Ler este texto foi quase uma catarse, porque o que ela diz lá eu já vinha percebendo, ao menos na minha profissão, há um bom tempo. Segue um trecho:

[…]

“design gráfico, tradução, revisão, revisão ABNT, programação, decoração, consultoria de moda, webdesign, transcrição, preparação de originais, editoração, legendagem, publicidade, jornalismo, aula de inglês, de francês, aula em faculdade, em cursinho, mestrado, doutorado, com bolsa, sem bolsa, consultoria/assessoria/gerenciamento de redes sociais, assessoria de imprensa, produção de eventos, crítica de arte, de música, de cinema, cenografia, curadoria, agitação cultural, mapa astral.

Escritores, roteiristas, resenhistas, romancistas, colunistas, cronistas e poetas. Professores, palestrantes, repórteres, artistas e fotógrafos. Produtores, atores e diagramadores. Bailarinos, músicos e psicanalistas. Pós-graduandos em ciências sociais, antropologia e história. Estudantes de graduação em filosofia. Ou, para resumir com termos que nossos tiozões reaças entendem bem: “tudo puta, bicha e maconheiro” <3

Um monte de coisas. Que não dão dinheiro. Nenhuma delas. Nem se juntar tudo.”

Camila Pavanelli – Clica e vai lá, leia o texto inteiro.

Corre!

Corre!

Se você está numa procura por alguma profissão, mas além de fazer algo interessante, quer também receber consideravelmente bem pelo que faz, acima está uma boa lista do que não escolher. Sério!

Ao contrário da autora, que faz um exercício de auto-aceitação profissional, já há alguns anos venho concluindo que fiz uma péssima escolha profissional. Porque gosto muito de dinheiro para vê-lo como algo secundário. E porque sei que a mesma energia que gasto criando sites ou escrevendo poderia estar gastando projetando uma ponte, como o engenheiro civil que eu queria ser aos 12 anos de idade, e ganhando MUITO por isso.

Esse texto, e a popularidade positiva dele, me fez relembrar que eu cheguei num momento de mudar de profissão.

E que não sei nem por onde começar.

E que justamente por isso, é muito provável que não mude.

Veja bem

O tom das palavras acima é desanimador, eu sei. Mas se você tem algum talento para algumas das profissões acima, e quer muito exercê-la, e também quer ganhar bem, deve saber que sempre há um jeito mais lucrativo de fazer o que você faz. É uma questão de ser criativo, pró-ativo e ter uma visão empreendedora. E também flexível e despido de preconceitos. No meu caso, me vi obrigado a largar um tanto o webdesign em si, e focar na publicidade online, como autônomo. Ao menos atualmente posso ter uma vida mais digna com o que ganho, se comparado com a época em que ganhava a vida como uma máquina de fazer sites.

Porque como disse um tal Douglas nos comentários do texto da Camila, também há um certo preconceito desse pessoal de humanas que fazem coisas que não dão dinheiro, de empreender e ganhar dinheiro”. É gente de tendências socialistas “que têm certo ódio ao mercado, ao formalismo e ao capitalismo em si…”

Para se ganhar dinheiro, a primeira coisa que você deve fazer, é gostar MUITO de dinheiro.

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Este link complementa, de modo um tanto esculachado :) o que é dito aqui.