De 11 de junho de 2001.

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As nuvens estão revoltas
Como seus cabelos revoltos
E seu olhar, hesitante e doce
Parecia que sorria

Seu olhar tinha um lindo castanho
É o das nuvens no entardecer
Eram suaves como os ramos
Seus braços a me enternecer

E assim, da sua voz
Macios acordes me tocaram
Como as brisas de outono,
Aos céus me levaram

Ah se estivesses aqui
Nestas tantas noites
Nestas festas dos santos
Onde só vi agitos inúteis

Dentre tantas moças
Belas ou indiferentes
Em andares perdidos
Só o perfume doce valeu

A lua, a noite e seus jasmins
Foi só o que marcou
No frio vieste aos ares
Foste você quem me abraçou

Realmente te fostes, amor meu
A despedida lembrou distância
A distância lembrou proibição
A proibição lembra longos e longos tempos…

Te fostes para longe, que falta fazes
Ficaram as lembranças, do meu oasis
O ultimo abraço lembrou saudade
O ultimo sorriso lembrou amizade

Para longe, por outras paisagens
Para morar neste coração de passagens
Não é o lírio, falo da rosa impetuosa
Dos ímpetos onde moravam a verdade

A íntegra tentação vive agora longe
E nos dias frios ao sol, ela surge
Acompanhada dos ventos e luzes
Perfumando com sua luz os meus ares

/ Ronaud Pereira /

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