De 26 de fevereiro de 2001.

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Tanto amo essas chuvas
Mas agora há essa música
Briga comigo suas mágoas
A lama na minha trajetória

Tudo que vi e fugiu
Do outono agora estranho
O inverno se coloriu
E a primavera teve ar tristonho

Minha namorada não me viu…
Diante dela, bombons e a saudade
Todo o carinho que não sentiu
E minha revolta nos versos que dava-lhe

Aquela moça se surpreendeu
Viu-me sozinho clamando seu amor
Sem me negar, continuou seu louvor
Desprezado fui embora, e me esqueceu

Vi somente ela, miragem, eram elas,
A procurava, e andava, e esperava
Vê-la numa esquina, dessas, e deveras
Seria, a alegria, paixão guardada

Neste coração, romântico, carinhoso
Foi gentil, até orgulhoso, mas sincero
Muito amou, e procurou, até austero
Ver-se caído, entre lágrimas e choro

Raiva por ser deixado de lado
Aquela moça, por todos amada
Até Deus a preza por ter-lhe louvado
Eu sou do meu mundo, e nem ela, nem Deus
melhor me amaram…
Do que aqueles lírios cor-de-fogo, alaranjados
que perfumavam minha vida e a praça ao lado.

/ Ronaud Pereira /

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