O Universo Elegante

O Universo Elegante

Resenha divulgada

O astrofísico Brian Greene aborda, de forma compreensível para leigos, a teoria das supercordas, levando o leitor a enxergar o universo através da lógica matemática e perceber o quanto ele pode ser belo e infinitamente interessante.

  • Editora: Companhia das Letras
  • Autor: BRIAN GREENE
  • ISBN: 8535900985
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2001
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 592
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

Minha opinião sobre o livro O Universo Elegante

Eis um livro realmente fantástico: O Universo Elegante: Supercordas, Dimensões Ocultas, e a Busca pela Teoria Final, um livro de autoria do físico Brian Greene, publicado originalmente em 1999 e que visa introduzir o leigo à teoria das cordas, fornecendo uma explicação em linguagem simples e não-técnica dessa teoria, assim como suas inconsistências.

O livro O Universo Elegante começa com uma breve consideração da física clássica newtoniana e descreve a evolução ocorrida até a Teoria Relatividade Geral de Albert Einstein, a qual revisou muitos dos conceitos físicos tidos como corretos até então, especialmente relacinados à natureza da força gravitacional. Posteriormente, o autor traça um panorama geral da mecânica quântica e seus avanços obtidos na compreensão do mundo sub-atômico, o qual divergia inteiramente em relação ao modo como se comporta o mundo macroscópico, este que vivenciamos através de nossas experiências.

Desta forma, Greene estabelece um contexto histórico para a teoria das cordas, como uma teoria capaz de integrar o probabilístico mundo da física de partículas, ou física quântica, e a física das grandes dimensões espaciais, alcançada por Einstein. Discute-se assim o problema essencial enfrentado pela física contemporânea: a unificação da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein e a mecânica quântica.

Greene abusa de analogias e experimentos imaginários para tornar as explicações compreensíveis aos leigos. E explora o potencial que a teoria das cordas tem de estabelecer os fundamentos para a teoria do campo unificado, o “santo graal” da física moderna. Sugere assim que a teoria das cordas é a solução para essas duas explicações conflitantes.

As abstrações necessárias para compreender tanto a Relatividade Geral – a física das grandes dimensões espaciais – como a mecânica quântica – a física das dimensões ultra-microscópicas – deixaria qualquer esotério com suas explicações místicas no chinelo. As abstrações exigidas para a compreensão dos conceitos passados passariam muito bem como ficção. De repente você está lendo e é deparado com um nível de imaginação que te solicita imaginar o seguinte:

Para que se tenha uma idéia das proporções aqui envolvidas, digamos que se nós ampliássemos um átomo até que ele alcançasse o tamanho do universo conhecido (no vídeo, ele usa o sistema solar como referência), a distância de Planck alcançaria o tamanho de uma árvore comum.

Ou seja, é uma proporção ultra-mega-hiper-pequena. Nesse momento eu parei e fiquei minutos refletindo sobre a espantosa possibilidade da infinitude do espaço, tanto para as grandes dimensões (escalas astronômicas), como para as microdimensões. Quando o ponteiro do meu sensor de atividade cerebral começou a bater no vermelho, senti que meu cérebro estava à beira da implosão, e parei de pensar nisso ;-)

Um dos fundamentos e grande atrativo da Teoria das Cordas é a sua elegância e simplicidade. No livro lembra-se muito o aspecto da teoria que a leva a ser considerada uma solução elegante para a compatibilização do conflito entre o ultra-microscópico ao “ultra-macroscópico”. Eis uma citação do livro, que elucida o que é “beleza” para os cientistas:

A elegância, a riqueza, a complexidade e a diversidade dos fenômenos naturais que decorrem de um conjunto simples de leis universais é parte integrante do que os cientistas querem dizer quando empregam o termo “beleza”.

Se você quiser entender um pouquinho melhor esse mistério que é a física quântica, da qual muito se ouve falar e pouco se compreende, este é o livro ideal, juntamente ao livro O Ser Quântico, de Danah Zohar, já resenhado aqui. Com O Universo Elegante, você entenderá também muitos dos conceitos de física espacial, bem como o que significa afinal a Teoria da Relatividade de Einstein. Mas atenção, não é um livro fácil, muito embora será, para quem gosta desses temas, ou tem forte interesse em compreendê-los melhor, muito agradável e instigante.

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