De 23 de fevereiro de  2001.

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Se é tão proibida, a loura
Se vejo os céus em seus olhos
Se ao profano não se louva
Porque sou devoto de seus lábios

O corpo esquio, ao andar é lindo
Chego a louvar o que desconheço
E aquele suave mover dos cabelos
É poético, mágico, lindo, (muito) lindo

O cintilar fixo daqueles olhos
Me encontram, e me perdem
Sérios “também” são; seus lábios
“Tão bem” beijam, me enlouquecem

Exala sensualidade em suas curvas
Mas se faz serena feito o divino olhar
Se olhar à cem mil flores murchas
Verei cem mil lindas flores desabrochar

Se é tão proibida, a loura (divinizada)
Por que me visita em sonhos?
Das névoas veio a princesa dos contos
Deixou esta vida mais louca (e apaixonada)

/ Ronaud Pereira /

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