Ele não se importa com o que pensam

Ele não se importa com o que pensam

Acho que dos meus textos, aquele com o qual várias pessoas se identificaram foi O preço de ser quem você é.

Isso só demonstra o tormento no qual as pessoas vivem, inseridas numa sociedade incapaz de deixar viver. Ou seja, se você não pensa como a maioria – esta maioria que nos força a pensar como ela, e assimilar os seus valores – você é veladamente discriminado.

No discurso, valorizam a pluralidade e a diversidade. Estimulam fortemente:

Seja você mesmo(a)!

Mas na prática, se você não pensa e não age como “eles”, parece que há algo de errado com você.

Quando enfim, você decide ser você mesmo, lhe criticam.

Ser autêntico nesse mundo, nessa época (mas desconfio que sempre foi assim), tem um preço alto. O preço de ser considerado esquisito, diferente, de ouvir coisas como “ah, ele é assim mesmo” ou “É o jeito dela“.

Mas na verdade quem tem um pingo de originalidade não troca essa postura por nada. Das poucas receitas prontas para a vida, uma que é consensual é que o melhor jeito de viver é sendo você mesmo(a).

Sucesso é isso, viver sua vida à sua própria maneira, ver o mundo do jeito que só você é capaz de ver.

Não tem outro jeito. Cedo ou tarde pagaremos o preço.