Pensar não dói

Pensar não dói

Não é difícil perceber, navegando neste site, e em meus textos, que AMO frases (ui).

Algumas frases conseguem definir e trazer à luz, com maestria, o que muitas centenas de livros não conseguem.

Uma delas é esta:

As pessoas raramente pensam duas ou três vezes em um ano; eu ganhei reputação internacional por pensar duas ou três vezes por semana.
George Bernard Shaw – Dramaturgo irlandês

Com algumas palavras e algum requinte de ironia, o autor conseguiu explicar o porquê da mediocridade geral que assola a humanidade: Boa parte das pessoas não pensa, apenas segue seus instintos. O raciocínio de Shaw é na verdade uma auto-crítica: Se ele, que pensa muito pouco – “apenas” duas vezes por semana – conseguiu fama internacional, os outros, que não conseguem fama alguma, não a conseguem porque muito raramente pensam: uma ou duas vezes no ano, quiçá, uma ou duas vezes na vida.

Este outro autor, fecha a questão:

A Maioria das pessoas preferiria morrer à pensar; de fato, muitas o fazem.
Bertrand Russell

Não vou me excluir do grupo a que o autor se refere. Todos nós sentimos uma dificuldade extrema de processar alguns tipos de informações.

Embora trabalhe numa área bem técnica e específica – publicação e manutenção de sites – há outras áreas cujo assunto faz meu cérebro entrar em pane. Contabilidade, leis e impostos são uma dessas áreas. Contabilistas e pessoas ligadas à burocracia me explicam as coisas e elas não me entram, não processo, não consigo tirar conclusões.

Mas graças ao bom Deus, para outras, consigo manter um padrão de raciocínio crítico, embora seja pouco. Há quem vá muito mais longe.

De qualquer forma, sinto um pouco de dó quando estou diante de pessoas mais simples cuja dificuldade de pensar criticamente se dá por uma mistura de desinteresse, preguiça e também certa dificuldade própria de suas mensalidades, mesmo. São como motores de carros populares, 1.0 cilindrada, que nunca chegarão a altas velocidades.

É triste, porque você já antevê o destino deles: Massa de manobra para os espertos que estão no poder, porque a essa gente simples, basta o pão e o circo. Se tem comida na mesa, uma casinha pra escapar da chuva e uma novelinha ou um futebolzinho pra assistir, tá ÓTIMOPensar pra quê, né?

O preço é caro demais para alguns.