Educação Do Homem Integral

Educação Do Homem Integral

Resenha divulgada

O filósofo e educador brasileiro Huberto Rohden, apoiado na sua longa experiência de professor na American University, Washington, D.C., centrou a maior parte de seu trabalho na verdadeira educação do homem. No livro Educação do Homem Integral, o problema paradoxal da verdadeira educação é discutido de maneira global. O autor acentua a necessária diferença entre instruir e educar. Para Rohden, a finalidade da educação é criar o Homem Integral.

  • Editora: Martin Claret
  • Autor: HUBERTO ROHDEN
  • ISBN: 85723321608
  • Ano: 2007
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 140
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

Minha opinião sobre o livro Educação do Homem Integral

Aqui está uma leitura simples e direta muito útil para professores e educadores de uma forma geral. Huberto Rohden foi um filósofo brasileiro muito ativo e detentor de uma grandeza intelectual admirável.

Neste livro você encontrará, de forma aprofundada muitas das coisas que eu tento passar nesse site, como a diferença entre a educação real e a mera instrução mental. Vamos para as escolas e esperamos que nossos filhos também vão com a crença de que lá está toda a educação possível. Engano. O que adquirimos nas escolas, salvo raras excessões, é a instrução mental para podermos exercer esta ou aquela atividade prática ou intelectual.

A verdadeira educação é a educação em que formamos nós mesmos como indivíduos plenos e não meramente aptos a exercer alguma atividade prática. Mark Twain exemplificou essa circunstância com elegância:

Eu nunca permiti que minha educação interferisse na minha formação.

Neste sentido, a função do educador é apenas criar o ambiente propício para que o próprio educando desenvolva a si mesmo. Assim a educação resulta de um constante desenvolvimento interior, não só intelectual, mas principalmente, experimental. Já não é novidade que conhecimento em si serve para muito pouco. Mas conhecimento associado à ação nos leva longe e alto na vida.

É de Rohden a seguinte frase, sempre atual:

Não existe crise de educação no Brasil, nem em quaisquer parte do globo. O que existe é uma deplorável ausência da verdadeira educação.

Dentro da idéia de esclarecer o alcance que a educação tem na formação do Homem Integral, o autor também sintetiza como poucos a essência e a validade prática das mais diversas religiões, no intuito de mostrar aos educadores – e também salientar – a importância de eles adotarem uma visão abrangente, da vida, do mundo, e do homem em si, para não se perderem em meio a visões teológicas “limitantes”. Já o conhecia devido ao livro Tao-Te-Ching o qual é permeado com suas explicações filosóficas muito pertinentes e acertadas. Ja neste livro, suas ponderações filosóficas a respeito da vida não tentam criar uma nova filosofia de vida, mas procuram conciliar o que existe, o que está aí e devemos vivenciar. Vejo muito correta essa postura já que toda e qualquer religião que tenta negar a realidade da vida e do mundo afasta as pessoas de sua realização plena.

De toda a síntese que o autor extrai de seu conhecimento das mais diversas correntes espirituais, a que me parece mais importante é distinção entre nosso ego – aquele ponto em nós que pensa, concorda, discorda, aceita, nega, etc, que também é chamada de mente consciente – e o que ele denomina Eu Superior – nossa essência expiritual, existência que antecede esta vida e a sucede após a morte, também conhecido como sub-consciente, inconsciente, etc. Essa distinção fui entender claramente com a minha leitura do magnífico O Poder do Agora, livrinho que me fez entender muito da vida, o qual foi igualmente inspirado pelas viagens do autor Eckhart Tolle ao oriente. Acho que poucos autores traduziram a cultura espiritual oriental tão bem para nossa linguagem (e modo de pensar) ocidental quanto Eckhart Tolle. Quando li Rohden, eu já estava “preparado” ;-) e asseguro, depois que você vislumbra que toda nossa sociedade foi criada por egos e que subjacente a ele há toda uma essência encoberta clamando por vir a tona, seus valores sofrem uma mudança drástica.

Voltando ao livro Educação do Homem Integral, alguns poucos trechos do livro são um tanto repetitivos – mas poucos – e me pareceu estranha a tendência do autor a usar palavras em grafias alternativas, motivado por seu profundo conhecimento etimológico das mesmas. É compreensível tal atitude, porém me parece infrutífera. Eu também gostaria de grafar certas palavras de forma mais autêntica (tipow, us joveins ki u digaum), entretando isso mais confunde do que ajuda o leitor.

Contudo, tirando esses pequenos detalhes, lhe asseguro que se você for professor ou de alguma forma costuma levar conhecimento aos outros, terá sua visão da vida engrandecida com a mensagem elevada de Huberto Rohden, um inteligentíssimo brasileiro muito pouco lembrado. Mais um exemplo de que não costumamos valorizar nossa gente de destaque. Eu mesmo quando “o descobri” fiquei surpreso por encontrar um brasileiro vivido no século passado com tamanha e adiantada visão de mundo.

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