Mãos para os céus, mas com os pés no chão

Mãos para os céus, mas com os pés no chão

O conhecimento da lei da atração e a prática de posturas que a utilizem objetivamente para fazer a  vida fluir um pouco melhor é algo muito válido. Mas sempre tem aquele crédulo demais ou cético demais que tem uma capacidade infinita de entender tudo errado.

Sempre sinto um certo desconforto ao ver gente querendo usar a lei da atração para ganhar na mega-sena, para atrair o grande amor da vida, para isso e para aquilo.

Pergunta que me deixa furioso (ui) é pergunta do tipo: A lei da atração funciona? Como se fosse de repente um produto ou serviço novo, que você só compra se estiver funcionando.

Isso é de uma superficialidade tremenda, a verdadeira alienação consumista. Nunca foram numa igreja não? Nunca ouviram de um padre ou pastor as palavras de Jesus dizendo que “Tudo que pedires em oração, te será dado?” É tão difícil assim associar uma coisa e outra?

Sempre falo aqui do ponto de vista tão sublime e isento que a Seicho-no-ie, filosofia japonesa, nos oferece. Tudo que eu vi no filme O segredo, já sabia anos atrás com a leitura dos livros da Seicho-no-ie. E ficava feliz de adquirir tal conhecimento, pois eles batiam perfeitamente com a idéia cristã de fé. Então eu aqui com meus botões, concluí: Bom, se duas idéias tão semelhantes surgiram dentro de culturas geograficamente tão distantes e culturalmente tão opostas, alguma coisa tem aí!

Não é uma questão de “funciona ou não funciona”. Experimente! Se por acaso você duvida, acha que é bobagem, jogada de marketing, etc, então continue como está! Será que você está tão bem assim que nada possa ser melhorado? Se sim, então ao menos não vamos desmerecer a fé alheia se não podemos contribuir com algo melhor. Concentrar-se nos aspectos positivos das situações assim como preferir reforçar bons pensamentos e sensações podem não lhe fazer ganhar a mega-sena, mas com certeza não lhe fará mal algum, muito pelo contrário – e ao menos nisso todos concordam.

Me causa desconforto ainda maior ver gente criticando a escolha das pessoas por participar de alguma religião, ou criticando a lei da atração e chamando o povo de trouxa por ir atrás dessas idéias. Até parece que ser cético e desconfiar de tudo é “muita VANTAGEM”. Como se duvidar de tudo e de todos desse algum lucro. Se o povão que segue as religiões populares tem uma visão limitada, fazer o que? É melhor esse povo temente a uma linha de raciocínio e comportamento, do que cada um fazer a sua própria lei. Se não fossem as religiões incumbindo certos valores à sociedade, tenha certeza, seria pior. Ruim com a hipocrisia, pior sem ela. Tudo está certo do jeito que está.

Os céticos dizem: Ah, porque O Segredo só enriqueceu a autora; porque é marketing, mandar o povo trabalhar não vende; funciona ou não funciona? Só que tem um detalhe, é fácil, facílimo criticar alguma coisa estando de fora, sem experimentar, apenas com as suposições de como seria experimentar tal atitude. A fé é uma experiência muito pessoal. Experiência psicológicas e espirituais são avessas ao cientificismo porque são subjetivas, não se pode medir e tampouco reproduzir com algum padrão. Se não experimentei algo, fico aberto a possibilidades. Sim, muita coisa é possível neste mundo.

É lógico que há um marketing pesado por trás do livro O Segredo; é verdade também que muito do que se diz em tal documentário AINDA não foi provado CIENTIFICAMENTE, mas nada garante que não venha a ser jamais – a ciência ainda não tem resposta pra tudo; E a despeito desses argumentos, vejo com bons olhos, ao menos muita gente passa a dar atenção a um aspecto da vida que ignoram completamente, o de que podem sim desejar MAIS, desejar ir além, pois tudo é possível ao que crê. Tudo bem que tem um povinho que desvirtua tudo e quer usar a lei da atração pra ganhar na loteria, mas tudo bem, um dia eles aprendem como a vida funciona. Pra esses fica a frase que encontrei hoje, já bem conhecida:

Tenho forte crença na SORTE, e percebi que quanto mais eu TRABALHO, mais DELA eu tenho.
Thomas Jefferson – Estadista americano, um dos autores da constituição dos EUA.

O conhecimento essencial nos oferecido pelas religiões acompanha a humanidade desde as primeiras civilizações. São conceitos comportamentais, de atitude. Valorizam o poder do livre-arbítrio, da liberdade de se almejar SIM aquilo que nos parece impossível, do foco mental e do TRABALHO, e principalmente de que há algo além do que é visível que nos proporciona ajuda e orientação além de onde o nosso poder individual alcança.

Um dos maiores aspectos da utilização da Lei da Atração é focar-se no aspecto positivo das coisas e fatos, hábito já conhecido como otimismo e gratidão. E qualquer pessoa de sucesso já aprendeu que problemas podem significar lucros, se ela assim preferir ver. Mas esse povo do contra se apega justamente nos aspectos negativos. É como um automóvel. Não nos interessa saber quem fez, como o motor funciona, etc. O que no interessa é utilizá-lo para ir daqui até ali. Da mesma forma a lei da atração. Se O segredo é uma grande jogada de marketing, se a lei da atração não pode ser provada cientificamente, o que interessa? Vamos experimentar e se nos trouxer benefícios, ótimo, é apenas isso que queremos. Enquanto se concentram em ver a parte ruim das coisas, vamos seguindo se concentrando nas coisas boas que temos e somos.