Anos atrás, um intelectual de esquerda indicou aqui no facebook um filme brasileiro que à ocasião, ele tinha achado o máximo e louvou em elogios. Eu, curioso, fui assistir. O filme todo tratava de uma história com personagens pobres, em ambientes miseráveis, com comportamentos bizarros e toscos, como muitos desses videozinhos de facebook retratam.

Nessa ocasião, entendi pela primeira vez a célebre frase do carnavalesco Joãozinho 30:

“Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta é de luxo.”

De lá pra cá, entendi que ao mesmo tempo em que a Esquerda acerta ao se posicionar a favor dos oprimidos, acaba, nessa sanha solidária, criando e tornando-se vítima de uma fixação patológica pela pobreza, pela miséria e pela “beleza da escassez”.

Ser pobre não é bonito

Ser pobre não é bonito

Eu tenho para mim, que só merece ser chamado de arte aquilo que encanta e enleva. Por isso não curti o tal filme, e por isso também não curto filmes americanos sobre lutas, terror e “aventura” nos quais 100 bandidos não acertam um mocinho que consegue atirar e matar os 100 bandidos.

Justamente por esse meu critério (muito particular, mas nem um pouco absurdo) sobre o que é arte, também não posso considerar arte o tal espetáculo “macaquinhos” que tanto se falou durante o fim de 2015. Já pedindo perdão pela vulgaridade da minha sentença, acredito que se “cú” fosse bom, ficava no meio da cara, e não escondido nos confins do corpo.

Neste vídeo, o autor comenta o porquê de a arte contemporânea ser tão feia. Mas hoje, justamente em uma crítica do autor Flavio Morgenstern ao espetáculo cuzistico, encontrei uma conclusão definitiva para o que acontece na arte. Vivemos desde o século passado sob a estética progressista, que é a estética que valoriza o simplório pensando valorizar o simples, que valoriza o desencanto, o escárnio; que valoriza, enfim, o mau gosto, que é o gosto do populacho, porque para o esquerdista, a pobreza é uma religião, e o pobre, seu ídolo.

Segue trecho de Flavio Morgenstern:

“Tudo o que a estética progressista, a política de coitadismo e “incentivo fiscal” para a Cultura, o vitimismo social, o discurso radical, a auto-afirmação dos que nada têm a afirmar, a ética de Khmer Rouge, a glorificação da mesmice e a banalização banalizada conseguem de fato é reduzir o ser humano às suas funções mais básicas: comer, cagar e trepar. […]

O próximo passo natural e óbvio é coprofilia.” Fonte