Oração da Serenidade e o abandono a Deus
12 de agosto de 2009
O maior problema que ocorre quando se conhece o poder da fé, seja através das religiões ou de livros que tratam do funcionamento da mente, é a pessoa assumir uma postura passiva e esperar que as coisas caiam do céu, seja por uma benção divina ou por consequência da lei da atração universal. Esta postura nada mais é do que uma releitura de posturas espirituais antigas que sugeriam o “abandono a Deus”.
Há um ditado popular, o qual pensava eu ter origem na bíblia, mas que agora, após alguma pesquisa, descobri ser só isso mesmo, um ditado popular, mas nem por isso menos válido:
Ajuda-te que eu te ajudarei.
Pois pensemos de uma forma minimamente lógica: Se estamos num mundo físico, seja qual for a suprema missão de estarmos aqui, é fisicamente que teremos de agir. Se Deus existisse em sua figura renascentista, um senhor de barbas brancas vivendo sobre as nuvens, tenha certeza, não gostaria de gente omissa e passiva. Essa é uma das maiores missões de todo professor. Fazer com que os alunos não confundam o mau com a atividade e o bem com a passividade. Além do mais, se há alguma coisa além da morte e ainda não nos foi dado conhecer, é porque é aqui que devemos concentrar nossa atenção. Sem contar que de nada adianta especularmos se há vida após a morte se nem “esta” vida aproveitamos ao máximo. Feliz de quem espreme desta vida até a última gota.
É preciso dar o primeiro passo.
Procuro mostrar isso com frequência por aqui. É preciso darmos o primeiro passo. Neste link há um texto magnífico tratando dessas coisas do primeiro passo em algum projeto.
Porém a dúvida pode permanecer: O que é melhor, agir independentemente, crendo-se causador de “tudo”, ou abandonar-se à vida, ao melhor estilo Zeca Pagodinho (deixa a vida me levar, vida leva, eu) ??? A resposta me parece perfeita quando assumimos uma postura atenta, sugerida pela Oração da Serenidade, muito popular atualmente, principalmente em sua primeira e mais reveladora parte, abaixo em negrito. A Oração da Serenidade foi escrita pelo teólogo protestante Reinhold Niebuhr que viveu de 1892 até 1971 e trabalhava no Union Theological Seminary, nos Estados Unidos da América.
Oração da Serenidade
Concedei-me, Senhor
A serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem para modificar aquelas que posso;
e Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.
Vivendo um dia de cada vez; Desfrutando um momento de cada vez; Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz;
Aceitando, como Ele aceitou, este mundo tal como é, e não como Ele queria que fosse; Confiando que
Ele acertará tudo contanto que eu me entregue à Sua vontade; Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e supremamente feliz com Ele eternamente na próxima.
Amém.Outra versão da Oração da Serenidade
Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra – vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade. Amém.
E uma outra
Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença: vivendo um dia a cada vez, aproveitando um momento de cada vez; aceitando as dificuldades como um caminho para a paz; indagando, como fez Jesus, a este mundo pecador, não como eu teria feito; aceitando que Você tornaria tudo correto se eu me submetesse à sua vontade para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e extremamente feliz com você para sempre no futuro. Amém.
Interessante e inspirador não? Bem como deve ser a vida, equilibrada, nem mais, nem menos. Ou seja, nem abandono total, mergulhando-se em total inatividade e espera, mas nem auto-suficiência desmedida e como bem sabemos, ilusória, porque nenhum homem é uma ilha.
Ronaud Pereira
Tags: Abandono, Ação, Atitude, Oração da Serenidade


















» A difícil arte de largar - RONAUD.com
05 de setembro de 2009 as 20:02
[...] é uma arte. Essa arte está bem resumida naquela Oração da Serenidade a qual eu postei aqui semanas atrás. A atitude mais razoável diante dos problemas – [...]