Você está preparado para o que você quer? Ou o que você quer, você quer mesmo por você?

Ou porque lhe disseram que você deveria querer?

O tema do texto anterior toca num assunto recorrente aqui. Muito discorro sobre dinheiro, riqueza, prosperidade. E procuro afirmar que dinheiro, poder e abundância são sim valores positivos e que muito agregam à vida de qualquer um.

Contudo, entretanto, porém […]

Menos aparências e mais essência

Menos aparências, mais essência

Apesar de procurar manter um ponto de vista positivo com relação à riqueza, com o tempo tenho percebido que o conceito de riqueza não é o mesmo para todos. E acho que é bom que não seja.

Se você é uma pessoa naturalmente simples, que precisa de pouco para viver, e se sente genuinamente bem com isso, então muito dinheiro para você não passará que uma grande incomodação. Seu nível pessoal, espiritual, mental, whatever, não precisa da opulência para se sentir bem. E ao contrário do que dizem (e exageram) alguns evangelistas da prosperidade, não é errado não precisar de sofisticação. Errado é seguir os valores alheios, ou no português claro, ser maria vai com as outras. Cada um é o que é, e o verdadeiramente vitorioso é aquele que consegue impor o que é, digam o que disserem!

A grande questão se resume a:

O que é natural pra você?

Neste texto sobre dinheiro e vocação eu procurei defender que lidar preponderantemente com dinheiro pode ser sim uma vocação tão natural para algumas pessoas como é cozinhar e desenhar para outras.

Mas os valores relacionados à riqueza podem não ser naturais para você. E de duas uma:

Ou você segue o caminho da moça citada no texto anterior, em que manda tudo pros ares e segue seu instinto de sobrevivência, pouco importe o que vão dizer, e vão dizer mesmo horrores de você. Veja que não estou nem a defendendo, nem a condenando. Escrevi sobre essa postura no texto O Preço de Ser Quem Você é.

Ou segue o caminho imposto pelos outros – ou escolhido baseado nos valores dos outros (afinal os seus valores você nem se deu o trabalho de encontrar) – e vai se destruindo ano após ano, em busca do sucesso enfartado. Sim, sucesso enfartado, uma expressão que encontrei por aí, não lembro onde, e resumiu bem esse paradigma ocidental de trocar seu tempo de vida e o pior, sua saúde, por dinheiro e posição social.

Reforçando: Não há nada demais em trabalhar e mover seus recursos para alcançar dinheiro, prosperidade, poder, prestígio e tudo de bom que pode vir junto nesta empreitada, desde que essa intenção seja autêntica e natural para você.

Dando tempo ao tempo

No texto anterior lembrei de uma observação que me é também recorrente: A de que certas pessoas só florescem na vida depois de já um tempo de vida. É um tempo no qual já resolveram boa parte dos seus conflitos internos. E tais observações só reforçam o valor da paciência.

Essas pessoas costumam viver com mais paz interior, já passaram por várias atividades, já podem decidir sem resquícios de dúvidas por qual atividade tem mais afinidade. Já sofreram por amor e o entenderam como o amor deve ser entendido, e não como a sociedade nos diz como o amor deve ser. Enfim, já acumularam uma boa dose de experiência e de sabedoria, as quais lhes servem para galgar novos padrões de vida, mais equilibrados, mais prósperos, mais enriquecedores à sua experiência existencial.

E você? O que é natural para você? Já identificou seus valores que, no fundo, não são seus mas foram incorporados dos pais, amigos, patrões, palestrantes, publicidade, mídia e etc?