E a opção de voltar, tem?

E a opção de voltar, tem?

Todos os dias nos deparamos com muitas questões, pequenas e grandes.

Das grandes, verdade seja dita, nós fugimos, e por isso elas nos tomam menos energia mental e emocional.

Mas quase sempre, as pequenas indecisões nos tomam tanta energia quanto as grandes. Até porque são mais numerosas, e somadas, nos tomam uma energia enorme ao fim do dia.

Profissionalmente, aqui, sempre tenho muitas micro-decisões para tomar, no âmbito do web-design: Que cor usar? Essa margem está boa assim ou aumento? E essa fonte… não tá legal, mas que fonte usar? Que imagem usar para ilustrar o texto, dentre as milhões de imagens que o google imagens oferece?

Realmente me incomoda ter que ficar me atendo a essas minúcias. Ficar muito tempo pensando sobre elas reduz nossa própria vida àquela micro-questão, tipo que cor usar naquele fundo ou usar ou não ponto de exclamação no título de mais um texto.

Nos últimos anos passei a transitar bem por essas micro-decisões, porque desde há um bom tempo adotei um critério, que já se tornou intuitivo, e que é bem generalista, mas muitíssimo prático, sobre como tomar essas decisões sem gastar muita energia com elas. E funciona assim:

De modo geral, o que me faz parar algum (ou muito) tempo sobre algo ou não, é o seguinte questionamento, que não me faço objetivamente, porque já está entranhado no meu ser (ui):

Esta decisão vai me deixar mais rico, ou não?

A resposta quase sempre é um sonoro NÃO, e então eu sigo em frente.

Uma variação desse questionamento também seria:

Esta decisão vai resolver a minha vida, ou não.

A resposta quase sempre também é um convicto NÃO.

E então eu sigo a vida em frente, sem gastar minha energia com o que realmente não tem A MENOR importância no contexto geral das coisas.