É meu, só meu, sai pra lá

É meu, só meu, sai pra lá

Encontrei um ebook do Luiz Gasparetto perdido pela web, que é uma transcrição de um de seus cursos. Este ebook tem material para comentar aqui por 10 anos :) Abaixo, cito uma frase das muitas que me chamaram a atenção:

Nós somos espíritos que têm que conquistar a vida material. São dois grandes campos de treinamento: o afetivo e o financeiro. Luiz Gasparetto

De modo geral, toda corrente espiritual tende a nos convencer de que só o que importa são as coisas do espírito, e que portanto devemos fazer o possível para nos desapegarmos das coisas materiais.

Daí vem o Gasparetto e diz exatamente o inverso. Que não devemos viver num mundo material focados no mundo espiritual e sim que devemos adquirir e manter a consciência de nossa natureza espiritual, justamente através da lida com as coisas materiais.

É um ponto de vista bem diferente e digno de dar um nó na cabeça.

Não é errado querer as coisas. Não é errado querer TER o que você quer. Não é errado desejar aquele carro dos seus sonhos, a casa dos seus sonhos, a decoração dos seus sonhos, nem é errado querer ter muito dinheiro. Não é errado brigar pelo que queremos, nem baixar a cabeça quando vemos que o que queremos não é possível.

Tampouco é errado curtir o sexo, curtir o prazer que o corpo proporciona, que as companhias nos proporcionam. Não é errado insistirmos em encontrar uma companhia.

Talvez sim, seja errado querer manter-se sozinho por medo. Aprender e saber se relacionar, eis talvez o maior dos acertos.

Errado é ficar perambulando nesse mundo julgando como errado o que nos é natural.

Num ponto do ebook, o Gasparetto chega a provocar:

Quem tem poder são os materialistas, os espiritualistas são pobres. Como é a qualidade de sua vida? Esse papel de espiritual, bonzinho, leva você para onde? Veja lá para onde as idéias estão te levando. Com sua pretensão espiritual, você está vendo o outro que você acha materialista estar bem e fica falando mal dele, em vez de olhar para o que ele está fazendo.

E aí, você concorda?