Descobrir-se não é um ato meramente mental. É experimentação, vivência, paciência.

Trecho do livro A Verdade, de Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-no-ie:

Como revelar o seu talento

Muitos jovens desconhecem a verdadeira razão pela qual os grandes gênios ou heróis, que parecem constituir monumentais marcos na história da humanidade, conseguiram tão grande êxito. E pensam que, se puderem descobrir logo qual é o talento que Deus lhes concedeu, eles poderão estudar com afinco os conhecimentos de uma área e se tornarem também gênios como aqueles. Porém, não adianta ficarem aflitos, procurando descobrir logo o seu talento. Da mesma forma que o cedro simplsmente desenvolveu a sua natureza de cedro em toda a sua plenitude, e o pinheiro simplesmente desenvolveu plenamente a sua natureza de pinheiro, para se tornarem majestosas árvores, também os jovens devem simplesmente desenvolver dia após dia a sua própria natureza, para se tornarem, mais tarde, grandes personalidades dotadas de características peculiares.

E este outro:

Como revelar suas aptidões

Muitos jovens, na incerteza de qual é realmente o seu talento, ficam hesitantes, e consequentemente a nada conseguem se dedicar com seriedade, desperdiçam o tempo, desgastam a energia, acabam chegando à velhice e deixam este mundo sem deixar grandiosos feitos. Todo ser humano possui um talento a ele atribuído que, para se exteriorizar, não é obrigatório seja descoberto conscientemente. Se o cedro cresce sobranceiro, com características de cedro, não é porque se esforça conscientemente para sê-lo. Simplesmente está desenvolvendo, sem descansar um dia sequer, a atividade da Vida, tal qual lhe foi atribuída. O importante é isso: “Simplesmente desenvolver a Vida, tal qual lhe foi concedida, sem parar”. Assim procedendo, desenvolver-seá o talento que lhe foi concedido.

Simples e magnífico, não? Uma bela resposta para quem procura encontrar sua vocação. O segredo me parece ser este. Fazermos aquilo que gostamos, aqui, agora, sem maiores ambições, pelo prazer meramente, para não sermos seduzidos pelas idéias de grandeza, de status, de um ilusório poder, que se levadas muito a sério, tomam nossa saúde. Tem muito a ver com aquele conceito do mestre paciente e abnegado executando seu nobre ofício. Ele não se preocupa com o serviço de ontem, nem com a tarefa de amanhã. Se concentra no que está fazendo, e vive um dia de cada vez. E quando percebe, é o MELHOR em sua atividade.

Revele-se

Revele-se

Levando o assunto adiante, vez e outra, converso com amigos e conhecidos sobre a questão de valer a pena ou não se dedicar DEMAIS a uma atividade, se entregando demais aos compromissos, sem uma motivação real mais valiosa que não seja a de manter um padrão de vida imposto por uma sociedade alienada, midiática, publicitária. E lembrei de um raciocínio que encontrei em algum livro lido, do qual o nome não faço a menor idéia. E que se relaciona à naturalidade de se exercer uma atividade com gosto, conforme citado por Masaharu, mais acima.

Imagine a seguinte situação: Imaginemos Silvio Santos, famoso em todo o país por ser apresentador popular, multi-milionário da TV e exímio negociador. Pois bem, imaginemos que se tirasse de Silvio Santos toda sua fortuna, e desconsideremos o fator saúde ou idade, e então o coloquemos no meio de uma cidade, então sem dinheiro, mas com toda a sua experiência de vida. Pergunto: Alguém duvida que dentro de poucos anos terá ele juntado significativa fortuna novamente? Não é de se duvidar, não é? Pois é absolutamente natural para ele negociar e prosperar. Com a qualidade de milionário incorporada em sua alma, é natural para ele assumir grandes responsabilidades e alçar-se à riqueza. Qualquer outro que não seja dado ao jogo dos negócios, para chegar ao nível de fortuna de um Silvio Santos da vida se estropiaria todo de tanto trabalhar e tentar de todas as formas e acabaria certamente quebrado e combalido.

Vejo que o segredo é ser natural. Ser o que somos em essência. E o tempo, a vida, a nossa natureza, farão a sua parte.

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