De 11 de março de 2000.

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Linda a flor elevando-se da lama
E a borboleta sobre seus espinhos
Com a delicadeza de uma dama
Encantando olhares mais vividos

Canção esta de lindos acordes
Nos céus de seus olhos perdidos
Buscam da tarde as últimas luzes
E vêem na lama a lua subindo

Inspirador seu rosto; dispersa ternura
Que foge à ímpia vontade, às brisas
Vai por amores e místicas aventuras
E volta-me calorosa, inocente simpatia

Oh estrelas o que dizem a esta alma
a estas palavras idólatras de paixões
Merecem aquelas mãos doces e calmas
O carinho de deuses e anjos guardiões?

Tal é Vênus, objeto do desejo, ardente, sensual,
Perfeita nos bel-gestos, graça nos adornos
Inspira-me à essência por seus contornos
Por toques… No prazer dum encontro casual

Aqueles momentos fogem; são pétalas ao vento
Devo saber, são livres, são lindas, é a vida…
Sutilezas inapreensíveis; Eu ao relento
Busco a essência, pois que serei alma polida

Inconciente da dor estás contente
Lindo mesmo é seu sorriso, mas chove
Sua essência é de desejos ardentes
Foste a mim como numes algozes

/ Ronaud Pereira /

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