que contribuir para pôr no governo alguém distante, que continuará distante, cujos atos atingem muito pouco o meu dia a dia, ou seja, o dia a dia do povo do qual bem ou mal fazemos parte, enfim, tal descaramento e despropósito burocrático só me levam a concluir que quanto mais distante na hierarquia das esferas políticas, mais dispensáveis me parecem as eleições.
Ronaud Pereira
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Amor, aceitação, doação, perdão
[...] psicólogos afirmam que uma das causas das doenças mentais, dos problemas familiares e de saúde ou dos fracassos financeiros é a falta de capacidade de doação que muitas pessoas demonstram com relação à vida. Elas têm um rígido conjunto de regras a respeito de como a vida e as pessoas deveriam ser. Quando as pessoas e as circunstâncias não correspondem às essas regras rígidas, elas criticam, condenam, descobrem erros, resistem e se ressentem. São desprovidas de harmonia, de amor e de felicidade. Isso ocasiona todo tipo de problema, e elas perguntam por que a vida nunca é da maneira como elas gostariam que fosse.
A prática do (conceito de) amor nos ajuda a desenvolver uma atitude não-crítica em relação à vida e às pessoas. Tornamo-nos menos rígidos, menos inflexíveis, menos resistentes com relação à vida e às pessoas, quando elas não seguem nosso conjunto pessoal de regras. O (conceito de) amor nos ajuda a desenvolver uma atitude mais harmoniosa do que negativa, mesmo quando a vida e as pessoas não são o que achamos o que deveriam ser.
É fácil ter uma atitude harmoniosa com relação à vida e às pessoas quando tudo acontece como planejamos. Se conseguirmos conservar essa atitude, sem resistir e fazer críticas, quando as coisas dão errado, estaremos então pondo em prática o (conceito de) amor e dando a nós mesmos uma oportunidade de agir corretamente, talvez de maneiras que jamais previmos. [...]
Trecho de Catherine Ponder retirado de Oásis Imaginário. Os parênteses e grifos são meus.
O trecho acima ilustra um pouco a colcha de retalhos que nós, humanos, vamos criando através das palavras, tentando dar nomes aos sentimentos, quando estes são, na verdade, inomináveis e mais, quando no fundo percebemos que sentimentos como amor, aceitação, doação, perdão, (entre outros) são os vários aspectos de uma mesma atitude pessoal.
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APARENTEMENTE
Já viu como tem épocas em que utilizamos determinada palavra repetidamente?
Ultimamente tenho usado muito a palavra APARENTEMENTE!
É… vamos ficando “escaldados”. As aparências te enganam tanto, e com tamanha eficácia, que não tem jeito, você acaba rejeitando toda e qualquer conclusão precipitada.
E as coisas tem se mostrado a mim, ultimamente, tão volúveis e instáveis que para mim as palavras CONCLUSÃO e PRECIPITAÇÃO se tornaram quase sinônimos.
Você concluiu alguma opinião recentemente? Está precipitada!
Ronaud Pereira
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ÓBVIO
Quando conseguimos pensar a questão religiosa com mais liberdade mental, sem preconceitos, podemos concluir que o futuro das religiões está na religiosidade e não nos formatos religiosos, mesmo porque é óbvio o fato de não existir uma religião certa, verdadeira ou legítima, já que nas centenas de religiões existentes há sinceridade, há verdade, há Deus, mas com interpretações distintas. Não se pode então dizer que tal ou qual é a verdadeira. Todas estão a caminho da verdade, desde que sua meta seja a busca do divino e, com ela, o crescimento interior do ser.
www.mundoespiritual.com.br/fe.ou.razao.htm

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